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  • Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 1 15/03/2012 02:25:21 p.m.

  • Primera edicin: marzo de 2012

    D.R. Suprema Corte de Justicia de la NacinAvenida Jos Mara Pino Surez nm. 2Colonia Centro, Delegacin CuauhtmocC.P. 06065, Mxico, D.F.

    Prohibida su reproduccin parcial o total por cualquier medio, sin autorizacin escrita de los titulares de los derechos.

    El contenido de los documentos que conforman esta obra es responsabilidad exclusiva de los autores y no representa en forma alguna la opinin institucional de la Suprema Corte de Justicia de Mxico.

    Impreso en MxicoPrinted in Mexico

    Traduccin del espaol al portugus de la Presentacin, Prlogo y trabajo correspondiente al segundo lugar: Eber Omar Betanzos Torres.

    Traduccin del portugus al espaol de los trabajos correspondientes al primer y tercer lugar: Arturo Salinas.

    La edicin y diseo de esta obra estuvieron a cargo de la Suprema Corte de Justicia de la Nacin de Mxico, comisionada por la Cumbre Judicial Iberoamericana.

    Sistema Bibliotecario de la Suprema Corte de Justicia de la NacinCatalogacin

    POH030P746p

    Principios de la tica judicial iberoamericana : motivacin judicial / [traduccin del espaol al portugus de la presentacin, prlogo y trabajo correspondiente al segundo lugar Eber Omar Betanzos Torres ; traduccin del portugus al espaol de los trabajos correspondientes al primer y tercer lugar Arturo Salinas ; presentacin Ministro Juan N. Silva Meza ; prlogo Ministro en retiro Mariano Azuela Gitrn]. -- Mxico : Suprema Corte de Justicia de la Nacin : Cumbre Judicial Iberoamericana : Comisin Iberoamericana de tica Judicial, 2012.xxxii, 347 p. ; 22 cm.-- (Coleccin Comisin Iberoamericana de tica Judicial. Serie

    Monografas Premiadas ; 4)

    Monografas ganadoras en la cuarta edicin del concurso cuyo tema fue la Motivacin

    El primer lugar lleva por ttulo Motivacin judicial desde la perspectiva tica / Paulo Mrio Canabarro Trois Neto, el segundo lugar intitulado La motivacin judicial / Jos Sebastin Gmez Smano y el tercer lugar se titula Luces sobre Temis: la motivacin como imperativo tico y legitimador del juez / Rafael Ramos Monteiro de Souza.

    Texto en portugus y espaol.

    ISBN 978-607-468-417-9

    1. Motivacin Decisiones judiciales Ensayos 2. tica judicial Principios procesales 3. Virtudes Deontologa 4. Teoras del Derecho 5. Deberes ticos 6. Poder judicial 7. Garantas judiciales 8. Argumentacin jurdica 9. Cdigo de tica judicial I. Betanzos Torres, Eber Omar, tr. II. Salinas, Arturo, tr. III. Silva Meza, Juan Nepomuceno, 1944- , prol. IV. Azuela Gitrn, Mariano, 1936- , prol.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 2 15/03/2012 02:25:22 p.m.

  • Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 3 15/03/2012 02:25:22 p.m.

  • Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 4 15/03/2012 02:25:22 p.m.

  • SUPREMA CORTE DE JUSTICIA DE LA NACIN

    Ministro Juan N. Silva MezaPresidente

    Primera SalaMinistro Arturo Zaldvar Lelo de Larrea

    Presidente

    Ministro Jos Ramn Cosso DazMinistro Guillermo I. Ortiz MayagoitiaMinistro Jorge Mario Pardo Rebolledo

    Ministra Olga Snchez Cordero de Garca Villegas

    Segunda SalaMinistro Sergio A. Valls Hernndez

    Presidente

    Ministro Luis Mara Aguilar MoralesMinistro Sergio Salvador Aguirre Anguiano

    Ministro Jos Fernando Franco Gonzlez SalasMinistra Margarita Beatriz Luna Ramos

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 5 15/03/2012 02:25:22 p.m.

  • VI

    Contenido

    Presentaao .............................................................................. XVI

    Prlogo ....................................................................................... XXIV

    PRIMEIRO LUGAR

    MOTIVAO JUDICIAL SOB A PERSPECTIVA TICA

    Paulo Mrio Canabarro Trois Neto

    Introduo ................................................................................. 4

    Captulo I

    Dever de motivao e excelncia judicial ............................. 8

    1. A razo de ser do dever de motivao..................... 20

    2. Estrutura do dever de motivao ............................. 28

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 6 15/03/2012 02:25:22 p.m.

  • VII

    Contenido

    Presentacin ............................................................................. XVII

    Prlogo ....................................................................................... XXV

    PRIMER LUGAR

    MOTIVACIN JUDICIAL DESDE LA PERSPECTIVA TICA

    Paulo Mrio Canabarro Trois Neto

    Introduccin .............................................................................. 5

    Captulo I

    Deber de motivacin y excelencia judicial ............................ 9

    1. La razn de ser del deber de motivacin ................. 21

    2. Estructura del deber de motivacin ......................... 29

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 7 15/03/2012 02:25:22 p.m.

  • VIII

    Captulo IIO dever de motivao na teoria da

    argumentao jurdica ............................................................ 36

    1. A regra da universalizabilidade ................................ 42

    2. O carter dialogal da correo

    argumentativa ............................................................ 48

    Captulo IIIAbrangncia do dever de motivao .................................... 58

    1. Motivao das questes de direito .......................... 60

    a. O uso dos cnones de interpretao ................. 60

    b. A argumentao dogmtica .............................. 66

    c. A vinculao aos precedentes ............................ 72

    2. Motivao das questes de fato .............................. 76

    a. Critrios de confirmao e refutao de

    uma hiptese ftica ............................................. 76

    b. A estrutura da fundamentao sobre a

    matria ftica ....................................................... 84

    Captulo IVRelao do dever de motivar com outros deveres ticos

    do Juiz ........................................................................................ 96

    1. Independncia e imparcialidade ............................... 96

    2. Prudncia, justia e equidade .................................... 102

    3. Conhecimento e capacitao .................................. 108

    4. Responsabilidade institucional ................................ 110

    5. Diligncia ..................................................................... 116

    Captulo VConcluso .................................................................................. 120

    Referncias bibliogrficas ....................................................... 124

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 8 15/03/2012 02:25:22 p.m.

  • IX

    Captulo IIEl deber de motivacin en la teora de la

    argumentacin jurdica ........................................................... 37

    1. La regla de la universalizabilidad ............................. 43

    2. El carcter dialogstico de la correccin

    argumentativa ............................................................ 49

    Captulo IIIAlcance del deber de motivacin ........................................... 59

    1. Motivacin de las cuestiones de derecho................ 61

    a. El uso de los cnones de interpretacin ............ 61

    b. La argumentacin dogmtica ............................ 67

    c. La vinculacin a los precedentes........................ 73

    2. Motivacin de las cuestiones de facto .................... 77

    a. Criterios de confirmacin y refutacin de

    una hiptesis fctica ............................................ 77

    b. La estructura de la fundamentacin sobre

    a materia fctica .................................................. 85

    Captulo IVRelacin del deber de motivar con otros deberes ticos

    del Juez ...................................................................................... 97

    1. Independencia e imparcialidad ................................. 97

    2. Prudencia, justicia y equidad ..................................... 103

    3. Conocimiento y capacitacin ................................... 109

    4. Responsabilidad institucional .................................. 111

    5. Diligencia ..................................................................... 117

    Captulo VConclusin ................................................................................. 121

    Referencias bibliogrficas ....................................................... 125

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 9 15/03/2012 02:25:22 p.m.

  • X

    SEGUNDO LUGAR

    MOTIVAO JUDICIAL

    Jos Sebastin Gmez Smano

    Introduo ................................................................................. 140

    Captulo I

    Origens da motivao ............................................................. 146

    1. Exegtica legalista: Juiz bouche de la loi

    (boca da lei) .................................................................... 154

    2. Principialista: Juiz creador de direito ............................ 164

    Captulo II

    Que a motivao? ................................................................. 174

    1. Context of discovery y context of justification

    [contexto de descoberta e justificao] .................. 178

    2. Interna e justificao externa ................................... 182

    3. Quaestio caso e facti

    [Questo de Direito e de facto] ................................ 186

    a. Direito .................................................................... 188

    b. Atos ........................................................................ 190

    4. Como deve ser escrita a motivao judicial ............ 194

    Captulo III

    Funes de Motivao ............................................................ 196

    1. Bom desempenho de um sistema de desafios

    processuais .................................................................. 198

    2. Controle de poder-Proibio de discriminao

    arbitrria ...................................................................... 200

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 10 15/03/2012 02:25:22 p.m.

  • XI

    SEGUNDO LUGAR

    LA MOTIVACIN JUDICIAL

    Jos Sebastin Gmez Smano

    Introduccin .............................................................................. 141

    Captulo I

    Orgenes de la Motivacin ..................................................... 147

    1. Exegtico legalista: Juez bouche de la loi

    (boca de la ley) ................................................................ 155

    2. Principialista: Juez creador del Derecho ....................... 165

    Captulo II

    Qu es la Motivacin? ............................................................ 175

    1. Context of discovery y context of justification

    [contexto de descubrimiento y justificacin] .......... 179

    2. Justificacin interna y externa .................................. 183

    3. Quaestio iuris y facti

    [Cuestin de Derecho y de hecho] ............................ 187

    a. Derecho ................................................................. 189

    b. Hechos ................................................................... 191

    4. Cmo debe redactarse la motivacin judicial ........ 195

    Captulo III

    Funciones de la Motivacin .................................................... 197

    1. Buen funcionamiento de un sistema de

    impugnaciones procesales ........................................ 199

    2. Control del poder-Interdiccin de la

    arbitrariedad ................................................................ 201

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 11 15/03/2012 02:25:22 p.m.

  • XII

    3. Justia das resolues ................................................. 206

    4. Legitimidade das decises judiciais.......................... 210

    5. Motivao como meio para alcanar a

    auctoritas judicial .......................................................... 216

    Captulo IV

    Motivao quanto oramento da outras virtudes

    deontologicas ........................................................................... 226

    1. Imparcialidade ............................................................. 226

    2. Independncia ............................................................. 228

    3. Princpio da integralidade. Garantia da uma

    defesa adequada ........................................................ 228

    4. Legalidade ................................................................... 230

    5. Publicidade Transparncia ......................................... 230

    6. Interpretar o significado do fracasso ....................... 232

    Captulo V

    Concluso ................................................................................. 234

    Referncias bibliogrficas ....................................................... 238

    TERCEIRO LUGAR

    LUZES SOBRE TMIS: A MOTIVAO COMOIMPERATIVO TICO E LEGITIMADOR DO JUIZ

    Rafael Ramos Monteiro de Souza

    Captulo I

    Consideraes iniciais .............................................................. 250

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 12 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XIII

    3. Justicia de las resoluciones......................................... 207

    4. Legitimidad de las decisiones judiciales .................. 211

    5. La motivacin como medio para llegar a la

    auctoritas judicial .......................................................... 217

    Captulo IV

    Motivacin como presupuesto de otras virtudes

    deontolgicas ........................................................................... 227

    1. Imparcialidad ............................................................... 227

    2. Independencia ............................................................ 229

    3. Principio de exhaustividad. Garanta de una

    debida defensa ............................................................ 229

    4. Legalidad ...................................................................... 231

    5. Publicidad-Transparencia ........................................... 231

    6. Interpretar el sentido del fallo ................................... 233

    Captulo V

    Conclusin ................................................................................. 235

    Referencias bibliogrficas ....................................................... 239

    TERCER LUGAR

    LUCES SOBRE TEMIS: LA MOTIVACIN COMO IMPERATIVO TICO Y LEGITIMADOR DEL JUEZ

    Rafael Ramos Monteiro de Souza

    Captulo I

    Consideraciones iniciales ........................................................ 251

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 13 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XIV

    Captulo II

    Cenrio de fundo: dilogo e compromisso no

    Estado Democrtico de Direito .............................................. 260

    1. O Judicirio como protagonista ................................ 262

    2. O Modelo Processual de Garantias.......................... 270

    3. Princpios e Conceitos indeterminados:

    justificando as escolhas ............................................. 278

    Captulo III

    O Pblico Interno ..................................................................... 288

    Captulo IV

    O Pblico Externo ..................................................................... 296

    Captulo V

    Modus operandi: extenso e vcios ........................................... 304

    1. Existncia e clareza .................................................... 306

    2. Completude ................................................................. 308

    3. O exame das provas ................................................... 310

    4. Justificao interna e externa ................................... 314

    5. Motivao implcita, per relationem e por

    formulrios .................................................................. 316

    Captulo VI

    Consideraes finais ................................................................ 324

    Referncias bibliogrficas ....................................................... 330

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 14 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XV

    Captulo II

    Escenario de fondo: dilogo y compromiso en el

    Estado Democrtico de Derecho ........................................... 261

    1. El Poder Judicial como protagonista ......................... 263

    2. El Modelo Procesal de Garantas .............................. 271

    3. Principios y conceptos indeterminados:

    justificacin de las elecciones .................................... 279

    Captulo III

    El Pblico Interno ..................................................................... 289

    Captulo IV

    El Pblico Externo ..................................................................... 297

    Captulo V

    Modus operandi: extensin y vicios .......................................... 305

    1. Existencia y claridad ................................................... 307

    2. Integridad ..................................................................... 309

    3. Examen de las pruebas .............................................. 311

    4. Justificacin interna y externa .................................. 315

    5. Motivacin implcita, per relationem y por

    formularios .................................................................. 317

    Captulo VI

    Consideraciones finales ........................................................... 325

    Referencias bibliogrficas ....................................................... 331

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 15 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XVI

    Presentaao

    Em setembro de 2010, a requerimento expresso do Ministro

    Guillermo Ortiz Mayagoitia, Presidente da Suprema Corte de Justicia

    da Nao a Cpula Judicial Ibero-americana encomendou a Mxico

    a Secretaria Executiva da Comisso Ibero-americana de tica

    Judicial, desenvolvida exemplarmente pelo Dotor Rodolfo Luis Vigo,

    durante seu primeiro perodo. Uma das primeiras tarefas a esta nova

    gesto foi organizar a Quinta Reunio Ordinria da Comisso Ibero-

    americana de tica Judicial, em onde os novos comissrios definiriam

    o destino desta nova integrao e dariam continuidade a os

    importantes projetos consolidados por seus predecessores.

    A reunio foi celebrada o passado dos de dezembro de 2010

    tendo como marco o espao pictrico realizado por Santiago

    Carbonell no Edifcio Sede da Suprema Corte de Justia da Nao

    de Mxico. Com especial entusiasmo, os novos comissionados

    compartiram as experincias de seus respectivos pases no relativo

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 16 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XVII

    PresentaCin

    En septiembre de 2010, a peticin expresa del Ministro Guillermo I.

    Ortiz Mayagoitia, Presidente de la Suprema Corte de Justicia de la

    Nacin, la Cumbre Judicial Iberoamericana encomend a Mxico,

    la Secretara Ejecutiva de la Comisin Iberoamericana de tica Judi-

    cial, desempeada por el Doctor Rodolfo Luis Vigo, durante su

    primer periodo. Una de las primeras encomiendas a la nueva gestin

    fue organizar la Quinta Reunin Ordinaria de la Comisin Ibero-

    americana de tica Judicial, en la cual los nuevos comisionados defi-

    niran el rumbo de su naciente integracin para dar continuidad a

    los importantes proyectos impulsados por sus predecesores.

    La Reunin, celebrada el 2 de diciembre de 2010, tuvo como

    marco el espacio pictrico realizado por Santiago Carbonell en el

    edificio sede de esta Suprema Corte de Justicia de la Nacin. Con

    gran entusiasmo, los nuevos comisionados compartieron las expe-

    riencias de sus respectivos pases en lo relativo al impulso de la tica

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 17 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XVIII Presentaao

    a impulso da tica Judicial e decidiram, conjuntamente, os resultados

    da Quarta Edio do Concurso de Trabalhos Monogrficos em torno

    a Cdigo Ibero-americano de tica Judicial, em dicha ocasio

    relativo a o principio tico das motivaes das decises judiciais.

    Correspondeu a Paulo Mrio Canabarro Trois Neto, de Brasil,

    quem havia participado com o seudonimo de Brtolo, obtiver o

    primeiro lugar; a Jos Sebastan Gmez Smano, de Mxico, cujo

    seudnimo foi Estagirita, o segundo lugar e a Rafael Ramos Monteiro

    de Souza, tambm do Brasil, com seudnimo Unbaumbaramba

    o terceiro lugar.

    Desde a primeira edio deste concurso, o Poder Judicial

    Mexicano havia assumido o compromisso de efetuar a publicao

    dos trs trabalhos ganhadores, para por em marcha uma das series

    integrantes da coleo Comisso Ibero-americana do tica Judicial.

    As, surgiu em 2008 o primeiro nmero da serie Monografias

    Premiadas. Hoje o compromisso se confirma com a publicao do

    quarto numero da serie, que retoma os trabalhos triunfadoras

    da quarta edio do concurso.

    Com uma responsabilidade renovada, a Suprema Corte de

    Justia do Mxico, agora com a nobre encomenda da Secretaria

    Executiva da Comisso lana este nmero bilnge referendando,

    como o h feito com o nmero anterior, estes laos de igualdade

    entre as naes integrantes da Comisso. Tanto a Comisso

    Ibero-americana como a Suprema Corte de Mxico, se encontram

    convencidas da importncia de difundir e promover este tipo de

    reflexes sobre os princpios de tica judicial.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 18 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XIXPresentacin

    judicial y evaluaron los trabajos presentados en la cuarta edicin del

    Concurso de Trabajos Monogrficos en torno al Cdigo Iberoameri-

    cano de tica Judicial, en esta ocasin destinado al principio tico de

    la Motivacin de las decisiones judiciales.

    Correspondi a Paulo Mrio Canabarro Trois Neto, de Brasil,

    quien particip con el seudnimo de Bartolo, obtener el primer

    lugar; a Jos Sebastin Gmez Smano, de Mxico, cuyo seud-

    nimo fue Estagirita, el segundo lugar; y a Rafael Ramos Monteiro

    de Souza, tambin de Brasil, con el seudnimo Unbanbarauma, el

    tercer lugar.

    Desde la primera edicin de este concurso, el Poder Judicial

    mexicano asumi el compromiso de publicar los tres trabajos

    ganadores, iniciando con ello una de las series integrantes de la

    Coleccin Comisin Iberoamericana de tica Judicial. As, surgi

    en 2008 el primer nmero de la Serie Monografas Premiadas. Este

    compromiso se refrenda hoy con la publicacin del cuarto nmero

    de la Serie, que rene los trabajos triunfadores de la cuarta edi-

    cin del concurso.

    As, la Suprema Corte de Justicia de la Nacin presenta ahora

    este nmero bilinge, con lo que da continuidad a los firmes lazos

    de hermandad entre las naciones integrantes de la Comisin. Tanto

    sta como la Suprema Corte mexicana estn convencidas de la

    importancia de difundir y promover tan interesantes reflexiones en

    torno a los principios de la tica judicial.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 19 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XX Presentaao

    A profundidade e seriedade acadmica dos trabalhos aqui

    includos e mostra clara, como nas edies anteriores, da relevncia

    que a matria vai tendo nos rgos judicirios ibero-americanos, do

    serio compromisso assumido por eles em torno a o melhoramento

    da funo jurisdicional e de seu amplia conscincia da demanda

    legitima da nossas sociedades atuais.

    Neste contexto, o tema da motivao das decises judicirias

    evidentemente central, pois, como demonstram os trs trabalhos

    inclusos neste volume, a motivao uma exigncia jurdica dirigida

    a garantir o principio do acesso a justia e, em particular, o direito

    da audincia o legitima defensa a o interior da prpria dinmica

    processual. Pero ainda, uma exigncia tica vinculada a legitimao

    da prpria instituio judicial e a justia das sentencias. Em sociedades

    democrticas como as atuais, o exerccio da autoridade deve verse

    respaldado por raes suficientemente validas e fortes como para

    que a prpria sociedade admita seu correo. A motivao das

    decises judicirias cumpre este cometido.

    Solo resolues respeitosas de uma correo argumentativa

    em seu motivao podem considerasse como legitimas. Solo os

    rgos que estabelecem este principio como parmetro da atuao

    constante, podem levar a exercer a relevante autoridade de dizer

    o direito com toda legitimade e aceitao por parte da sociedade.

    A correo argumentativa, como tem demonstrado os estudos

    atuais e o referendam os trabalhos aqui inclusos, no se esgota

    com a correo lgica. A motivao judiciria exige parmetros de

    razoabilidade e algo sobre o que vale a pena seguir insistindo:

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 20 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XXIPresentacin

    La profundidad y seriedad acadmica de los trabajos aqu inclui-

    dos son muestra clara, al igual que las ediciones anteriores, del inters

    que la materia va adquiriendo en los rganos judiciales iberoameri-

    canos; del serio compromiso asumido por ellos en torno al mejo-

    ramiento de la funcin jurisdiccional; y de su plena conciencia sobre

    las demandas legtimas de nuestras comunidades.

    En este contexto, el tema de la motivacin de las decisiones judi-

    ciales es evidentemente central, pues como lo demuestran los traba-

    jos incluidos en el presente volumen, sta es una exigencia jurdica

    dirigida a garantizar el principio de acceso a la justicia y, en particu-

    lar, el derecho de audiencia o legtima defensa, al interior de la propia

    dinmica procesal; pero tambin, es una exigencia tica vinculada

    a la legitimacin de la propia institucin judicial y a la justicia de las

    sentencias. En sociedades democrticas como las actuales, el ejerci-

    cio de la autoridad debe respaldarse con razones suficientemente

    vlidas y fuertes, de manera que la propia sociedad admita su ges-

    tin. La motivacin de las decisiones judiciales cumple este cometido.

    Slo resoluciones respetuosas en su motivacin pueden con-

    siderarse legtimas. nicamente los rganos que sustentan este

    principio como valor de actuacin pueden ejercer la autoridad

    de decir el derecho con legitimidad y aceptacin por parte de la

    sociedad.

    La debida argumentacin, como lo demuestran estudios actua-

    les y lo refrendan los trabajos aqu incluidos, no se agota con la

    correccin lgica. La motivacin judicial exige razonabilidad y

    un com ponente que es ineludible: claridad. La sentencia es el

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 21 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XXII Presentaao

    claridade. A sentencia constitui o produto mais relevante da labor

    judiciria, no solo porque determina a justia no caso concreto, sino

    porque e o veculo da comunicao entre o julgador e a sociedade.

    S uma deciso motivada claramente e acessvel sociedade pode

    ter toda seu fora legitima. Em este sentido, a motivao se vincula

    com outro principio tico fundamental na atualidade: a transparncia.

    No fundo, toda esta exigncia tem o compromisso fundamental

    da tica no geral: volver mirada as pessoas, a essa pessoas a quem

    se encontra dirigida a atividade cotidiana do julgador. Esse e o

    compromisso manifesto dos poderes judicirios ibero-americanos,

    tal como o demonstram os estupendos trabalhos que hoje se publicam.

    Somos-nos convencidos que o presente nmero da serie

    monografias premiadas, agregandose a o acervo constitudo pelos

    nmeros precedentes e pela importante bibliografia desenvolvida na

    matria, contribuir de maneira importante a o cultura jurdica do

    Ibero-america e se constituir como ponto da referncia compelida

    para os estudiosos da tica judicial e da argumentao jurdica.

    Ministro Juan N. Silva MezaPresidente da Suprema Corte da Justicia da Nao

    e do Conselho da Judicatura Federal

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 22 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XXIIIPresentacin

    producto ms relevante de la labor jurisdiccional, pues determina la

    justicia y consti tuye el estrecho enlace entre juzgador y sociedad.

    Por ello, la motiva cin se vincula con otro principio tico fundamen-

    tal: la transparencia.

    Todas estas exigencias entraan un compromiso tico primordial:

    atender a la gente, preocuparse por las personas, pensar en ese ser

    colectivo a quien se debe el trabajo del juzgador. Ese es el compro-

    miso implcito en los poderes judiciales iberoamericanos.

    Estoy convencido que el presente nmero de la Serie Monografas

    Premiadas, al sumarse al valioso acervo de los nmeros preceden-

    tes, contribuir de manera importante a la cultura tico-jurdica de

    Iberoamrica y constituir material de referencia para los estudio-

    sos de esta disciplina.

    Ministro Juan N. Silva MezaPresidente de la Suprema Corte de Justicia de la Nacin

    y del Consejo de la Judicatura Federal

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 23 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XXIV

    Prlogo

    Na XV Cpula Judicial Ibero-Americana realizada em Montevidu,

    Uruguai, nos dias 28, 29 e 30 de abril de 2010, os presidentes do

    Tribunal Supremo e do Conselho Judicial dos Estados Ibero-Americanos

    nomearam novos integrantes para Comisso Ibero-Americana de

    tica Judicial que atuaro no perodo de 01 de setembro de 2010 a

    01 setembro de 2014.

    Reconhecendo o importante trabalho realizado pela integrao

    anterior e pelo seu Secretrio Executivo, Dr. Rodolfo Luis Vigo,

    na Cpula tambm se realizou a nomeao do novo secretrio

    que toma posse do seu cargo a partir de 1 de setembro. A Cpula

    analisou a convenincia de que tal distino correspondesse

    ao Mxico, atravs do Diretor-Geral de Jurisprudncia e do

    Instituto de Pesquisa para a Promoo e Difuso de tica

    Judicial.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 24 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XXV

    En la XV Cumbre Judicial Iberoamericana celebrada en Montevideo,

    Repblica Oriental del Uruguay, los das 28, 29 y 30 de abril de 2010,

    los Presidentes y Presidentas de las Cortes y Tribunales Supremos o

    Superiores de Justicia y de los Consejos de la Judicatura o Magis-

    tratura de los Estados Iberoamericanos designaron a los nuevos in-

    tegrantes de la Comisin Iberoamericana de tica Judicial para el

    periodo comprendido entre el 1 de septiembre de 2010 al 1 de sep-

    tiembre de 2014.

    Reconociendo el importante trabajo realizado por la anterior inte-

    gracin y por su Secretario Ejecutivo, el Dr. Rodolfo Luis Vigo, la Cum-

    bre tambin realiz la designacin del nuevo Secretario quien habra

    de iniciar sus funciones a partir del 1 de septiembre. La Cumbre

    consider la conveniencia de que correspondiera tal distincin a

    Mxico, a travs del Director General del Instituto de Investigacio-

    nes Jurisprudenciales y de Promocin y Difusin de la tica Judicial.

    Prlogo

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 25 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XXVI Prlogo

    Naquela poca, a Direo do Instituto era de responsabilidade

    do comissrio mexicano, o Ministro aposentado Juan Diaz

    Romero, que havia feito um excelente trabalho na promoo da

    tica judicial, tanto internamente no Poder Judicirio mexicano,

    como no mbito Ibero-Americano, que foi evidenciado pelos

    compromissos assumidos e cumpridos pelo Mxico, por meio de

    seu estmulo.

    Na nomeao dos novos membros da Comisso realizada na

    Cpula, meu nome havia sido cogitado para representar o Mxico,

    o que significou mais do que uma honra imerecida, um grande

    desafio, que s podia ser assumido com grande entusiasmo.

    Eu ignorava o fato de que meses depois, em agosto daquele ano,

    tambm me seria oferecida a direo do Instituto. evidente que

    o desafio elevado ao grau superlativo. Diante disso, a exigncia

    tica pela excelncia obriga-me a no vacilar e dedicar-me ao

    desafio proposto.

    O incio do trabalho como Diretor do Instituto, que coincidiu

    com o incio do funcionamento da nova integrao do Comit

    Latino-Americano, significou, repentinamente, a responsabilidade

    pela representao internacional, como comissrio, e pela

    coordenao dos trabalhos da Comisso, como Secretrio

    Executivo.

    A primeira tarefa foi organizar, em trs meses, a Quinta Reunio

    Ordinria da Comisso Ibero-Americana de tica Judicial, cujo

    trabalho foi adiantado de maneira substancial com a ajuda do

    Dr. Vigo. Considerando-se que a reunio contaria com membros

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 26 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XXVIIPrlogo

    En aquel momento, la Direccin del Instituto se encontraba a

    cargo del entonces tambin comisionado mexicano, el Ministro en

    retiro Juan Daz Romero, quien haba efectuado una estupenda

    labor en la promocin de la tica judicial, tanto al interior del Poder

    Judicial mexicano, como a nivel iberoamericano, como lo muestran

    los compromisos asumidos y cumplidos por Mxico, por medio de

    su impulso, en este contexto.

    En la designacin de los nuevos integrantes de la Comisin, efec-

    tuada por la Cumbre, mi nombre haba aparecido para ocupar la

    representacin de Mxico, lo que signific ms all de un inmerecido

    honor, un importante reto, que slo poda asumirse con entusiasmo.

    Ignoraba yo que meses despus, en agosto de ese ao, tambin me

    sera propuesta la Direccin del Instituto. Como podr ser claro, el

    reto se intensific superlativamente. Ante ello, la exigencia tica por

    la excelencia obligaba a no claudicar y a asumir con fortaleza y en-

    trega el desafo.

    El inicio del encargo como Director del Instituto, que se hizo coin-

    cidir con la entrada en funciones de la nueva integracin de la Comi-

    sin Iberoamericana, represent, de golpe, la responsabilidad de

    una representacin internacional como comisionado y de la coordi-

    nacin de los trabajos de dicha Comisin, en calidad de Secretara

    Ejecutiva.

    La primera encomienda era organizar, en tres meses, la Quinta

    Reunin Ordinaria de la Comisin Iberoamericana de tica Judicial,

    cuya labor haba adelantado de manera fundamental el Dr. Vigo.

    Tomando en cuenta que la Reunin contara con miembros que

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 27 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XXVIII Prlogo

    que atuavam pela primeira vez como comissrios, a prudncia

    exigia retomar o conhecimento, experincia e boa vontade dos

    membros destacados. Assim, a Quinta Reunio realizada no Mxico

    no dia 2 de dezembro, teve o privilgio de contar com a orientao

    do comissrio mexicano anterior e ex-Secretrio Executivo. Sua

    participao neste encontro foi esclarecedora para poder retomar o

    caminho e definir novas rotas.

    Neste contexto, a publicao dos trabalhos vencedores do

    Quarto Concurso de monografias sobre o Cdigo Ibero-Americano

    de tica Judicial, cujos resultados foram precisamente definidos na

    Quinta Reunio, representa a continuidade de um projeto

    consolidado desde a integrao anterior.

    Certamente nesta publicao incidem duas das linhas mais

    importantes para o desenvolvimento da tica promovida pela

    Comisso: o Concurso de monografias e a Srie de Monografias

    Premiadas. A primeira referida , sem dvida, um complemento

    relevante ao Prmio Ibero-americano ao Mrito Judicial. Ambas as

    competies destinam-se a ser um exemplo motivador para todos

    os funcionrios do servio judicial ibero-americano.

    A segunda linha, que se refere s publicaes, faz parte de uma

    trilogia. A Coleo Comisso Ibero-Americana de tica Judicial,

    que composto por trs diferentes sries que j tiveram resultados

    importantes. A srie denominada Relatrio Nacional sobre o

    Estado de tica Judicial, teve sua primeira edio destinada

    ao Estado da tica Judicial no Mxico, e houve avanos importantes

    para o desenvolvimento de um prximo nmero. Dentro da srie

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 28 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XXIXPrlogo

    fungan por primera vez como comisionados, la prudencia exiga

    retomar la experiencia, conocimiento y buena voluntad de los miem-

    bros salientes. As, la Quinta Reunin celebrada en Mxico el da 2

    de diciembre, tuvo el privilegio de contar con la gua del anterior

    comisionado mexicano y del anterior Secretario Ejecutivo. Su par-

    ticipacin en dicha reunin fue esclarecedora para poder retomar el

    camino y definir las nuevas rutas.

    En este contexto, la publicacin de los trabajos ganadores del

    Cuarto Concurso de Trabajos Monogrficos en torno al Cdigo

    Iberoamericano de tica Judicial, cuyos resultados fueron definidos

    precisamente en aquella Quinta Reunin, representa la continuidad

    de un proyecto consolidado desde la integracin anterior.

    Ciertamente en esta publicacin inciden dos de las ms impor-

    tantes lneas de desarrollo de la tica impulsadas por la Comisin:

    el Concurso de trabajos monogrficos y la Serie de Monografas

    Premiadas. La primera lnea referida tiene un complemento indis-

    cutiblemente relevante en el Premio Iberoamericano al Mrito

    Judicial. Ambos concursos buscan ser un motivador ejemplar para

    todos los servidores judiciales iberoamericanos.

    La segunda lnea, referida a las publicaciones, forma parte de

    una triloga. La Coleccin Comisin Iberoamericana de tica

    Judicial est compuesta por tres distintas Series que ya han dado

    impor tantes frutos. La Serie de Informes Nacionales sobre el

    Estado de la tica Judicial tiene ya su primer nmero, relativo

    al Estado de la tica Judicial en Mxico, y existen importantes avan-

    ces para la aparicin de un siguiente nmero. Dentro de la Serie

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 29 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XXX Prlogo

    Grandes juzes ibero-americanos, O Mxico realizou um esforo

    particular no lanando uma Srie sobre Juzes Exemplares que j

    est em sua quarta edio. Finalmente, a Srie de Monografias

    Premiada, que faz parte deste volume.

    H um ano, o Dr. Rodolfo Luis Vigo enfatizou que a publicao

    da edio n3 da Srie Monografias Premiadas estava em

    conformidade com o artigo 83, inciso a, do Cdigo Ibero-Americano de

    tica Judicial. Hoje, com a edio de nmero 4 da Srie, a Secretaria

    Executiva da Comisso d continuidade a este projeto e confirma

    seu compromisso com a discusso, divulgao e desenvolvimento

    da tica judicial atravs de publicaes. Com a confiana de que

    este um dos melhores meios para permitir que os princpios ticos

    e virtudes continuem a fazer parte do cotidiano dos funcionrios de

    justia em toda a Ibero-america.

    Ministro Aposentado Mariano Azuela GitrnSecretrio Executivo da

    Comisso Ibero-AmerIcana de tica Judicial

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 30 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • XXXIPrlogo

    Grandes Jueces Iberoamericanos, Mxico ha realizado un esfuerzo

    particular lanzando una Serie de Jueces Ejemplares que ya va en su

    cuarto nmero. Finalmente, la Serie de Monografas Premiadas, de

    la cual forma parte el presente volumen.

    Hace un ao, el Dr. Rodolfo Luis Vigo destacaba que con la publi-

    cacin del nmero 3 de la Serie de Monografas Premiadas se con-

    tinuaba en el cumplimiento del artculo 83, inciso a), del Cdigo

    Iberoamericano de tica Judicial. Hoy, con la edicin del nmero 4 de

    la Serie, la Secretara Ejecutiva de la Comisin da continuidad a ese

    proyecto y refrenda su compromiso con la discusin, difusin y

    desarrollo de la tica judicial a travs de publicaciones, con la

    confianza de que este es uno de los medios idneos para ayudar a

    que los principios y virtudes ticas sigan siendo parte de la vida coti-

    diana de los servidores judiciales de toda Iberoamrica.

    Ministro en Retiro Mariano Azuela GitrnSecretario Ejecutivo de la

    Comisin Iberoamericana de tica Judicial

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 31 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • Primeiro lugar

    MOTIVAO JUDICIAL

    SOB A PERSPECTIVA TICA

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 32 15/03/2012 02:25:23 p.m.

  • Primer lugar

    Paulo Mrio Canabarro Trois Neto*

    MOTIVACIN JUDICIAL

    DESDE LA PERSPECTIVA

    TICA

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 1 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 2 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • * Juez Federal Substituto en la 4a. Regin. Maestro en Derecho del Estado por la Universidad Federal de Rio Grande do Sul (UFRGS), Brasil. Doctor en Derecho.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 3 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • 4

    Introduo

    Neste trabalho, prope-se investigar o dever de motivao sob o

    enfoque da tica judicial. O objeto do presente estudo consiste,

    precisamente, em expor o fundamento, o contedo e as implicaes

    do dever de motivao, no sob a perspectiva do Juiz medocre,

    que se contenta com o mnimo, mas sob a perspectiva do melhor

    Juiz que se pode conceber. A importncia do tema pode ser

    comprovada pela introduo, no Cdigo Modelo Iberoamericano

    de tica Judicial,1 de disposies das quais se extrai a alocao da

    motivao das decises do Poder Judicirio no quadro das exigncias

    que formam o ideal de conduta do Juiz.

    Emprega-se a expresso motivao, para os fins deste trabalho,

    para designar a apresentao de fundamentos pelos quais uma

    1 O Cdigo Modelo Iberoamericano de tica Judicial foi aprovado na VIII Cpula Iberoamericana de Presidentes de Cortes Supremas e Tribunais Supremos de Justia realizada em Santo Domingo (Repblica Dominicana), entre 21 e 22 de junho de 2006. Doravante ser chamado, neste trabalho, apenas de Cdigo Modelo.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 4 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • 5

    Introduccin

    En este trabajo, se propone investigar el deber de motivacin bajo el

    enfoque de la tica judicial. El objeto del presente estudio consiste,

    precisamente, en exponer el fundamento, el contenido y las impli-

    caciones del deber de motivacin, no bajo la perspectiva del Juez

    mediocre, que se contenta con el mnimo, sino bajo la perspectiva

    del mejor Juez que se puede concebir. La importancia del tema

    puede comprobarse por la introduccin en el Cdigo Modelo Iberoame-

    ricano de tica Judicial,1 de disposiciones de las que se deriva la obliga-

    cin de la motivacin de las decisiones del Poder Judicial dentro del

    marco de las exigencias que forman el ideal de conducta del Juez.

    Se emplea la expresin motivacin, para los fines de este tra-

    bajo, para designar la presentacin de fundamentos mediante los

    1 El Cdigo Modelo Iberoamericano de tica Judicial fue aprobado en la VIII Cumbre Ibero-americana de Presidentes de Cortes Supremas y Tribunales Supremos de Justicia realizada en Santo Domingo (Repblica Dominicana), entre el 21 y el 22 de junio de 2006. En lo suce sivo ser referido, en este trabajo, slo como Cdigo Modelo.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 5 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • 6 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    determinada assero se justifica racionalmente.2 Com tal

    conceito se afasta qualquer significao psicolgico-causal que

    a locuo motivao poderia suscitar em outros contextos. Essa

    opo terminolgica vai ao encontro da utilizada no Cdigo Modelo,

    que enuncia, em seu art. 19: Motivar implica exprimir, de maneira

    ordenada e clara, razes juridicamente vlidas, aptas para justificar

    a deciso.

    A reconhecida disseminao da ideia de que o dever de motivar

    toma parte no desempenho timo da prestao jurisdicional permite

    a opo metodolgica, ora adotada, de no limitar a abordagem do

    tema a um sistema judicial especfico. Pretende-se que as concluses

    obtidas sejam aplicveis a qualquer organizao judiciria

    estruturada sob o signo da limitao do poder estatal e da proteo

    de direitos fundamentais.

    No Captulo I, justifica-se a insero do dever de motivao

    no arcabouo tico-jurdico da funo judicial, tanto sob os aspectos

    histricos e filosficos, como sob o aspecto de sua aplicao prtica.

    O Captulo II trata das exigncias discursivas da motivao judicial

    no mbito da teoria da argumentao jurdica contempornea.

    O Captulo II estuda o modo como a exigncia de motivar incide

    nas questes de direito e nas questes de fato. O Captulo IV, por

    fim, prope a aproximao do dever de motivao com outros

    deveres ticos judiciais.

    2 O presente trabalho no faz distino entre as expresses motivao e fundamentao. Quando houver remisso opinies doutrinrias, ser observada a nomenclatura utilizada pelos autores citados.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 6 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 7

    cuales se justifica racionalmente2 una determinada asercin. Con

    este concepto se distancia cualquier significacin psicolgico-

    causal que la expresin motivacin podra suscitar en otros contex-

    tos. Esta opcin terminolgica coincide con la utilizada en el Cdigo

    Modelo, que en el art. 19 enuncia: Motivar implica expresar, de ma-

    nera ordenada y clara, razones jurdicamente vlidas, idneas para

    justificar la decisin.

    La reconocida diseminacin de la idea de que el deber de motivar

    participa en el ptimo desempeo de la prestacin jurisdiccional

    permite la opcin metodolgica, aqu adoptada, de no limitar el en-

    foque del tema a un sistema judicial especfico. Se pretende que las

    conclusiones obtenidas sean aplicables a cualquier organizacin ju-

    diciaria estructurada bajo el signo de la limitacin del poder estatal

    y de la proteccin de derechos fundamentales.

    En el Captulo I, se justifica la insercin del deber de motivacin

    en el marco tico-jurdico de la funcin judicial, tanto bajo aspectos

    histricos y filosficos, como bajo el aspecto de su aplicacin prctica.

    El Captulo II trata de las exigencias discursivas de la motivacin

    judicial en el mbito de la teora de la argumentacin jurdica contem-

    pornea. En el Captulo III se estudia el modo como incide la exigen-

    cia de motivar en las cuestiones de derecho y en las cuestiones de

    facto. Por fin, en el Captulo IV se propone el acercamiento del deber

    de motivacin con otros deberes ticos judiciales.

    2 El presente trabajo no distingue entre las expresiones motivacin y fundamentacin. Cuando haya remisin a las opiniones doctrinarias, ser observada la nomenclatura utili-zada por los autores citados.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 7 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • 8

    CaPtulo i

    Dever de motivao e excelncia judicial

    A tica judicial tem por propsito indicar ao Juiz exigncias que o

    dirigiro a alcanar a plenitude ou perfeio em sua atividade,

    alijando-o tanto da ruindade judicial como da mediocridade

    judicial.3 Perguntar pela tica judicial , portanto, interrogar

    sobre um modelo de Juiz.4 Embora haja reclamos ticos judiciais

    de alcance universal, que podem ser considerados constitutivos

    para a funo, as exigncias relativas excelncia judicial variam

    no tempo e no espao, conforme a cultura jurdica em que se

    inserem.5

    A tipologia do Estado Liberal supunha uma ntida diviso entre

    criao e aplicao do direito. A frmula montesquiana da separao

    3 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, tica Judicial. Su especificidad y responsabilidad. Revista CEJ, n. 32, v. 10, 2006. pp. 12-25, aqui p. 16.4 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, tica de la funcin de juzgar, Cuadernos de Doctrina y Jurisprudencia Penal: Criminologia, Teora y Praxis, n. 1, v. 1, 2002, pp. 55-68, aqui p. 59.5 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, tica Judicial. Su especificidad..., op. cit., p. 16.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 8 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • 9

    CaPtulo i

    Deber de motivacin y excelencia judicial

    La tica judicial tiene como propsito indicarle al Juez las exigencias

    que lo conducirn a alcanzar la plenitud o perfeccin en su actividad,

    apartndolo tanto de la maldad como de la mediocridad judi-

    ciales.3 Preguntar por la tica judicial es, por lo tanto, cuestionarse

    sobre un modelo de Juez.4 Aunque haya reclamos tico judiciales de

    alcance universal, que pueden considerarse constitutivos para la fun-

    cin, las exigencias relativas a la excelencia judicial varan en el

    tiempo y en el espacio, de acuerdo a la cultura jurdica en la que se

    integran.5

    La tipologa del Estado Liberal supona una ntida divisin entre

    la creacin y la aplicacin del derecho. La frmula montesquiana

    3 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, tica Judicial. Su especificidad y responsabilidad, Revista CEJ, n. 32, v. 10, 2006, p. 16.4 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, tica de la funcin de juzgar, Cuadernos de Doctrina y Jurisprudencia Penal: Criminologa, Teora y Praxis, n. 1, v. 1, 2002, p. 59.5 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, tica Judicial. Su especificidad, op. cit., p. 16.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 9 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • 10 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    radical de poderes, em que o Juiz era nada mais que a boca da lei,

    partia da ideia de um direito completo e coerente, capaz de

    possibilitar a resoluo de todos os casos mediante aplicao das

    normas gerais. Essa pretenso de operar o direito somente com o

    direito, sem abertura s dimenses ticas, polticas, econmicas

    e culturais,6 tem como marco a codificao napolenica, que foi o

    primeiro intento srio de lograr uma legislao completa e coerente

    sobre uma determinada matria.7

    Do Estado Liberal forma parte um modelo de Juiz que se

    disseminou na Europa ao longo do sculo XIX e permaneceu

    substancialmente invarivel at meados do sculo XX. Seus traos

    constitutivos esto predeterminados pelo controle ideolgico, pela

    seleo endogmica no momento do acesso e pela opo cultural

    imperante em matria jurdica, prpria do positivismo dogmtico.

    O Juiz resultante desse modelo expressa em si mesmo uma curiosa

    sntese das duas tipologias da taxonomia weberiana: tecnicamente,

    ele se apresenta como um operador legal-racional, um aplicador

    tcnico do direito; eticamente ele tem uma notvel proclividade ao

    integrismo religioso-moral.8

    6 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, tica judicial e interpretacin jurdica, Edicin digital: Alicante: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 2009. Edicin digital a partir de Doxa: Cuadernos de Filosofa del Derecho, n. 29 (2006), pp. 273-294, aqui p. 274.7 Nesse sentido, BULYGIN, Eugenio, Los jueces crean derecho?, Edicin digital: Alicante: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 2005. Ttulo de serie: Poder judicial y democracia. Edicin digital a partir de Isonoma: Revista de Teora y Filosofa del Derecho, n. 18, abril 2003, pp. 6-25, aqui pp. 8-9. A cultura jurdica dessa fase pode ser sintetizada na lio de Laurent: Os cdigos no deixam nada ao arbtrio do intrprete; este j no tem por misso fazer o direito: o direito j est feito. No existe incerteza, pois o direito est escrito em textos autnticos. Cours lementaire de droit civil, t. I, p. 9. Apud VIGO, Rodolfo Luis, Interpretao jurdica: do modelo juspositivista-legalista do sculo XIX s novas perspectivas. Traduo de Susana Elena Dalle Mura. So Paulo: Revista dos Tribunais, 2005, p. 38.8 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, tica de la funcin..., op. cit., pp. 59-60.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 10 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 11

    de la separacin radical de poderes, en la cual el Juez era nada ms

    que la boca de la ley, parta de la idea de un derecho completo y

    coherente, capaz de posibilitar la resolucin de todos los casos me-

    diante la aplicacin de normas generales. Esa pretensin de operar

    el derecho solamente con el derecho, sin apertura a las dimensiones

    ticas, polticas, econmicas y culturales,6 tiene como marco la codi-

    ficacin napolenica, que fue el primer intento serio de lograr una

    legislacin completa y coherente sobre una determinada materia.7

    El modelo de Juez que se disemin en Europa a lo largo del siglo

    XIX y permaneci substancialmente invariable hasta mediados del

    siglo XX es parte del Estado Liberal. Sus rasgos constitutivos estn

    predeterminados por el control ideolgico, por la seleccin endo-

    gmica en el momento del acceso y por la opcin cultural imperante

    en materia jurdica, propia del positivismo dogmtico. El Juez resul-

    tante de ese modelo expresa en s mismo una curiosa sntesis de las

    dos tipologas de la taxonoma weberiana: tcnicamente, se pre-

    senta como un operador legal-racional, un aplicador tcnico del

    derecho; ticamente tiene una notable inclinacin al integrismo

    religioso-moral.8

    6 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, tica judicial e interpretacin jurdica, Doxa: Cuadernos de Filo-sofa del Derecho, n. 29, Espaa, 2006, p. 274. Edicin digital de la Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Alicante, 2009.7 En ese sentido, BULYGIN, Eugenio, Los Jueces crean derecho?, Isonoma: Revista de Teora y Filosofa del Derecho, n. 18, Mxico, abril 2003, pp. 8-9. Edicin digital de la Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Alicante, 2005. La cultura jurdica de esa fase puede sinteti-zarse en la leccin de Laurent: Los cdigos no dejan nada al arbitrio del intrprete; este ya no tiene por misin hacer el derecho: el derecho ya est hecho. No existe incerteza, pues el derecho est escrito en textos autnticos. Cours lementaire de droit civil, t. I, p. 9, citado por VIGO, Rodolfo Luis, Interpretao jurdica: do modelo juspositivista-legalista do sculo XIX s novas perspectivas, Traduo de Susana Elena Dalle Mura, Revista dos Tribunais, So Paulo, 2005, p. 38.8 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs. tica de la funcin, op. cit., pp. 59-60.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 11 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • 12 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    O Juiz do modelo decimonnico um operador marcadamente

    autoritrio.9 A concepo de que os Juzes no criam o direito,

    vazada no art. 5 do Cdigo de Napoleo, longe de limitar o poder

    judicial, apenas o reforava,10 por conferir-lhe uma aura infalibilidade

    ou certeza que ele nunca poderia ter. Uma deformao similar

    tambm podia ser detectada quanto s questes fticas: a ntima

    convico, opo alternativa prova taxada, converte-se nas mos

    desse Juiz em uma peculiar garantia de irracionalidade e de

    imunidade frente a possveis controles.11

    Tal modelo de Juiz foi fortemente questionado, a partir do

    segundo ps-guerra, tanto no mbito poltico, por meio de um

    constitucionalismo renovado, como nos meios culturais dos prprios

    operadores jurdicos,12 notadamente pelo ocaso do positivismo

    jurdico.

    Com efeito, o Estado de Direito Constitucional de nossos dias

    caracteriza-se por uma relativa autonomizao dos distintos aspectos

    do direito que at ento estavam reduzidos lei.13 Em que pese o

    ideal da certeza jurdica, a existncia de uma certa indeterminao

    do direito j no pode mais ser disfarada.14 Disputas acerca da

    9 Cfr. Ibidem, p. 60.10 Cfr. TROPER, Michel, El poder judicial y la democracia. Edicin digital: Alicante: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 2005. Ttulo de serie: Poder judicial y democracia. Edicin digital a partir de Isonoma : Revista de Teora y Filosofa del Derecho, n. 18, abril 2003, pp. 47-75, aqui p. 58.11 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, tica de la funcin, op. cit., p. 60.12 Cfr. Idem.13 Cfr. ZAGREBELSKY, Gustavo, El derecho dctil: ley, derechos, justicia, Traduo de Marina Gascn Abelln. 4a. edio, Madrid, Editorial Trotta, 2002, p. 40.14 Essa ideia de uma relativa indeterminao do direito, registre-se, j era aceita pelos dois expoentes mximos da fase final do positivismo jurdico. Reconhecendo a impossibilidade de a lei determinar completamente o contedo da sentena judicial,

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 12 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 13

    El Juez del modelo decimonnico es un operador marcadamente

    autoritario.9 La concepcin de que los Jueces no crean el derecho,

    vertida en el art. 5 del Cdigo de Napolen, lejos de limitar el poder

    judicial, slo lo reforzaba,10 al conferirle una leve infalibilidad o

    certeza que nunca podra tener. Tambin podra detectarse una

    alteracin similar relativa a las cuestiones fcticas: la conviccin n-

    tima, opcin alternativa a la prueba cualificada, se convierte en las

    manos de ese Juez en una peculiar garanta de irracionalidad y de

    inmunidad frente a posibles controles.11

    Tal modelo de Juez se cuestion fuertemente, a partir del se-

    gundo periodo de postguerra, tanto en el mbito poltico, por medio

    de un constitucionalismo renovado, como en los medios culturales de

    los propios operadores jurdicos12, en particular por el ocaso del posi-

    tivismo jurdico.

    En efecto, el Estado de Derecho Constitucional de nuestros das

    se caracteriza por una relativa autonomizacin de los distintos aspec-

    tos del derecho que hasta entonces se reducan a la ley.13 Pese a lo ideal

    de la certeza jurdica, la existencia de cierta indeterminacin del dere-

    cho ya no puede encubrirse ms.14 Disputas sobre la interpretacin

    9 Cfr. Ibidem, p. 60.10 Cfr. TROPER, Michel, El poder judicial y la democracia, Isonoma: Revista de, op. cit., p. 58. Edicin digital de la Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Alicante, 2005. 11 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, tica de la funcin, op. cit., p. 60.12 Cfr. Idem.13 Cfr. ZAGREBELSKY, Gustavo, El derecho dctil: ley, derechos, justicia, Traduccin de Mari-na Gascn Abelln, 4a. ed., Trotta, Madrid, 2002, p. 40.14 Esa idea de una relativa indeterminacin del derecho, ya era aceptada por los dos ex-ponentes mximos de la fase final del positivismo jurdico. Reconociendo la imposibilidad de la ley para determinar completamente el contenido de la sentencia judicial, enseaba

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 13 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • 14 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    interpretao dos materiais jurdicos, da avaliao dos elementos

    de prova e da caracterizao adequada dos fatos tidos como

    provados no so uma excrescncia patolgica do sistema; elas so

    um elemento integrante de uma ordem jurdica que esteja

    funcionando de acordo com os ideais do Estado de Direito.15 Disso

    decorre o reconhecimento de que proposies jurdicas possuem um

    carter derrotvel ou excepcionvel (defeasible), que no se deve

    apenas textura aberta do direito, mas ao prprio carter

    argumentativo do raciocnio jurdico.16

    O inevitvel reconhecimento de um espao criatividade judicial

    no significa, contudo, que os Juzes sejam os novos senhores do

    lecionava Kelsen: Tem sempre de ficar uma margem, ora maior ora menor, de livre apreciao, de tal forma que a norma do escalo superior tem sempre, em relao ao ato de produo normativa ou de execuo que a aplica, o carter de um quadro ou moldura a preencher por este ato. KELSEN, Hans. Teoria pura do direito. Traduo de Joo Baptista Machado. So Paulo: Martins Fontes, 2006, p. 388. Tambm Hart admitia que, dada a textura aberta do direito, haveria reas de conduta em que muitas coisas devem ser deixadas para serem desenvolvidas pelos tribunais ou pelos funcionrios, os quais determinam o equilbrio, luz das circunstncias, entre interesses conflituantes que variam em peso, de caso para caso. HART, Herbert L. A., O conceito de direito, 4a. edio. Traduo de A. Ribeiro Mendes. Lisboa: Fundao Calouste Gulbenkian, 2005, p. 148.15 Cfr. MACCORMICK, Neil, Retrica e Estado de Direito. Trad. Conrado Hubner Mendes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008, pp. 36-37.16 A ideia de defeasibility vem de Hart (The Ascription of Responsability and Rights, Proceedings of Aristetelian Society 49 (1948-1949), pp. 171-194). Embora tal conceito tenha sido renegado por seu autor em outra obra (Punishment and Responsability. Oxford: Clarendon Press, 1968, Prefcio), foi reabilitado posteriormente por G. P. Baker (Defeasibility and Meaning. Em: P. M. S. Hacker e J. Raz (orgs.) Law, Morality and Society, Oxford: Clarendon Press, 1977, pp. 26-57). Conferir em MACCORMICK, Neil. Retrica e Estado de Direito, p. 310. Outros desenvolvimentos sobre o carter derrotvel ou excepcionvel do raciocnio jurdico so atribudos a G. Sartor (Defeasibility in Legal Reasoning. Em Z. Bankowski et al. (eds.) Informatisc and the foundations of legal reasoning. Dordrecht/Boston/London: Kluwer, pp. 119-157.1995), H. Prakken (Logical tools for modelling legal argument. A study of defeasible reasoning in law. Dordrecht/Boston/London: Kluwer, 1997) J. C. Hage e A. Peczenik (Laws, morals and defeasibility. Ratio Juris 13, pp. 305-325. 2000) e a R. Tur (Defeasibilism, Oxford Journal of Legal Studies 21, 2001, pp. 355-368). Apud BAYN, Juan Carlos, Por qu es derrotable el razonamiento jurdico?, Edicin digital: Alicante: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 2005. Srie: Sobre el razonamiento jurdico. Edicin digital a partir de Doxa: Cuadernos de Filosofa del Derecho, n. 24, 2001, pp. 35-62, aqui p. 35.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 14 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 15

    de los materiales jurdicos, de la evaluacin de los elementos de

    prueba y de la caracterizacin adecuada de los hechos tenidos

    como probados no son una prominencia patolgica del sistema;

    son un elemento integrante de un orden jurdico que funcione de

    acuerdo con los ideales del Estado de Derecho.15 De ah deriva el reco-

    nocimiento de que las proposiciones jurdicas tienen un carcter de-

    rrotable o excepcionable (defeasible), que no se debe slo a la textura

    abierta del derecho, sino al propio carcter argumentativo del racio-

    cinio jurdico.16

    El reconocimiento inevitable de un espacio para la creatividad

    judicial no significa, sin embargo, que los Jueces sean los nuevos

    Kelsen: Debe siempre quedar un margen, ora mayor ora menor, de libre apreciacin, de tal forma que la norma del escaln superior tiene siempre, en relacin al acto de produccin normativa o de ejecucin que la aplica, el carcter de un marco o moldura a llenarse por este acto. KELSEN, Hans. Teora pura do direito, traduccin de Joo Baptista Machado, Martins Fontes, So Paulo, 2006, p. 388. Tambin Hart admita que, dada la textura abier-ta del derecho, habra reas de conducta en que muchas cosas deben dejarse para que las desarrollen los tribunales o los funcionarios, los cuales determinan el equilibrio, a la luz de las circunstancias, entre intereses en conflicto que varan en peso, de caso a caso. HART, Herbert L. A., O conceito de direito, traduccin de A. Ribeiro Mendes, 4a. ed., Fundao Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2005, p. 148.15 Cfr. MACCORMICK, Neil, Retrica e Estado de Direito, traduccin de Conrado Hubner Mendes, Elsevier, Rio de Janeiro, 2008, pp. 36-37.16 La idea de defeasibility viene de Hart (The Ascription of Responsability and Rights, Proceedings of Aristotelian Society, 1948-1949, pp. 171-194). Aunque tal concepto haya sido negado por su autor en otra obra (Prefacio, Punishment and Responsability, Clarendon Pres, Oxford, 1968), fue rehabilitado posteriormente por G. P. Baker (Defeasibility and Meaning en HACKER, P. M. S. y RAZ, J. (orgs.), Law, Morality and Society, Clarendon Pres, Oxford, 1977, pp. 26-57). Cfr. MACCORMICK, Neil, Retrica e Estado..., op. cit., p. 310. Otros desarrollos sobre el carcter derrotable o excepcionable del raciocinio jurdico se atribuyen a G. Sartor (Defeasibility in Legal Reasoning en BANKOWSKI, Z., et al. (eds.), Informatisc and the foundations of legal reasoning, Kluwer, Dordrecht/Boston/London, 1995, pp. 119-157), H. Prakken (Logical tools for modelling legal argument. A study of defeasible reasoning in law, Kluwer, Dordrecht/Boston/London, 1997) J. C. Hage y A. Peczenik (Laws, morals and defeasibility, Ratio Juris, 13, 2000, pp. 305-325) y R. Tur (Defeasibilism, Oxford Journal of Legal Studies, 21, 2001, pp. 355-368). Referidos por BAYN, Juan Carlos, Por qu es derrotable el razonamiento jurdico? en Doxa: Cuadernos de Filosofa del Derecho, n. 24, 2001, p. 35, puede consultarse una edicin digital en Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Alicante, 2005.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 15 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • 16 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    direito; eles so, mais exatamente, os garantes da complexidade

    estrutural do direito no Estado Constitucional, dizer, os garantes

    da necessria e dctil coexistncia entre lei, direitos e justia.17

    O direito passa a ser visto como um processo de concreo ou

    determinao crescente do qual participam vrios atores.18 Nessa

    mudana de paradigma do operar judicial est contida uma nova

    tica da funo judicial: o Juiz do poder d passo a um Juiz dos

    direitos.19

    Como a legitimidade daqueles que operam a relevante funo de

    dizer o direito em casos concretos no de origem, mas de exerccio,

    pe-se a necessidade do estabelecimento de certas exigncias

    relativas ao modo como essa funo deve ser desempenhada.

    O Juiz do modelo constitucional no pode ser nem um orculo, nem

    uma pitonisa, seno um operador racional,20 que motiva suas

    decises com base em argumentos dotados de validez

    intersubjetiva. Se motivar, conforme doutrina de Letizia

    Gianformaggio, significa justificar ou, mais precisamente, justificar-

    se, dar razes aceitabilidade do prprio trabalho, a exigncia

    de motivao pressupe a admisso, em linha de princpio, da

    legitimidade das crticas potenciais e da submisso do poder a uma

    forma de controle.21 Uma certa margem de apreciao judicial, tanto

    17 Cfr. ZAGREBELSKY, Gustavo, El derecho dctil, op. cit., p. 153.18 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, Interpretao jurdica..., op. cit., p. 274.19 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, tica de la funcin..., op. cit., p. 61.20 Cfr. Ibidem, p. 64.21 Cfr. GIANFORMAGGIO, Letizia, Modelli di ragionamento giuridico. Modello deduttivo, modello indutivo, modello retorico. U. Scarpelli (org.). La teoria generale del diritto. Problemi i tendenze attuali. Studi dedicati a Norberto Bobbio Milano: Edizione di Comunit, 1983, p. 136. Apud IBAEZ, Perfecto, Valorao da prova e sentena penal. Rio de Janeiro, Lumen Juris, 2006, p. 107.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 16 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 17

    seores del derecho; son, ms bien, los garantes de la complejidad

    estructural del derecho en el Estado Constitucional, es decir, los ga-

    rantes de la coexistencia necesaria y dctil entre la ley, los derechos

    y la justicia.17 El derecho pasa a verse como un proceso de concre-

    cin o determinacin creciente en el cual participan varios actores.18

    En ese cambio de paradigma de la operacin judicial est contenida

    una nueva tica de la funcin judicial: el Juez del poder da paso a un

    Juez de los derechos.19

    Como la legitimidad de aquellos que operan la funcin relevante

    de decir el derecho en casos concretos no es de origen, sino de ejer-

    cicio, se coloca la necesidad de establecer ciertas exigencias relati-

    vas al modo de cmo debe desempearse esa funcin. El Juez del

    modelo constitucional no puede ser ni un orculo, ni una pitonisa,

    sino un operador racional,20 que motiva sus decisiones con base en

    argumentos dotados de validez intersubjetiva. Si motivar, conforme

    a la doctrina de Letizia Gianformaggio, significa justificar o, ms preci-

    samente, justificarse, dar razones a la aceptabilidad del propio

    trabajo, la exigencia de motivacin presupone la admisin, en prin-

    cipio, de la legitimidad de las crticas potenciales y de la sumisin del

    poder a una forma de control.21 Un cierto margen de apreciacin ju-

    dicial, tanto en la interpretacin del derecho como en la fijacin

    17 Cfr. ZAGREBELSKY, Gustavo, El derecho dctil..., op. cit., p. 15318 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, Interpretao jurdica..., op. cit., p. 274.19 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, tica de la funcin, op. cit., p. 61.20 Cfr. Ibidem, p. 64.21 Cfr. GIANFORMAGGIO, Letizia, Modelli di ragionamento giuridico. Modello deduttivo, modello indutivo, modello retorico en SCARPELLI, U. (org.), La teoria generale del diritto. Problemi i tendenze attuali. Studi dedicati a Norberto Bobbio, Edizione di Comunit, Mila-no, 1983, p. 136, citado por IBAEZ, Perfecto Andrs, Valorao da prova e sentena penal, Lumen Juris, Rio de Janeiro, 2006, p. 107.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 17 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • 18 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    na interpretao do direito como na fixao formal dos fatos, conecta-

    se, assim, exigncia de que essa relativa liberdade seja usada com

    racionalidade. E apenas com a transparncia da justificao da deciso

    judicial essa conciliao entre razo e liberdade pode ser obtida.

    Uma vez admitido que onde h razo e liberdade humana, cabe

    o juzo tico,22 o dever de motivar assume inegvel importncia na

    tica judicial. A aceitabilidade do exerccio ao mesmo tempo livre e

    racional da atividade do Juiz depende da qualidade das razes

    apresentadas em favor da soluo que, dentre outras possveis, foi

    a escolhida para resolver o caso levado ao Judicirio. Que a

    obrigatoriedade da motivao judicial esteja positivada na maioria

    dos ordenamentos jurdicos nacionais, em alguns casos at mesmo

    no plano constitucional,23 no fala contra a relevncia da perspectiva

    tica: o direito e suas exigncias, como se sabe, resultam insuficientes

    para o fim de alcanar o melhor Juiz possvel para a sociedade em

    que este historicamente presta seu servio.24 A projeo tica do

    dever de motivao surge, ento, em complemento ao aspecto

    estritamente jurdico, como um meio de obter a excelncia da

    justificao judicial, afastando a resignao com a motivao

    mnima ou medocre.

    22 VIGO, Rodolfo Luis, tica Judicial. Su especificidad, op. cit., p. 17.23 Dentre as constituies que preveem o dever judicial de motivao esto a Constituio mexicana de 1917 (art. 16, aplicvel s autoridades judicirias), a Constituio italiana de 1947 (art. 111, 10), a Constituio portuguesa de 1974 (art. 205, 10), a Constituio espanhola de 1978 (art. 120, 30), a Constituio brasileira de 1988 (art. 93, IX), a Constituio peruana de 1993 (art. 139, 50), a Constituio belga de 1994 (art. 93, 30) e a Constituio grega de 1974, reformada em 1986 (art. 149). 24 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, tica Judicial. Su especificidad, op. cit., p. 24.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 18 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 19

    formal de los hechos, se conecta, as, a la exigencia de que esa rela-

    tiva libertad se use con racionalidad. Y slo con la transparencia de

    la justificacin de la decisin judicial puede obtenerse esa concilia-

    cin entre razn y libertad.

    Una vez que se admite que donde hay razn y libertad humana,

    cabe el juicio tico,22 el deber de motivar asume una importancia

    innegable en la tica judicial. La aceptabilidad del ejercicio al mismo

    tiempo libre y racional de la actividad del Juez depende de la calidad

    de las razones presentadas en favor de la solucin que, dentro de otras

    posibles, fue la elegida para resolver el caso llevado al Poder Judicial.

    El hecho de que la obligatoriedad de la motivacin judicial est afir-

    mada en la mayora de los ordenamientos jurdicos nacionales, en

    algunos casos incluso hasta en el plano constitucional,23 no se expre-

    sa contra la relevancia de la perspectiva tica: el derecho y sus exigen-

    cias, como se sabe, resultan insuficientes para el fin de lograr el mejor

    Juez posible para la sociedad en que ste, histricamente, presta su

    servicio.24 La proyeccin tica del deber de motivacin surge, enton-

    ces, como complemento del aspecto estrictamente jurdico, como

    un medio para obtener la excelencia de la justificacin judicial, dis-

    tanciando la resignacin de la motivacin mnima o mediocre.

    22 VIGO, Rodolfo Luis, tica Judicial. Su especificidad, op. cit., p. 17.23 Dentro de las constituciones que prevn el deber judicial de motivacin estn la Constitucin mexicana de 1917 (art. 16, aplicable a las autoridades judiciarias), la Constitucin italiana de 1947 (art. 111, 10), la Constitucin portuguesa de 1974 (art. 205, 10), la Constitucin espaola de 1978 (art. 120, 30), la Constitucin brasi-lea de 1988 (art. 93, IX), la Constitucin peruana de 1993 (art. 139, 50), la Constitu-cin belga de 1994 (art. 93, 30) y la Constitucin griega de 1974, reformada en 1986 (art. 149). 24 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, tica Judicial. Su especificidad, op. cit., p. 24.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 19 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • 20 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    1. A razo de ser do dever de motivao

    O Cdigo Modelo dispe, em seu art. 18, que a obrigao de motivar

    as decises judiciais est orientada para assegurar a legitimidade

    do Juiz, o bom funcionamento de um sistema de impugnaes

    processuais, o adequado controle do poder do qual os Juzes so

    titulares e, em ltimo caso, a justia das resolues judiciais.

    Alude-se, no dispositivo transcrito, s duas funes que,

    consoante a doutrina, so cumpridas pelo dever de motivao.

    A instrumentalizao do bom funcionamento do sistema de

    impugnaes diz respeito funo endoprocessual da motivao,

    j que o conhecimento dos motivos da deciso facilita a

    individualizao e a correo, em grau de recurso de possveis

    erros cometidos pelo Juiz. J o controle do poder, a assegurao da

    legitimidade do Juiz e a busca pela justia referem-se funo

    extraprocessual da motivao.25 Esta ltima funo a que, com mais

    intensidade, interessa abordagem do dever de motivao sob o

    prisma da tica judicial.

    A obrigatoriedade das decises judiciais condio para o

    funcionamento dos rgos jurisdicionais. O julgador tem por trs de

    si todo o aparato coercitivo do Estado para fazer com que elas

    sejam acatadas. Contudo, a questo de por que, em um Estado

    constitucional, uma deciso judicial deve ser obedecida, pede

    uma resposta que vai alm da possibilidade de uso do aparelho

    25 Sobre a funo endoprocessual e extraprocessual da motivao, conferir: Cfr. TARUFFO, Michele, La motivazione della sentenza. GenesisRevista de Direito Processual Civil. Curitiba: Gnesis, n. 31, pp. 177-185, janeiro/maro 2004.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 20 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 21

    1. La razn de ser del deber de motivacin

    El Cdigo Modelo dispone, en el art. 18, que la obligacin de motivar

    las decisiones judiciales est orientada para asegurar la legitimi-

    dad del Juez, el buen funcionamiento de un sistema de impugnacio-

    nes procesales, el adecuado control del poder del cual los Jueces son

    titulares y, en ltimo caso, la justicia de las resoluciones judiciales.

    Se alude, en el dispositivo transcrito, a las dos funciones que,

    conforme a la doctrina, se cumplen por el deber de motivacin.

    La instrumentalizacin del buen funcionamiento del sistema de

    impugnaciones se refiere a la funcin endoprocesal de la motivacin,

    ya que el conocimiento de los motivos de la decisin facilita la indi-

    vidualizacin y la correccin, en la apelacin de posibles errores

    cometidos por el Juez. Por su parte el control del poder, la asegura-

    cin de la legitimidad del Juez y la bsqueda de la justicia se refieren

    a la funcin extraprocesal de la motivacin.25 Esta ltima funcin es la

    que, con ms intensidad, le interesa al enfoque del deber de motiva-

    cin bajo el prisma de la tica judicial.

    La obligatoriedad de las decisiones judiciales es condicin para el

    funcionamiento de los rganos jurisdiccionales. El Juez tiene tras de

    s todo el aparato coercitivo del Estado para hacer que se acaten. Sin

    embargo, la cuestin de por qu, en un Estado constitucional, una

    decisin judicial debe obedecerse, pide una respuesta que va ms

    all de la posibilidad del uso del aparato de coercin estatal. Esa

    25 Sobre la funcin endoprocesal y extraprocesal de la motivacin, cotejar: Cfr. TARUFFO, Michele, La motivazione della sentenza, Genesis-Revista de Direito Processual Civil, Gnesis, n. 31, Curitiba, janeiro/maro 2004, pp. 177-185.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 21 15/03/2012 02:25:24 p.m.

  • 22 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    de coero estatal. Essa obedincia pode ser imposta por meio

    da fora, mas no se trata de uma fora qualquer, e sim de uma

    fora legtima.26 Coloca-se, ento, o problema de como se justifica a

    legitimidade das decises judiciais e da conseqente possibilidade

    de faz-las serem cumpridas por meios coercitivos. Rejeitando o

    positivismo jurdico, pelo qual o direito seria composto apenas de

    fatos sociais (comando e eficcia), essa justificao apenas d bom

    resultado quando a tal dimenso real ou ftica reconhecida pelos

    positivistas se acrescenta uma dimenso ideal ou discursiva de

    correo, cujo principal elemento a justia.27 A monopolizao

    do uso autorizado da fora somente pode ser aceita e realizada de

    modo efetivo se se concedem s partes certas garantias de obteno

    de decises corretas.28 A legitimidade das decises judiciais reside,

    portanto, na pretenso de correo que subjaz o exerccio do poder

    judicial.

    Que a deciso judicial promova uma pretenso de correo

    significa, primeiro, que a ela se une uma afirmao implcita de

    sua correo quanto ao contedo e ao procedimento; segundo, que

    ela abarca uma garantia de fundamentabilidade por meio da qual

    essa correo pode ser controlada; terceiro, que ela se faz

    acompanhar da esperana do reconhecimento de sua correo sob

    o ponto de vista do sistema jurdico respectivo.29 Abrir mo da

    26 Cfr. BAEZ SILVA, Carlos, La motivacin y la argumentacin en las decisiones judiciales, Revista Del instituto de la Judicatura Federal, n. 13, Mxico, 2003, pp. 107-113, p. 112.27 Cfr. ALEXY, Robert, Constitucionalismo discursivo, Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007, p. 9.28 Cfr. HABERMAS, Jrgen, Direito e democaracia entre facticidade e validade, Vol. I, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003, p. 295.29 Cfr. ALEXY, Robert, Constitucionalismo, op. cit., pp. 20, 21 e 23.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 22 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 23

    obediencia puede imponerse por medio de la fuerza, sin embargo

    no se trata de cualquier fuerza sino de una fuerza legtima.26 Enton-

    ces, se plantea el problema de cmo se justifica la legitimidad de las

    decisiones judiciales y de la consecuente posibilidad de hacer que se

    cumplan por medios coercitivos. Rechazando el positivismo jurdi-

    co, por el cual el derecho se compondra nicamente por hechos

    sociales (mandato y eficacia), esa justificacin slo da buen re-

    sultado cuando a tal dimensin, real o fctica reconocida por los

    positivistas, se adiciona una dimensin ideal o discursiva de correc-

    cin, cuyo principal elemento es la justicia.27 La monopolizacin del

    uso autorizado de la fuerza solamente puede aceptarse y realizarse

    de modo efectivo si a las partes se les conceden ciertas garantas de

    obtencin de decisiones correctas.28 La legitimidad de las decisiones

    judiciales reside, por lo tanto, en la pretensin de correccin que subya-

    ce al ejercicio del poder judicial.

    El hecho de que la decisin judicial promueva una pretensin de

    correccin significa, primero, que a ella se une una afirmacin impl-

    cita de su correccin con relacin al contenido y al procedimiento;

    segundo, que abarca una garanta de fundamentabilidad por medio

    de la cual esa correccin puede controlarse; tercero, que se hace

    acompaar de la esperanza del reconocimiento de su correccin

    bajo el punto de vista del sistema jurdico respectivo.29 Desistir de la

    26 Cfr. BAEZ SILVA, Carlos, La motivacin y la argumentacin en las decisiones judicia-les, Revista Del instituto de la Judicatura Federal, n. 13, Mxico, 2003, p. 112.27 Cfr. ALEXY, Robert, Constitucionalismo discursivo, Livraria do Advogado, Porto Alegre, 2007, p. 9.28 Cfr. HABERMAS, Jrgen, Direito e democracia entre facticidade e validade, Vol. I., Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, 2003, p. 295.29 Cfr. ALEXY, Robert, Constitucionalismo, op. cit., pp. 20, 21 y 23.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 23 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • 24 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    pretenso de correo permitiria aceitar que os provimentos

    jurisdicionais possam se apoiar em manipulaes exitosas e

    convices irracionais. O lugar da pretenso de correo, assim,

    poderia ser ocupado por algo como uma pretenso de poder.30

    A concepo de deciso judicial ora defendida tem conseqncias

    relevantes quanto ao modo de se compreender o dever de motivao

    imposto aos rgos jurisdicionais no Estado de Direito. A exigncia

    de motivar busca atender ao ideal de que o processo judicial, muito

    alm de simplesmente absorver tenses sociais e garantir a ordem

    social,31 cumpre tambm o papel de estabelecer solues aceitveis

    do ponto de vista da correo jurdica. O direito de agir em juzo no

    o de obter uma deciso qualquer,32 pois o dever do Estado de

    tratar seus cidados de forma racional, conforme o mandamento

    da dignidade humana, abrange o dever de apresentar as razes

    que apoiam uma interveno nos interesses de um indivduo.33

    A legitimidade da deciso judicial , por isso, um assunto de

    justificao do exerccio do poder no caso concreto.34

    30 Ibidem, p. 24. Transcreve-se, a propsito, o seguinte trecho: Ns podemos tentar despedir as categorias da verdade, da correo e de objetividade. Se isso desse-nos bom resultado, nosso falar e nosso atuar, porm, seriam algo essencialmente diferente como agora. O preo no seria s alto. Ele compor-se-ia, em um certo sentido, de ns mesmos. (Ibidem, pp. 24-25) 31 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin jurdica, Madrid: Centro de Estudios Constitucionales, 1989, p. 210. O autor refere-se s insuficincias da teoria da legitimao pelo procedimento de Niklas Luhmann (Legitimation durch Verfahren, p. 121). No mesmo sentido, a crtica apresentada por Habermas de que, em Luhmann, a legitimidade explicada em termos da legalidade como um autoengano estabilizador do sistema. Conferir: HABERMAS, Jrgen, Direito e democracia entre facticidade e valide, Vol. II, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003, p. 223.32 Cfr. KNIJNIK, Danilo, A Prova nos Juzos Cvel, Penal e Tributrio, Rio de Janeiro, Editora Forense, 2007, p. 7.33 Cfr. LADD, J., The place of the pratical reason in judicial decision, Rational decision, Nomos vol. 7, C.J Friedrich. Nova York, 1964, p. 144. Apud ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin..., op. cit., p. 210.34 Cfr. BAEZ SILVA, Carlos, La motivacin y la argumentacin..., op. cit., p. 112.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 24 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 25

    pretensin de correccin permitira aceptar que las providencias

    jurisdiccionales puedan apoyarse en manipulaciones exitosas y

    convicciones irracionales. El lugar de la pretensin de correccin, as,

    podra ser ocupado por algo como una pretensin de poder.30

    La concepcin de decisin judicial ahora defendida tiene conse-

    cuencias relevantes con relacin al modo de comprender el deber de

    motivacin impuesto a los rganos jurisdiccionales en el Estado

    de Derecho. La exigencia de motivar busca atender el ideal de que el

    proceso judicial, ms all de simplemente absorber tensiones sociales

    y garantizar el orden social,31 cumple tambin el papel de estable cer

    soluciones aceptables del punto de vista de la correccin jurdica.

    El derecho de actuar en juicio no es el de obtener cualquier deci sin,32

    pues el deber del Estado de tratar a sus ciudadanos de forma racional,

    conforme el mandamiento de la dignidad humana, abarca el deber de

    presentar las razones que apoyan una intervencin en los intereses

    de un individuo.33 La legitimidad de la decisin judicial es, por eso, un

    asunto de justificacin del ejercicio del poder en el caso concreto.34

    30 Ibidem, p. 24. Se transcribe, a propsito, la siguiente parte: Podemos intentar despedir las categoras de verdad, correccin y objetividad. Si eso nos diera buen resultado, nuestro hablar y nuestro actuar, sin embargo, seran algo esencialmente diferente a lo que es ahora. El precio no sera slo alto. Se compondra, en cierto sentido, de nosotros mismos. Ibidem, pp. 24-25. 31 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin jurdica, Centro de Estudios Constituciona-les, Madrid, 1989, p. 210. El autor se refiere a las insuficiencias de la teora de la legiti-macin por el procedimiento de Niklas Luhmann (Legitimation durch Verfahren, p. 121). En el mismo sentido, la crtica presentada por Habermas de que, en Luhmann, la legitimidad es explicada en trminos de la legalidad como un autoengao estabilizador del sistema. HABERMAS, Jrgen, Direito e democracia..., Vol. II, p. 223.32 Cfr. KNIJNIK, Danilo, A Prova nos Juzos Cvel, Penal e Tributrio, Editora Forense, Rio de Janeiro, 2007, p. 7.33 Cfr. LADD, J., The place of the pratical reason in judicial decision, Rational decision, Nomos, vol. 7, C.J Friedrich, Nova York, 1964, p. 144, citado por ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin..., op. cit., p. 210.34 Cfr. BAEZ SILVA, Carlos, La motivacin y la argumentacin, op. cit., p. 112.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 25 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • 26 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    Vale lembrar que o controle do discurso do Juiz, no marco da

    racionalidade legal, no apenas um controle de procedncia

    externa, seno que tambm se projeta em face do prprio Juiz,

    comprometendo-o a no aceitar acriticamente as perigosas

    sugestes da certeza subjetiva35 Se no possvel negar que fatores

    emotivos e ideolgicos possam ter alguma influncia na soluo do

    caso, possvel defender que a conscincia do dever de justificao

    favorece a que o Juiz, na expectativa de uma aceitao intersubjetiva

    de sua atividade, condicione a formulao da prpria deciso,

    submetendo esta a controles racionais e jurdicos.36 A controlabilidade

    do discurso por meio da exigncia de argumentos prticos e

    jurdicos adequados contribui, assim, para que a afirmao sobre os

    enunciados fticos ocorra apenas com base em razes confessveis37

    e, portanto, aptas a serem tidas como corretas.

    Para que uma deciso judicial esteja adequadamente justificada,

    preciso que a motivao judicial seja desenvolvida sob o influxo de

    um procedimento racional, controlvel e adequado s peculiaridades

    do carter fortemente institucionalizado do raciocnio jurdico.38

    Identificar os principais elementos desse procedimento uma das

    tarefas a que este estudo se prope.

    35 IBAEZ, Perfecto Andrs, Valorao da prova e sentena penal, Rio de Janeiro, Lumen Juris, 2006, p. 107.36 Cfr. TARUFFO, Il vertice ambiguo, p. 139. Apud GASCN ABELLN, Marina, Los hechos em el derecho Bases argumentales de la prueba, 2a. ed., Madrid, Barcelona, Marcial Pons,2004, p. 202.37 Cfr. GOMES FILHO, Antonio Magalhes, A motivao das decises penais, So Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 2001, p. 113.38 No mbito da justificao externa, ALEXY distingue diferentes tipos de premissas a que correspondem diferentes mtodos de fundamentao: regras de direito positivo, enunciados empricos e premissas que no so nem regras de direito positivo nem enunciados empricos. La fundamentacin de uma regla entanto regla de Derecho

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 26 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 27

    Cabe recordar que el control del discurso del Juez, en el marco de

    la racionalidad legal, no es slo un control de procedencia externa,

    sino que tambin se refleja en la cara del propio Juez, comprome-

    tindolo a no aceptar acrticamente las peligrosas sugerencias de

    la certeza subjetiva35 Si no es posible negar que los factores emoti-

    vos e ideolgicos puedan tener alguna influencia en la solucin del

    caso, es posible defender que la consciencia del deber de justifica-

    cin favorece que el Juez, en la expectativa de una aceptacin inter-

    subjetiva de su actividad, condicione la formulacin de la propia

    decisin, sometindola a controles racionales y jurdicos.36 La con-

    trolabilidad del discurso por medio de la exigencia de argumentos

    prcticos y jurdicos adecuados contribuye, as, a que la afirma-

    cin sobre los enunciados fticos ocurra slo con base en razones

    confe sables37 y, por lo tanto, aptas para considerarse correctas.

    Para que una decisin judicial est adecuadamente justificada,

    es necesario que la motivacin judicial se desarrolle bajo la influencia

    de un procedimiento racional, controlable y adecuado a las pecu-

    liaridades del carcter fuertemente institucionalizado del raciocinio

    jurdico.38 Una de las tareas que se propone este estudio es identi-

    ficar los principales elementos de ese procedimiento.

    35 IBAEZ, Perfecto Andrs, Valorao da prova e sentena penal, Lumen Juris, Rio de Janeiro, 2006, p. 107.36 Cfr. TARUFFO, Il vertice ambiguo, p. 139, citado por GASCN ABELLN, Marina, Los hechos en el derecho. Bases argumentales de la prueba, 2a. ed., Marcial Pons, Espaa, 2004, p. 202.37 Cfr. GOMES FILHO, Antonio Magalhes, A motivao das decises penais, Editora Re-vista dos Tribunais, So Paulo, 2001, p. 113.38 En el mbito de la justificacin externa, ALEXY distingue diferentes tipos de premisas a las que corresponden diferentes mtodos de fundamentacin: reglas de derecho positi-vo, enunciados empricos y premisas que no son ni reglas de derecho positivo ni enunciados empricos. La fundamentacin de una regla como regla de Derecho positivo consiste en

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 27 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • 28 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    2. Estrutura do dever de motivao

    As exigncias da tica judicial remetem a certos valores ou virtudes

    que as sintetizam. De acordo com Rodolfo Vigo, essas exigncias

    devem ser chamadas de princpios, no s por se tratar de uma

    terminologia bastante estendida, mas tambm porque com tal

    expresso se alude a mandamentos de otimizao, que exigiriam a

    melhor conduta possvel, de acordo com as possibilidades fticas

    e jurdicas presentes.39 No modelo de perfeio judicial, portanto, o

    dever de motivar seria um mandamento ideal que ordena aos rgos

    julgadores que suas decises sejam proferidas mediante uma

    motivao to boa e completa quanto permitir a situao concreta.

    Essa viso tem a seu favor a constatao de que os problemas

    ligados justificao das decises judiciais no se reduzem

    reconstruo do raciocnio do Juiz a um silogismo jurdico, dizer,

    ao atendimento do critrio lgico pelo qual a concluso deve ser a

    conseqncia de premissas normativas e fticas (mbito da

    justificao interna), seno que dizem respeito apresentao

    de passos de desenvolvimento que, para fundamentao da prpria

    escolha das premissas utilizadas, veiculem razes to boas,

    completas e rigorosas quanto possvel (justificao externa).40

    positivo consiste en mostrar su conformidad con los critrios de validez del ordenamiento jurdico. En la fundamentacin de premisas empricas puede recorrirse a un escala completa de formas de proceder que va desde los mtodos de las ciencias empricas, pasando por las mximas de presuncin racional, hasta las reglas de la carga de la prueba en el proceso. Finalmente, para la fundamentacin de las premisas que no son ni enunciados empricos ni reglas de Derecho positivo sirve lo que puede designar-se como argumentacin jurdica. Teora de la argumentacin, op. cit., p. 222.39 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, tica Judicial. Su especificidad, op. cit., p. 18.40 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 214.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 28 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 29

    2. Estructura del deber de motivacin

    Las exigencias de la tica judicial remiten a ciertos valores o virtudes

    que las sintetizan. De acuerdo con Rodolfo Vigo, esas exigencias

    deben llamarse principios, no slo por tratarse de una terminolo-

    ga bastante extendida, sino tambin porque con tal expresin se

    alude a mandamientos de optimizacin, que exigiran la mejor con-

    ducta posible, de acuerdo con las posibilidades fcticas y jurdicas

    presentes.39 En el modelo de perfeccin judicial, por lo tanto, el deber

    de motivar sera un mandamiento ideal que ordena a los rganos

    juzgadores que sus decisiones se profieran mediante una motiva-

    cin tan buena y completa como lo permita la situacin concreta.

    Esa visin tiene a su favor la constatacin de que los problemas

    ligados a la justificacin de las decisiones judiciales no reducen la

    reconstruccin del raciocinio del Juez a un silogismo jurdico, es decir,

    al atendimiento del criterio lgico por el cual la conclusin debe ser la

    consecuencia de premisas normativas y fcticas (mbito de la justifi-

    cacin interna), sino que se refieren a la presentacin de pasos de

    desarrollo que, para fundamentacin de la propia eleccin de las

    premisas utilizadas, vehiculen razones tan buenas, completas y rigu-

    rosas como sea posible (justificacin externa).40 Tratar el deber de

    mostrar su conformidad con los criterios de validez del ordenamiento jurdico. En la funda-mentacin de premisas empricas puede recurrirse a un escala completa de formas de proce-der que va desde los mtodos de las ciencias empricas, pasando por las mximas de presuncin racional, hasta las reglas de la carga de la prueba en el proceso. Final-mente, para la fundamentacin de las premisas que no son ni enunciados empricos ni reglas de Derecho positivo sirve lo que puede designarse como argumentacin jurdica. ALEXY, R., Teora de la argumentacin, op. cit., p. 222.39 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, tica Judicial. Su especificidad, op. cit., p. 18.40 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 214.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 29 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • 30 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    Tratar o dever de motivao como princpio significa reconhecer

    que a medida de sua realizao ser tanto maior quanto mais e

    melhores passos de desenvolvimento forem dados.

    Deveras, o dever tico de motivar uma deciso algo que

    pode ser realizado em graus variados de qualidade e extenso.

    Na perspectiva da excelncia judicial, prima facie exigvel do Juiz o

    emprego de todos os meios para a maximizao da qualidade

    justificativa da motivao judicial e, correlatamente, a superao

    de todos os obstculos realizao tima dessa tarefa.41 Por isso,

    embora seja possvel que determinado ordenamento jurdico, sob o

    aspecto estritamente normativo, em alguns casos tolere certos

    estilos de motivao, como a motivao per relationem ou a motivao

    implcita,42 sob o aspecto tico essas questes podem ser sempre

    problematizadas mais uma vez.

    Quando o Cdigo Modelo enuncia, em seu art. 20, que o dever de

    motivar adquire uma intensidade mxima em relao s decises

    privativas ou restritivas de direitos ou quando o Juiz exera um poder

    discricionrio, disso se extrai uma norma que estabelece um

    importante critrio para aferio da suficincia justificatria da

    41 Esse entendimento est em consonncia com a doutrina de Alexy: [S]e exato que existe um dever de fundamentao judicial, ento se sugere a concluso que existe um dever de fundamentar sentenas judiciais corretamente. Isso um argumento contra concepes que acham compreend-lo suficientemente com a anlise dos efeitos da atividade de fundamentao jurdica e um argumento para a relevncia de esforos para aprofundar critrios para fundamentaes jurdicas corretas. ALEXY, Robert, Direito, Razo, Discurso. Porto Alegre, Livraria do Advogado, 2010, p. 19, nota de rodap n. 14.42 No direito brasileiro a admisso da validade da motivao implcita foi afirmada, dentre outros julgados, nos seguintes acrdos: STF, HC 74.892/SP, 1a. Turma, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 1.8.199; STJ, Resp 47.474/RS, 6a. Turma, Rel. Min. Luiz Vicente Cernicchiaro, DJ 24.10.1994.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 30 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 31

    motivacin como principio significa reconocer que su realizacin

    ser mayor en la medida en que se den ms y mejores pasos de

    desarrollo.

    Realmente, el deber tico de motivar una decisin es algo que

    puede realizarse en varios grados de calidad y extensin. En la

    perspectiva de la excelencia judicial, es prima facie exigible del Juez

    el empleo de todos los medios para la maximizacin de la calidad

    justificativa de la motivacin judicial y, respectivamente, la supe-

    racin de todos los obstculos para la realizacin ptima de esa

    tarea.41 Por eso, aunque sea posible que determinado ordenamien-

    to jurdico, bajo el aspecto estrictamente normativo, en algunos

    casos tolere ciertos estilos de motivacin, como la motivacin per

    relationem o la motivacin implcita,42 bajo el aspecto tico esas

    cuestiones siempre pueden problematizarse una vez ms.

    Cuando el Cdigo Modelo enuncia, en su art. 20, que el deber

    de motivar adquiere una intensidad mxima en relacin a las decisio-

    nes privativas o restrictivas de derechos o cuando el Juez ejerza un

    poder discrecional, de ah se obtiene una norma que establece un cri-

    terio importante para verificar la suficiencia justificadora de la

    41 Ese entendimiento est en consonancia con la doctrina de Alexy: [S]i es exacto que existe un deber de fundamentacin judicial, entonces se sugiere la conclusin de que existe un deber de fundamentar sentencias judiciales correctamente. Eso es un argumento con-tra concepciones que creen comprenderlo suficientemente con el anlisis de los efectos de la actividad de fundamentacin jurdica y un argumento para la relevancia de esfuerzos para profundizar criterios para fundamentaciones jurdicas correctas. ALEXY, Robert, Derecho, Razn, Discurso, Livraria do Advogado, Porto Alegre, 2010, p. 19, nota de pi de pgina n. 14.42 En el derecho brasileo la admisin de la validez de la motivacin implcita se afirm, dentro de otros juzgados, en los siguientes dictmenes: STF, HC 74.892/SP, 1a. Turma, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 1.8.199; STJ, Resp 47.474/RS, 6a. Turma, Rel. Min. Luiz Vicente Cernicchiaro, DJ 24.10.1994.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 31 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • 32 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    resoluo judicial: quanto mais intensos forem os efeitos da deciso

    na esfera jurdica do jurisdicionado, ou quanto maior o espao de

    atuao judicial para criao da norma individual que reger o caso

    concreto, tanto mais fortes devem ser as razes que justificam a

    deciso adotada.

    Apesar dos renovados esforos da doutrina em diminuir a

    discricionariedade no direito, no se pode negar que persiste

    a possibilidade de, em certos casos, o Juiz fazer uma opo

    discricionria que ter relevncia na soluo do caso sob sua

    responsabilidade. Analisar as hipteses em que essa

    discricionariedade justificvel refoge ao objeto deste estudo, mas

    cumpre, de qualquer modo, reconhecer que a exigncia de motivao

    um dos elementos capazes de confin-la a limites aceitveis.

    Est em jogo, aqui, a necessidade de um mecanismo de controle,

    ainda que mnimo, da justia da deciso. Conforme lio de Barbosa

    Moreira, a motivao tanto mais necessria quanto mais forte o

    teor de discricionariedade da deciso, j que apenas vista dela se

    pode saber se o Juiz usou bem ou mal a sua liberdade de escolha, e

    sobretudo se no ter ultrapassado os limites da discrio para cair

    no arbtrio .43

    Para alm das dificuldades conceituais que a expresso

    discricionariedade suscita, essa exigncia ampliada de motivao

    tambm deve ser estendida quelas hipteses em que, embora no se

    trate propriamente de um espao de discricionariedade, haja um

    43 BARBOSA MOREIRA, Jos Carlos, A motivao das decises judiciais como garantia inerente ao Estado de Direito. Em Temas de direito processual 2a. srie. So Paulo: Saraiva, 1980, p. 88.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 32 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 33

    resolucin judicial: mientras ms intensos sean los efectos de la

    decisin en la esfera jurdica del justiciable, o mientras mayor sea

    el espacio de actuacin judicial para la creacin de la norma individual

    que regir el caso concreto, ms fuertes deben ser las razones que

    justifican la decisin adoptada.

    A pesar de los esfuerzos renovados de la doctrina por disminuir

    la discrecionalidad en el derecho, no puede negarse que persiste la

    posibilidad de que, en ciertos casos, el Juez realice una opcin discre-

    cional que tendr relevancia en la solucin del caso bajo su respon-

    sabilidad. Escapa al objeto de este estudio analizar las hiptesis en

    que esa discrecionalidad es justificable; sin embargo, cabe recono-

    cer, de cualquier modo, que la exigencia de motivacin es uno de los

    elementos capaces de confinarla dentro de lmites aceptables. Aqu

    est en juego la necesidad de un mecanismo de control, aunque

    mnimo, de la justicia de la decisin. De acuerdo con la leccin de

    Barbosa Moreira, la motivacin es tan necesaria mientras ms

    fuerte sea la cantidad de discrecionalidad de la decisin, ya que slo

    ante ella se puede saber si el Juez us bien o mal su libertad de

    eleccin, y sobre todo que no ha ultrapasado los lmites de la discre-

    cin para caer en el arbitrio.43

    Ms all de las dificultades conceptuales que la expresin discre-

    cionalidad suscita, esa exigencia ampliada de motivacin tambin

    debe extenderse a aquellas hiptesis en las cuales, aunque no se trate

    propiamente de un espacio de discrecionalidad, haya un incremento

    43 BARBOSA MOREIRA, Jos Carlos, A motivao das decises judiciais como garantia inerente ao Estado de Direito en Temas de direito processual, 2a. srie, Saraiva, So Paulo, 1980, p. 88.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 33 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • 34 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    incremento do risco fisiolgico ou patolgico de que a

    subjetividade do Juiz contamine a aplicao do direito. Tais seriam,

    por exemplo, os casos em que necessria interpretao de

    conceitos indeterminados ou a ponderao de princpios.

    Quanto s decises privativas ou restritivas de direito, o

    incremento do dever de motivao justifica-se pela concepo de

    que, nas sociedades modernas, a liberdade humana e os outros

    direitos que lhe so correlatos devem ser levados a srio. Se o Estado

    existe em funo da pessoa, e no o contrrio, ento as razes

    requeridas para a admisso da interveno estatal na esfera jurdica

    de algum devem ser tanto mais robustas quanto mais relevante

    for o direito atingido e quanto maior for o grau de afetao de tal

    direito. por isso que, a ttulo de exemplo, a motivao de uma

    sentena penal condenatria deve ser ceteris paribus mais complexa

    que a de uma sentena absolutria, assim como a aplicao de

    uma pena privativa de liberdade exige razes ceteris paribus mais

    fortes que a aplicao de uma pena de multa, nos casos em que h

    essa cominao alternativa.

    Tomar o dever tico de motivao como um mandamento ideal,

    que pode ser aplicado em distintos graus, implica necessariamente

    reconhecer que ele pode colidir com outros deveres tico-judiciais.

    A aferio da conduta judicial devida, sob a perspectiva da excelncia

    judicial, em muitos casos exigir um juzo de ponderao do princpio

    da motivao em face de princpios ticos dotados de igual

    relevncia. Quanto mais prximo um Juiz historicamente situado

    chegar concordncia prtica dos deveres ticos que deve cumprir,

    tanto mais prximo da perfeio judicial ele estar.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 34 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 35

    del riesgo fisiolgico o patolgico de que la subjetividad del Juez

    contamine la aplicacin del derecho. Tales seran, por ejemplo, los

    casos en que es necesaria la interpretacin de conceptos indeter-

    minados o la ponderacin de principios.

    Con relacin a las decisiones privativas o restrictivas de derecho,

    el incremento del deber de motivacin se justifica por la concep-

    cin de que, en las sociedades modernas, la libertad humana y

    los otros derechos correspondientes deben tomarse en serio. Si el

    Estado existe en funcin de la persona, y no al contrario, entonces

    las razones requeridas para la admisin de la intervencin estatal

    en la esfera jurdica de alguien deben ser mucho ms robustas mien-

    tras ms relevante sea el derecho afectado y mientras mayor sea el

    grado de afectacin de tal derecho. Es por eso que, como ejemplo,

    la motivacin de una sentencia penal condenatoria debe ser ceteris

    paribus ms compleja que la de una sentencia absolutoria, as como

    la aplicacin de una pena privativa de libertad exige razones ceteris

    paribus ms fuertes que la aplicacin de una pena de multa, en los

    casos en que hay esa sancin alternativa.

    Tomar el deber tico de motivacin como un mandamiento ideal,

    que puede aplicarse en distintos grados, implica necesariamente

    reconocer que l puede toparse con otros deberes tico-judiciales.

    El cotejo de la conducta judicial debida, bajo la perspectiva de la

    excelencia judicial, en muchos casos exigir un juicio de ponderacin

    del principio de la motivacin en vista de principios ticos dotados de

    igual relevancia. Mientras un Juez, histricamente situado, se aproxi-

    me ms a la concordancia prctica de los deberes ticos que debe

    cumplir, estar ms cercano a la perfeccin judicial.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 35 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • 36

    CaPtulo ii

    O dever de motivao na teoria da argumentao jurdica

    A otimizao da qualidade justificativa da fundamentao judicial

    obtm-se mediante a realizao, to boa quanto possvel, das

    exigncias de racionalidade, completitude e controlabilidade.44

    Como o atendimento a tais qualidades pode ocorrer em graus

    variados e crescentes de detalhamento da fundamentao jurdica,

    coloca-se o problema do regresso ao infinito. Onde termina o

    dever de motivao de cada proposio apresentada na deciso

    judicial?

    Conforme lio de Marcelo Guerra, mesmo a ao judicial que

    pedisse a providncia jurisdicional ceteris paribus mais simples, qual

    seja, a declarao da existncia de um direito subjetivo,45 em tese

    44 Cfr. TARUFFO, Michele, Il significato costituzionale dellobligo di motivazione. Em: Paticipao e processo, pp. 37-50. Ada Pellegrini Grinover, Cndido Rangel Dinamarco, Kazuo Watanabe (coords.) et al. So Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 1988, p. 48.45 No direito brasileiro, conferir: Cdigo de Processo Civil/1973, art. 40.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 36 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • 37

    CaPtulo ii

    El deber de motivacin en la teora de la argumentacin jurdica

    La optimizacin de la calidad justificativa de la fundamentacin

    judicial se obtiene mediante la realizacin, tan buena como sea

    posible, de las exigencias de racionalidad, completitud y controla-

    bilidad.44 Como el atendimiento a tales cualidades puede ocurrir en

    grados variados y crecientes de detalle de la fundamentacin jur-

    dica, se coloca el problema del regreso al infinito. Dnde termina el

    deber de motivacin de cada proposicin presentada en la decisin

    judicial?

    De acuerdo con Marcelo Guerra, adems, la accin judicial que

    pidiera la providencia jurisdiccional ceteris paribus ms simple, sea

    cual sea la declaracin de la existencia de un derecho subjetivo,45 en

    44 Cfr. TARUFFO, Michele, Il significato costituzionale dellobligo di motivazione en PELLEGRINI GRINOVER, Ada; RANGEL DINAMARCO, Cndido; WATANABE, Kazuo, et al. (coords.), Paticipao e processo, Revista dos Tribunais, So Paulo, 1988, p. 48.45 En el derecho brasileo, cotejar: Cdigo de Proceso Civil/1973, art. 40.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 37 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • 38 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    admitiria infinitos nveis de fundamentao na sentena. Em um

    primeiro nvel, as condies de existncia de um determinado direito

    subjetivo poderiam ser desdobradas em duas: a) a existncia de

    uma norma geral N que contenha a descrio do fato F como

    condio de sua incidncia; b) a ocorrncia do fato F. Por sua vez, as

    declaraes relativas existncia de N e ocorrncia de F pedem,

    elas prprias, um critrio de correo, alocados em um segundo

    nvel de fundamentao. A declarao da existncia da norma N

    implica outras duas declaraes: a1) a de que a norma N o sentido

    veiculado pelo texto legislativo T; a2) a de que o ato legislativo A,

    que produziu o texto legislativo T, vlido. J a declarao de que o

    fato F ocorreu pressupe que ele est representado em um meio de

    prova digno de confiana, o que tambm pode ser enunciado por

    duas declaraes: b1) a ocorrncia do fato F est representada no

    meio de prova MP; b2) o meio de prova MP confivel. Ocorre que

    as declaraes sobre o sentido do texto T (a1), a validade do ato

    legislativo A (a2), a representao do fato no meio de prova MP

    (b1) e a confiabilidade do meio de prova MP (b2) podem exigir,

    ainda, o apoio de outras declaraes situadas em um terceiro nvel

    de fundamentao. As declaraes do terceiro nvel, sua vez,

    podem reclamar um quarto nvel de fundamentao, e assim por

    diante.46

    Um regresso ao infinito aparentemente poderia ser evitado

    se a fundamentao fosse interrompida, em algum momento, e

    46 Cfr. GUERRA, Marcelo Lima, Notas sobre o dever constitucional de fundamentar as decises judiciais (CF, art. 93, IX). Em: Processo e Constituio. FUX, Luiz; NERY JR, Nelson; WAMBIER, Teresa Arruda Alvim (organizadores), pp. 517-541. So Paulo, Revista dos Tribunais, 2006, pp. 525-530.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 38 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 39

    teora admitira niveles infinitos de fundamentacin en la sentencia.

    En un primer nivel, las condiciones de existencia de un determinado

    derecho subjetivo podran dividirse en dos: a) la existencia de una

    norma general N que contenga la descripcin del hecho F como con-

    dicin de su incidencia; b) la generacin del hecho F. A su vez, las

    declaraciones relativas a la existencia de N y a la generacin de F

    piden, ellas mismas, un criterio de correccin, ubicados en un se-

    gundo nivel de fundamentacin. La declaracin de la existencia de

    la norma N implica otras dos declaraciones: a1) que la norma N es el

    sentido vehiculado por el texto legislativo T; a2) que el acto legis-

    lativo A, que produjo el texto legislativo T, es vlido. Por su lado la

    declaracin de que el hecho F ocurri presupone que ste est repre-

    sentado en un medio de prueba digno de confianza, lo que tambin

    puede enunciarse por dos declaraciones: b1) la generacin del hecho

    F est representada en el medio de prueba MP; b2) el medio de prue-

    ba MP es confiable. Sucede que las declaraciones sobre el sentido

    del texto T (a1), la validez del acto legislativo A (a2), la representa-

    cin del hecho en el medio de prueba MP (b1) y la confiabilidad del

    medio de prueba MP (b2) pueden exigir, adems, el apoyo de otras

    declaraciones situadas en un tercer nivel de fundamentacin. Las de-

    claraciones del tercer nivel, a su vez, pueden reclamar un cuarto

    nivel de fundamentacin, y as sucesivamente.46

    Aparentemente, podra evitarse un regreso al infinito si la funda-

    mentacin se interrumpiera, en algn momento, y se substituyera

    46 Cfr. GUERRA, Marcelo Lima, Notas sobre o dever constitucional de fundamentar as decises judiciais (CF, art. 93, IX) en FUX, Luiz; NERY JR, Nelson; WAMBIER, Teresa Arruda Alvim (organizadores), Processo e Constituio, Revista dos Tribunais, So Paulo, 2006, pp. 525-530.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 39 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • 40 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    substituda por uma deciso de que j no haveria o que fundamentar.

    A arbitrariedade desta deciso, no entanto, contaminaria toda a

    fundamentao que dela depende. Tambm no seria satisfatrio,

    por outro lado, evitar o regresso ao infinito mediante o recurso a

    um crculo lgico. Propor uma alternativa em face do regresso

    ao infinito, da interrupo da fundamentao e do crculo lgico

    situao que H. Albert designou como trilema de Mnchausen

    o desafio das principais teorias discursivas da atualidade.47

    Afasta-se a necessidade de regresso ao infinito se a exigncia

    de fundamentaes ininterruptas de cada proposio por meio de

    outras proposies for substituda por uma srie de exigncias

    na atividade de fundamentao. Tais exigncias podem formular-

    se como regras discursivas cuja observncia propicie, sem

    necessidade de exaurir o universo,48 a obteno de um resultado

    dotado de validade intersubjetiva. A ideia fundamental da teoria

    da argumentao a de que o cumprimento dessas regras

    pragmticas, embora no garanta a certeza definitiva do resultado,

    ao menos assegura uma correo procedimental das proposies

    obtidas mediante o conjunto de aes interconectadas praticadas

    pelos sujeitos processuais.

    O grande mrito das regras discursivas o de que elas no do

    por corretos quaisquer resultados de uma comunicao lingstica,

    mas somente aqueles que provm de um discurso racional.49

    47 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 177.48 TARUFFO, Michele, La motivazione della sentenza, Gnesis Revista de Direito Processual Civil, n. 31, pp. 177-185, jan./mar. 2004, p. 183.49 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 292.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 40 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 41

    por una decisin que ya no habra que fundamentar. La arbitrarie-

    dad de esta decisin, no obstante, contaminara toda la fundamen-

    tacin que depende de ella. Tampoco sera satisfactorio, por otro

    lado, evitar el regreso al infinito mediante el recurso a un crculo lgi-

    co. Proponer una alternativa en vistas del regreso al infinito, de la

    interrupcin de la fundamentacin y del crculo lgico situacin

    que H. Albert design como trilema de Mnchausen es el desa-

    fo de las principales teoras discursivas de la actualidad.47

    Se separa la necesidad de regreso al infinito si la exigencia de

    fundamentaciones ininterrumpidas de cada proposicin por medio

    de otras proposiciones se substituye por una serie de exigencias en

    la actividad de fundamentacin. Tales exigencias pueden formularse

    como reglas discursivas cuya observancia propicie, sin necesidad de

    agotar el universo,48 la obtencin de un resultado dotado de vali-

    dez intersubjetiva. La idea fundamental de la teora de la argumen-

    tacin es que el cumplimiento de esas reglas pragmticas, aunque

    no garantice la certeza definitiva del resultado, al menos asegure

    una correccin procedimental de las proposiciones obtenidas median-

    te el conjunto de acciones interconectadas practicadas por los suje-

    tos procesales.

    El gran mrito de las reglas discursivas es que no consideran

    correcto cualquier resultado de una comunicacin lingstica, sino

    slo aquellos que provienen de un discurso racional.49 Despreciarlas

    47 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 177.48 TARUFFO, Michele, La motivazione della sentenza, Gnesis Revista de Direito Processual Civil, n. 31, enero-marzo, 2004, p. 183.49 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 292.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 41 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • 42 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    Desprez-las por sua suposta fraqueza de no determinar todos os

    passos da argumentao no abre outras alternativas seno a

    iluso de um teste de correo substancial inalcanvel, tal como

    pretendido por certas correntes jusnaturalistas,50 ou a desiluso

    decorrente das diversas formas de ceticismo quanto racionalidade

    da cincia jurdica, tal como defendido por correntes decisionistas.51

    A garantia de racionalidade que pode ser oferecida por uma teoria

    procedimental da correo jurdica, portanto, no deve ser

    subestimada.

    1. A regra da universalizabilidade

    O ncleo da fundamentao pragmtico-universal das normas

    fundamentais do dilogo racional parte de que todo o falante une a

    suas manifestaes as pretenses de compreensibilidade,

    veracidade, correo e verdade. Quem afirma um juzo de valor ou

    de dever promove uma pretenso de correo, ou seja, pretende

    que sua afirmao seja fundamentvel racionalmente.52

    Reconhece-se que, de uma forma geral, o interesse da parte

    no procedimento, sob o ponto de vista subjetivo, est orientado

    sobretudo obteno de um resultado que lhe seja vantajoso,

    e no que o juzo alcanado seja correto ou justo. Contudo, o

    ponto decisivo que os participantes do discurso, ainda que no

    queiram argumentar racionalmente, ao menos devem construir

    seus argumentos de tal maneira que, sob condies ideais,

    50 Cfr. Ibidem, p. 56.51 Cfr. ALEXY, Robert, Constitucionalismo, op. cit., p. 23, nota de rodap n. 14.52 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 133.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 42 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 43

    por su supuesta extenuacin de no determinar todos los pasos de

    la argumentacin no abre otras alternativas sino la ilusin de una

    prueba de correccin substancial inalcanzable, tal como lo preten-

    den ciertas corrientes jusnaturalistas,50 o la desilusin derivada de

    las diversas formas de escepticismo relativo a la racionalidad de la

    ciencia jurdica, tal y como lo defienden las corrientes decisionis-

    tas.51 Por lo tanto, no debe subestimarse la garanta de racionali-

    dad que puede ofrecer una teora procedimental de la correccin

    jurdica.

    1. La regla de la universalizabilidad

    El ncleo de la fundamentacin pragmtico-universal de las normas

    fundamentales del dilogo racional parte de que todo hablante une

    a sus manifestaciones las pretensiones de comprensibilidad, veraci-

    dad, correccin y verdad. Quien afirma un juicio de valor o de deber

    promueve una pretensin de correccin, o sea, pretende que su afir-

    macin sea fundamentable racionalmente.52

    Se reconoce que, de forma general, el inters de la parte en el

    procedimiento, bajo el punto de vista subjetivo, est orientado

    sobre todo a la obtencin de un resultado que le sea ventajoso, y

    no que el juicio alcanzado sea correcto o justo. Sin embargo, el punto

    decisivo es que los participantes del discurso, aunque no quieran

    argumentar racionalmente, al menos deben construir sus argumen-

    tos de tal manera que, bajo condiciones ideales, podran encontrar

    50 Cfr. Ibidem, p. 56.51 Cfr. ALEXY, Robert, Constitucionalismo, op. cit., p. 23, nota de pi de pgina n. 14.52 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 133.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 43 15/03/2012 02:25:25 p.m.

  • 44 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    poderiam encontrar o acordo de todos.53 Se, quando instado a

    se manifestar sobre a tese jurdica e as robustas provas produzidas

    em apoio pretenso da parte contrria, o participante se limitasse

    a expressar o seu interesse subjetivo de vencer a ao, no estaria

    argumentando racionalmente. Como o Juiz no decide visando a

    dar o que do interesse das partes, e sim a aplicar corretamente

    o direito, a argumentao desenvolvida pelos interessados,

    devidamente assistidos por profissionais habilitados, deve se

    nortear por critrios de correo jurdica.54

    Com efeito, o modelo procedimental da moderna teoria da

    argumentao jurdica pressupe regras de conduo do discurso

    que se conectam pretenso de correo do direito. Aquele que

    fala deve poder justificar o seu discurso, admitindo pressupostos

    pragmticos que o constrangem a levar em conta todas as

    perspectivas, dos outros participantes inclusive.55 Nisso est

    contida a ideia de uma validade universal para todos os casos em

    que as mesmas circunstncias relevantes estejam presentes.56

    Verses diversas dessa exigncia de universalizabilidade foram

    propostas por autores como Hare, Habermas e Baier.57

    53 Cfr. Ibidem, p. 317. 54 Las partes o sus abogados plantean com sus intervenciones una pretensin de correccin, aunque slo persigan intereses subjetivos. Lo que exponen como razones en favor de una determinada decisin podra, al menos en principio, estar incluido en un tratado de ciencia jurdica. Ibidem, p. 317.55 Cfr. HABERMAS, Jrgen, Direito e democracia..., op. cit., vol. I, p. 287.56 Cfr. LA TORRE, Massimo, Teoras de la argumentacin y conceptos de derecho. Una aproximacin. Derechos y libertades, ao IV, enero 1999, n. 7, Boletn oficial del Estado, pp. 303-334, aqui p. 327.57 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin..., op. cit., p. 198.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 44 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 45

    el acuerdo de todos.53 Si, cuando instado a manifestarse sobre la

    tesis jurdica y las pruebas robustas producidas en apoyo a la preten-

    sin de la parte contraria, el participante se limitara a expresar su

    inters subjetivo de vencer la accin, no estara argumentando ra-

    cionalmente. Como el Juez no decide con el objetivo de dar lo que es

    de inters de las partes, sino a aplicar correctamente el derecho,

    la argumentacin desarrollada por los interesados, debidamente

    asistidos por profesionales capacitados, debe guiarse por criterios

    de correccin jurdica.54

    En efecto, el modelo procedimental de la moderna teora de la

    argumentacin jurdica presupone reglas de conduccin del discur-

    so que se conectan a la pretensin de correccin del derecho. Aqul

    que habla debe poder justificar su discurso, admitiendo presupues-

    tos pragmticos que lo obligan a considerar todas las perspectivas,

    incluso las de los otros participantes.55 En eso est contenida la idea

    de una validez universal para todos los casos en que las mismas

    circunstancias relevantes estn presentes.56 Autores como Hare,

    Habermas y Baier57 propusieron diversas versiones de esa exigencia

    de universalizabilidad.

    53 Cfr. Ibidem, p. 317. 54 Las partes o sus abogados plantean con sus intervenciones una pretensin de correc-cin, aunque slo persigan intereses subjetivos. Lo que exponen como razones en favor de una determinada decisin podra, al menos en principio, estar incluido en un tratado de ciencia jurdica. Ibidem, p. 212.55 Cfr. HABERMAS, Jrgen, Direito e democracia..., op. cit., vol. I, p. 287.56 Cfr. LA TORRE, Masimo, Teoras de la argumentacin y conceptos de derecho. Una aproximacin, Derechos y libertades, n. 7, ao IV, Boletn oficial del Estado, enero 1999, p. 327.57 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 198.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 45 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • 46 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    Hare enuncia sua regra da universalizabilidade da seguinte

    forma: Quem afirma uma proposio normativa que pressupe

    uma regra para a satisfao dos interesses de outras pessoas,

    deve poder aceitar as conseqncias de tal regra no caso

    hipottico de ele prprio se encontrar na situao daquelas

    pessoas. Habermas complementa essa proposio, de seu

    turno, com a garantia do carter ideal das regras da razo: As

    conseqncias de cada regra para a satisfao do interesses de

    cada um devem poder ser aceitas por todos. Por fim, Baier

    acrescenta as exigncias de abertura e sinceridade que regem o

    discurso: Toda regra deve poder ensinar-se de forma aberta e geral.58

    Esse grupo de proposies, como bem enfatiza MacCormick,

    exige que, para o presente conjunto de circunstncias C contar

    como uma razo para chegar deciso D, e para agir sobre D,

    preciso que seja aceitvel manter a deciso do tipo D como uma

    deciso apropriada em qualquer momento em que circunstncias C

    ocorram.59 Com isso se pode testar se possvel dizer que D uma

    soluo apropriada em qualquer momento em que C ocorra, ou

    seja, que essa razo universalizada seja aplicvel a todas as

    instncias de C, e no apenas quela instncia sob considerao.60

    As proposies que integram o conceito de universalizao

    formam as regras bsicas da fundamentao no discurso prtico

    geral. Uma realizao otimizada do dever de motivao judicial pe

    de manifesto a necessidade de observncia de um procedimento

    58 Apud Ibidem, pp. 198-199.59 MACCORMICK, Neil, Retrica e Estado..., op. cit., pp. 28-29.60 Idem.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 46 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 47

    Hare enuncia su regla de la universalizabilidad de la siguiente

    forma: Quien afirma una proposicin normativa que presupone

    una regla para la satisfaccin de los intereses de otras personas,

    debe poder aceptar las consecuencias de tal regla en el caso hipo-

    ttico de que l mismo se encuentre en la situacin de aquellas

    personas. A su vez, Habermas complementa esa proposicin con

    la garanta del carcter ideal de las reglas de la razn: Las conse-

    cuencias de cada regla para la satisfaccin del inters de cada uno

    deben poder ser aceptadas por todos. Por fin, Baier agrega las

    exigencias de apertura y sinceridad que rigen el discurso: Toda

    regla debe poder ensearse de forma abierta y general.58

    Ese grupo de proposiciones exige que, como bien enfatiza

    MacCormick, para el presente conjunto de circunstancias C contar

    como una razn para llegar a la decisin D, y para actuar sobre D, es

    necesario que sea aceptable mantener la decisin del tipo D como

    una decisin apropiada en cualquier momento en que las circuns-

    tancias C ocurran.59 Con eso se puede probar si es posible decir

    que D es una solucin apropiada en cualquier momento en que C

    ocurra, o sea, que esa razn universalizada sea aplicable a todas

    las instancias de C, y no slo a aquella instancia en consideracin.60

    Las proposiciones que integran el concepto de universalizacin

    forman las reglas bsicas de la fundamentacin en el discurso

    prctico general. La realizacin optimizada del deber de motiva-

    cin judicial pone de manifiesto la necesidad de observancia de un

    58 Citado por Ibidem, pp. 198-199.59 MACCORMICK, Neil, Retrica e Estado..., op. cit., pp. 28-29.60 Idem.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 47 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • 48 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    discursivo definido por essas e outras regras do discurso prtico

    geral, complementadas pelas regras e formas especficas do

    discurso jurdico, tais como a sujeio lei, dogmtica e aos

    precedentes.61

    2. O carter dialogal da correo argumentativa

    Quem fundamenta algo pretende, no que se refere ao processo de

    fundamentao, aceitar o outro como parte na fundamentao.62

    Todos os participantes do processo, por mais diferentes que sejam

    seus motivos, fornecem contribuio para o discurso judicial.63

    A correo das decises judiciais mede-se, ento, pelo preenchimento

    das condies comunicativas da argumentao que tornam possvel

    a formao imparcial do juzo.64

    Processos jurdicos movem-se por meio de uma cadeia

    de certezas putativas que so a cada ponto passveis de

    questionamento.65 Por isso, a avaliao da correo dos argumentos,

    no mbito de um procedimento no qual os participantes se inter-

    relacionam comunicativamente, desenvolve-se no curso das

    diversas fases em que a atuao destes exigida ou esperada.

    Os participantes referem-se uns aos outros por sequncias de

    aes e reaes a outras aes cujo sentido no se obtm por si

    61 ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin..., op. cit., p. 201. Sobre a importncia da lei, da dogmtica e dos precedentes na estrutura da motivao, conferir Captulo 3.1, infra.62 Cfr. Ibidem, p. 189.63 Cfr. HABERMAS, Jrgen, Direito e democracia..., op. cit., vol. I, p. 288.64 Cfr. Ibidem, p. 287.65 Cfr. MACCORMICK, Neil, Retrica e Estado..., op. cit., p. 37.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 48 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 49

    procedimiento discursivo definido por esas y otras reglas del dis-

    curso prctico general, complementadas por las reglas y formas

    especficas del discurso jurdico, tales como la sujecin a la ley, a la

    dogmtica y a los precedentes.61

    2. El carcter dialogstico de la correccin argumentativa

    Quien fundamenta algo pretende, en lo que se refiere al proceso de

    fundamentacin, aceptar lo otro como parte de la fundamenta-

    cin.62 Todos los participantes del proceso, por ms diferentes que

    sean sus motivos, contribuyen al discurso judicial.63 La correccin de

    las decisiones judiciales se mide, entonces, por el cumplimiento de las

    condiciones comunicativas de la argumentacin que hacen posible

    la formacin imparcial del juicio.64

    Los procesos jurdicos se mueven por medio de una cadena de

    certezas putativas que son a cada punto suceptibles de cuestio-

    namiento.65 Por eso, la evaluacin de la correccin de los argumentos,

    en el mbito de un procedimiento en el cual los participantes se

    interrelacionan comunicativamente, se desarrolla en el curso de las

    diversas fases en las que se exige o espera su actuacin. Los participan-

    tes se refieren unos a otros por secuencias de acciones y reacciones

    a otras acciones cuyo sentido no se obtiene por s mismas, sino por

    61 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 201. Sobre la importancia de la ley, la dogmtica y los precedentes en la estructura de la motivacin, cfr Captulo 3.1, infra.62 Cfr. Ibidem, p. 189.63 Cfr. HABERMAS, Jrgen, Direito e democracia..., op. cit., vol. I, p. 288.64 Cfr. Ibidem, p. 287.65 Cfr. MACCORMICK, Neil, Retrica e Estado..., op. cit., p. 37.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 49 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • 50 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    mesmas, mas pela outra parte da conduta qual elas se referem:

    em quase toda resposta, encontra-se a pergunta, que por sua

    vez desafia uma nova resposta.66 Pode-se dizer, portanto, que o

    procedimento se estrutura dialeticamente, desde que se tome

    dialtica, aqui, no sentido gadameriano da obteno do conhecimento

    pela arte do perguntar.67 Uma vez que perguntar significa colocar

    algo em suspenso e aberto, a dialtica no a arte de atingir o

    ponto fraco daquilo que foi dito, nem de ganhar de todo mundo

    na argumentao, mas sim a arte de ir colocando afirmaes

    prova, buscando atribuir-lhe sua verdadeira fora.68

    Dentre as exigncias que, no mbito da argumentao prtica,

    dizem respeito liberdade de discusso, est a de que todos os

    participantes do discurso podem introduzir e problematizar qualquer

    assero.69 Obviamente que, em face da institucionalizao das

    formas e dos prazos processuais, essa liberdade somente pode ser

    assegurada em uma extenso limitada. Ainda que sob tais

    limitaes, contudo, vale para o raciocnio jurdico a regra geral da

    fundamentao prtica de que todo falante deve, quando lhe for

    pedido, fundamentar o que afirma, a no ser que possa dar razes

    que justifiquem rechaar uma fundamentao.70

    66 HASSEMER, Winfried, Introduo aos fundamentos do Direito Penal, Porto Alegre: Srgio Antnio Fabris Editor, 2005, pp. 177-178 e 181-182.67 A dialtica de Gadamer a conduo de uma conversao pela arte de juntar os olhares para a unidade de uma perspectiva (synoran eis en eidos). Verdade e mtodo I, p. 480. 68 Ibidem, pp. 478-479.69 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 189.70 Ibidem, pp. 188-189.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 50 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 51

    la otra parte de la conducta a la cual se refieren: en casi toda res-

    puesta, se encuentra la pregunta, que a su vez desafa una nueva

    respuesta.66 Puede decirse, por lo tanto, que el procedimiento se

    estructura dialcticamente, siempre que se tome dialctica, aqu

    en el sentido gadameriano de la obtencin del conocimiento, por el

    arte de preguntar.67 Ya que preguntar significa colocar algo en sus-

    penso y abierto, la dialctica no es el arte de tocar el punto dbil de

    aquello que se dijo, ni de ganarle a todo mundo en la argumenta-

    cin, sino el arte de ir colocndole afirmaciones a la prueba, bus-

    cando atribuirle su verdadera fuerza.68

    Dentro de las exigencias que, en el mbito de la argumentacin

    prctica, se refieren a la libertad de discusin, se encuentra la de que

    todos los participantes del discurso pueden introducir y problemati-

    zar cualquier asercin.69 Obviamente que, frente a la institucionaliza-

    cin de las formas y de los plazos procesales, esa libertad solamente

    puede asegurarse en una extensin limitada. Aunque bajo tales limi-

    taciones, sin embargo, para el raciocinio jurdico es vlida la regla

    general de la fundamentacin prctica de que todo hablante debe,

    cuando le sea pedido, fundamentar lo que afirma, a no ser que pueda

    dar razones que justifiquen el rechazo de una fundamentacin.70

    66 HASSEMER, Winfried, Introduo aos fundamentos do Direito Penal, Srgio Antnio Fabris Editor, Porto Alegre, 2005, pp. 177-178 y 181-182.67 La dialctica de Gadamer es la conduccin de una conversacin por el arte de juntar las miradas para la unidad de una perspectiva (synoran eis en eidos). GADAMER, Hans-Georg, Verdade e mtodo I, - Traos fundamentais de uma hermenutica filosfica, 6a. ed., Trad. Flvio Paulo Meurer, Vozes, Petrpolis, 2004, p. 480. 68 Ibidem, pp. 478-479.69 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 189.70 Ibidem, pp. 188-189.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 51 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • 52 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    Isso significa que, no cumprimento do dever de motivao sob a

    tica da excelncia judicial, uma deciso justificvel da disputa

    jurdica precisa posicionar-se em relao relevncia de qualquer

    proposio aduzida na qualidade de proposio jurdica, ou em

    relao interpretao de tal proposio, ou ainda em relao

    classificao apropriada ou avaliao dos fatos luz de conceitos

    descritivos e valorativos envolvidos em tal proposio.71 O princpio

    da cooperao entre os sujeitos processuais abrange o nus das

    partes de levantar as razes pertinentes e relevantes para a

    justificao da deciso judicial, de modo que a extenso do dever

    judicial de fundamentao regula-se, em grande medida, pelo modo

    como as partes fazem uso de seus atos de fala no processo.72 Se a

    possibilidade de tomar parte no discurso implica, por um lado,

    o direito de os litigantes verem seus argumentos considerados nas

    decises que lhes digam respeito, por outro tambm d a medida

    da autorresponsabilidade decorrente de sua condio de sujeitos

    (e no meros objetos) do processo.

    Nesse sentido, dispe o art. 25 do Cdigo Modelo Iberoamericano

    de tica Judicial que a motivao deve estender-se a todas as

    alegaes das partes, ou s razes geradas pelos Juzes que tenham

    conhecido antes do assunto, desde que sejam relevantes para a

    deciso.

    Embora sob o aspecto jurdico-normativo, ao menos na realidade

    brasileira, haja copiosa jurisprudncia no sentido de que o Juiz no

    71 Cfr. MACCORMICK, Neil, Retrica e Estado, op. cit., p. 202.72 Sobre o recproco condicionamento e controle da atividade das partes e da atividade do rgo judicial, conferir: ALVARO DE OLIVEIRA, Carlos Alberto, O formalismo no processo civil, 2a. edio, So Paulo: Saraiva, 2003, p. 114.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 52 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 53

    Lo anterior significa que, en el cumplimiento del deber de moti-

    vacin bajo la ptica de la excelencia judicial, una decisin justifi-

    cable de la disputa jurdica necesita posicionarse en relacin a la

    relevancia de cualquier proposicin expuesta en calidad de proposi-

    cin jurdica, o en relacin a la interpretacin de tal proposicin, o aun

    en relacin a la clasificacin apropiada o evaluacin de los hechos

    a la luz de conceptos descriptivos y valorativos involucrados en tal

    proposicin.71 El principio de la cooperacin entre los sujetos proce-

    sales abarca la carga de las partes de levantar las razones pertinen-

    tes y relevantes para la justificacin de la decisin judicial, de modo

    que la extensin del deber judicial de fundamentacin se regule,

    en gran medida, por el modo como las partes hacen uso de sus actos

    de habla en el proceso.72 Si la posibilidad de tomar parte en el discur-

    so implica, por un lado, el derecho de que los litigantes vean que sus

    argumentos se consideren en las decisiones que les afecten, por otro

    tambin le da la medida de la autorresponsabilidad derivada de su

    condicin de sujetos (y no simples objetos) del proceso.

    En ese sentido, el art. 25 del Cdigo Modelo Iberoamericano de

    tica Judicial dispone que la motivacin debe extenderse a todas

    las alegaciones de las partes, o a las razones generadas por los

    Jueces que hayan conocido antes el asunto, siempre que sean rele-

    vantes para la decisin.

    Aunque bajo el aspecto jurdico-normativo, al menos en la reali-

    dad brasilea, hay jurisprudencia copiosa en el sentido de que el

    71 Cfr. MACCORMICK, Neil, Retrica e Estado, op. cit., p. 202.72 Sobre el recproco condicionamiento y control de la actividad de las partes y de la actividad del rgano judicial, cfr. ALVARO DE OLIVEIRA, Carlos Alberto, O formalismo no processo civil, 2a. ed., Saraiva, So Paulo, 2003, p. 114.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 53 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • 54 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    est obrigado a analisar todos os argumentos trazidos pelas

    partes quando sua deciso se apoiar em fundamentos por si s

    aptos a justificar a providncia judicial determinada,73 o prprio

    valor do dilogo na deciso judicial, pelo qual esta entendida

    como fruto da colaborao e cooperao das partes em uma

    comunidade de trabalho,74 levaria a reconhecer que a simples

    articulao de determinadas razes pelos participantes do discurso

    processual j falaria em favor da relevncia de tais razes para a

    correta justificao do provimento jurisdicional. O que cumpre

    enfatizar, de todo modo, que, se o princpio da cooperao impe

    tambm s partes que seus atos de fala observem as regras do

    discurso racional, possveis deficincias na articulao dos passos

    de desenvolvimento contidos em suas manifestaes75 podem

    limitar a extenso e a profundidade das razes cuja apreciao

    pode ser exigida na motivao judicial.

    Quanto ao dever de apreciao, por um rgo judicirio revisor,

    das razes geradas na deciso recorrida, conforme a parte final

    do art. 25 acima transcrito, no se exige que sejam refeitos todos

    os passos de desenvolvimento expostos na deciso recorrida, mas

    preciso que o rgo revisor apresente tantos argumentos

    73 No ordenamento brasileiro, citem-se, dentre tantos exemplos: STF - HC 74.892/SP, 1a. Turma,, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 1.8.1997; STJ - AGRESP 933.066/RS, 2a. Turma, Rel. Min. Humberto Martins, DJ 26.03.2008, p. 1; STJ - AGA 814.335/RJ, 2a. Turma, Rel. Min. Herman Benjamin, DJ 19.12.2007, p. 1211; STJ - AGA 857.243/RS, 4a. Turma, Rel. Min. Aldir Passarinho Junior, DJ 10.12.2007, p. 379.74 ALVARO DE OLIVEIRA, Carlos Alberto, O formalismo, op. cit., p. 72.75 A Exposio de Motivos do Cdigo Modelo reconhece o estreito relacionamento dos deveres ticos judiciais com os deveres ticos dos demais operadores jurdicos: A falta de tica judicial remete, em certas ocasies, a outras deficincias profissionais, particularmente a de advogados, fiscais, procuradores e, at mesmo, docentes jurdicos; um reclamo integral de excelncia deve ser incorporado nesses outros espaos profissionais.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 54 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 55

    Juez no est obligado a analizar todos los argumentos aportados

    por las partes cuando su decisin se apoye en fundamentos por si

    slo aptos para justificar la providencia judicial determinada,73 el

    propio valor del dilogo en la decisin judicial, por el cual sta es en-

    tendida como fruto de la colaboracin y cooperacin de las partes

    en una comunidad de trabajo,74 conducira a reconocer que la simple

    articulacin de determinadas razones por los participantes del dis-

    curso procesal ya hablara en favor de la relevancia de tales razones

    para la justificacin correcta de la provisin jurisdiccional. Cabe

    enfatizar, de cualquier modo, que, si el principio de la cooperacin

    impone tambin a las partes que sus actos de habla observen las

    reglas del discurso racional, las posibles deficiencias en la articula-

    cin de los pasos de desarrollo contenidos en sus manifestaciones75

    pueden limitar la extensin y la profundidad de las razones cuya

    apreciacin puede exigirse en la motivacin judicial.

    Referente al deber de apreciacin, por un rgano judiciario revi-

    sor, de las razones generadas en la decisin recurrida, conforme la

    parte final del art. 25 antes transcrito, no se exige que se reelaboren

    todos los pasos de desarrollo expuestos en la decisin recurrida,

    pero es necesario que el rgano revisor presente tantos argumentos

    73 En el ordenamiento brasileo, se pueden citar, dentro de tantos ejemplos: STF - HC 74.892/SP, 1a. Turma, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 1.8.1997; STJ - AGRESP 933.066/RS, 2a. Turma, Rel. Min. Humberto Martins, DJ 26.03.2008, p. 1; STJ - AGA 814.335/RJ, 2a. Turma, Rel. Min. Herman Benjamin, DJ 19.12.2007, p. 1211; STJ - AGA 857.243/RS, 4a. Turma, Rel. Min. Aldir Pasarinho Junior, DJ 10.12.2007, p. 379.74 ALVARO DE OLIVEIRA, Carlos Alberto, O formalismo, op. cit., p. 72.75 La Exposicin de Motivos del Cdigo Modelo reconoce la estrecha relacin de los de-beres ticos judiciales con los deberes ticos de los dems operadores jurdicos: La falta de tica judicial remite, en ciertas ocasiones, a otras deficiencias profesionales, particular-mente la de abogados, fiscales, procuradores y, hasta, docentes jurdicos; un reclamo integral de excelencia debe incorporarse en esos otros espacios profesionales.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 55 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • 56 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    quanto forem precisos para acolher ou rejeitar os passos de

    desenvolvimentos que sustentam a pretenso recursal. O objeto

    do dever de motivao de uma instncia revisora determinado,

    portanto, pelo grau de completitude, racionalidade e coerncia com

    que a parte recorrente coloca prova a validez intersubjetiva das

    proposies que integram a deciso recorrida. Para os julgamentos

    em instncia final, a exigncia de no obliterar os argumentos das

    partes faz-se particularmente aguda. Exatamente porque se destina

    a prevalecer em definitivo, e, com isso, cumprir a delicadssima

    funo de impedir a reabertura do litgio, ao pronunciamento final

    agrega-se uma agravada responsabilidade justificatria.76

    76 BARBOSA MOREIRA, Jos Carlos, A motivao das decises judiciais..., op. cit., pp. 89-90.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 56 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 57

    como sean necesarios para acoger o rechazar los pasos de desarro-

    llos que sustentan la pretensin a los recursos. El objeto del deber

    de motivacin de una instancia revisora est determinado, por lo

    tanto, por el grado de completitud, racionalidad y coherencia con

    que la parte recurrente coloca la prueba a la validez intersubje-

    tiva de las proposiciones que integran la decisin recurrida. Para

    los juzgamientos en instancia final, la exigencia de no obliterar los

    argumentos de las partes se vuelve particularmente aguda. Exacta-

    mente porque se destina a prevalecer en definitiva, y, con eso,

    cumplir la delicadsima funcin de impedir la reapertura del litigio, al

    pronunciamiento final se agrega una agravada responsabilidad

    justificadora.76

    76 BARBOSA MOREIRA, Jos Carlos, A motivao das decises judiciais..., op. cit., pp. 89-90.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 57 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • 58

    CaPtulo iii

    Abrangncia do dever de motivao

    O campo de incidncia das regras do discurso corresponde a toda

    extenso do objeto da cognio judicial. Dispe o Cdigo Modelo,

    a propsito, que o Juiz deve motivar as suas decises tanto em

    matria de fatos quanto de direito (art. 25). Com uma adequada

    clarificao discursiva das questes de direito e de fato, os

    participantes do processo podem esperar que sero decisivos, para

    a deciso judicial, argumentos relevantes e no-arbitrrios.77

    Uma justificao adequada do juzo de direito deve conter uma

    correta motivao sobre: a) a escolha da norma ou das normas que

    o Juiz a que o Juiz d aplicao no caso concreto; b) a escolha da

    interpretao das normas aplicveis; c) a escolha das possveis

    conseqncias que podem derivar da aplicao da norma ao caso.78

    77 Cfr. HABERMAS, Jrgen, Direito e democracia..., op. cit., p. 274.78 Cfr. TARUFFO, Michele, Il significato..., op. cit., p. 44.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 58 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • 59

    CaPtulo iii

    Alcance del deber de motivacin

    El campo de incidencia de las reglas del discurso corresponde a toda

    extensin del objeto de la cognicin judicial. En este sentido, el Cdi-

    go Modelo, dispone que el Juez debe motivar sus decisiones tanto en

    materia de hechos como de derecho (art. 25). Con una adecuada

    claridad discursiva de las cuestiones de derecho y de facto, los partici-

    pantes del proceso pueden esperar que sean decisivos, para la decisin

    judicial, argumentos relevantes y no arbitrarios.77

    Una justificacin adecuada del juicio de derecho debe contener una

    correcta motivacin sobre: a) la eleccin de la norma o de las normas

    a las que el Juez les da aplicacin en el caso concreto; b) la eleccin de la

    interpretacin de las normas aplicables; c) la eleccin de las posibles con-

    secuencias que pueden derivarse de la aplicacin de la norma al caso.78

    77 Cfr. HABERMAS, Jrgen, Direito e democracia..., op. cit., vol. I, p. 27478 Cfr. TARUFFO, Michele, Il significato..., op. cit., p. 44.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 59 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • 60 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    Por sua vez, uma justificao adequada do juzo de fato h que

    conter uma correta fundamentao sobre: a) a escolha dos

    elementos probatrios considerados relevantes; b) a valorao da

    eficcia dos meios de prova; c) a reconstruo do estado de coisas a

    que se refere a prova produzida em juzo.79

    A distino entre quaestio facti e quaestio iuris corre sob uma linha de

    demarcao flutuante,80 estabelecida dinamicamente pela prpria

    circularidade hermenutica.81 Apesar disso, ela til para pr de manifesto

    os diferentes aspectos da correo almejados na atividade judicial:

    justificar um enunciado normativo consiste em sustentar com razes

    sua validez ou sua justia; justificar um enunciado ftico consiste em

    aduzir razes que permitam sustentar que ele verdadeiro ou

    provvel.82 Embora o exame das questes de direito no possa ser

    inteiramente dissociado do exame das questes de fato (e vice-versa),

    no convencimento judicial sobre a matria de direito avulta, em

    primeiro plano, a necessidade de uma teoria da interpretao jurdica;

    no convencimento judicial sobre a matria ftica, por sua vez, a de

    uma teoria epistemolgica sobre a fixao judicial dos fatos.

    1. Motivao das questes de direito

    a. O uso dos cnones de interpretao

    Sob a perspectiva da excelncia judicial, o Cdigo Modelo exige que

    a motivao em matria de direito no se limite a invocar as

    79 Ibidem, p. 45.80 Cfr. GUASTINI, R., Dalle fonti alle norme, Torino, Guappichelli, 1992, p. 52. Apud IBAEZ, Perfecto Andrs, Valorao..., op. cit., p. 128.81 Cfr. Idem.82 Cfr. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., p. 216.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 60 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 61

    A su vez, una justificacin adecuada del juicio de facto debe contener

    una fundamentacin correcta sobre: a) la eleccin de los elementos

    probatorios considerados relevantes; b) la valoracin de la eficacia

    de los medios de prueba; c) la reconstruccin del estado de cosas a

    que se refiere la prueba producida en juicio.79

    La distincin entre quaestio facti y quaestio iuris corre bajo una lnea de

    demarcacin fluctuante,80 establecida dinmicamente por la propia

    circularidad hermenutica.81 A pesar de eso, es til para poner de mani-

    fiesto los diferentes aspectos de la correccin deseados en la actividad

    judicial: justificar un enunciado normativo consiste en sustentar con ra-

    zones su validez o su justicia; justificar un enunciado fctico consiste en

    presentar razones que permitan sustentar que es verdadero o probable.82

    Aunque el examen de las cuestiones de derecho no pueda disociarse

    por completo del examen de las cuestiones de facto (y viceversa), en el

    convencimiento judicial sobre la materia de derecho sobresale, en pri-

    mer plano, la necesidad de una teora de la interpretacin jurdica; en el

    convencimiento judicial sobre la materia fctica, y a su vez, la de una

    teora epistemolgica sobre la fijacin judicial de los hechos.

    1. Motivacin de las cuestiones de derecho

    a. El uso de los cnones de interpretacin

    Bajo la perspectiva de la excelencia judicial, el Cdigo Modelo exige

    que la motivacin en materia de derecho no se limite a invocar

    79 Cfr. Ibidem, p. 45.80 Cfr. GUASTINI, R., Dalle fonti alle norme, Guappichelli, Torino, 1992, p. 52, referido por IBAEZ, Perfecto Andrs, Valorao..., op. cit., p. 128.81 Cfr. Idem.82 Cfr. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., p. 216.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 61 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • 62 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    normas aplicveis (art. 24) e que o Juiz deva se sentir vinculado

    no s pelo texto das normas jurdicas vigentes, mas tambm pelas

    razes nas quais se fundamentam (art. 40). De fato, aplicar o

    direito sempre envolve interpret-lo, j que questes de interpretao

    so endmicas ao raciocnio jurdico.83

    A questo da sujeio lei remete discusso sobre os cnones,

    tambm chamados de elementos, critrios ou mtodos de

    interpretao. Eles dizem respeito a como se usam argumentos

    lingsticos, genticos e sistemticos, dentre outros possveis. At

    hoje no h acordo sobre qual a formulao precisa, a hierarquia e

    o valor de cada uma dessas formas de argumento. Neste trabalho

    no cabe tomar qualquer posio nesse sentido. Cumpre, contudo,

    ressaltar dois aspectos que dizem respeito consecuo do dever

    de motivao.

    O primeiro o de que o dever de otimizao da motivao das

    decises judiciais ordena que, sejam quais forem os cnones

    aplicados, as formas de argumento devem ser saturadas. Atende-se

    ao requisito da saturao quando o argumento contm todas as

    premissas pertencentes sua respectiva forma.84 A ttulo de exemplo,

    uma argumentao gentica, que pretenda se apoiar na vontade

    do legislador, deve se fundamentar empiricamente sobre a situao

    jurdica anterior ao advento da lei, os debates travados poca do

    processo legislativo, as razes de eventuais vetos presidenciais, as

    justificativas apresentadas na exposio de motivos etc.

    83 Nesse sentido, conferir: MACCORMICK, Neil, Retrica e Estado, op. cit., p. 161.84 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 236.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 62 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 63

    las normas aplicables (art. 24) y que el Juez deba sentirse vincula-

    do no slo con el texto de las normas jurdicas vigentes, sino tambin

    con las razones en las cuales se fundamentan (art. 40). De hecho,

    aplicar el derecho siempre involucra interpretarlo, ya que las cues-

    tiones de interpretacin son endmicas del raciocinio jurdico.83

    La cuestin de la sujecin a la ley remite a la discusin sobre los

    cnones, tambin llamados elementos, criterios o mtodos de

    interpretacin. Estos se refieren a cmo se usan argumentos lin-

    gsticos, genticos y sistemticos, dentro de otros posibles. Hasta

    hoy no hay acuerdo sobre la formulacin precisa, la jerarqua y el

    valor de cada una de esas formas de argumento. En este trabajo no

    se toma ninguna posicin en este sentido. Cabe resaltar, sin em-

    bargo, dos aspectos que se refieren a la consecucin del deber de

    motivacin.

    El primero es que el deber de optimizacin de la motivacin de

    las decisiones judiciales ordena que, sean cuales sean los cnones

    aplicados, las formas de argumento deben ser saturadas. Se atiende

    al requisito de la saturacin cuando el argumento contiene todas las

    premisas pertenecientes a su forma respectiva.84 Como ejemplo,

    una argumentacin gentica, que pretenda apoyarse en la voluntad

    del legislador, debe fundamentarse empricamente sobre la situa-

    cin jurdica anterior al advenimiento de la ley, los debates ligados a

    la poca del proceso legislativo, las razones de eventuales vetos

    presiden ciales, las justificativas presentadas en la exposicin de

    motivos etc.

    83 En ese sentido, cfr. MACCORMICK, Neil, Retrica e Estado..., op. cit., p. 161.84 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin, op. cit., p. 236.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 63 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • 64 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    Alm das premissas empricas, as formas de argumentos contm

    premissas normativas que no se extraem apenas da lei ou de outros

    materiais legislativos, como nos casos de interpretao histrica,

    comparativa e teleolgica, que pressupem a caracterizao de um

    determinado estado de coisas. Isso leva ao segundo aspecto que

    interessa ao objeto deste estudo: o atendimento do requisito da

    saturao impe motivao judicial uma necessria porm

    controlvel abertura a argumentos prticos gerais.85

    Se todos os casos pudessem ser decididos exclusivamente em

    virtude de argumentos institucionais, o direito seria um sistema

    fechado, autnomo ou autopoitico.86 No raramente, contudo,

    argumentos lingsticos terminam com a comprovao de um

    espao semntico, argumentos genticos fracassam na ambigidade

    do objetivo legislativo e argumentos sistemticos indicam direes

    distintas... Nesses e em outros casos de insuficincia dos argumentos

    institucionais, a interpretao jurdica carece, em alguma medida,

    de valoraes substanciais.87 Ento, para uma adequada motivao

    jurdica, h que admitir o recurso a argumentos pragmticos, ticos

    e morais que enfeixam a pretenso de legitimidade das normas

    jurdicas. Da a afirmao de Habermas de que a racionalidade do

    direito no pode ser questo exclusiva do direito.88

    85 Cfr. ALEXY, Robert, Direito, razo..., op. cit., p. 73. HABERMAS, Jrgen, Direito e democracia..., op. cit., vol. I, p. 287.86 Cfr. ALEXY, Robert, Direito, razo..., op. cit., p. 73. Para um enfoque crtico sobre a doutrina do carter autopoitico do direito, conferir: NEVES, Marcelo, De la autopoiesis a la alapoiesis del Derecho, Edicin digital: Alicante: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 2005. Edicin digital a partir de Doxa: Cuadernos de Filosofa del Derecho, n. 19, 1996, pp. 403-420.87 Cfr. ALEXY, Robert, Direito, razo..., op. cit., p. 73.88 Cfr. HABERMAS, Jrgen, Direito e democracia..., op. cit., vol. II, p. 230.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 64 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 65

    Adems de las premisas empricas, las formas de argumentos

    contienen premisas normativas que no se extraen slo de la ley o de

    otros materiales legislativos, como en los casos de interpretacin his-

    trica, comparativa y teleolgica, que presuponen la caracterizacin

    de un determinado estado de cosas. Esto lleva al segundo aspecto

    que interesa al objeto de este estudio: el atendimiento del requisi-

    to de la saturacin impone a la motivacin judicial una apertura

    necesaria pero controlable a argumentos prcticos generales.85

    Si se pudiesen decidir todos los casos exclusivamente en virtud

    de argumentos institucionales, el derecho sera un sistema cerrado,

    autnomo o autopoitico.86 No raramente, sin embargo, los argu-

    mentos lingsticos terminan con la comprobacin de un espacio se-

    mntico, los argumentos genticos fracasan en la ambigedad del

    objetivo legislativo y los argumentos sistemticos indican direcciones

    distintas... En esos y otros casos de insuficiencia de los argumentos

    institucionales, la interpretacin jurdica carece, en alguna medida,

    de valoraciones substanciales.87 Entonces, para una adecuada moti-

    vacin jurdica, hay que admitir el recurso a argumentos pragmticos,

    ticos y morales que agrupan la pretensin de legitimidad de las

    normas jurdicas. De ah la afirmacin de Habermas que la raciona-

    lidad del derecho no puede ser cuestin exclusiva del derecho.88

    85 Cfr. ALEXY, Robert, Direito, razo..., op. cit., p. 73; HABERMAS, Jrgen, Direito e demo-cracia..., op. cit., vol. I, p. 287.86 Cfr. ALEXY, Robert, Direito, razo..., op. cit., p. 73. Para un enfoque crtico sobre la doc-trina del carcter autopoitico del derecho, cfr. NEVES, Marcelo, De la autopoiesis a la alapoiesis del Derecho en Doxa: Cuadernos de Filosofa del Derecho, n. 19, 1996, pp. 403-420. Edicin digital de la Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Alicante, 2005.87 Cfr. ALEXY, Robert, Direito, razo..., op. cit., p. 73.88 Cfr. HABERMAS, Jrgen, Direito e democracia..., op. cit., vol. II, p. 230.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 65 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • 66 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    Diferentemente dos argumentos institucionais, que se apoiam

    mediata ou imediatamente na existncia do sistema jurdico, os

    argumentos prticos gerais tiram sua fora somente da sua correo

    quanto ao contedo. A autoridade do direito positivo, assim, leva

    ao reconhecimento de uma primazia prima facie dos argumentos

    institucionais diante dos argumentos prticos gerais. Quem

    pretende fazer prevalecer um argumento prtico geral em face

    de um argumento institucional assume, portanto, uma carga de

    motivao ceteris paribus mais pesada.89

    O requisito da saturao assegura a racionalidade do uso dos

    cnones. Ele exclui a simples afirmao de que um argumento possa

    ser o resultado de um determinado critrio de interpretao. Exigir

    que se aduzam premissas empricas ou normativas, cuja verdade ou

    correo possa ser objeto de novas discusses, constitui um

    obstculo a que os participantes do discurso jurdico faam uso de

    frmulas vazias.90 A primazia prima facie dos argumentos

    institucionais em face dos argumentos prticos gerais, por sua vez,

    garante a vinculao dos participantes do discurso ordem

    normativa e, com isso, contribui segurana jurdica.

    b. A argumentao dogmtica

    A importncia da dogmtica a de analisar conceitos jurdicos e

    reconduzi-los a um sistema, possibilitando o exame da correo de

    uma declarao. Existem dois critrios formais da qualidade de um

    89 Cfr. ALEXY, Robert, Direito, razo..., op. cit., pp. 74-75.90 Cfr. ALEXY, Robert, Teoria de la argumentacin..., op. cit., p. 236.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 66 15/03/2012 02:25:26 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 67

    A diferencia de los argumentos institucionales, que se apoyan

    mediata o inmediatamente en la existencia del sistema jurdico, los

    argumentos prcticos generales le quitan su fuerza solamente de la

    correccin con relacin al contenido. La autoridad del derecho posi-

    tivo, as, lleva al reconocimiento de una primaca prima facie de los

    argumentos institucionales frente a los argumentos prcticos ge-

    nerales. Quien pretende hacer prevalecer un argumento prctico

    general frente a un argumento institucional asume, por lo tanto,

    una carga de motivacin ceteris paribus ms pesada.89

    El requisito de la saturacin asegura la racionalidad del uso de

    los cnones. ste excluye la simple afirmacin de que un argumento

    pueda ser el resultado de un determinado criterio de interpretacin.

    Exigir que se presenten premisas empricas o normativas, cuya ver-

    dad o correccin pueda ser objeto de nuevas discusiones, constituye

    un obstculo para que los participantes del discurso jurdico hagan

    uso de frmulas vacas.90 La primaca prima facie de los argumentos

    institucionales frente a los argumentos prcticos generales, a su vez,

    garantiza la vinculacin de los participantes del discurso a la orden

    normativa y, con eso, contribuye a la seguridad jurdica.

    b. La argumentacin dogmtica

    La importancia de la dogmtica reside en analizar conceptos jurdi-

    cos y reconducirlos a un sistema, posibilitando el examen de la correc-

    cin de una declaracin. Existen dos criterios formales de la calidad

    89 Cfr. ALEXY, Robert, Direito, razo..., op. cit., pp. 74-75.90 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin..., op. cit., p. 236.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 67 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • 68 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    sistema argumentativo: a consistncia e a coerncia. A consistncia

    um critrio negativo. Ele est cumprido quando o sistema no

    mostra nenhuma contradio. A coerncia um critrio positivo.

    Ele exige conexes positivas to fortes quanto possvel entre os

    elementos do sistema.91

    Dentre os critrios de coerncia, destacam-se os relativos

    quantidade, extenso e ao enlace das correntes de fundamentao.

    A exigncia de que uma declarao seja justificada pelo maior

    nmero possvel de declaraes uma aplicao do critrio segundo

    o qual quanto mais declaraes de um sistema so fundamentadas

    por outras declaraes desse sistema, tanto mais coerente, ceteris

    paribus, o prprio sistema. O critrio da extenso complementa o

    da quantidade, ao exigir considerao no apenas ao nmero de

    declaraes apoiadoras de outra declarao, mas tambm ao

    alcance ou dimenso das correntes de fundamentao que essas

    mltiplas declaraes formam. A questo do enlace das correntes

    de fundamentao, por sua vez, diz respeito ao postulado da

    generalidade. A exigncia de correntes de fundamentao to

    extensas quanto possvel implica a exigncia por fundamentaes

    de declaraes sempre mais gerais. Esse critrio desdobra-se em dois.

    Pelo primeiro, quanto mais correntes de fundamentao tm uma

    premissa de partida comum, tanto mais coerente, ceteris paribus, o

    sistema. Assim, por exemplo, o princpio do Estado de Direito

    fundamenta numerosos princpios que, por sua vez, so fundamentos

    para outros princpios e para decises particulares. Mas um enlace

    pode ser produzido no s por uma premissa de partida comum,

    91 Cfr. ALEXY, Robert, Constitucionalismo..., op. cit., p. 14.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 68 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 69

    de un sistema argumentativo: la consistencia y la coherencia. La con-

    sistencia es un criterio negativo que se cumple cuando el sistema no

    muestra ninguna contradiccin. La coherencia es un criterio posi-

    tivo que exige conexiones positivas tan fuertes como sea posible

    entre los elementos del sistema.91

    Dentro de los criterios de coherencia, destacan los relativos a la

    cantidad, a la extensin y al enlace de las corrientes de fundamen-

    tacin. La exigencia de que una declaracin se justifique por el ma-

    yor nmero posible de declaraciones es una aplicacin del criterio

    segn el cual mientras ms declaraciones de un sistema estn fun-

    damentadas por otras declaraciones de ese sistema, es ms cohe-

    rente, ceteris paribus, el propio sistema. El criterio de la extensin

    complementa al de cantidad, al exigir consideracin no slo del n-

    mero de declaraciones que apoyen otra declaracin, sino tambin

    del alcance o dimensin de las corrientes de fundamentacin que

    forman esas mltiples declaraciones. La cuestin del enlace de las

    corrientes de fundamentacin, a su vez, se relaciona con el postu-

    lado de generalidad. La exigencia de corrientes de fundamentacin

    tan extensas como sea posible implica la exigencia de fundamenta-

    ciones de declaraciones siempre ms generales. Ese criterio se divi-

    de en dos. Primero, mientras ms corrientes de fundamentacin

    tenga una premisa de partida comn, es ms coherente, ceteris pari-

    bus, el sistema. As, por ejemplo, el principio del Estado de Derecho

    fundamenta numerosos principios que, a su vez, son fundamentos

    para otros principios y para decisiones particulares. Pero un enlace

    puede producirse no slo por una premisa de partida comn, sino

    91 Cfr. ALEXY, Robert, Constitucionalismo..., op. cit., p. 14.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 69 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • 70 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    mas tambm por uma concluso comum de vrias correntes de

    fundamentao. Ento, o segundo desdobramento do critrio do

    enlace o de que um sistema to mais coerente quanto mais

    correntes de fundamentao, ceteris paribus, tm uma concluso comum.

    Um exemplo poderia ser a reserva de lei para obrigar o particular a

    algo, exigncia que se fundamenta tanto pelo princpio da legalidade

    da atuao administrativa, como pelo princpio democrtico, em

    sua cunhagem parlamentar-representativa, como tambm pelos

    direitos fundamentais, sob a tica da liberdade individual.92

    Enunciados dogmticos podem contribuir motivao das decises

    judiciais quando cumprem certas condies. A primeira a de que,

    embora no se confundam com a simples descrio de codificaes ou

    compilao de precedentes, eles guardem relao com as normas

    estabelecidas e com a jurisprudncia. A segunda a de que sua

    insero em um todo coerente possibilite fundamentar relaes

    de inferncia entre conceitos jurdicos. A terceira a de que enunciados de

    uma dogmtica sejam formados, fundamentados e comprovados no

    mbito de uma cincia do direito que funciona institucionalmente.93

    A exigncia de otimizao da motivao, conectada pretenso

    de validez intersubjetiva dos discursos jurdicos, ordena que sejam

    utilizados, tanto quanto possvel, argumentos dogmticos que

    contribuam ao incremento da coerncia da justificao da deciso

    judicial.94

    92 Cfr. ALEXY, Robert, Constitucionalismo..., op. cit., pp. 120-123.93 Sobre tais exigncias, em profundidade, conferir: ALEXY, Robert, Teoria de la argumentacin..., op. cit., pp. 244-246.94 Cfr. ALEXY, Robert, Constitucionalismo..., op. cit., p. 129.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 70 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 71

    tambin por una conclusin comn de varias corrientes de funda-

    mentacin. Entonces, el segundo criterio del enlace es que un

    sistema es mucho ms coherente mientras ms corrientes de fun-

    damentacin, ceteris paribus, tiene una conclusin comn. Un ejemplo

    podra ser la reserva de ley para obligar al particular a algo, exigencia

    que se fundamenta tanto por el principio de la legalidad de la actua-

    cin administrativa, como por el principio democrtico, en su acu-

    acin parlamentario-representativa, as como tambin por los

    derechos fundamentales, bajo la ptica de la libertad individual.92

    Los enunciados dogmticos pueden contribuir a la motivacin de

    las decisiones judiciales cuando cumplen ciertas condiciones. La pri-

    mera es que, aunque no se confundan con la simple descripcin de

    codificaciones o compilacin de precedentes, tienen relacin con las

    normas establecidas y con la jurisprudencia. La segunda es que su in-

    sercin en un todo coherente posibilite fundamentar relaciones de

    inferencia entre conceptos jurdicos. La tercera es que enunciados

    de una dogmtica se formen, fundamenten y comprueben en el m-

    bito de una ciencia del derecho que funciona institucionalmente.93

    La exigencia de optimizacin de la motivacin, conectada a la

    pretensin de validez intersubjetiva de los discursos jurdicos, orde-

    na que se utilicen, tanto como sea posible, argumentos dogmticos

    que contribuyan al incremento de la coherencia de la justificacin de

    la decisin judicial.94

    92 Cfr. ALEXY, Robert, Constitucionalismo..., op. cit., pp. 120-123.93 Sobre tales exigencias, en profundidad, cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin..., op. cit., pp. 244-246.94 Cfr. ALEXY, Robert, Constitucionalismo..., op. cit., p. 129.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 71 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • 72 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    Argumentos dogmticos podem ser utilizados sem que eles

    prprios tenham que ser fundamentados. Isso se d quando um

    enunciado dogmtico no , em geral, posto em dvida, por coincidir

    com a opinio doutrinria dominante. Isso no sinaliza necessariamente

    uma atitude acrtica. Mesmo em trabalhos dogmticos crticos no

    possvel fundamentar simultaneamente todos os enunciados

    dogmticos em que se apoia a discusso do problema. Contudo, tal

    como ocorre no discurso jurdico acadmico, tambm para o discurso

    jurdico praticado no mbito do processo vale a proposio de que

    enunciados dogmticos podem carecer de comprovao.95

    O especfico da comprovao dos enunciados dogmticos que

    ela se d sempre em face do sistema. Essa comprovao sistemtica

    diz respeito s relaes que o enunciado em questo mantm com

    o restante dos enunciados dogmticos e com as formulaes das

    normas jurdicas tidas como vigente, seja sob o aspecto lgico

    (comprovao sistemtica em sentido estrito), seja segundo pontos

    de vista prticos de tipo geral (comprovao sistemtica em sentido

    amplo). Contribui para a otimizao do dever de motivao judicial,

    portanto, aceitar a proposio de que todo enunciado dogmtico

    empregado em uma deciso judicial deva poder passar por uma

    comprovao sistemtica, tanto em sentido estrito como em

    sentido amplo.96

    c. A vinculao aos precedentes

    O fundamento para o uso dos precedentes a regra da

    universalizabilidade, que ordena a adoo de um tratamento

    95 Cfr. ALEXY, Robert, Teoria de la argumentacin..., op. cit., p. 250.96 Cfr. Ibidem, pp. 251-254.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 72 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 73

    Los argumentos dogmticos pueden utilizarse sin que ellos mis-

    mos tengan que fundamentarse. Eso se da cuando un enunciado

    dogmtico, en general, no se pone en duda, por coincidir con la opi-

    nin doctrinaria dominante. Esto no muestra necesariamente una

    actitud acrtica. Incluso en trabajos dogmticos crticos no es posible

    fundamentar simultneamente todos los enunciados dogmticos en

    los cuales se apoya la discusin del problema. Sin embargo, tal como

    ocurre en el discurso jurdico acadmico, tambin para el discurso

    jurdico, practicado en el mbito del proceso, vale la proposicin de

    que enunciados dogmticos pueden carecer de comprobacin.95

    Lo especfico de la comprobacin de los enunciados dogmticos

    es que se da siempre frente al sistema. Esa comprobacin sistemti-

    ca se refiere a las relaciones que mantiene el enunciado en cuestin

    con el resto de los enunciados dogmticos y con las formulaciones

    de las normas jurdicas consideradas vigentes, ya sea bajo el as-

    pecto lgico (comprobacin sistemtica en sentido estricto), o segn

    puntos de vista prcticos de tipo general (comprobacin sistemti-

    ca en sentido amplio). Contribuye a la optimizacin del deber de

    motivacin judicial, por lo tanto, aceptar la proposicin de que todo

    enunciado dogmtico empleado en una decisin judicial deba poder

    pasar por una comprobacin sistemtica, tanto en sentido estricto

    como en sentido amplio.96

    c. La vinculacin a los precedentes

    El fundamento para el uso de los precedentes es la regla de la univer-

    salizabilidad, que ordena la adopcin de un tratamiento igualitario

    95 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin..., op. cit., p. 250.96 Cfr. Ibidem, pp. 251-254.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 73 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • 74 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    igualitrio para casos iguais. Conectada a essa razo est a ideia de

    um sistema jurdico imparcial que faz a mesma justia a todos,

    independentemente de quem for parte no caso, e independentemente

    de quem o estiver julgando. Fidelidade ao Estado de Direito requer

    que se evite qualquer variao frvola no padro decisrio de um

    Juiz ou corte para outro.97

    O problema consiste, no mais das vezes, em identificar que

    elementos so decisivos para considerar um caso igual a outro.

    Quando h aplicao de um precedente, no necessrio motivar

    novamente a concluso que se quer fazer valer mais uma vez; mas

    pode ser necessrio motivar o juzo de irrelevncia das diferenas98

    entre o caso concreto e o caso paradigmtico, especialmente

    quando um participante do processo afirmar a existncia de razes

    para diferenciao entre um caso e outro.

    A exigncia de respeito aos precedentes sustenta-se com a

    proposio de que uma deciso s pode ser modificada se se puderem

    aduzir boas razes para tanto. Vale dizer, o precedente fala em favor

    de uma determinada deciso, mas no impede absolutamente que

    a soluo do caso, desde que apoiada em novos argumentos, v

    encaminhada em outra direo. O que deve ser ressaltado, ento,

    que quem pretende ir contra o precedente assume uma pesada

    carga de argumentao.99

    Duas tcnicas de motivao possibilitam o proferimento de uma

    deciso contrria ao precedente: a do distinguishing e a do overruling.

    97 Cfr. MACCORMICK, Neil, Retrica e Estado..., op. cit., p. 191.98 Cfr. ALEXY, Robert, Teoria de la argumentacin..., op. cit., p. 262.99 Cfr. Ibidem, p. 263.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 74 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 75

    para casos iguales. Conectada a esa razn est la idea de un siste-

    ma jurdico imparcial que hace la misma justicia para todos, indepen-

    dientemente de quien tenga parte en el caso, e independientemente

    de quien est juzgando. La fidelidad al Estado de Derecho requiere

    que se evite cualquier variacin frvola en el patrn decisorio de un

    Juez o corte a otro.97

    El problema consiste, la mayora de las veces, en identificar qu

    elementos son decisivos para considerar un caso igual a otro. Cuando

    se aplica un precedente, no es necesario motivar nuevamente la

    conclusin que se quiere hacer valer otra vez; pero puede ser nece-

    sario motivar el juicio de irrelevancia de las diferencias98 entre el caso

    concreto y el caso paradigmtico, especialmente cuando un partici-

    pante del proceso afirme la existencia de razones para diferencia-

    cin entre un caso y otro.

    La exigencia de respeto a los precedentes se sustenta en la pro-

    posicin de que una decisin slo puede modificarse si se pudieran

    exponer buenas razones para esto. Cabe decir que, el precedente

    habla en favor de una determinada decisin, pero no impide absoluta-

    mente que la solucin del caso, siempre que est apoyada en nuevos

    argumentos, se encamine en otra direccin. Lo que debe resaltarse,

    entonces, es que quien pretende ir contra el precedente asume una

    carga pesada de argumentacin.99

    Dos tcnicas de motivacin posibilitan el pronunciamiento de una

    decisin contraria al precedente: la del distinguishing y el overruling.

    97 Cfr. MACCORMICK, Neil, Retrica e Estado..., op. cit., p. 191.98 Cfr. ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin..., op. cit., p. 262.99 Cfr. Ibidem, p. 263.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 75 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • 76 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    A primeira serve para interpretar de forma estrita a norma que

    apoia o precedente, mediante, por exemplo, a identificao de um

    elemento do tipo normativo que no existe ou no est comprovado

    no caso a decidir. Com isso, o reconhecimento da validez geral

    do precedente permanece. A segunda, por sua vez, no se limita a

    deixar de aplicar o precedente, j que se fundamenta no rechao de

    sua validez geral.100 No caso de distinguishing, e sobretudo no caso

    de overruling, exige-se motivao ceteris paribus mais extensa que a

    mera aplicao do precedente.101

    2. Motivao das questes de fato

    a. Critrios de confirmao e refutao de uma hiptese ftica

    A ideia de pretenso de correo do direito contm, em si, a ideia

    da pretenso de uma reconstruo correta do estado de coisas

    relevante para a deciso judicial. Por isso, embora se deva exigir do

    Juiz a conscincia dos limites que a reconstruo de um estado de

    coisas enfrenta no mbito judicial, o conhecimento judicial sobre a

    matria ftica deve ter sempre a verdade como norte.

    Afastado o ceticismo que subjaz s correntes que identificam

    a racionalidade com o mtodo dedutivo, mas sem desconsiderar

    o carter relativo e contextualizado da verdade processual, a

    aceitabilidade do conhecimento obtido no processo deve ser

    construda a partir do conceito de probabilidade, que permite

    100 Cfr. Ibidem, p. 266.101 Sobre os critrios argumentativos que, sob a tica do dever de responsabilidade institucional, deveriam ser considerados nos casos de overruling, ver Captulo 4.4, infra.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 76 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 77

    La primera sirve para interpretar de forma estricta la norma que

    apoya el precedente, mediante, por ejemplo, la identificacin de un

    elemento de tipo normativo que no existe o no est comprobado en el

    caso a decidir. Con esto, permanece el reconocimiento de la validez

    general del precedente. La segunda, a su vez, no se limita a dejar de

    aplicar el precedente, ya que se fundamenta en el rechazo de su vali-

    dez general.100 En el caso de distinguishing, y sobre todo en el caso de

    overruling, se exige motivacin ceteris paribus ms extensa que la

    simple aplicacin del precedente.101

    2. Motivacin de las cuestiones de facto

    a. Criterios de confirmacin y refutacin de una hiptesis fctica

    La idea de pretensin de correccin del derecho contiene, en s, la idea

    de la pretensin de una reconstruccin correcta del estado de cosas

    relevante para la decisin judicial. Por eso, aunque se deba exigir del

    Juez la consciencia de los lmites que la reconstruccin de un estado

    de cosas enfrenta en el mbito judicial, el conocimiento judicial sobre

    la materia fctica debe tener siempre a la verdad como gua.

    Distanciada del escepticismo que subyace a las corrientes que

    identifican a la racionalidad con el mtodo deductivo, pero sin des-

    considerar el carcter relativo y contextualizado de la verdad pro-

    cesal, la aceptabilidad del conocimiento obtenido en el proceso

    debe construirse a partir del concepto de probabilidad, que permite

    100 Cfr. Ibidem, p. 266.101 Sobre los criterios argumentativos que, bajo la ptica del deber de responsabilidad institucional, deberan considerarse en los casos de overruling, ver Captulo 4.4, infra.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 77 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • 78 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    conceber a fixao judicial dos fatos como uma atividade racional,

    ainda que se trate de uma racionalidade incapaz de oferecer certezas

    incondicionadas.102

    Um modelo de probabilidade adequado ao processo judicial

    aquele em que o juzo sobre os fatos justificvel mediante

    procedimentos que permitam aferir o grau de confirmao fornecido

    pelas provas existentes a respeito de um enunciado ftico e, com

    isso, afirmar ou rejeitar a aptido do grau de confirmao obtido

    para dar um fato como provado. Em tal modelo cognoscitivista, o

    reconhecimento da correo de um enunciado ftico depende,

    portanto, da qualidade das inferncias que as provas autorizam

    realizar e de sua resistncia s contraprovas.

    sob tais bases que se deve compreender aquilo que a doutrina

    processual chama de livre convencimento ou livre valorao

    da prova. Em um modelo de estabelecimento dos fatos que se

    funda em uma aproximao to alta quanto possvel da verdade,

    no h espao para valoraes formais predeterminadas por um

    juzo superior e prvio ao do prprio julgador, tal como nos sistemas

    de prova legal.103 A valorao antecipada das provas, por meio de

    normas jurdicas abstratas, vulneraria o objetivo de busca da

    102 GASCN ABELLN, Marina, Los hechos en el derecho..., op. cit., p. 49.103 Sobre o sistema inquisitrio da prova legal como intento original de minimizar arbitrariedades, convm transcrever trecho da lio de Hassemer: Certamente a regulamentao legal da prova era conduzida por uma desconfiana saudvel contra os penalistas e formuladas, como diramos hoje, com a boa inteno de racionalizar o processo de produo dos fatos; certamente ela foi, sua poca, uma resposta inteiramente correta contra um direito inseguro, arbitrrio e disperso, que produzia espontaneamente violaes ao direito. No entanto, a regulamentao legal da prova, de sua parte, causou leses sistemticas ao Direito. Ela perdeu de vista os fatores que so

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 78 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 79

    concebir la fijacin judicial de los hechos como una actividad racio-

    nal, aunque se trate de una racionalidad incapaz de ofrecer certezas

    incondicionadas.102

    Un modelo de probabilidad adecuado al proceso judicial es aqul

    en que el juicio sobre los hechos es justificable mediante proce-

    dimientos que permitan exponer el grado de confirmacin pro-

    porcionado por las pruebas existentes relativas a un enunciado

    fctico y, con eso, afirmar o rechazar la aptitud del grado de confir-

    macin obtenido para dar un hecho como probado. En tal modelo

    cognoscitivista, el reconocimiento de la correccin de un enunciado

    fctico depende, por lo tanto, de la calidad de las inferencias que las

    pruebas autorizan realizar y de su resistencia a las contrapruebas.

    Bajo tales bases se debe comprender aquello que la doctrina pro-

    cesal llama libre convencimiento o libre valoracin de la prueba.

    En un modelo de establecimiento de los hechos que se funda en una

    aproximacin a la verdad tan grande como sea posible, no hay es-

    pacio para valoraciones formales predeterminadas por un juicio

    superior y previo al del propio juzgador, tal como en los sistemas de

    prueba legal.103 La valoracin anticipada de las pruebas, por medio

    de normas jurdicas abstractas, vulnerara el objetivo de bsqueda de

    102 GASCN ABELLN, Marina, Los hechos en el derecho..., op. cit., p. 49.103 Sobre el sistema inquisitorio de la prueba legal como intento original de minimizar ar-bitrariedades, conviene transcribir el segmento de la enseanza de Hassemer: Ciertamen-te la reglamentacin legal de la prueba era conducida por una desconfianza saludable contra los penalistas y formuladas, como diramos hoy, con la buena intencin de raciona-lizar el proceso de produccin de los hechos; ciertamente fue, en su poca, una respuesta enteramente correcta contra un derecho inseguro, arbitrario y disperso, que produca espontneamente violaciones al derecho. Sin embargo, la reglamentacin legal de la prue-ba, por su parte, le caus lesiones sistemticas al Derecho. Esta perdi de vista los factores

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 79 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • 80 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    verdade prprio de um modelo cognoscitivista. Se se admite que os

    meios de prova garantem resultados apenas provveis, possvel

    que, em um caso concreto, o grau de probabilidade alcanado por

    uma determinada prova resulte insuficiente para justificar

    racionalmente uma deciso, mesmo que o legislador lhe haja

    atribudo um valor especfico.104

    Da mesma forma, tambm no se afiguraria compatvel com o

    modelo cognoscitivista aceitar que a fixao judicial dos fatos

    ocorra sem a sujeio a critrios ou controles de qualquer tipo, como

    no sistema da ntima convico.105 Se se entendesse que a avaliao

    das provas completamente livre, o convencimento do julgador

    em nada se afastaria de uma experincia mstica ou exttica,106 e

    ento no se poderia mais falar de uma atividade racional.

    Disso resulta que o livre convencimento racional, embora repila

    valoraes predeterminadas, no implica uma total refrao a

    eficazes na formao da convico humana, o papel da pr-compreenso na compreenso, na medida em que, por um lado, eles proibiam ao Juiz uma condenao quando ele no tinha ou uma confisso ou duas boas testemunhas, mas, por outro lado, se satisfaziam com uma boa testemunha pela imposio de tortura. (HASSEMER, Winfried, Introduo..., op. cit., p. 166). No mesmo sentido: IBAEZ, Perfecto Andrs, Valorao..., op. cit., pp. 88-89.104 Cfr. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos en el derecho..., op. cit., pp. 157-158.105 No sistema da ntima convico, h uma propenso a reduzir a atividade cogniscitiva do Juiz a um fenmeno de pura conscincia, que se exaure no plano ntimo e imprescrutvel da mera subjetividade. NOBILI, Massimo, Il principio del libero convincimento del giudice, Milano: Giuffr, 1974, p. 7. Apud KNIJNIK, Danilo. Os standards do convencimento judicial: paradigmas para seu eventual controle. Revista Forense, Rio de Janeiro, n. 353, pp. 15-52, jan./fev. 2001. Embora ainda existam resqucios do sistema da ntima convico em procedimentos como o do tribunal do jri, por exemplo, pode-se argumentar contrariamente a um tal modelo, mesmo sob o ponto de vista do direito probatrio vigente, pois o que importa a tendncia geral do sistema. Nesse sentido: VARELA, Casimiro, Valoracin de la prueba, 2a. ed., Buenos Aires: Astrea, 1999, p. 154. 106 Cfr. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos en el derecho..., op. cit., p. 159.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 80 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 81

    la verdad propio de un modelo cognoscitivista. Si se admite que los

    medios de prueba garantizan resultados apenas probables, es posi-

    ble que, en un caso concreto, el grado de probabilidad alcanzado

    por una determinada prueba resulte insuficiente para justificar ra-

    cionalmente una decisin, aunque el legislador le haya atribuido un

    valor especfico.104

    De la misma forma, tampoco parecera compatible con el mode-

    lo cognoscitivista aceptar que la fijacin judicial de los hechos

    ocurra sin la sujecin a criterios o controles de cualquier tipo, como

    en el sistema de la ntima conviccin.105 Si se entiende que la evalua-

    cin de las pruebas es completamente libre, el convencimiento del

    juzgador nada se distanciara de una experiencia mstica o exttica,106

    y entonces no se podra hablar ms de una actividad racional.

    De ah resulta que el libre convencimiento racional, aunque apar-

    te valoraciones predeterminadas, no implica una total desviacin

    que son eficaces en la formacin de la conviccin humana, el papel de la pre-comprensin en la comprensin, en la medida en que, por un lado, ellos le prohiban al Juez una con-denacin cuando l no tena o una confesin o dos testigos buenos, pero, por otro lado, quedaban satisfechos con un buen testigo por la imposicin de tortura. HASSEMER, Winfried, Introduo..., op. cit., p. 166. En el mismo sentido cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, Valorao..., op. cit., pp. 88-89.104 Cfr. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos en el derecho..., op. cit., pp. 157-158.105 En el sistema de la ntima conviccin, hay una propensin a reducir la actividad cog-noscitiva del Juez a un fenmeno de pura consciencia, que se agota en el plano ntimo e inescrutable de la mera subjetividad. NOBILI, Masimo, Il principio del libero convincimento del giudice, Giuffr, Milano, 1974, p. 7, citado por KNIJNIK, Danilo, Os standards do conven-cimento judicial: paradigmas para seu eventual controle, Revista Forense, n. 353, Rio de Janeiro, enero-febrero 2001, pp. 15-52. Aunque todava existan resquicios del sistema de la ntima conviccin en procedimientos como el del tribunal del jurado, por ejemplo, se puede argumentar contrariamente a tal modelo, an bajo el punto de vista del derecho probatorio vigente, pues lo que importa es la tendencia general del sistema. En ese sentido: VARELA, Casimiro, Valoracin de la prueba, 2a. ed., Astrea, Buenos Aires, 1999, p. 154. 106 Cfr. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos en el derecho..., op. cit., p. 159.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 81 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • 82 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    regras, notadamente quelas hauridas da experincia forense e

    enriquecidas, mediante uma adequada cooperao interdisciplinar,

    com o trabalho da doutrina.

    Merece meno, nessa trilha, a lio de Marina Gascn de que

    a probabilidade indutiva de uma hiptese aumenta ou diminui

    conforme: (1) o fundamento cognoscitivo e o grau de probabilidade

    alcanvel pelas generalizaes usadas, j que a aceitabilidade de uma

    proposio seria diretamente proporcional ao fundamento e ao grau

    de probabilidade expressado pelas generalizaes ou mximas de

    experincia usadas na confirmao;107 (2) a qualidade epistmica das

    provas que as confirmam, pois a probabilidade de um enunciado ftico

    seria tendencialmente maior quando confirmada por concluses

    e constataes que quando confirmada por hipteses;108 (3) o

    nmero de passos inferenciais que compem a cadeia de confirmao,

    porquanto uma proposio seria tanto mais provvel quanto menor

    for o nmero de passos que compem o procedimento probatrio

    que conduz sua confirmao; e (4) a quantidade e a variedade de

    provas ou confirmaes, porquanto a probabilidade de uma hiptese

    aumentaria com a quantidade e a variedade das provas que a

    confirmam.109

    107 Deve se ter em mente que, enquanto algumas mximas de experincia expressam relaes seguras ou precisas, outras expressam generalizaes muito discutveis. Ademais, enquanto algumas delas possuem um fundamento cognoscitivo slido (como as que se originam da difuso de conhecimentos naturais ou cientficos), outras padecem de fundamento suficiente (como as que reproduzem preconceitos disseminados no meio social). Cabe ao Juiz, portanto, avaliar criteriosamente o fundamento cognoscitivo e o grau de probabilidade que as generalizaes utilizadas esto aptas a expressar. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., p. 180.108 Para os fins deste trabalho, constataes so as provas que forem o resultado de uma observao direta, como um testemunho presencial; concluses so as provas que houverem sido obtidas pelo mtodo dedutivo, como a maioria das provas cientficas; hipteses so, aqui, as provas obtidas pelo mtodo indutivo. Cfr. Ibidem, p. 181.109 Cfr. Ibidem, p. 180.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 82 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 83

    de las reglas, en particular de aquellas extradas de la experiencia

    forense y enriquecidas, mediante una adecuada cooperacin inter-

    disciplinar, con el trabajo de la doctrina.

    Merece mencin, en esa lnea, la enseanza de Marina Gascn de

    que la probabilidad inductiva de una hiptesis aumenta o disminuye

    de acuerdo a: (1) el fundamento cognoscitivo y el grado de probabilidad

    alcanzable por las generalizaciones usadas, ya que la aceptabilidad de

    una proposicin sera directamente proporcional al fundamento y al

    grado de probabilidad expresado por las generalizaciones o mxi-

    mas de experiencia usadas en la confirmacin;107 (2) la calidad epist-

    mica de las pruebas que las confirman, pues la probabilidad de un

    enunciado fctico sera tendencialmente mayor cuando est confir-

    mada por conclusiones y constataciones que cuando est con-

    firmada por hiptesis;108 (3) el nmero de pasos inferenciales que

    componen la cadena de confirmacin, visto que una proposicin

    sera mucho ms probable mientras menor sea el nmero de pasos

    que componen el procedimiento probatorio que conduce a la confir-

    macin; y (4) la cantidad y la variedad de pruebas o confirmaciones, ya

    que la probabilidad de una hiptesis aumentara con la cantidad y

    la variedad de las pruebas que la confirman.109

    107 Debe tenerse en mente que, mientras algunas mximas de experiencia expresan re-laciones seguras o precisas, otras expresan generalizaciones muy discutibles. Adems, mientras algunas de ellas poseen un fundamento cognoscitivo slido (como las que se originan en la difusin de conocimientos naturales o cientficos), otras padecen de funda-mento suficiente (como las que reproducen prejuicios diseminados en el medio social). Cabe al Juez, por lo tanto, evaluar criteriosamente el fundamento cognoscitivo y el grado de probabilidad que las generalizaciones utilizadas estn aptas a expresar. Cfr. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., p. 180.108 Para los fines de este trabajo, las constataciones son las pruebas que sean el resul-tado de una observacin directa, como un testigo presencial; las conclusiones son las pruebas que hayan sido obtenidas por el mtodo deductivo, como la mayora de las prue-bas cientficas; las hiptesis son, aqu, las pruebas obtenidas por el mtodo induc-tivo. Cfr. Ibidem, p. 181.109 Cfr. Ibidem, p. 180.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 83 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • 84 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    Aos critrios de confirmao, expostos acima sem pretenso

    de exaurir o tema, devem-se associar procedimentos que

    permitam refutar um enunciado sobre os fatos. No basta que uma

    afirmao seja confirmada por determinadas provas igualmente

    necessrio submet-las a tentativas de falsificao, ou seja, verificar

    se no h outras provas que a contradigam.110 Uma nica prova

    contrria proposio ftica pode ser suficiente para desfazer

    a fora confirmatria de um amplo conjunto de provas que a

    apoiariam. Para dar uma hiptese como provada, portanto,

    preciso que, alm de se apoiar em provas de confirmao, ela seja

    resistente a provas de refutao existentes no processo.111

    Sob a perspectiva da excelncia judicial, a motivao dos fatos

    deve apresentar tanto razes relativas aplicao de critrios de

    confirmao como razes relativas aplicao de critrios

    de refutao. Ainda que o dever de fundamentao no seja

    propriamente uma garantia epistmica, ele indiretamente cumpre

    esse papel,112 na medida em que permite o controle possvel de

    ser exercido sobre o convencimento judicial a respeito dos fatos.

    b. A estrutura da fundamentao sobre a matria ftica

    A questo relativa a como deve se estruturar a justificao dos

    enunciados fticos remete a dois estilos, tcnicas ou modelos de

    110 Cfr. IACOVELLO, Francesco Mauro, La testimonanza auditiva posta a base di una condanna allergastolo. Brevi viaggio allinterno della struttura della motivazione e della logica di un processo di parti. Cassazione Penale, 33 (2): 1271, 1992. Apud GOMES FILHO, Antonio Magalhes, A motivao das decises penais, So Paulo, Revista dos Tribunais, 2001, p. 177.111 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, Valorao da prova..., op. cit., p. 97.112 Cfr. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., p. 199.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 84 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 85

    A los criterios de confirmacin, expuestos anteriormente sin pre-

    tensin de agotar el tema, deben asociarse procedimientos que

    permitan refutar un enunciado sobre los hechos. No basta que una

    afirmacin se confirme por determinadas pruebas es igualmente

    necesario someterlas a tentativas de falsificacin, o sea, verificar

    que no haya otras pruebas que la contradigan.110 Una nica prueba

    contraria a la proposicin fctica puede ser suficiente para deshacer

    la fuerza confirmatoria de un amplio conjunto de pruebas que la

    apoyaran. Para dar una hiptesis como probada, por lo tanto, es

    necesario que, adems de apoyarse en pruebas de confirmacin,

    sea resistente a pruebas de refutacin existentes en el proceso.111

    Bajo la perspectiva de la excelencia judicial, la motivacin de los

    hechos debe presentar tanto razones relativas a la aplicacin de cri-

    terios de confirmacin como razones relativas a la aplicacin de

    criterios de refutacin. Aunque el deber de fundamentacin no sea

    propiamente una garanta epistmica, cumple indirectamente ese

    papel,112 en la medida en que permite el control posible de ejercer-

    se sobre el convencimiento judicial correspondiente a los hechos.

    b. La estructura de la fundamentacin sobre la materia fctica

    La cuestin relativa a cmo debe estructurarse la justificacin de los

    enunciados fcticos remite a dos estilos, tcnicas o modelos de

    110 Cfr. IACOVELLO, Francesco Mauro, La testimonanza auditiva posta a base di una condanna allergastolo. Brevi viaggio allinterno della struttura della motivazione e della logica di un processo di parti, Cassazione Penale, 33 (2), 1271, 1992, referido por GOMES FILHO, Antonio Magalhes, A motivao das decises penais, Revista dos Tribunais, So Paulo, 2001, p. 177.111 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, Valorao de la prova..., op. cit., p. 97.112 Cfr. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., p. 199.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 85 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • 86 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    motivar sobre os quais a doutrina si debater. No modelo holista,

    a motivao consiste em uma exposio conjunta dos fatos por

    meio de um relato que os pe em conexo narrativa. No modelo

    analtico, a motivao estruturada em uma exposio

    pormenorizada de todas as provas produzidas, do valor probatrio

    que o Juiz lhes confere e da cadeia de inferncias que conduzem

    ao convencimento judicial.113

    A deficincia do modelo holstico consiste em permitir que o

    relato se apoie na simples declarao apodctica de certos fatos

    como provados.114 No mais das vezes, o relato globalizante pressupe

    a verdade dos enunciados que o compem, de modo que sua adoo

    favorece o risco de uma deciso insuficientemente fundamentada.115

    Sob uma prtica jurisdicional ainda fortemente impregnada pela

    invocao da imediao116 e da valorao conjunta da prova117 como

    113 Cfr. Ibidem, p. 224.114 Cfr. IBEZ, Perfecto Andrs, Valorao da prova..., op. cit., p. 103; GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., p. 225.115 Cfr. Idem.116 A imediao consiste no contato direto do Juiz com as fontes de prova, em particular as de carter pessoal. Sua funo visa a garantir que a relao dos sujeitos processuais, entre si e com os elementos probatrios, no seja mediada por terceiros e se mantenha, portanto, livre de interferncias. Ela tem, certamente, um importante papel no modelo de compreenso cnica do processo, sobretudo ao impedir que o Juiz utilize em seu julgamento provas obtidas por outros sujeitos e em outros momentos processuais, as quais seriam passveis de repetio. Contudo, a maneira de compreender a imediao vem sendo freqentemente contaminada por uma concepo irracionalista do princpio do livre convencimento. Se este for entendido apenas como a captao emocional ou intuitiva daquilo que objeto da atividade probatria, a valorao das declaraes colhidas pelo Juiz sequer poderia ser justificvel e fiscalizvel. Sobre o assunto, cfr. Ibidem, p. 198.117 No se nega, aqui, a importncia da valorao conjunta da prova na fixao judicial dos fatos. certo que quanto mais intensa for a conexo dos indcios que apoiam um enunciado ftico, maior ser, ceteris paribus, o grau de confirmao da respectiva hiptese. O que no se pode admitir o emprego da expresso valorao conjunta guisa de artifcio retrico para dissimular a ausncia de uma fundamentao adequada.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 86 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 87

    motivar sobre los cuales la doctrina suele debatir. En el modelo

    holista, la motivacin consiste en una exposicin conjunta de los

    hechos por medio de un relato que los pone en conexin narrativa.

    En el modelo analtico, la motivacin es estructurada en una expo-

    sicin pormenorizada de todas las pruebas producidas, del valor

    probatorio que el Juez les confiere y de la cadena de inferencias que

    conducen al convencimiento judicial.113

    La deficiencia del modelo holstico consiste en permitir que el

    relato se apoye en la simple declaracin apodctica de ciertos

    hechos como probados.114 La mayora de las veces, el relato globa-

    lizante presupone la verdad de los enunciados que lo componen, de

    modo que su adopcin favorece el riesgo de una decisin insufi-

    cientemente fundamentada.115 Bajo una prctica jurisdiccional

    todava fuertemente impregnada por la invocacin de la inmedia-

    cin116 y de la valoracin conjunta de la prueba117 como recursos retricos

    113 Cfr. Ibidem, p. 224.114 Cfr. IBEZ, Perfecto Andrs, Valorao de la prova..., op. cit., p. 103; GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., p. 225.115 Cfr. Idem.116 La inmediacin consiste en el contacto directo del Juez con las fuentes de prueba, en particular las de carcter personal. Su funcin consiste en garantizar que la relacin de los sujetos procesales, entre si y con los elementos probatorios, no sea mediada por terceros y se mantenga, por lo tanto, libre de interferencias. Ella tiene, ciertamente, un importante papel en el modelo de comprensin escnica del proceso, sobre todo al impedir que el Juez utilice en su juzgamiento pruebas obtenidas por otros sujetos y en otros momentos proce-sales, las cuales seran suceptibles de repeticin. Sin embargo, la manera de comprender la inmediacin viene siendo frecuentemente contaminada por una concepcin irracionalista del principio del libre convencimiento. Si este se entiende slo como la captacin emo-cional o intuitiva de aquello que es objeto de la actividad probatoria, la valoracin de las declaraciones recogidas por el Juez ni siquiera podra ser justificable y verificable. Sobre el asunto, cfr. Ibidem, p. 198.117 No se niega, aqu, la importancia de la valoracin conjunta de la prueba en la fijacin judicial de los hechos. Es cierto que mientras ms intensa sea la conexin de los indicios que apoyan un enunciado fctico, mayor ser, ceteris paribus, el grado de confirmacin de la respectiva hiptesis. Lo que no se puede admitir es el empleo de la expresin valoracin

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 87 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • 88 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    recursos retricos supostamente suficientes para a justificao

    do convencimento judicial, esse perigo tende a se potencializar de

    forma no-desprezvel.

    O dever de maximizao da motivao reclama, portanto,

    a utilizao de uma estruturao analtica,118 cuja observncia

    permite, de modo mais eficiente, obstaculizar a entrada furtiva

    de elementos de informao inaceitveis ou insuficientemente

    justificados na deciso, bem como controlar as inferncias que

    compem a cadeia de justificao do convencimento judicial.119

    Nesse sentido parece se inclinar o Cdigo Modelo, ao enunciar,

    no art. 23: Em matria de fatos o Juiz deve proceder com rigor

    analtico no tratamento do quadro de provas. Deve mostrar, em

    concreto, o que proporciona cada meio de prova, para depois

    efetuar uma apreciao no seu conjunto.

    Deveras, pelo modelo analtico, o resultado de cada meio

    de prova deve ser considerado, primeiramente, em sua

    individualidade, como se fosse o nico.120 Com esse exame inicial

    preciso que o Juiz, em sua deciso, identifique as provas consideradas em seu convencimento e exponha as razes por que a valorao destas se encaminha em favor da confirmao ou da refutao do fato principal ou de fatos secundrios cuja comprovao for relevante para o desfecho do processo. Dizer simplesmente que a valorao conjunta das provas levou ao convencimento, sem a indicao das razes que justificam essa afirmao, implica incorrer na falcia da petio de princpio, pela qual o falante apoia uma demonstrao sobre a prpria afirmao que pretendia demonstrar.118 Cfr. Ibidem, p. 225. Sobre a maior compatibilidade da motivao analtica com o modelo cognoscitivista, aduz Taruffo que la diferencia entre el mtodo holista y el mtodo analtico parece situarse en que el prmeiro otorga preferencia a una perspectiva psicolgica mientras que el segundo se basa en una anlisis racional del juicio; el mtodo analtico, adems, tiende a explicita y razcionalizar lo que la concepcin holista deja genrico e implcito. TARUFFO, Michele, La prueba..., op. cit., p. 309. 119 Cfr. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., p. 226. 120 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, Valorao da prova..., op. cit., p. 42.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 88 15/03/2012 02:25:27 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 89

    supuestamente suficientes para la justificacin del convencimiento

    judicial, ese peligro tiende a potencializarse de forma considerable.

    El deber de maximizacin de la motivacin reclama, por lo tanto,

    la utilizacin de una estructuracin analtica,118 cuya observancia

    permite, de modo ms eficiente, obstaculizar la entrada furtiva de

    elementos de informacin inaceptables o insuficientemente justifi-

    cados en la decisin, as como controlar las inferencias que compo-

    nen la cadena de justificacin del convencimiento judicial.119 En ese

    sentido parece inclinarse el Cdigo Modelo, al enunciar, en el art. 23:

    En materia de hechos el Juez debe proceder con rigor analtico en

    el tratamiento del marco de pruebas. Debe mostrar, en concreto, lo

    que proporciona cada medio de prueba, para despus efectuar una

    apreciacin en su conjunto.

    Realmente, por el modelo analtico, el resultado de cada medio

    de prueba debe ser considerado, primeramente, en su individuali-

    dad, como si fuera el nico.120 Con ese examen inicial no se pretende

    conjunta a manera de artificio retrico para disimular la ausencia de una fundamentacin adecuada. Es necesario que el Juez, en su decisin, identifique las pruebas consideradas en su convencimiento y exponga las razones de por qu la valoracin de estas se encamina en favor de la confirmacin o de la refutacin del hecho principal o de hechos secundarios cuya comprobacin sea relevante para la conclusin del proceso. Decir simplemente que la valo-racin conjunta de las pruebas llev al convencimiento, sin la indicacin de las razones que justi fican esa afirmacin, implica incurrir en la falacia de la peticin de principio, por la cual el hablante apoya una demostracin sobre la propia afirmacin que pretenda demostrar.118 Cfr. Ibidem, p. 225. Sobre la mayor compatibilidad de la motivacin analtica con el mo-delo cognoscitivista, aduce Taruffo que la diferencia entre el mtodo holista y el mtodo analtico parece situarse en que el primero otorga preferencia a una perspectiva psi-colgica mientras que el segundo se basa en un anlisis racional del juicio; el mtodo ana-ltico, adems, tiende a explicitar y racionalizar lo que la concepcin holista deja genrico e implcito. TARUFFO, Michele, La prueba..., op. cit., p. 309. 119 Cfr. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., p. 226. 120 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, Valorao de la prova..., op. cit., p. 42.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 89 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • 90 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    no se pretende extrair o valor definitivo de cada um dos meios

    examinados tarefa que somente se completa quando se colocam

    uns em face dos outros, mas assegurar que poder servir como

    meio de prova apenas aquilo que tiver aptido jurdica e

    epistmica para apoiar racionalmente a justificao de uma

    hiptese. A seleo dos meios de prova (qualificao do que pode ser

    um meio idneo), deve preceder interpretao dos elementos de

    prova (determinao do significado da informao obtida dos

    meios de prova) e valorao desses elementos de prova (atribuio

    da sua fora de convencimento). O enfrentamento transparente de

    questes problemticas sobre quais meios de prova podem ser

    justificados favorece a que sejam excludos do convencimento

    judicial o que for inaceitvel sob o aspecto jurdico (v.g., provas

    repetveis produzidas com ofensa ao contraditrio) e epistmico

    (v.g., provas de ouvir dizer).

    A chamada valorao conjunta, bem entendida, deve se dar

    em um momento posterior seleo dos meios de prova e

    interpretao do seu resultado parcial, quando os elementos

    probatrios aptos a integrar a fundamentao da deciso so

    avaliados mediante considerao recproca.121 Essa interferncia

    mtua pode levar a que eles se excluam, se complementem ou se

    121 Isto no quer dizer que no curso da anlise deva/possa prescindir-se da perspectiva global do quadro probatrio. De forma natural o resultado de cada meio probatrio ir produzindo seu efeito na conscincia do Juiz, lhe dar um grau de informao, gerando um estado de conhecimento aberto integrao de novos dados precedentes dos restantes meios de prova. Mas inescusvel que em algum momento cada um destes seja analisado como se fosse o nico disponvel para avali-lo de forma individualizada. S uma vez examinado desse modo o resultado da totalidade da prova proposta, dever o julgador proceder de forma reflexiva avaliao global do mesmo. Ibidem, p. 44.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 90 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 91

    extraer el valor definitivo de cada uno de los medios examinados

    tarea que solamente se completa cuando se colocan unos frente a

    los otros, sino asegurar que podr servir como medio de prueba

    slo aquello que tenga aptitud jurdica y epistmica para apoyar

    racionalmente la justificacin de una hiptesis. La seleccin de los

    medios de prueba (calificacin de lo que puede ser un medio id-

    neo), debe preceder a la interpretacin de los elementos de prueba

    (determinacin del significado de la informacin obtenida de los

    medios de prueba) y a la valoracin de esos elementos de prueba

    (atribucin de la fuerza de convencimiento). El enfrentamiento

    transparente de cuestiones problemticas sobre los medios de prue-

    ba que pueden ser justificados favorece que sean excluidos del con-

    vencimiento judicial lo que sea inaceptable bajo el aspecto jurdico

    (v.g., pruebas repetibles producidas con ofensa al contradictorio) y

    epistmico (v.g., pruebas de escuchar decir).

    La llamada valoracin conjunta, bien entendida, debe darse en

    un momento posterior a la seleccin de los medios de prueba y a la

    interpretacin de su resultado parcial, cuando los elementos proba-

    torios aptos para integrar la fundamentacin de la decisin son

    evaluados mediante consideracin recproca.121 Esa interferen-

    cia mutua puede llevar a que se excluyan, se complementen o se

    121 Esto no quiere decir que en el curso del anlisis se deba/pueda prescindir de la perspectiva global del marco probatorio. De forma natural el resultado de cada medio probatorio producir su efecto en la consciencia del Juez, le dar un grado de informacin, generando un estado de conocimiento abierto a la integracin de nuevos datos preceden-tes de los restantes medios de prueba. Pero es inexcusable que en algn momento cada uno de estos se analice como si fuera el nico disponible para evaluarlo de forma indivi-dualizada. Slo una vez examinado de ese modo el resultado de la totalidad de la prueba propuesta, el juzgador deber proceder de forma reflexiva a la evaluacin global del mismo. Ibidem, p. 44.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 91 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • 92 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    mantenham neutros entre si. Dessa apreciao conjunta da prova

    exsurge o grau de confirmao definitivo da hiptese levantada

    no processo.

    A preferibilidade do modelo analtico avulta diante da

    inevitvel importncia das provas indiretas122 ou indicirias123 para

    o convencimento judicial. A motivao holista parece compatvel

    com a corrente pelas qual os requisitos da gravidade, preciso

    e concordncia das provas indicirias possam ser exigidos ou

    considerados mediante uma anlise global, no precedida de

    uma avaliao individualizada de cada uma delas. De seu turno, a

    motivao analtica permite a adoo do entendimento pelo qual

    somente aquelas provas indicirias que, isoladamente consideradas,

    so certas em seu ponto de partida (requisito da preciso do indcio

    122 Se a distino entre prova direta e indireta se funda no carter mediato ou imediato do conhecimento dos fatos que se provam, todas as provas sobre fatos passados so indiretas (ou indicirias). O conhecimento judicial nunca se d pela observao imediata do fato a que o enunciado se refere, e sim por meio de um processo inferencial que permite chegar a um fato a partir de outro. Contudo, se em vez de tratar do procedimento probatrio (contexto do descobrimento), se quiser fazer uma classificao sob a base do resultado obtido por meio de tal procedimento (contexto da justificao), pode-se dizer que uma prova (assero justificada) direta se versa sobre o fato principal, e indireta se versa sobre um fato secundrio que pode levar ao conhecimento do fato principal mediante outro procedimento probatrio. Mesmo sob esta segunda classificao, que d algum sentido distino entre provas diretas e indiretas, deve ser reconhecida a grande importncia das provas indiretas para a comprovao dos fatos no processo. Sobre esses e outros possveis critrios para diferenciao de provas diretas e indiretas, ver: GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., pp. 86-93.123 O termo indcio pode ser utillizado em pelo menos trs acepes: a) como sinnimo de presuno, para designar o argumento mediante o qual se vinculam dois fatos, extraindo de um deles conseqncia para o outro; b) para designar meios de provas dotados de baixo grau de confirmao; c) para designar o fato-base ou a fonte que constitui a premissa menor da inferncia presuntiva (conferir: TARUFFO, Michele, La prueba..., op. cit., pp. 479-480). Neste trabalho, reserva-se expresso indcio o significadode fato conhecido (provado) que serve de base para se chegar ao conhecimento (comprovao) de outro fato (terceira acepo); e reserva-se a expresso prova indiciria para designar a inferncia obtida com o raciocnio presuntivo.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 92 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 93

    mantengan neutros entre s. De esa apreciacin conjunta de la

    prueba surge el grado de confirmacin definitivo de la hiptesis

    levantada en el proceso.

    La preferibilidad del modelo analtico resalta frente a la inevita-

    ble importancia de las pruebas indirectas122 o indiciarias123 para el

    convencimiento judicial. La motivacin holista parece compa-

    tible con la corriente por la cual los requisitos de la gravedad, preci-

    sin y concordancia de las pruebas indiciarias puedan ser exigidos

    o considerados mediante un anlisis global, no precedido por una

    evaluacin individualizada de cada una. A su vez, la motivacin

    analtica permite la adopcin del entendimiento por el cual sola-

    mente aquellas pruebas indiciarias que, aisladamente considera-

    das, son ciertas en su punto de partida (requisito de la precisin del

    122 Si la distincin entre prueba directa e indirecta se funda en el carcter mediato o inme-diato del conocimiento de los hechos que se prueban, todas las pruebas sobre hechos pa-sados son indirectas (o indiciarias). El conocimiento judicial nunca se da por la observacin inmediata del hecho a que el enunciado se refiere, sino por medio de un proceso inferencial que permite llegar a un hecho a partir de otro. Sin embargo, si en vez de tratar al proce-dimiento probatorio (contexto del descubrimiento), se quisiera hacer una clasificacin bajo la base del resultado obtenido por medio de tal procedimiento (contexto de la justifi-cacin), puede decirse que una prueba (asercin justificada) es directa si versa sobre el hecho principal, e indirecta si versa sobre un hecho secundario que puede llevar al cono-cimiento del hecho principal mediante otro procedimiento probatorio. An bajo esta segunda clasificacin, que da algn sentido a la distincin entre pruebas directas e indirec-tas, debe ser reconocida la gran importancia de las pruebas indirectas para la comproba-cin de los hechos en el proceso. Sobre esos y otros posibles criterios para diferenciacin de pruebas directas e indirectas, vid. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., pp. 86-93.123 El trmino indicio puede ser utilizado en por lo menos tres acepciones: a) como sin-nimo de presuncin, para designar el argumento mediante el cual se vinculan dos hechos, extrayendo de uno de ellos consecuencia para el otro; b) para designar medios de pruebas dotados de bajo grado de confirmacin; c) para designar el hecho-base o la fuente que constituye la premisa menor de la inferencia presuntiva (cfr. TARUFFO, Michele, La prue-ba..., op. cit., pp. 479-480). En este trabajo, a la expresin indicio se reserva el significado de hecho conocido (probado) que sirve de base para llegar al conocimiento (comproba-cin) de otro hecho (tercera acepcin); y se reserva la expresin prueba indiciaria para designar la inferencia obtenida con el raciocinio presuntivo.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 93 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • 94 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    ou fato-base) e que decorrem da utilizao de regras de experincia

    comum, lgica ou cientfica dotadas de um fundamento

    gnoseolgico minimamente aceitvel (requisito da gravidade)

    podem complementar o valor probatrio umas das outras (requisito

    da concordncia), mediante uma valorao conjunta.124

    124 Nesse sentido: KNIJNIK, Danilo, A prova..., op. cit., p. 51.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 94 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 95

    indicio o hecho-base) y que derivan de la utilizacin de reglas de

    experiencia comn, lgica o cientfica dotadas de un fundamento

    gnoseolgico mnimamente aceptable (requisito de la gravedad)

    pueden complementar el valor probatorio unas de las otras (requi-

    sito de la concordancia), mediante una valoracin conjunta.124

    124 En ese sentido: KNIJNIK, Danilo, A prova..., op. cit., p. 51.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 95 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • 96

    CaPtulo iV

    Relao do dever de motivar com outros deveres ticos do Juiz

    O dever de motivao est diretamente conectado com outros

    deveres ticos. O ponto de encontro das exigncias de motivao e

    das outras exigncias ticas est na pretenso de correo do

    direito. O entrelaamento de tais deveres, contudo, pode ocorrer de

    diversas formas. Em muitos casos, a motivao serve, ainda que

    limitadamente, como um instrumento para assegurao ou controle

    sobre as demais virtudes judiciais; em outros casos, so outras

    virtudes que favorecem a realizao tima da motivao; e h,

    ainda, hipteses em que o dever de motivar colide com outros

    deveres ticos, de modo a exigir uma ponderao.

    1. Independncia e imparcialidade

    A admisso induvidosa do Poder Judicirio como elemento no sistema

    de freios e contrapesos125 exige a considerao da independncia

    125 Cfr. HESSE, Konrad, Elementos de Direito Constitucional da Repblica Federal da Alemanha. Traduo de Luis Afonso Heck, Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor, 1998, p. 376.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 96 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • 97

    CaPtulo iV

    Relacin del deber de motivar con otros deberes ticos del Juez

    El deber de motivacin est directamente conectado con otros de-

    beres ticos. El punto de encuentro de las exigencias de motivacin

    y de las otras exigencias ticas est en la pretensin de correc-

    cin del derecho. El entrelazamiento de tales deberes, sin embargo,

    puede ocurrir de diversas formas. En muchos casos, la motivacin

    sirve, aunque limitadamente, como un instrumento para asegurar

    o controlar las dems virtudes judiciales; en otros casos, son otras

    virtudes las que favorecen la realizacin ptima de la motivacin;

    y hay, adems, hiptesis en las que el deber de motivar choca con

    otros deberes ticos, de modo que exige una ponderacin.

    1. Independencia e imparcialidad

    La admisin sin duda del Poder Judicial como elemento en el siste-

    ma de frenos y contrapesos125 exige la consideracin de la indepen-

    125 Cfr. HESSE, Konrad, Elementos de Direito Constitucional da Repblica Federal da Alemanha, Traduo de Lus Afonso Heck, Sergio Antonio Fabris Editor, Porto Alegre, 1998, p. 376.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 97 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • 98 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    judicial como pressuposto para que a jurisdio cumpra a sua tarefa

    adequadamente.126 Um Juiz independente, na dico do art. 2o do

    Cdigo Modelo, aquele que determina a partir do direito vigente a

    deciso justa, sem se deixar influenciar de forma real ou aparente

    por fatores alheios ao prprio direito. O que se pretende evitar,

    obviamente, no abertura do direito para outros campos do

    conhecimento,127 mas a utilizao de critrios particulares ou

    discriminatrios128 que decorram de indevida presso exercida pelo Juiz.

    Poder-se-ia se argumentar que a realizao do dever de

    motivao seria incapaz de contribuir para a observncia da

    independncia judicial, pois da escolha a deciso e a apresentao

    das razes que a acompanham ocorrem em momentos diferentes:

    a primeira situa-se no contexto do descobrimento; a segunda, no

    contexto da justificao.129 Contudo, em que pese a importncia de

    tal distino, no se pode lev-la a extremos, pois o processo

    de descobrimento de uma hiptese no estritamente independente

    do processo para a sua validao.130 Vale transcrever, a propsito, a

    lio de Marina Gascn:

    126 Cfr. PEDRAZ PENALVA, Ernesto, Constitucin, Jurisdiccin y Proceso, Tordesillas: Akal, 1990, p. 35.127 Sobre a abertura do direito a argumentos prticos gerais, conferir Captulo 3.1.1, supra.128 Cfr. PEDRAZ PENALVA, Ernesto, Constitucin, Jurisdiccin..., op. cit., p. 173.129 Na teoria processual, possvel falar em contexto do descobrimento quando nos perguntamos como se chegou a uma afirmao; e em contexto da justificao, quando nos perguntamos quais so as razes que justificam uma afirmao. A diversidade entre contexto do descobrimento e contexto da justificao no seria somente estrutural e funcional, mas sobretudo fenomenolgica: o primeiro consiste numa atividade; o segundo, num discurso. Nesse sentido: TARUFFO, Michele, La motivazione de la sentenza civile, Padova: Cedam: 1975, pp. 213-214. Apud GOMES FILHO, Antonio Magalhes, A motivao das decises penais, So Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2001, p. 112.130 Cfr. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., pp. 111-112.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 98 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 99

    dencia judicial como presupuesto para que la jurisdiccin cumpla su

    tarea adecuadamente.126 Un Juez independiente, en trminos del

    art. 2o del Cdigo Modelo, es aqul que determina a partir del dere-

    cho vigente la decisin justa, sin dejarse influenciar de forma real o

    aparente por factores ajenos al propio derecho. Lo que se pretende

    evitar, obviamente, no es la apertura del derecho a otros campos del

    conocimiento,127 sino la utilizacin de criterios particulares o discri-

    minatorios128 que deriven de presin indebida ejercida por el Juez.

    Podra argumentarse que la realizacin del deber de motivacin

    sera incapaz de contribuir a la observancia de la independencia ju-

    dicial, pues la eleccin, la decisin y la presentacin de las razones

    que la acompaan ocurren en momentos diferentes: la primera se

    sita en el contexto del descubrimiento; la segunda, en el contexto

    de la justificacin.129 Sin embargo, a pesar de la importancia de tal

    distincin, no puede llevarse a los extremos, pues el proceso de des-

    cubrimiento de una hiptesis no es estrictamente independiente del

    proceso para su validacin.130 Cabe transcribir, a propsito, la ense-

    anza de Marina Gascn:

    126 Cfr. PEDRAZ PENALVA, Ernesto, Constitucin, Jurisdiccin y Proceso, Akal, Tordesillas, 1990, p. 35.127 Sobre la apertura del derecho a argumentos prcticos generales, cfr. Captulo 3.1.1, supra.128 Cfr. PEDRAZ PENALVA, Ernesto, Constitucin, Jurisdiccin, op. cit., p. 173.129 En la teora procesal, es posible hablar en contexto del descubrimiento cuando nos preguntamos cmo se lleg a una afirmacin; y en contexto de la justificacin, cuando nos preguntamos cules son las razones que justifican una afirmacin. La diversidad entre contexto del descubrimiento y contexto de la justificacin no sera solamente estructural y funcional, sino sobre todo fenomenolgica: el primero consiste en una actividad; el se-gundo, en un discurso. En ese sentido vid. TARUFFO, Michele, La motivazione de la sentenza civile, Cedam, Padova, 1975, pp. 213-214, referido por GOMES FILHO, Antonio Magalhes, A motivao das decises penais, Revista dos Tribunais, So Paulo, 2001, p. 112.130 Cfr. GASCN ABELLN, Marina, Los hechos..., op. cit., pp. 111-112.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 99 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • 100 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    [N]o resulta descabellado pensar que la exigencia de motivar

    retroactue sobre el prprio iter de adopcin de la decisin, refor-

    zando su racionalidad; es decir, provocando la expulsin de los

    elementos de conviccin no suscetibles de justificacin; propi-

    ciando, en fin, que la adopcin de la decisin se efecte conforme

    a criterios aptos para ser comunicados [...].131

    Diante disso, embora o exerccio independente da jurisdio

    dependa, em ltima instncia, da conscincia individual do julgador,

    o papel do dever de motivar na realizao da independncia judicial

    no deve ser subestimado. Se a independncia judicial dirige-se

    a assegurar a vinculao do Juiz a critrios de correo jurdica,132 a

    exigncia de motivao contribui, em medida no desprezvel,

    para controlar o influxo de fatores indevidos na soluo de casos

    concretos.

    Enquanto a a independncia trata de controlar os mveis do Juiz

    frente a influncias estranhas ao direito, provenientes do sistema

    social, a imparcialidade pode ser definida como a equidistncia

    do julgador frente s partes e ao objeto do proceso.133 Deveras,

    dispe o Cdigo Modelo, em ser art. 10, que o Juiz imparcial aquele

    que busca nas provas a verdade dos fatos com objetividade e

    fundamento, mantendo ao longo de todo o processo uma distncia

    equivalente com as partes e com os seus advogados e, evita todo o

    131 Ibidem, p. 202. No mesmo sentido: ALEXY, Robert, Teora de la argumentacin..., op. cit., p. 221.132 Cfr. MONTERO AROCA, Juan, Sobre la imparcialidad..., op. cit., pp. 101-103.133 Cfr. AGUIL REGLA, Josep, ndependencia e imparcialidad de los jueces y argumentacin jurdica, Alicante: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 2005. Edicin digital a partir de Isonoma: Revista de Teora y Filosofa del Derecho, n. 6, abril 1997, pp. 71-99, aqu pp. 76-77.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 100 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 101

    [N]o resulta descabellado pensar que la exigencia de motivar

    retro actue sobre el propio iter de adopcin de la decisin, refor-

    zando su racionalidad; es decir, provocando la expulsin de los

    elementos de conviccin no susceptibles de justificacin; propi-

    ciando, en fin, que la adopcin de la decisin se efecte conforme

    a criterios aptos para ser comunicados [...].131

    Frente a esto, aunque el ejercicio independiente de la jurisdiccin

    dependa, en ltima instancia, de la consciencia individual del juz-

    gador, el papel del deber de motivar en la realizacin de la indepen-

    dencia judicial no debe subestimarse. Si la independencia judicial se

    dirige a asegurar la vinculacin del Juez a criterios de correccin

    jurdica,132 la exigencia de motivacin contribuye, en medida consi-

    derable, a controlar el influjo de factores indebidos en la solucin de

    casos concretos.

    Mientras que la independencia trata de controlar los motivos del

    Juez frente a influencias extraas al derecho, provenientes del siste-

    ma social, la imparcialidad puede ser definida como la equidistancia

    del juzgador frente a las partes y al objeto del proceso.133 Realmente,

    el Cdigo Modelo dispone, en el art. 10, que el Juez imparcial es

    aqul que busca en las pruebas la verdad de los hechos con objeti-

    vidad y fundamento, manteniendo a lo largo de todo el proceso una

    distancia equivalente con las partes y con sus abogados y, evita

    131 Ibidem, p. 202. En el mismo sentido vid. ALEXY, Robert. Teora de la argumentacin..., op. cit., p. 221.132 Cfr. MONTERO AROCA, Juan, Sobre la imparcialidad..., op. cit., pp. 101-103.133 Cfr. AGUIL REGLA, Josep, Independencia e imparcialidad de los Jueces y argumenta-cin jurdica, Isonoma. Revista de Teora y Filosofa del Derecho, n. 6, abril 1997, pp. 76-77. Edicin digital de la Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Alicante, 2005.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 101 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • 102 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposio

    ou preconceito.

    Em relao conexo dos deveres de imparcialidade e

    motivao, cumpre reconhecer a reciprocidade dos controles que

    tais deveres impem um em face do outro. Ao mesmo tempo em

    que a conscincia do dever de motivao contribui para manter

    a imparcialidade do Juiz, conferindo elementos para aferio in

    concreto de sua observncia,134 da mesma forma que o faz em

    favor da independncia, correlatamente o prprio dever de

    imparcialidade, aliado a exigncias discursivas que se extraem

    da concepo dialogal do processo, coloca certas exigncias sobre

    o modo pelo qual o Juiz deve motivar sua deciso. Assim, o art. 16

    do Cdigo Modelo topograficamente inserido no captulo reservado

    imparcialidade , ao enunciar que o Juiz deve respeitar o direito

    das partes de afirmar e contradizer no mbito do devido processo

    conecta-se ao art. 24 do mesmo Cdigo, que dispe sobre a

    considerao das alegaes das litigantes, de modo a exigir que a

    motivao judicial reflita esse tratamento igualitrio na construo

    dos argumentos que justificam a deciso. Essa exigncia, obviamente,

    recrudesce a responsabilidade judicial na tarefa de motivao,

    pois reclama que sua realizao, em vez de ocorrer monologicamente,

    seja o resultado da contradio dialtica que se manifesta na

    participao dos litigantes.

    2. Prudncia, justia e equidade

    O termo prudncia tem sua origem etimolgica no verbo grego

    frneo, que significa ser sensato, ter juzo e capacidade de pensar

    134 Cfr. BARBOSA MOREIRA, Jos Carlos, A motivao das decises judiciais..., op. cit., p. 87.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 102 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 103

    todo tipo de comportamiento que pueda reflejar favoritismo, pre-

    disposicin o prejuicio.

    Con relacin a la conexin de los deberes de imparcialidad y mo-

    tivacin, cabe reconocer la reciprocidad de los controles que tales

    deberes imponen uno frente al otro. Al mismo tiempo en que la

    consciencia del deber de motivacin contribuye a mantener la im-

    parcialidad del Juez, confiriendo elementos para verificacin in con-

    creto de su observancia,134 de la misma forma que lo hace en favor de

    la independencia, respectivamente el propio deber de imparcialidad,

    aliado a exigencias discursivas que se extraen de la concepcin dia-

    logstica del proceso, coloca ciertas exigencias sobre el modo por

    el cual el Juez debe motivar su decisin. As, el art. 16 del Cdigo

    Modelo topogrficamente inserto en el captulo reservado a la im-

    parcialidad, al enunciar que el Juez debe respetar el derecho de

    las partes de afirmar y contradecir en el mbito del debido proceso

    se conecta al art. 24 del mismo Cdigo, que dispone sobre la consi-

    deracin de las alegaciones de los litigantes, a modo de exigir que

    la motivacin judicial refleje ese tratamiento igualitario en la cons-

    truccin de los argumentos que justifican la decisin. Esa exigencia,

    obviamente, recrudece la responsabilidad judicial en la tarea de

    motivacin, pues reclama que su realizacin, en vez de ocurrir mono-

    lgicamente, sea el resultado de la contradiccin dialctica que se

    manifiesta en la participacin de los litigantes.

    2. Prudencia, justicia y equidad

    El trmino prudencia tiene origen etimolgico en el verbo griego

    frneo, que significa ser sensato, tener juicio y capacidad de pensar

    134 Cfr. BARBOSA MOREIRA, Jos Carlos, A motivao das decises judiciais..., op. cit., p. 87.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 103 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • 104 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    e sentir. Na adaptao para o latim, a expresso prudentia incorporou

    a seu significado a noo de previso ou providncia, no sentido de

    ver antes, antecipar-se. Entende-se, por isso, que a prudncia judicial

    uma qualidade da razo prtica que guia a ao do Juiz para,

    atendendo s circunstncias do caso concreto, dizer qual a soluo

    justa.135

    A realizao do dever de motivao tambm favorece a que o

    Juiz exera com prudncia o poder que acompanha o exerccio da

    funo jurisdicional. Se o Cdigo Modelo reclama que as decises

    judiciais sejam o resultado de um juzo justificado racionalmente,

    depois de haver meditado e avaliado argumentos e contra-

    argumentos disponveis (art. 69), cabe ao Juiz analisar criticamente

    as intuies que venham sua mente, a fim de que sua compreenso

    se atenha s coisas tais como elas so.136

    Em vez de negar a existncia do crculo do conhecimento, cabe

    ao Juiz entrar nele corretamente, tomando conscincia de suas

    prprias pr-compreenses, de modo a torn-las comunicveis

    e controlveis por meio da reflexo e da argumentao.137 Da a

    exigncia do Cdigo Modelo de que o Juiz mantenha uma atitude

    aberta e paciente para ouvir e reconhecer novos argumentos

    e crticas que lhe possibilitem confirmar ou retificar critrios ou

    pontos de vista assumidos (art. 70). Com isso se remete, novamente,

    ao carter dialogal da deciso judicial e necessidade de motivao

    135 Cfr. PLATAS PACHECO, Maria del Carmen, Prudencia y justicia: exigencias de la tica judicial. Em: Revista del Instituto de la Judicatura Federal, 21, 2006, pp. 197-213, aqui pp. 198-200.136 Cfr. GADAMER, Hans-Georg, Verdade e mtodo I..., op. cit., p. 355.137 Cfr. HASSEMER, Winfried, Introduo..., op. cit., pp. 96-97.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 104 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 105

    y sentir. En la adaptacin para el latn, la expresin prudentia incor-

    por a su significado la nocin de previsin o providencia, en el sen-

    tido de ver antes, anticiparse. Se entiende, por eso, que la prudencia

    judicial es una cualidad de la razn prctica que gua la accin

    del Juez para, atendiendo a las circunstancias del caso concreto, de-

    cir cul es la solucin justa.135

    La realizacin del deber de motivacin tambin favorece que el

    Juez ejerza con prudencia el poder que acompaa el ejercicio de

    la funcin jurisdiccional. Si el Cdigo Modelo reclama que las deci-

    siones judiciales sean el resultado de un juicio justificado racional-

    mente, despus de haber meditado y evaluado argumentos y

    contraargumentos disponibles (art. 69), cabe al Juez analizar crti-

    camente las intuiciones que vengan a su mente, a fin de que su com-

    prensin se atenga a las cosas tal y como son.136

    En vez de negar la existencia del crculo del conocimiento, cabe

    al Juez entrar en l correctamente, tomando consciencia de sus

    propias pre-comprensiones, a efecto de volverlas comunicables y

    controlables por medio de la reflexin y de la argumentacin.137

    De ah la exigencia del Cdigo Modelo de que el Juez mantenga una

    actitud abierta y paciente para or y reconocer nuevos argumen-

    tos y crticas que le posibiliten confirmar o rectificar criterios

    o puntos de vista asumidos (art. 70). Esto se remite, nuevamente,

    al carcter dialogstico de la decisin judicial y a la necesidad de

    135 Cfr. PLATAS PACHECO, Mara del Carmen, Prudencia y justicia: exigencias de la tica judicial en Revista del Instituto de la Judicatura Federal, 21, 2006, pp. 198-200.136 Cfr. GADAMER, Hans-Georg, Verdade e mtodo I, op. cit., p. 355.137 Cfr. HASSEMER, Winfried, Introduo..., op. cit., pp. 96-97.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 105 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • 106 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    sobre questes jurdicas ou fticas sobre as quais os litigantes

    argumentam e contra-argumentam.

    Ao passar sua pr-comprenso pelo crivo da racionalidade,138 em

    um esforo para maximizar a objetividade de sua deciso (Cdigo

    Modelo, art. 72), o Juiz submete a soluo que cogita adotar a uma

    operao de filtragem cultural e tcnica, conforme exigncias de

    mtodo e do quadro de pautas processuais constitucionalmente

    determinadas.139 Que o Juiz deva, frequentemente, fazer uma

    verdadeira cirurgia sobre as prprias impresses e emoes140 no

    significa, contudo, que sua deciso dever deixar de considerar

    outras consequncias pessoais, familiares ou sociais desfavorveis

    surgidas pela inevitvel abstrao e generalidade das leis

    (Cdigo Modelo, art. 36). Em nenhuma hiptese racionalidade

    e impessoalidade devem ser confundidas com abandono das

    exigncias de equidade. A conciliao entre racionalidade e equidade

    obtm-se pelo princpio da universalizao. No por outro motivo

    que o Cdigo Modelo conceitua o Juiz equitativo como aquele que

    sem transgredir o Direito vigente tem em considerao as

    peculiaridades do caso e toma resolues baseado em critrios

    coerentes com os valores do ordenamento e que possam estender-se

    138 O crculo no deve ser rebaixado a um vitiosum, mesmo que apenas tolerado. Nele se esconde a possibilidade positiva do conhecimento mais originrio que, de certo, s pode ser apreendida de modo autntico se a interpretao tiver compreendido que sua primeira, nica e ltima tarefa de no se deixar guiar, na posio prvia, na concepo prvia, por conceitos ingnuos e chutes. Ela deve, na elaborao da posio prvia, da viso prvia e da concepo prvia, assegurar o tema cientfico a partir das coisas elas mesmas. MARTIN HEIDEGGER, Ser e tempo, vol. 1, Petrpolis, Vozes, 1989, p. 210. Apud GADAMER, Hans-Georg, Verdade e Mtodo II. Petrpolis: Vozes, 2002, p. 74.139 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, tica de la funcin de juzgar, op. cit., p. 58.140 Cfr. Idem.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 106 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 107

    motivacin sobre cuestiones jurdicas o fcticas sobre las cuales los

    litigantes argumentan y contra argumentan.

    Al pasar su pre-comprensin por el tamiz de la racionalidad,138 en

    un esfuerzo para maximizar la objetividad de su decisin (Cdigo

    Modelo, art. 72), el Juez somete la solucin que piensa adoptar para

    una operacin de filtro cultural y tcnico, conforme exigencias de

    mtodo y del marco de pautas procesales constitucionalmente

    determinadas.139 Que el Juez deba, frecuentemente, hacer una ver-

    dadera ciruga de las propias impresiones y emociones140 no significa,

    sin embargo, que su decisin deber dejar de considerar otras

    consecuencias personales, familiares o sociales desfavorables

    surgidas por la inevitable abstraccin y generalidad de las leyes

    (Cdigo Modelo, art. 36). No debe confundirse, bajo ninguna hip-

    tesis, la racionalidad y la impersonalidad con el abandono de las

    exigencias de equidad. La conciliacin entre racionalidad y equidad

    se obtiene por el principio de la universalizacin. No es por otro

    motivo que el Cdigo Modelo concepta al Juez equitativo como

    aqul que sin transgredir el Derecho vigente considera las pecu-

    liaridades del caso y toma resoluciones con base en criterios cohe-

    rentes con los valores del ordenamiento y que puedan extenderse a

    138 El crculo no debe rebajarse a un vitiosum, aunque slo se tolere. En l se esconde la posibilidad positiva del conocimiento ms originario que, en verdad, slo puede aprehen-derse de modo autntico si la interpretacin comprendiera que su primera, nica y ltima tarea es la de no se dejar guiar, en la posicin previa, en la concepcin previa, por conceptos ingenuos y conjeturas. Ella debe, en la elaboracin de la posicin previa, de la visin previa y de la concepcin previa, asegurar el tema cientfico a partir de las cosas en s mismas. HEIDEGGER, Martin, Ser e tempo, vol. 1, Vozes, Petrpolis, 1989, p. 210, citado por GADAMER, Hans-Georg, Verdade e Mtodo II, Vozes, Petrpolis, 2002, p. 74.139 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, tica de la funcin de juzgar, op. cit., p. 58.140 Cfr. Idem.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 107 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • 108 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    a todos os casos substancialmente semelhantes (art. 37, itlico

    acrescentado). Ao aplicar a equidade, o Juiz deve mostrar

    motivadamente, de acordo com os critrios do discurso jurdico

    racional, que sua deciso no uma corazonada, nem se baseia em

    critrios ad hoc.

    3. Conhecimento e capacitao

    Uma aplicao correta do direito, de acordo com os critrios da

    justificao racional, pressupe o conhecimento da ordem jurdica

    por parte do Juiz. o estudo permanente, srio e sistemtico,

    a alavanca propiciadora de melhor opo, dentre as mltiplas

    escolhas possveis.141 Com efeito, dispe o art. 28 do Cdigo Modelo

    que a exigncia de conhecimento e de capacitao permanente

    dos Juzes tem, como fundamento, o direito dos processveis e

    da sociedade em geral para obter um servio de qualidade na

    administrao de justia. A realizao do dever tico de

    conhecimento e capacitao contnua instrumentaliza e otimiza a

    realizao das exigncias de motivao e, consequentemente,

    favorece a obteno de solues jurdicas adequadas nos casos

    levados ao Judicirio.

    O reconhecimento da necessria abertura do direito a influncias

    da tica, da economia, da poltica, da sociologia e de vrios

    outros campos do conhecimento exige uma contnua formao

    interdisciplinar do Juiz. Se o conhecimento judicial h de ser rigoroso,

    141 Cfr. NALINI, Jos Renato, O Juiz e suas atribuies funcionais. Introduo deontologia da magistratura, pp. 1-16. Em: LAZZARINI, Alvaro; NALINI, Jose Renato, Curso de deontologia da magistratura, Sao Paulo, Saraiva, 1992, aqui p. 2.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 108 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 109

    todos los casos substancialmente semejantes (art. 37, las cursivas

    son nuestras). Al aplicar la equidad, el Juez debe mostrar motivada-

    mente, de acuerdo con los criterios del discurso jurdico racional, que

    su decisin no es una corazonada, ni se basa en criterios ad hoc.

    3. Conocimiento y capacitacin

    Una aplicacin correcta del derecho, de acuerdo con los criterios de

    la justificacin racional, presupone el conocimiento del orden jur-

    dico por parte del Juez. El estudio permanente, serio y sistemtico,

    es la palanca propiciadora de una mejor opcin, dentro de las

    ml tiples elecciones posibles.141 En efecto, el art. 28 del Cdigo Mode-

    lo dispone que la exigencia de conocimiento y de capacitacin per-

    manente de los Jueces tiene, como fundamento, el derecho de los

    procesables y de la sociedad en general para obtener un servicio de

    calidad en la administracin de justicia. La realizacin del deber

    tico de conocimiento y capacitacin continua, instrumentaliza y

    optimiza la realizacin de las exigencias de motivacin y, conse-

    cuentemente, favorece la obtencin de soluciones jurdicas adecua-

    das en los casos llevados a la jurisdiccin.

    El reconocimiento de la apertura necesaria del derecho a influen-

    cias de la tica, la economa, la poltica, la sociologa y varios otros

    campos del conocimiento exige una continua formacin interdisci-

    plinar del Juez. Si el conocimiento judicial ha de ser riguroso, el Juez

    deber hacer propios los criterios que se tienen como vlidos en

    141 Cfr. NALINI, Jos Renato, O juiz e suas atribuies funcionais. Introduo deontolo-gia da magistratura en LAZZARINI, lvaro y NALINI, Jose Renato, Curso de deontologia da magistratura, Saraiva, Sao Paulo, 1992, p. 2.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 109 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • 110 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    o Juiz dever fazer prprios os critrios que so tidos como vlidos

    em outros mbitos do conhecimento.142 Da a exigncia de que o

    dever de formao continuada do Juiz se estenda tanto s matrias

    especificamente jurdicas quanto ao que se refere aos conhecimentos e

    tcnicas que possam favorecer o melhor cumprimento das funes

    judiciais (Cdigo Modelo, art. 30). Quanto melhor o preparo

    intelectual do Juiz, nas mais diversas reas do conhecimento, tanto

    melhor ser, ceteris paribus, a justificao das suas decises.

    4. Responsabilidade institucional

    Dispe o Cdigo Modelo, em ser art. 43, que cabe aos membros do

    Poder Judicirio promover na sociedade uma atitude, racionalmente

    fundada, de respeito e confiana para com a administrao de

    justia. O reconhecimento da responsabilidade institucional do Juiz

    refora a exigncia de que a qualidade no exerccio da justia no

    apenas uma questo individual de cada Juiz, mas requer uma

    estrutura institucional apropriada.143 O cumprimento do dever de

    zelar pela dignidade da Justia exige do Juiz, por isso, um compromisso

    ativo no bom funcionamento de todo o sistema judicial (Cdigo

    Modelo, art. 42).

    A motivao das decises, em vrios aspectos, cumpre

    importante papel no exerccio da responsabilidade institucional

    dos Juzes. O primeiro deles diz respeito prpria funo da

    motivao como elemento de legitimao do exerccio do poder

    142 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, tica de la funcin de juzgar, op. cit., p. 63.143 Cfr. ATIENZA, Manuel; VIGO, Rodolfo Luiz, Cdigo Iberoamericano de tica Judicial, Braslia, CJF, 2008, p. 16.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 110 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 111

    otros mbitos del conocimiento.142 De ah la exigencia de que

    el deber de formacin continuada del Juez se extienda tanto a

    las materias especficamente jurdicas como a lo que se refiere a los

    conocimientos y tcnicas que puedan favorecer el mejor cum-

    plimiento de las funciones judiciales (Cdigo Modelo, art. 30).

    Mientras mejor sea la preparacin intelectual del Juez, en las ms

    diver sas reas del conocimiento, mejor ser, ceteris paribus, la justi-

    ficacin de sus decisiones.

    4. Responsabilidad institucional

    El Cdigo Modelo dispone, en el art. 43, que corresponde a los miem-

    bros del poder Judicial promover en la sociedad una actitud, racio-

    nalmente fundada, de respeto y confianza con la administracin

    de justicia. El reconocimiento de la responsabilidad institucio-

    nal del Juez refuerza la exigencia de que la calidad en el ejercicio de

    la justicia no es slo una cuestin individual de cada Juez, sino que

    requiere una estructura institucional apropiada.143 El cumplimiento

    del deber de celar por la dignidad de la Justicia exige del Juez, por

    eso, un compromiso activo en el buen funcionamiento de todo el

    sistema judicial (Cdigo Modelo, art. 42).

    La motivacin de las decisiones, en varios aspectos, desempea

    un papel importante en el ejercicio de la responsabilidad institucio-

    nal de los Jueces. El primero de ellos se refiere a la propia funcin de

    la motivacin como elemento de legitimacin del ejercicio del poder

    142 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs, tica de la funcin de juzgar, op. cit., p. 63.143 Cfr. ATIENZA, Manuel y VIGO, Rodolfo Luis, Cdigo Iberoamericano de tica Judicial, CJF, Braslia, 2008, p. 16.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 111 15/03/2012 02:25:28 p.m.

  • 112 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    judicial. Se uma deciso desprovida de razes , em princpio, uma

    deciso arbitrria (Cdigo Modelo, art. 20), ento lcito afirmar que

    uma motivao omissa ou gravemente deficiente pode minar a

    confiana social no aparelho judicirio.

    O segundo aspecto refere-se ao reconhecimento da linguagem

    judicial como elemento integrante do processo de legitimao

    cumprido pela motivao das decises.144 O excesso injustificvel

    de linguagem, seja pela utilizao de termos desrespeitosos,

    seja pelo emprego de expresses chulas ou vulgares, rendem

    desprestgio ao Judicirio.145 Tambm devem ser evitados o

    tecnicismo abstrato, por meio de exposies inteis ou de difcil

    entendimento para os destinatrios da jurisdio,146 e a veiculao

    de argumentos de modo exageradamente conciso, que no permita

    a completa compreenso dos razes expostas (Cdigo Modelo,

    art. 27). Em suma, quanto mais adequada a linguagem usada

    na motivao, tanto maior ser a contribuio preservao

    da credibilidade do Judicirio na sociedade.

    O terceiro aspecto da conexo entre motivao e

    responsabilidade institucional reside no valor da segurana jurdica.

    A obrigatoriedade da motivao condio do funcionamento

    eficaz dos mecanismos destinados a promover a uniformizao

    da jurisprudncia, para a qual so as teses jurdicas que importam,

    144 Cfr. BENETI, Sidnei Agostinho, Da conduta do Juiz, 3a. ed., rev. So Paulo: Saraiva, 2003, p. 134.145 Cfr. ALIENDE, Aniceto Lopes, O paradigma de Juiz. O Juiz conforme a expectativa do Tribunal de Justia, pp. 37-46. Em: LAZZARINI, Alvaro; NALINI, Jose Renato, Curso de deontologia..., op. cit., p. 42.146 Cfr. BENETI, Sidnei Agostinho, Da conduta do Juiz..., op. cit., pp. 25-26.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 112 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 113

    judicial. Si una decisin desprovista de razones es, en principio, una

    decisin arbitraria (Cdigo Modelo, art. 20), entonces es lcito afir-

    mar que una motivacin omisa o gravemente deficiente puede

    minar la confianza social en el aparato judicial.

    El segundo aspecto se refiere al reconocimiento del lenguaje judi-

    cial como elemento integrante del proceso de legitimacin cum plido

    por la motivacin de las decisiones.144 El exceso injustificable del len-

    guaje, ya sea por la utilizacin de trminos irrespetuosos, o por el

    empleo de expresiones prosaicas o vulgares, causan el desprestigio

    de la judicatura.145 Tambin deben evitarse el tecnicismo abstracto,

    por medio de exposiciones intiles o de difcil entendimiento para

    los destinatarios de la jurisdiccin,146 y la vehiculacin de argu-

    mentos de modo exageradamente conciso, que no permita la

    completa comprensin de las razones expuestas (Cdigo Modelo,

    art. 27). En suma, mientras ms adecuado sea el lenguaje usado

    en la mo tivacin, mayor ser la contribucin para la preservacin

    de la credibilidad del Judiciario en la sociedad.

    El tercer aspecto de la conexin entre motivacin y responsabili-

    dad institucional reside en el valor de la seguridad jurdica. La obliga-

    toriedad de la motivacin es condicin del funcionamiento eficaz

    de los mecanismos destinados a promover la uniformizacin de la

    jurisprudencia, para la cual lo que importa son las tesis jurdicas, y

    144 Cfr. BENETI, Sidnei Agostinho, Da conduta do juiz, 3a. ed., Saraiva, So Paulo, 2003, p. 134.145 Cfr. ALIENDE, Aniceto Lopes, O paradigma de juiz. O juiz conforme a expectativa do Tribunal de Justia en LAZZARINI, lvaro y NALINI, Jose Renato, Curso de deontologia..., op. cit., p. 42.146 Cfr. BENETI, Sidnei Agostinho, Da conduta do juiz..., op. cit., pp. 25-26.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 113 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • 114 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    e no as concluses nuas dos julgados.147 Se a deciso judicial

    contm uma motivao que exponha com clareza as circunstncias

    relevantes para a justificao de uma determinada soluo jurdica,

    ela tem aptido para ser manejada como precedente. A formao

    de um sistema coerente de precedentes gera segurana jurdica

    e alivia o peso da motivao na soluo dos casos semelhantes

    que sobrevierem.

    Uma vez aceito o pressuposto de que a interpretao

    dos tribunais superiores prevalece sobre a dos demais rgos

    judicirios, a antecipao dos entendimentos j consolidados nas

    decises dos Juzes que esto na base da estrutura judicial

    contribui para evitar a tramitao de recursos desnecessrios e

    a criao de ilusrias expectativas, no jurisdicionado, de um xito

    processual que nunca vir.148 Isso tambm leva a reconhecer que,

    sempre que se pretender superar um precedente (overruling),

    o dever de responsabilidade institucional pr-configura uma

    estruturao mnima da motivao respectiva. Com efeito,

    qualquer mudana jurisprudencial deve se fazer acompanhar

    de uma motivao que no somente leve em conta as razes

    utilizadas no precedente at ento aplicvel, mas sobretudo que

    mostre por que seria aceitvel, diante do peso dos princpios da

    isonomia e da segurana jurdica, dar para casos novos uma

    soluo jurdica distinta da aplicada a casos substancialmente

    iguais apreciados at ento.

    147 Cfr. BARBOSA MOREIRA, Jos Carlos, A motivao das decises judiciais..., op. cit., p. 87.148 Cfr. PARGENDLER, Ari, Apresentao da edio brasileira do Cdigo Iberoamericano de tica Judicial. Em: ATIENZA, Manuel; VIGO, Rodolfo Luiz, Cdigo Iberoamericano..., op. cit., p. 5.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 114 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 115

    no las conclusiones desnudas de los juzgados.147 Si la decisin judi-

    cial contiene una motivacin que exponga con claridad las circuns-

    tancias relevantes para la justificacin de una determinada solucin

    jurdica, esta tiene aptitud para manejarse como precedente. La for-

    macin de un sistema coherente de precedentes genera seguridad

    jurdica y alivia el peso de la motivacin en la solucin de los casos

    semejantes que sobrevengan.

    Una vez que se acepta el presupuesto de que la interpretacin de

    los tribunales superiores prevalece sobre la de los dems rga-

    nos judiciales, la anticipacin de los entendimientos ya consoli-

    dados en las decisiones de los Jueces que estn en la base de la

    estructura judicial contribuye a evitar la tramitacin de recursos

    innecesarios y la creacin de expectativas ilusorias, en el justicia-

    ble, de un xito procesal que nunca llegar.148 Esto tambin lleva

    a reconocer que, siempre que se pretenda superar un precedente

    (overruling), el deber de responsabilidad institucional pre-configura

    una estructuracin mnima de la motivacin respectiva. En efecto,

    cualquier cambio jurisprudencial debe hacerse acompaar de una

    motivacin que no solamente considere las razones utilizadas en el

    precedente hasta entonces aplicable, sino sobre todo que muestre

    por qu sera aceptable, frente al peso de los principios de isonoma

    y seguridad jurdica, darle a los casos nuevos una solucin jurdica

    distinta de la aplicada a casos substancialmente iguales apreciados

    hasta entonces.

    147 Cfr. BARBOSA MOREIRA, Jos Carlos, A motivao das decises judiciais..., op. cit., p. 87.148 PARGENDLER, Ari, Apresentao da edio brasileira do Cdigo Iberoamericano de tica Judicial en ATIENZA, Manuel; VIGO, Rodolfo Luis, Cdigo Iberoamericano..., op. cit., p. 5.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 115 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • 116 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    5. Diligncia

    No mundo todo a justia vem sendo julgada com severidade por sua

    lentido.149 Os perodos longos, s vezes absurdos, de tramitao

    dos processos representam o principal fator de crise do sistema

    processual.

    Embora a devida considerao de um caso merece precedncia

    sobre presses pela produtividade do Juiz,150 certo que a espera

    por uma deciso judicial no pode se prolongar demasiadamente.

    O conhecido aforismo cunhado por Ruy Barbosa, de que justia

    tardia no justia, seno injustia qualificada e manifesta,

    reafirmado no art. 73 do Cdigo Modelo, complementa-se com

    a enunciao, no art. 74, de que o Juiz deve procurar que os

    processos sob a sua responsabilidade tenham uma resoluo num

    prazo razovel.

    A exiguidade de tempo pode levar o Juiz, em seu labor dirio, a

    ter dificuldades em conciliar o dever de motivar corretamente

    suas decises com o dever de entregar uma prestao jurisdicional

    sem demora. Uma ponderao, em tais casos, pode ser necessria,

    para que nenhum dos deveres seja desproporcionalmente sacrificado.151

    Que esse dilema exista e seja lamentavelmente frequente na

    149 Cfr. NALINI, Jos Renato, tica geral e profissional, 6a. ed., rev., atual. e ampl. So Paulo: Revista dos Tribunais, 2008, p. 317.150 Cfr. NAES UNIDAS (ONU). GRUPO DE INTEGRIDADE JUDICIAL, Comentrios aos princpios de Bangalore de conduta judicial, Braslia, CJF, 2008, p. 58.151 Nesse sentido, a recomendao constante na Exposio de Motivos do Cdigo Modelo de que a tica judicial deve ser proposta e aplicada a partir de uma lgica ponderativa, que busca um ponto razovel de equilbrio entre uns valores e outros.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 116 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 117

    5. Diligencia

    En todo el mundo la justicia ha sido juzgada con severidad por su

    lentitud.149 Los perodos largos, a veces absurdos, de tramitacin

    de los procesos representan el principal factor de crisis del sistema

    procesal.

    Aunque la consideracin debida de un caso merece precedencia

    sobre presiones por la productividad del Juez,150 es cierto que la

    espera por una decisin judicial no puede prolongarse demasiado.

    El conocido aforismo acuado por Ruy Barbosa, de que justicia

    tarda no es justicia, sino injusticia calificada y manifiesta, reafir-

    mado en el art. 73 del Cdigo Modelo, se complementa con la

    enunciacin, en el art. 74, de que el Juez debe buscar que los pro-

    cesos bajo su responsabilidad tengan una resolucin en un plazo

    razonable.

    La exigidad de tiempo puede llevar al Juez, en su labor diaria, a

    tener dificultades en conciliar el deber de motivar correctamente

    sus decisiones con el deber de entregar una prestacin jurisdiccional sin

    demora. En tales casos, puede ser necesaria una ponderacin, para

    que ninguno de los deberes se sacrifique desproporcionalmente.151 Que

    ese dilema exista y sea lamentablemente frecuente en la rutina

    149 Vid. NALINI, Jos Renato, tica geral e profissional, 6a. ed., Revista dos Tribunais, So Paulo, 2008, p. 317.150 Cfr. NAES UNIDAS (ONU). GRUPO DE INTEGRIDADE JUDICIAL, Comentrios aos princpios de Bangalore de conduta judicial, CJF, Braslia, 2008, p. 58.151 En ese sentido, la recomendacin constante en la Exposicin de Motivos del Cdigo Modelo de que la tica judicial debe ser propuesta y aplicada a partir de una lgica ponde-rativa, que busque un punto razonable de equilibrio entre unos valores y otros.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 117 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • 118 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    rotina diria dos Juzes no pode significar qualquer resignao

    com a mediocridade. Destaca-se, a propsito, a lio de Sidnei

    Beneti:

    Temos de realizar a magistratura de massa e demos de realizar a

    magistratura artesanal, organizando nosso trabalho para que os

    casos de massa no tomem todo o tempo necessrio soluo

    naturalmente demorada dos casos artesanais. Temos que ser bons

    profissionais no trabalho em srie, para que possamos ser

    bons Juzes-artesos.152

    152 Cfr. BENETI, Sidnei Agostinho, Da conduta do Juiz..., op. cit., p. 10.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 118 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 119

    diaria de los Jueces no puede significar cualquier resignacin a

    la mediocridad. Se destaca, a propsito, la enseanza de Sidnei

    Beneti:

    Tenemos que realizar la magistratura de masa y debemos de

    realizar la magistratura artesanal, organizando nuestro trabajo

    para que los casos de masa no tomen todo el tiempo necesario a la

    solucin naturalmente demorada de los casos artesanales. Tene-

    mos que ser buenos profesionales en el trabajo en serie, para que

    podamos ser buenos Jueces-artesanos.152

    152 Cfr. BENETI, Sidnei Agostinho, Da conduta do juiz..., op. cit., p. 10.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 119 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • 120

    CaPtulo V

    Concluso

    No Estado de Direito Constitucional de nossos dias no se admite

    que o desempenho da funo judicial seja fruto de capricho ou mero

    exerccio de autoridade. O jurisdicionado pede razes. Por isso,

    as decises judiciais somente se legitimam quando estiverem

    adequadamente justificadas.

    Diante na necessria abertura da justificao judicial a

    argumentos prticos gerais, tanto nas questes de direito como

    nas questes de fato, a motivao das decises dos Juzes apenas

    d bom resultado quando realizada de acordo com os procedimentos

    e os critrios do discurso racional.

    Se as decises judiciais promovem uma pretenso de correo,

    a prestao jurisdicional ser tanto mais prxima do ideal de

    excelncia quanto melhor for a justificao das escolhas do Juiz.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 120 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • 121

    CaPtulo V

    Conclusin

    En el Estado de Derecho Constitucional de nuestros das no se admi-

    te que el desempeo de la funcin judicial sea fruto del capricho o el

    simple ejercicio de autoridad. El justiciable pide razones. Por eso,

    las decisiones judiciales solamente se legitiman cuando estn ade-

    cuadamente justificadas.

    Frente a la necesaria apertura de la justificacin judicial a argu-

    mentos prcticos generales, tanto en las cuestiones de derecho

    como en las cuestiones de facto, la motivacin de las decisiones de

    los Jueces slo da buen resultado cuando se realiza de acuerdo

    con los procedimientos y los criterios del discurso racional.

    Si las decisiones judiciales promueven una pretensin de correc-

    cin, la prestacin jurisdiccional estar mucho ms prxima del ideal

    de excelencia mientras mejor sea la justificacin de las elecciones

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 121 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • 122 Motivao judicial sob a perspectiva tica

    O dever de motivao cumpre, assim, um importante papel na

    busca da perfeio judicial. Conectada realizao de outras

    exigncias ticas dos Juzes, a realizao otimizada do dever de

    motivar tem aptido para contribuir significativamente para o

    fortalecimento da credibilidade social do Poder Judicirio.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 122 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 123

    del Juez. El deber de motivacin cumple, as, un importante papel en

    la bsqueda de la perfeccin judicial. Conectada a la realizacin de

    otras exigencias ticas de los Jueces, la realizacin optimizada del

    deber de motivar tiene aptitud para contribuir significativamente

    al fortalecimiento de la credibilidad social del poder Judicial.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 123 15/03/2012 02:25:29 p.m.

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    Edicin digital a partir de Doxa: Cuadernos de Filosofa del Derecho,

    n. 29, 2006.

    , Interpretao jurdica: do modelo juspositivista-legalista

    do sculo XIX s novas perspectivas. Traduo de Susana Elena Dalle

    Mura. So Paulo: Revista dos Tribunais, 2005.

    ZAGREBELSKY, Gustavo, El derecho dctil: ley, derechos, justicia.

    Traduo de Marina Gascn Abelln, 4a. edio, Madrid,

    Editorial Trotta, 2002.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 134 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • Motivacin judicial desde la perspectiva tica 135

    , La prueba de los hechos, Trotta, Madrid, 2005.

    TROPER, Michel, El poder judicial y la democracia, Isonoma:

    Revista de Teora y Filosofa del Derecho, n. 18, abril 2003. Edicin

    digital de la Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Alicante,

    2005.

    VARELA, Casimiro, Valoracin de la prueba, 2a. ed., Astrea, Buenos

    Aires, 1999.

    VIGO, Rodolfo Luis, tica Judicial. Su especificidad y responsabi-

    lidad, Revista CEJ, n. 32, v. 10, 2006.

    , tica judicial e interpretacin jurdica, Doxa:

    Cuadernos de Filosofa del Derecho, n. 29, 2006. Edicin digital de

    la Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Alicante, 2009.

    , Interpretao jurdica: do modelo juspositivista-legalista

    do sculo XIX s novas perspectivas, Traduo de Susana Elena Dalle

    Mura, Revista dos Tribunais, So Paulo, 2005.

    ZAGREBELSKY, Gustavo, El derecho dctil: ley, derechos, justicia,

    Traduo de Marina Gascn Abelln, 4a. ed., Trotta, Madrid,

    2002.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 135 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • MOTIVAO JUDICIAL

    Segundo lugar

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 136 15/03/2012 02:25:29 p.m.

  • Segundo lugar

    Jos Sebastin Gmez Smano**

    LA MOTIVACIN JUDICIAL *

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 137 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 138 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • * A mis queridos padres, a quienes les debo todo: Miguel ngel Gmez Gmez Vidal y Laura Elena Smano Tajonar.A mis hermanos, sobrina, tos y primo.A la noble institucin de la Suprema Corte de Justicia de la Nacin, especialmente a su Ministro Presidente Juan N. Silva Meza, a Claudia Alatorre Villaseor y Paola Yaber Coronado.A la Universidad Nacional Autnoma de Mxico en su centenario;a la Facultad de Dere-cho de la Universidad Panamericana en su cuadragsimo aniversario; y al Bufete Jurdico Gratuito de la Universidad Panamericana a quienes les debo gran parte de mi formacin profesional.Y sobre todo Al Camino, la Verdad y la Vida.

    ** Profesional operativo adscrito a la Presidencia de la Suprema Corte de Justicia de la Nacin.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 139 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • 140

    Introduo

    Non ratione imperii sed

    rationis imperio***

    Hoje, estamos vivendo uma mudana de paradigma no sistema

    judicirio, o papel do Juiz no se limita mais a um mero aplicador

    da lei, a bouche de la loi, ou um fantoche do legislador, mas agora

    o Juiz atua como guardio da democracia, da supremacia da

    Constituio e dos direitos humanos, como generador do direito

    lembre-se a frase anglo-sax Lei ou a Constituio o que os

    Juzes dizem que dice e, naturalmente, para assegurar que seja

    feita justia.

    O que procuramos estabelecer neste artigo que a obrigao

    de motivar um elemento para o efetivo exerccio de um estado

    *** No por motivo de fora, mas pela fora da razo.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 140 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • 141

    Introduccin

    Non ratione imperii sed

    rationis imperio***

    En la actualidad, se est viviendo un cambio de paradigma de la

    funcin judicial, el papel del Juez ya no se circunscribe a ser un mero

    aplicador de la ley, una bouche de la loi, o bien, un ttere del legislador;

    ahora el Juez acta como un guardin de la democracia, de la supre-

    maca de la constitucin y los derechos humanos, como creador del

    derecho recurdese la frase anglosajona la ley o la Cons titucin

    es lo que dicen los jueces que dice y, naturalmente, como garante

    de que se realice la justicia.

    Lo que se tratar de establecer en este trabajo es que la obli-

    gacin de motivar es un elemento para la efectiva vigencia de un

    *** No por la razn de la fuerza, sino por la fuerza de la razn.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 141 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • 142 Motivao judicial

    democrtico e constitucional de Direito, pelo que no dever da

    motivao, no havia necessidade de os reis das monarquias

    antigas, porque acreditava-se que no poderia cometer erros, ao

    ser sua vontade divina, nem um atributo de ditadores que

    impem sua vontade sem motivo ou razo, mas como arbitrariedade

    e fora.1

    Alm disso, esse texto tem como um de seus eixos apresentar

    um fundamento ontolgico e dever tico de fundamentao das

    decises, porque as motivaes devem ser um canal que permita

    a execuo da deciso por fora de razo, e no por argumento

    da fora.

    A motivao, conforme o discutido neste estudo ser um dos

    elementos que legitimam as decises judiciais e, portanto, a

    funo jurisdicional no contexto atual, levando em considerao

    que o Juiz no tem para a sociedade e expressa uma legitimidade

    clara, porque o executivo e o legislativo derivam sua legitimidade na

    vontade popular, ou seja, estes tm um endosso democrtica, em

    vez disso o Judicirio carece desse fundamento, por isso, levanta

    a questo inevitvel: como legtimos o Juiz ante uma sociedade

    democrtica?

    Diante disso, distinguira-se a legitimidade das decises judiciais

    sentenas a partir da justia da deciso devidamente justificada

    e fundamentada sobre a motivao e legitimidade da funo

    1 CASTILLO ALVA, Jos Luis, et. al., Razonamiento judicial, ARA Editores, Lima, 2006, p. 367.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 142 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • La motivacin judicial 143

    estado democrtico y constitucional de Derecho, pues el deber

    de motivacin no era menester de los reyes de las antiguas monar-

    quas, pues se crea que ellos no podan equivocarse, al ser su vo-

    luntad la divina, ni es atributo de los dictadores que imponen su

    voluntad no con la razn ni por la razn, sino con la arbitrariedad y

    por la fuerza.1

    Asimismo, el presente texto tendr como uno de sus ejes el pre-

    sentar una fundamentacin ontolgica y tica del deber de motivar

    las sentencias, pues la motivacin debe ser un canal que posibilite

    el cumplimiento de la decisin por la fuerza de la razn, y no por la

    razn de la fuerza.

    La motivacin, como se expondr en este estudio, ser uno de

    los elementos que legitimarn las decisiones judiciales y, por ende, la

    funcin jurisdiccional en el contexto actual, teniendo en considera-

    cin que el juzgador no presenta ante la sociedad una clara y mani-

    fiesta legitimidad, pues tanto el poder Ejecutivo como el Legislativo

    obtienen su legitimacin en la voluntad popular; es decir, cuentan

    estos ltimos con un respaldo democrtico, siendo que el Judicial

    carece en general de dicho fundamento, por lo cual, surge la pregunta

    ineludible: cmo se legitima el Juez ante una sociedad democrtica?

    Dado lo anterior, se distinguir la legitimidad de las resoluciones

    judiciales sentencias las cuales provendrn de la justicia de la

    decisin debidamente justificada y razonada en la motivacin, y

    1 CASTILLO ALVA, Jos Luis, et. al., Razonamiento judicial, ARA Editores, Lima, 2006, p. 367.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 143 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • 144 Motivao judicial

    judicial, que vem como resultado da motivao adequada das

    decises judiciais. Nesse sentido, a fundamentao das sentenas

    originara de forma gradual que o Juiz goze de auctoritas, e isso

    vai contribuir para a legitimao do Juiz em uma sociedade

    democrtica.

    Por fim, pertinente salientar que, devido natureza do texto,

    que uma monografia, com um esforo educacional ir silenciar

    algumas nuances2 para dar uma viso geral esquemtica de

    motivao, sendo que quedaram adiadas para outra mais

    abrangente onde se desenvolva mais plenamente a questo.

    2 Cfr. LUIS VIGO, Rodolfo, De la ley al Derecho, Porra, Mxico, 2005, p. 4.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 144 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • La motivacin judicial 145

    la legitimidad de la funcin judicial, la cual, provendr como conse-

    cuencia de la debida motivacin de las sentencias judiciales. En este

    sentido, la motivacin de las sentencias generar de manera paula-

    tina que el juzgador goce de auctoritas, y sta coadyuvar a legi timar

    al Juez en una sociedad democrtica.

    Por ltimo, es pertinente sealar que debido al carcter del texto,

    el cual, es un trabajo monogrfico, con un afn pedaggico se silen-

    ciarn algunos matices2 para dar una visin esquemtica y general

    de la motivacin, siendo que stas quedarn postergadas para otros

    trabajos ms exhaustivos donde se desarrollar con mayor ampli-

    tud el tema.

    2 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, De la ley al Derecho, Porra, Mxico, 2005, p. 4.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 145 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • 146

    CaPtulo i

    Origens da motivao

    Voltando algumas palavras ditas pelo grande advogado Ccero,

    em relao importncia da histria, quando ele afirma: historia

    est vero testis temporum, lux veritatis, vita memoriae, magistra

    vitae, vetustatis nuntia (a histria verdadeira testemunha dos

    tempos, luz da verdade, vida da memria, a mestra da vida e

    arauto da antiguidade),3 a seguir ser feita uma breve referncia

    ao desenvolvimento que tem sido a motivao para a funo

    judicial.

    Naturalmente, e necessrio partir de direito romano, cuja fase

    clssica (130 aC-230 dC),4 mostra que no havia obrigao de

    fundamentar as decises. No entanto, embora no houvesse essa

    3 De Oratore, livro II, Cap. 9, 36.4 Cfr. D ORS, lvaro, Derecho Privado Romano, EUNSA, Pamplona, 2004, p. 40.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 146 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • 147

    CaPtulo i

    Orgenes de la Motivacin

    Retomando unas palabras que pronunci el gran abogado Marco

    Tulio Cicern en relacin a la importancia de la historia, cuando

    seala: historia vero est testis temporum, lux veritatis, vita memoriae,

    magistra vitae, nuntia vetustatis (la historia es verdadero testigo de los

    tiempos, luz de la verdad, vida de la memoria, maestra de la vida y

    heraldo de la antigedad),3 a continuacin se presentar una breve

    referencia al desenvolvimiento que ha tenido la motivacin en la

    funcin jurisdiccional.

    Naturalmente, debemos partir del Derecho Romano, en cuya

    etapa clsica (130 a.C-230 d.C)4 se constata que no exista obli-

    gacin de motivar las sentencias. Sin embargo, a pesar de que no

    3 CICERN, Marco Tulio, De Oratore, lib. II, Cap. 9, 36.4 Cfr. D ORS, lvaro, Derecho Privado Romano, EUNSA, Pamplona, 2004, p. 40.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 147 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • 148 Motivao judicial

    obrigao, nesse perodo especfico, geralmente de acordo com

    fontes histricas, que eles si esto motivados.5

    Isso explicado, considerando que, apesar de o papel dos

    Juzes limitado a condenar ou absolver o ru, agia sobre ele actio

    si iudex litem suam fecerit atravs da qual representaram o volume

    de negcios se agiam dolosa ou culposamente, de tal forma que

    o Juiz justificava sua sentena com mais preciso possvel, a fim

    de evitar a referida ao contra ele.6

    No ps-clssico (230-527 dC),7 do direito romano e as

    disposies esto em imperial, no sculo IV dC, a obrigao de

    fundamentar as decises, que so necessrios para compor frases

    que no foram, de repente non subitas), e que o Juiz antes de emitir

    a sentena considera ad plenum recenseat os elementos do processo,

    de modo que, uma vez que ele tinha formulado sua opinio,

    escrever e revisar ou reler, evitando males maiores do que rastrear

    um novo processo.8

    No entanto, durante o perodo da Ius Commune, especialmente

    entre os sculos XI-XIII, esto redescobrindo o Digesto do Imperador

    5 Conseqentemente, entre os requisitos formais para a validade da sentena, a qualquer tempo, exigir a motivao ou justificao, que no comeado a analisar o seu impacto nos casos em que o tribunal incluiu na sua deciso, en Cuadernos de Historia del Derecho, n. 2, 1995, p. 14.6 Cfr. Ibidem, p. 19.7 Cfr. PADILLA SAHAGN, Gumesindo, Derecho romano, Mc Graw Hill, Mxico, 2006, p. 1.8 Cfr. MURILLO VILLAR, Alfonso, op. cit., p. 22.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 148 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • La motivacin judicial 149

    exista dicha obligacin en ese periodo especfico, lo comn, segn

    las fuentes histricas, es que stas s se motivaban.5

    Lo anterior, se explica teniendo en cuenta que no obstante la

    funcin de los jueces se limitaba a condenar o absolver al deman-

    dado, pesaba sobre ellos la actio si iudex litem suam fecerit, mediante

    la cual, respondan por la cuanta del negocio si es que fallaban do-

    losa o imprudencialmente, de tal suerte que el Juez sola justificar

    con la mayor precisin posible su sentencia a fin de que evitara la

    accin citada contra su persona.6

    En la etapa post-clsica (230-527 d.C)7 del Derecho Romano ya

    encontramos en las disposiciones imperiales, en el siglo IV d.C,

    la obligacin de motivar las sentencias, en las que se exige que las

    sentencias no fueran redactadas repentinamente (non subitas), y

    que el Juez previa la emisin de la sentencia considerara ad plenum

    recenseat los elementos del proceso, para que una vez que hubiera

    formulado su opinin, la escribiera y la revisara o releyera, evitando

    as males mayores que arrastraran un nuevo pleito.8

    Ahora bien, durante el periodo del Ius Commune, especialmen-

    te entre los siglos XI-XIII, se redescubre el Digesto del emperador

    5 En consecuencia, entre los requisitos formales exigidos para la validez de la senten-cia, en ningn momento se requiere su motivacin o fundamentacin, lo cual no empec para analizar su repercusin en aquellos casos en que el rgano juzgador la inclua dentro de su decisin MURILLO VILLAR, Alfonso, La motivacin de la sentencia en el proceso civil romano en Cuadernos de Historia del Derecho, n. 2, 1995, p. 14.6 Cfr. Ibidem, p. 19.7 Cfr. PADILLA SAHAGN, Gumesindo, Derecho romano, Mc Graw Hill, Mxico, 2006, p. 1.8 Cfr. MURILLO VILLAR, Alfonso, La motivacin, op. cit., p. 22.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 149 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • 150 Motivao judicial

    Justiniano, fonte entendida como a ratio scripta, tambm, emergiu

    a glosa notas de texto marginal romano. Os glosadores, como

    sabemos, acudiam as propores o brocardos latinos para fazer

    razoamentos juridicamente.

    Assim vemos que neste perodo no havia obrigao de

    fundamentar as decises, pois em geral em toda a Europa, as

    decises judiciais no estavam motivadas, bastando uma indicao

    del brocardo para ter por compreendidas e justificadas.9

    Mais tarde, entre os sculos XIV a XVIII, vemos que no h

    obrigao geral de fundamentao das decises, incluindo

    algumas disposies que probem o motivao das mesmas10

    v.gr. o decreto Sicut Nobis, onde os comentaristas desta disposio

    fizeram o princpio segundo a cual Iudex non tenetur exprimere

    causam in sententia.11

    No entanto, acima disto, podemos dizer em palavras de Michele

    Taruffo que a origem do princpio da obrigatoriedade das regras

    9 Cfr. COLOMER HERNNDEZ, Ignacio, La motivacin de las sentencias: sus exigencias constitucionales y legales, Tirant, Valencia, 2003, p. 62.10 Veja o lei 11-16-8 da Novsima Recopilacin (Real Cdula de 25-6-1768), que afirma: 5. Para evitar as leses resultantes da pratica das vistas na Audincia de Mallorca de motivar suas decises, levando a reflexes dos litigantes, consumindo muito tempo no mbito dos acrdos, que vm a ser um resumo do processo e as despesas que as partes continuam, comando de deixar a prtica, em conformidade com as palavras decisivas, como e observado no meu Conselho e na maioria dos tribunais do reino e que um exemplo do que foi determinado para Audincia de Mallorca , os Tribunais comuns, mesmo os privilegiados, no fundamentem as decises, como dantes, com as citaes e atentos, como se referia ao fato dos autos e dos fundamentos alegados pelas partes. Em NIETO, Alejandro, El arbitrio Judicial, Ariel, Barcelona, 2000, p. 143. 11 Os Juzes no so obrigados a declarar o motivo de sua deciso em COLOMER HERNNDEZ, Ignacio, op. cit., p. 64.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 150 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • La motivacin judicial 151

    Jus tiniano, en el que se entendi a esta fuente como la ratio scripta;

    asimismo, surgi la glosa anotaciones marginales del texto roma-

    no. Los glosadores, como se sabe, acudan a las proporciones o

    brocardos latinos para razonar jurdicamente.

    Encontramos as que en este periodo no exista la obligacin de

    motivar las sentencias, pues con carcter general en toda Europa,

    las decisiones judiciales no eran motivadas, ya que bastaba con la

    indicacin del brocardo para entenderlas justificadas.9

    Posteriormente, entre los siglos XIV a XVIII, constatamos que no

    existe en general la obligacin de motivar las sentencias, e inclusive,

    existen algunas disposiciones que prohben la motivacin de la

    misma10 v.gr. la Decretal Sicut Nobis, donde los comentaristas de

    dicha disposicin extrajeron el principio segn el cual Iudex non

    tenetur exprimere causam in sententia.11

    Ahora bien, expuesto lo anterior, podemos sealar en palabras

    de Michele Taruffo que el origen del principio de obligatoriedad en

    9 Cfr. COLOMER HERNNDEZ, Ignacio, La motivacin de las sentencias: sus exigencias constitucionales y legales, Tirant, Valencia, 2003, p. 62.10 Vase la ley 11-16-8 de la Novsima Recopilacin (Real Cdula de 25-6-1768) que seala: 5. Para evitar los perjuicios que resultan con la prctica que se observa en la Audiencia de Mallorca de motivar sus sentencias, dando lugar a cavilaciones de los liti-gantes, consumiendo mucho tiempo en la extensin de las sentencias, que vienen a ser un resumen del proceso, y las costas que a las partes se siguen; mando cese en dicha prctica atenindose a las palabras decisorias, como se observa en mi Consejo y en la mayor parte de los tribunales del Reyno y que a ejemplo de lo que ha prevenido para la Audiencia de Mallorca, los Tribunales ordinarios, incluso los privilegiados, excusen de motivar las sen-tencias, como hasta aqu, con los vistos y atentos, en que se refera el hecho de los autos y los fundamentos alegados por las partes. NIETO, Alejandro, El arbitrio Judicial, Ariel, Barcelona, 2000, p. 143.11 Los jueces no estn obligados a expresar la razn de su sentencia. COLOMER HERNNDEZ, Ignacio, La motivacin, op. cit., p. 64.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 151 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • 152 Motivao judicial

    processuais na Europa Continental um fenmeno que se situa na

    segunda metade do sculo XVIII.12

    O nascimento da obrigao de fundamentao e explicado,

    creio eu, pelas idias que permeiam a cincia do direito derivado do

    Iluminismo que trouxeram o colapso da estrutura que estava

    ancorada no ancien rgime, para abrir caminho a soberania popular,

    os direitos humano, e o sistema constitucional13 e, acima de tudo, a

    pedra angular do sistema ilustrado que foi a f na razo.

    Assim, descobrimos que o primeiro pas a exigir a obrigao de

    justificar a deciso por razes democrticas precisamente a

    Frana14 aps a Revoluo, sendo que em 1790 emitiu a lei de

    organizao judiciria e refere explicitamente, o referido no artigo

    208 da Constituio Francesa do ano III.

    Posteriormente, o dever de fundamentar as decises judiciais

    ao abrigo dos princpios do Iluminismo, est se infiltrando em

    diversos pases, como a Prssia, Itlia e outros pases continentais

    da tradio civil, para tornar-se um princpio geral na segunda

    metade do sculo XIX.15

    12 TARUFFO, Michele, La motivacin de la sentencia civil (Trad. Lorenzo Crdova Vianello), Tribunal Electoral del Poder Judicial de la Federacin, Mxico, 2006, p. 302.13 Cfr. FAZIO MARIANO, Historia de las ideas contemporneas, Rialp, Madrid, 2007, p. 67.14 Antes de Frana, ustria e Prssia foi obrigada a fundamentar as decises, mas o nico papel que eu tinha era de impugnar as decises, e no visto como um reflexo da democracia, ver TARUFFO, Michele, La motivacin..., op. cit., p. 310.15 Cfr. Ibidem, p. 313.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 152 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • La motivacin judicial 153

    los ordenamientos procesales de Europa Continental es un fen-

    meno que se ubica en la segunda mitad del siglo XVIII.12

    El nacimiento de la obligacin de motivar se explica, a mi juicio,

    por las ideas que impregnaron a la ciencia jurdica derivadas de la Ilus-

    tracin y que trajeron consigo, la cada de la estructura en que estaba

    anclada el ancien rgime, para dar paso a la soberana popular, los de-

    rechos del hombre, el sistema constitucional,13 y por encima de todo,

    la piedra angular del sistema ilustrado que fue la fe en la razn.

    As, encontramos que el primer pas que exige la obligacin de

    motivar la sentencia por razones democrticas es precisamente

    Francia,14 despus de la Revolucin, siendo que en 1790 expide la

    Ley sobre organizacin judicial y se establece expresamente la obli-

    gacin referida; lo anterior, se afirma en el artculo 208 de la Cons-

    titucin Francesa del ao III.

    Ulteriormente, el deber de motivar las sentencias, bajo los postu-

    lados de la Ilustracin, va permeando en diferentes pases tales

    como Prusia, Italia, y dems pases de tradicin civilista continental,

    hasta convertirse en un principio general en la segunda mitad del

    siglo XIX.15

    12 TARUFFO, Michele, La motivacin de la sentencia civil, Trad. Lorenzo Crdova Vianello, Tribunal Electoral del Poder Judicial de la Federacin, Mxico, 2006, p. 302.13 Cfr. FAZIO MARIANO, Historia de las ideas contemporneas, Rialp, Madrid, 2007, p. 67.14 Antes de Francia, en Austria y Prusia ya exista la obligacin de motivar las sentencias; sin embargo, la nica funcin que tena era para poder impugnar las decisiones, y no se vea como un reflejo de la democracia, vid., TARUFFO, Michele, La motivacin, op. cit., p. 310.15 Cfr. Ibidem, p. 313.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 153 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • 154 Motivao judicial

    No entanto, justo na Frana, quando Napoleo Bonaparte

    assumiu o poder, que revoga o dever de fundamentao das

    resolues,16 assim, que novamente evidenciado de que em

    regimes onde tem despotismo, um dos itens removidos geralmente

    a motivao judicial, pois se privilegia a fora (imprio), sobre a

    rao.

    Fazendo um relato histrico da obrigao da motivar o raciocnio

    jurdico, podemos concluir que, nos pases onde impera o despotismo,

    ou arbitrariedade, no h obrigao de dar razes e mesmo a

    proibio, enquanto nos regimes democrticos geralmente requeresse

    a motivao como um dos elementos que legitimam a funo

    jurisdicional.

    Exposto acima se mostra dois momentos sobre o desenvolvimento

    da motivao judicial, mesmo que pelo tamanho ser discutido

    em sees separadas.

    Assim, podemos ver que, nos sculos XIX e XX, apresenta um

    Juiz bouche de la loi, cuja nica funo aplicar a regra, sendo que

    este modelo superado pelo operador do Juiz de Direito em que d

    a os princpios e a os valores maior importncia.

    1. Exegtica legalista: Juiz bouche de la loi (boca da lei)

    O Juiz boca da lei que viveu no S. XIX e primeira metade do

    S. XX, surgiu atravs do que conhecido como o modelo exegtico

    16 Cfr. Ibidem, p. 311.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 154 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • La motivacin judicial 155

    Sin embargo, justo en Francia cuando llega al poder Napolen

    Bonaparte, se deroga la obligacin de motivar las sentencias,16

    con lo cual, se evidencia nuevamente que en regmenes donde se

    presenta el despotismo, uno de los elementos que se eliminan nor-

    malmente, es la motivacin judicial, pues se privilegia la fuerza

    (imperio), sobre la razn.

    Haciendo un recuento histrico de la obligacin de la motivacin

    judicial, podemos llegar a la conclusin de que en los pases donde

    reina el despotismo, o la arbitrariedad, no existe la obligacin

    de motivar e inclusive su prohibicin, mientras que en los reg-

    menes democrticos, normalmente se exige la motivacin como

    uno de los elementos que legitiman la funcin jurisdiccional.

    Expuesto lo anterior, a continuacin, se presentarn dos mo-

    mentos relativos al desenvolvimiento de la motivacin judicial, mis-

    mas que por su amplitud sern tratadas en apartados separados.

    As, se podr apreciar que en el siglo XIX y principios del XX, se

    presenta un Juez bouche de la loi que tiene como nica funcin la de

    aplicar la norma, siendo que dicho modelo, es superado por el del

    Juez creador del Derecho, en el que se le da a los principios y valores

    una relevancia mayor.

    1. Exegtico legalista: Juez bouche de la loi (boca de la ley)

    El Juez boca de la ley que vivi en el S. XIX y la primera mitad del

    S. XX, surgi gracias a lo que se denomina como el modelo exegtico

    16 Cfr. Ibidem, p. 311.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 155 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • 156 Motivao judicial

    legalista, tambm conhecido como formalismo jurdico, ou o

    positivismo jurdico,17 que tinha como postulado o seguinte:

    a. Reduo do Direito lei, a nica fonte de direito era a lei,

    ento no havia uma sinonmia entre estes dois conceitos,18

    b. Separao clara entre criao e aplicao do Direito (lei),

    resultando que a primeira era da exclusiva competncia da

    perfeita vontade do legislador, enquanto a segunda foi entregue

    ao Juiz, e c. O valor do ncleo jurdico era a certeza, ou saber

    legal para ter a resposta previsvel e esperada da cada questo

    jurdica.19

    O Juiz, nesse modelo, comprei um recurso automtico que foi

    mecanicamente aplicar a lei ao caso presente, por um raciocnio

    simples, chamado silogismo judicial em que a sentena

    formada por uma simples aplicao da lei. A deciso judicial era

    para ser a premissa maior, como a norma, a premissa menor o

    fato, e concluso, a deciso foi correta. Isso teve implicaes

    importantes sobre as razes judiciais, como ser visto mais

    adiante.

    Este modelo, sem dvida, teve como um de seus precursores

    do Iluminismo, que tinha o eptome do conhecimento da

    matemtica.20 Isso teve implicaes para o Direito como se

    17 Cfr. MORA RESTREPO, Gabriel, Justicia constitucional y arbitrariedad de los jueces. Teora de la legitimidad en la argumentacin de las sentencias constitucionales, Marcial Pons, Argentina, 2009, p. 117.18 Cfr. LUIS VIGO, Rodolfo, De la Ley al Derecho, Porra, Mxico, 2005.19 Idem.20 Como observou Ren Descartes Eu declaro expressamente que no aceito qualquer outra questo das coisas corpreas que os divisveis, os nmeros mveis e gemetras chamam quantidade, e que tomam como objeto de suas manifestaes, eu no considero nada mais do que divises, formas e movimentos, e que sobre eles no aceitam qualquer

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 156 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • La motivacin judicial 157

    legalista, tambin conocido como formalismo jurdico o positivismo lega-

    lista,17 el cual, tuvo como postulados los siguientes: a. Reduccin del

    Derecho a la ley: la nica fuente del Derecho era la ley, por lo cual,

    exista una sinonimia entre estos dos conceptos,18 b. Tajante sepa-

    racin entre creacin y aplicacin del Derecho (ley), siendo que

    la primera era competencia exclusiva de la voluntad perfecta del le-

    gislador, mientras que la segunda era encomendada al juzgador, y

    c. El valor jurdico central lo constitua la seguridad jurdica o saber

    a qu atenerse jurdicamente o contar con la respuesta previsible y

    anticipada para cada problema jurdico.19

    El Juez bajo este modelo, adquiri una funcin autmata que

    consisti en aplicar mecnicamente la ley al caso concreto, mediante

    un simple raciocinio, llamado silogismo judicial en el que la senten-

    cia se formaba mediante una mera aplicacin de la ley. En la reso-

    lucin judicial se tena a la premisa mayor como la norma, la premisa

    menor como el hecho, y la conclusin, era propiamente la decisin.

    Lo anterior, tuvo grandes repercusiones en lo tocante a la motiva-

    cin judicial como se apreciar posteriormente.

    Este modelo, sin lugar a dudas, tuvo como uno de sus precurso-

    res a la Ilustracin, la cual tena como arquetipo de conocimiento a

    la ciencia matemtica.20 Esto tuvo repercusiones en el Derecho pues

    17 Cfr. MORA RESTREPO, Gabriel, Justicia constitucional y arbitrariedad de los jueces. Teora de la legitimidad en la argumentacin de las sentencias constitucionales, Marcial Pons, Argentina, 2009, p. 117.18 Cfr. LUIS VIGO, Rodolfo, De la Ley al Derecho, Porra, Mxico, 2005.19 Idem.20 Como sealaba Ren Descartes: Declaro expresamente que no admito ninguna otra materia de las cosas corpreas que aquella divisible, figurable y mvil que los gemetras llaman cantidad, y que ellos toman como objeto de sus demostraciones; que no considero en ella nada ms que las divisiones, las figuras y los movimientos; y que acerca de stos no

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 157 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • 158 Motivao judicial

    pretende que o mtodo prximo daquele mtodo lgico-

    matemtico. Assim, no que diz respeito ao papel do Juiz que

    tentou isso seria limitado a aplicar mecanicamente a lei atravs

    do mtodo dedutivo.

    Sob essa influncia, dizia-se que os Juzes devem ser os primeiros

    escravos da lei e no seus rbitros (Voltaire), o instrumento que

    fala as palavras da lei, seres inanimados que no podem moderar

    nem sua fora ou rigor das leis(Montesquieu), ou que seu papel se

    limitava a reconstruir o pensamento do legislador insiste na lei

    (Savigny).

    Como pode ser visto, a funo ideal do tribunal foi apenas

    a aplicao da lei em fazer uma simples subsuno do fato na

    norma jurdica, portanto, no criava o direito, mas se limitava a

    aplicar a lei.

    Nas palavras do Michele Taruffo deste tribunal no cria a

    deciso, mas o encontrado, e no encontrar uma deciso mais ou

    menos justas, mas justo a escolha ideal dentro do quadro

    conceptual em que o despacho de Por um lado, e a lgica do outro,

    inevitavelmente vinculada.21

    Disse, agora analisar a repercusso desse modelo como um Juiz

    no campo do raciocnio judicial.

    coisa como verdade, mas o que essas noes comuns de cuja verdade no podemos duvidar, ser deduzidos to obviamente ser considerado como uma demonstrao matemtica. E por isso maneira de explicar todos os fenmenos naturais, como mostrado a seguir, penso que no devemos admitir, at mesmo desejvel, outros princpios da fsica. DESCARTES, R., Principia, II, 64.21 TARUFFO, Michele, La motivacin..., op. cit., p. 151.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 158 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • La motivacin judicial 159

    se intent que su mtodo se asemejara al mtodo lgico-matem-

    tico. As, en lo tocante a la funcin del Juez se trat de que ste se

    circunscribiera a aplicar mecnicamente la ley mediante el mtodo

    deductivo.

    Bajo esta influencia, se deca que los jueces deban ser los pri-

    meros esclavos de la ley y no sus rbitros (Voltaire), el instrumen-

    to que pronuncia las palabras de la ley, seres inanimados que no

    pueden moderar ni la fuerza ni el rigor de las leyes (Montesquieu),

    o bien que su funcin se limitaba a reconstruir el pensamiento del

    legislador nsito en la ley (Savigny).

    Como se puede apreciar, la funcin ideal del Juez consista sola-

    mente en aplicar la ley, en efectuar una simple subsuncin del hecho

    en la norma jurdica, por lo cual, no creaba el Derecho sino que nica-

    mente aplicaba la ley.

    En palabras de Michele Taruffo, este Juez no crea la decisin,

    sino que la encuentra, y no es que encuentre una decisin ms o

    menos justa, sino que encuentra la decisin idealmente justa dentro

    del marco conceptual en el cual el ordenamiento por un lado, y la

    lgica por el otro, lo circunscriben inexorablemente.21

    Expuesto lo anterior, ahora se analizar la repercusin que tuvo

    este modelo de Juez en el mbito de la motivacin judicial.

    admito nada como verdadero, sino lo que de esas nociones comunes, de cuya verdad no podemos dudar, se deduzca tan evidentemente que pueda considerarse como una demos-tracin matemtica. Y como de esta manera pueden explicarse todos los fenmenos de la naturaleza, como aparecer en lo que sigue, pienso que no hay que admitir, ni siquiera desear, otros principios de la fsica. DESCARTES, Ren, Principia, II, 64.21 TARUFFO, Michele, La motivacin..., op. cit., p. 151.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 159 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • 160 Motivao judicial

    Antes de lanar sobre o assunto, fica claro que o modelo judicial

    reduziu a motivao para uma das formas de razo, que a

    demonstrao por meio do silogismo judicial, e se esqueceu de retrica

    como uma forma de argumento, ou seja, s serviram que conhecido

    como a lgica formal para ignorar o informal.22

    De fato, considerando o que disse o pai da lgica, Aristteles,

    existem dois tipos de raciocnio, sendo estes o analtico e dialtico. Os

    parmetros laboratoriais foram estudados por Aristteles na

    primeira e segunda analtico, consistindo de raciocnio formal

    atravs da aplicao do silogismo, por isso que o filsofo

    considerado como o pai da lgica formal, mas tambm a pensador

    dedicou grande parte de seu pensamento para outro tipo de

    raciocnio a dialtica do temas abordados nos Tpicos e nas

    Refutaes sofsticas e na Retrica,23 que examina como os argumentos

    so convincentes, atrativos e interessantes para o pblico que tem

    como alvo, ao invs de buscar apenas a validade formal de um

    argumento.24

    Como pode ser observado, o mtodo analtico foi tomada

    exclusivamente pelo modelo legalista dogmtico, sendo que foi

    ignorado a segunda. Este foi fortemente criticada por Cham

    Perelman, resgatando o mtodo dialtico como uma forma vlida

    de argumento.25

    22 Cfr. PERELMAN, Cham, et. al., Tratado de la Argumentacin, la nueva retrica, Gredos, Madrid, 2006.23 Cfr. AGUIRRE ROMN, Javier Orlando, et. al., Argumentacin o demostracin de la decisin judicial? Una mirada en el estado constitucional em Revista de Derecho Universidad del Norte, n. 32, Barranquilla, 2009, p. 8.24 Ibidem, p. 9.25 Cfr. PERELMAN, Cham, et. al., Tratado..., op. cit., p. 35.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 160 15/03/2012 02:25:30 p.m.

  • La motivacin judicial 161

    Antes de adentrarnos en el tema, es preciso sealar que este mode-

    lo judicial redujo la motivacin a una sola de las formas para razonar,

    siendo sta la demostracin mediante el silogismo judicial, y olvid a la

    retrica como forma de argumentar; es decir, nicamente atendi a

    lo que se conoce como la lgica formal, para soslayar a la informal.22

    En efecto, tomando en consideracin lo que seala el padre de

    la lgica, Aristteles, existen dos tipos de razonamientos, siendo

    stos los analticos y los dialcticos. Los analticos fueron estudiados

    por el Estagirita en los primeros y segundos analticos, y consisten

    en el razonamiento formal, mediante la aplicacin del silogismo

    por este motivo, es considerado este filsofo como padre de la

    lgica formal; sin embargo, tambin este pensador dedic gran

    parte de su pensamiento a otro tipo de razonamiento que es el dia-

    lctico, tratado en los Tpicos, en Las refutaciones sofsticas, y en la

    Retrica,23 el cual, analiza si los argumentos resultan persuasivos,

    atractivos e interesantes para la audiencia a la cual se dirige, en

    lugar de buscar solamente la validez formal de un argumento.24

    Como se podr advertir, el mtodo analtico fue tomado en

    exclusiva por el modelo dogmtico legalista, siendo que fue sosla-

    yado el segundo. Lo anterior, fue duramente criticado por Cham

    Perelman, rescatando el mtodo dialctico como forma vlida de

    argumentar.25

    22 Cfr. PERELMAN, Cham, et. al., Tratado de la Argumentacin, la nueva retrica, Gredos, Madrid, 2006.23 Cfr. AGUIRRE ROMN, Javier Orlando, et. al., Argumentacin o demostracin de la decisin judicial? Una mirada en el estado constitucional en Revista de Derecho Univer-sidad del Norte, n. 32, Barranquilla, 2009, p. 8.24 Ibidem, p. 9.25 Cfr. PERELMAN, Cham, et. al., Tratado..., op. cit., p. 35.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 161 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 162 Motivao judicial

    Disse, descobrimos que a fundamentao do Juiz bouche de la

    loi, foi apenas para demonstrar a aplicao da lei, invs de

    justificala,26 ou seja, s tinha que mostrar que havia sido aplicado

    na jurisprudncia, de modo , o Juiz teve de justificar sua deciso,

    mas apenas para mostrar o passo lgico da subsuno do fato na

    norma do direito.

    Neste sentido, o dever de fundamentao foi simples, porque o

    Juiz s tinha de seguir o caminho definido pelo legislador, portanto,

    a nica motivao judicial era para marcar o iter (caminho) a

    subsumir a regra seguida pelo fato concreto.

    Neste esquema mostra que a motivao foi concebido

    essencialmente para a legislatura como um portador da vontade

    geral,27 foi possvel verificar que o Juiz havia sido anexada letra

    da lei, sendo que este controle foi assegurado pelo Juiz lei que foi o

    Tribunal de Cassation,28 que verificou que o Juiz havia sido submetido

    a ela.

    Em relao ao campo da justia, podemos ver que o Juiz foi

    liberado de sua funo mais importante a justia, pois neste

    modelo, a justia foi conceito etreo na lei era perfeita e racional,

    portanto, doador de caixa de justia no foi o Juiz, mas o

    legislador.29 O Juiz nesse sentido, era um espectador da justia,

    26 Cfr. TARUFFO, Michele, La motivacin..., op. cit., p. 151.27 Cfr. MORA RESTREPO, G., Justicia..., op. cit., p. 118.28 Cfr. TARUFFO, Michele, La motivacin..., op. cit., p. 305.29 Cfr. MORA RESTREPO, G., Justicia..., op. cit., p. 118.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 162 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • La motivacin judicial 163

    Expuesto lo anterior, encontramos que la motivacin en el Juez

    bouche de la loi, consista nicamente en demostrar la aplicacin de la

    ley, ms que justificarla;26 es decir, nicamente deba mostrar que se

    haba aplicado en el caso concreto la ley, por lo cual, el Juez no tena

    que justificar su decisin, sino nicamente mostrar el paso lgico de

    la subsuncin del hecho en la norma jurdica.

    En este sentido, la obligacin de motivar era simple, pues el juz-

    gador nicamente tena que seguir el camino trazado por el legis-

    lador, por lo cual, la motivacin judicial nicamente deba sealar el

    iter (camino) seguido para subsumir la norma al hecho concreto.

    En este esquema se aprecia que la motivacin se encontraba

    diseada fundamentalmente para que el legislador como portador

    de la voluntad general,27 pudiera verificar que el Juez se hubiera

    apegado a la palabra de la ley, siendo que dicho control se encon-

    traba garantizado mediante el Juez de la ley que era el Tribunal de

    Cassation28 que verificaba que el Juez se hubiera sometido a sta.

    En relacin al mbito de la justicia, podemos constatar el juz gador

    qued relegado de su funcin ms importante que es dar la justicia,

    pues en este modelo, la justicia era un concepto etreo que se encon-

    traba en la ley perfecta y racional, por lo cual, el efectivo dador de la

    justicia no era el juzgador, sino el legislador.29 El Juez en este sentido,

    26 Cfr. TARUFFO, Michele, La motivacin..., op. cit., p. 151.27 Cfr. MORA RESTREPO, G., Justicia..., op. cit., p. 118.28 Cfr. TARUFFO, Michele, La motivacin..., op. cit., p. 305.29 Cfr. MORA RESTREPO, G., Justicia..., op. cit., p. 118.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 163 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 164 Motivao judicial

    ao invs de sua estrela, virou-se em suma, um instrumento da

    vontade geral alegado.

    2. Principialista: Juiz creador de direito

    Como afirmado pelo advogado Mora Restrepo, o modelo acima

    referido, baseado em trs fices: a. A idia da vontade geral como

    critrio ltimo de legitimidade jurdica, depositados por meio de

    uma maioria no parlamento, b. Reconhecer que toda lei se presume

    sbio s porque presume-se que o legislador, em que a regra de

    justia acabou por ser o Estado de Direito, e c. Atribuir a tarefa do

    Juiz, uma funo mecnica que teve que aplicar a lei estrita e

    mecanicamente pretensamente racional e justo.30

    Este modelo legal, sofre de uma grave violao do sculo XX,

    com as crticas feitas pelo tema da teoria da argumentao

    judicial postulada por Theodor Viehweg,31 que observa que

    ele faz a sua premissa maior no a lei em geral, mas uma

    vista comumente aceito pela comunidade, o realismo jurdico

    tambm alega que o Juiz faz irracional , justificado racionalmente

    seus fatores de deciso, ento a motivao e, finalmente, de sua

    teoria retrica da argumentao jurdica, que, como foi observado,

    alm de retrica como uma forma vlida de argumento.32

    30 Cfr. Idem.31 Cfr. VIEHWEG, Theodor, Topica e giurisprudenza, trad.it., G. Crif, Tistem, Miln, 1962.32 Contra-argumentar isto muito fcil. Para esta finalidade som suficientes referncias linguagem do Direito, a possibilidade de conflitos de normas e regras de coliso, o fato de que nenhuma norma pode estar disponvel para a deciso de um caso e a possibilidade,

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 164 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • La motivacin judicial 165

    era un espectador de la justicia, ms que su protagonista; se volvi en

    suma, un instrumento de la supuesta voluntad general.

    2. Principialista: Juez creador del Derecho

    Como lo seala el jurista Mora Restrepo, el modelo explicado con

    anterioridad, se basa en 3 ficciones: a. La idea de la voluntad gene-

    ral como criterio ltimo de legitimidad jurdica, depositada por va

    de mayoras en el parlamento, b. Reconocer que toda ley se presu-

    me justa porque se presume sabio el legislador, en el que el imperio

    de la justicia termin siendo el del imperio de la ley, y c. Asignar a la

    tarea del Juez, la de una funcin mecnica donde tena que aplicar

    rigurosa y mecnicamente la ley presuntamente racional y justa.30

    Este modelo jurdico, sufre un grave quebrantamiento a partir

    del S.XX, con las crticas realizadas por la teora tpica del razonamien-

    to judicial postulada por Theodor Viehweg31 quien seala que el

    Juez toma su premisa mayor no de la ley en general, sino de un pun-

    to de vista comnmente aceptado por la colectividad, asimismo

    del realismo jurdico asegura que el Juez toma su decisin por facto-

    res irracionales, justificndola racionalmente posteriormente en la

    motivacin, y por ltimo de la teora retrica de la argumentacin

    jurdica la cual, como ya se seal aade a la retrica como forma

    vlida de argumentacin.32

    30 Cfr. Idem.31 Cfr. VIEHWEG, Theodor, Topica e giurisprudenza, trad.it., G. Crif, Tistem, Miln, 1962.32 Refutarlo es demasiado fcil. Para ello bastan referencias a la vaguedad del lenguaje del Derecho, la posibilidad de conflictos de normas y colisiones de normas, el hecho de que ninguna norma pueda estar a disposicin para la decisin de un caso y la posibilidad, no

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 165 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 166 Motivao judicial

    Sem dvida, o golpe final contra o modelo exegtico, que eram

    o Tribunal de Nremberg, que imps sanes penais contra

    vrios funcionrios e autoridades da Alemanha nazista por

    comportamento ilcito, apesar de ter cumprido a lei atual e vlido

    e onde podemos ver que a lei entrou em precedncia a uma lei

    vlida,33 isto , os crimes nazistas foram julgados sob a luz da lei e

    da justia, ao invs de a lei promulgada pelo regime totalitrio.

    Como observado Luis Vigo, a lei nazista tinha segurana jurdica,

    mas seu injustia a invalidava.34

    Dessa forma, surgem como uma fonte de princpios do direito

    lei e, portanto, com respeito, o Judicirio, h novos caminhos

    que expostos pelo modelo exegtico para informar suas decises.

    Como veremos adiante, essa mudana significou uma revoluo

    por razes judiciais.

    O enriquecimento dos princpios jurdicos e, assim, gerar a

    motivao ea figura do Juiz alegou, porque a deciso do Juiz no

    apenas um mero silogismo produzir um padro, mas tambm

    gerou que equilibra os princpios e valores.

    Nos novos ventos produzidos pela teoria tpica do raciocnio

    jurdico, assim como o realismo jurdico, e, finalmente, a teoria

    no completamente excluda na maior parte dos sistemas jurdicos, da extenso do Direito contra o texto da regra ALEXY, Robert, Teora del discurso y derechos humanos, Universidad Externado de Colombia, Bogot, 1995, p. 37.33 Cfr. LUIS VIGO, Rodolfo, De la ley..., op. cit., p. 6.34 Ibidem, p. 15.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 166 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • La motivacin judicial 167

    Sin lugar a dudas, el golpe definitivo en contra del modelo exeg-

    tico, lo constituyeron los tribunales de Nremberg, donde se san-

    cion penalmente a diversos funcionarios y autoridades de la

    Alemania nazi por realizar conductas ilcitas, a pesar de haber cum-

    plido con una ley vigente y vlida,33 y donde se aprecia, que se ante-

    puso el Derecho a la ley formalmente vlida, es decir, se juzgaron

    los crmenes nazis bajo la luz del Derecho y la justicia, en vez de

    la ley promulgada por el rgimen totalitario. Como seala Luis Vigo,

    el derecho nazi provea seguridad jurdica pero su injusticia lo inva-

    lidaba raigalmente.34

    De esta manera, surgen los principios como fuente del Derecho

    para el ordenamiento jurdico, y de esta manera, en lo tocante,

    al poder judicial, se abren nuevos caminos aparte de los expuestos

    por el modelo exegtico para fundamentar sus decisiones. Como se

    ver posteriormente, este cambio signific una revolucin para la

    motivacin judicial.

    Los principios enriquecieron al ordenamiento jurdico, y por ende,

    generaron que la motivacin y la figura del Juez se reivindicara, pues

    la decisin del Juez no nada ms se producira como un mero silo-

    gismo de una norma, sino tambin, gener que se ponderaran los

    principios y valores.

    Con los nuevos aires aportados por la teora tpica del razo-

    namiento judicial, as como con el realismo jurdico, y por ltimo,

    por completo excluida en la mayor parte de los sistemas legales, de la amplitud del derecho frente al texto de la norma ALEXY, Robert, Teora del discurso y derechos humanos, Univer-sidad Externado de Colombia, Bogot, 1995, p. 37.33 Cfr. LUIS VIGO, Rodolfo, De la ley..., op. cit., p. 6.34 Ibidem, p. 15.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 167 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 168 Motivao judicial

    retrica da argumentao jurdica, foi salientado que o trabalho

    do Juiz, no foi simplesmente um silogismo judicial mas observou

    que a lei no era um sistema perfeito, completo e consistente,

    mas, pelo contrrio, havia lacunas, regulamentares antinomias

    e zonas cinzentas, onde no era to fcil de subsumir o fato

    regra geral.

    Assim, o novo modelo jurdico indica que existem casos difceis,

    onde h uma viso muito clara a deciso judicial, no qual no

    possvel aplicar estritamente a subsuno legal, porque, como

    pontos de MacCormick, existem quatro problemas a serem

    resolvidos em um caso: a. O problema da existncia de dvidas

    sobre a regra a aplicar; b. Que interpretao deve ser dada uma regra

    a aplicar; c. A questo da prova sobre os fatos, e d. O problema da

    qualificao jurdica dos factos, onde no possvel identificar

    claramente como julgar oramento.35

    Alm disso, com o surgimento dos princpios da segunda metade

    do sculo XX, enriquece o ordem jurdico. Os princpios so aqueles

    que, ao contrrio das regras, no h hiptese ou conseqncias

    jurdicas, mas so direito concentrada a dizer Vigo, ou, nas palavras de

    Robert Alexy, so mandatos de otimizao que caracterstica que

    pode ser cumpridas em diferentes graus e que a medida ordenada

    cumprimento no depende apenas de possibilidades factuais, mas

    tambm das possibilidades legais.36

    35 Citado por ATIENZA, Manuel, El derecho como argumentacin, Fontanamara, Mxico, 2005, p. 16.36 ALEXY, Robert, Derecho y razn prctica, Fontanamara, Mxico, 1998, p. 12.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 168 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • La motivacin judicial 169

    con la teora retrica de la argumentacin jurdica, se puso nfasis

    en que la labor del Juez, no consista en un simple silogismo judicial,

    sino que se seal que el ordenamiento jurdico no era un sistema

    perfecto, completo y coherente, sino que por el contrario, existan

    lagunas jurdicas, antinomias normativas, y zonas de penumbra,

    donde no era tan fcil subsumir el hecho en la norma general.

    As, el nuevo modelo jurdico seala que existen casos difci-

    les donde no se vislumbra con claridad la decisin jurdica, en los

    cuales, no es dable aplicar a rajatabla la subsuncin judicial, ya que

    como lo apunta MacCormick, existen 4 problemas a resolver en

    un caso: a. El problema relativo a la existencia de dudas sobre la

    norma a aplicar; b. Qu interpretacin debe drsele a la norma

    a aplicar; c. La cuestin sobre las pruebas en torno a los hechos; y

    d. El problema relativo a la calificacin de los hechos, en donde no se

    puede determinar con claridad en qu presupuesto juzgarlo.35

    Asimismo, con la aparicin de los principios a partir de la segun-

    da mitad del S.XX, se enriqueci el ordenamiento jurdico. Los prin-

    cipios son aquellos en los cuales a diferencia de las normas no

    existe una hiptesis o consecuencia jurdica, sino que son derecho

    concentrado a decir de Vigo, o bien, en palabras de Robert Alexy

    son: mandatos de optimizacin que se caracterizan porque pueden

    ser cumplidos en distintos grados y porque la medida ordenada

    de su cumplimiento no slo depende de las posibilidades fcticas,

    sino tambin de las posibilidades jurdicas.36

    35 Citado por ATIENZA, Manuel, El derecho como argumentacin, Fontanamara, Mxico, 2005, p. 16.36 ALEXY, Robert, Derecho y razn prctica, Fontanamara, Mxico, 1998, p. 12.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 169 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 170 Motivao judicial

    Um exemplo de um princpio, seria v.gr, que em boa f, que

    pode ser aplicado a diferentes situaes: relaes entre os

    Estados, os indivduos, os contratos, tambm, as conseqncias

    para a sua violao so diversas: a responsabilidade civil, nulidad

    e outras.37

    Portanto, vemos que o novo pensamento jurdico, no

    mera aplicao da lei, mas uma criao do direito, onde o Juiz

    pode escolher uma ou mais formas de resolver um problema,

    pois a partir de fontes legais regras ou princpios a aplicar-se,

    tambm, o padro que voc escolhe pode interpretar de vrias

    formas, a classificao dos fatos pode ser diferente, e assim

    por diante.

    Assim, com todas estas escolhas, interpretao e avaliao,

    o Juiz pode escolher vrias formas de responder ao problema,

    portanto, a arbitrio judicial estabelecido como um elemento

    nodal para julgar um caso particular .

    Daqui resulta que o Juiz do raciocnio jurdico deve justificar

    melhor sua deciso. Ou seja, o Juiz deixou de ser visto como um

    autmato da lei, no deve apenas demonstrar o silogismo

    judicial, mas deve justificar a sua deciso de discutir, tem que

    apontar as razes por que ele escolheu uma interpretao

    particular, um determinado padro, ou um valor especial para

    o problema.

    37 Cfr. LUIS VIGO, Rodolfo, De la ley..., op. cit., p. 4.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 170 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • La motivacin judicial 171

    Un ejemplo de un principio, sera v.gr, el relativo a la buena fe,

    el cual, puede ser aplicado a distintas situaciones: relaciones entre

    Estados, personas, contratos; asimismo, las consecuencias por su

    violacin son diversas: nulidad, responsabilidad civil, etctera.37

    Por lo cual, podemos apreciar que con el nuevo pensamiento jur-

    dico, ya no existe una mera aplicacin de la ley, sino una creacin del

    Derecho, donde el Juez puede elegir uno o ms caminos para solu-

    cionar un problema debido a que tiene entre sus fuentes jur dicas

    normas o principios a aplicar; asimismo, la norma que elija puede

    interpretarla de diversas maneras; la calificacin de los hechos

    puede ser distinta, etctera.

    De esta manera, con todas estas posibilidades de eleccin, inter-

    pretacin y valoracin, el Juez puede elegir varias vas para dar una

    respuesta al problema planteado, por lo cual, el arbitrio judicial se

    constituye como un elemento nodal a la hora de juzgar un determi-

    nado asunto.

    Se desprende de lo anterior que el Juez en la motivacin judicial,

    deber justificar en mayor medida su decisin. Es decir, el Juez al ya

    no verse como un autmata de la ley, no slo debe demostrar el silo-

    gismo judicial, sino que deber justificar su decisin vlidamente, al

    tener que sealar razones por las cuales, eligi una determinada

    interpretacin, una determinada norma, o una determinada valo-

    racin al problema planteado.

    37 Cfr. LUIS VIGO, Rodolfo, De la ley..., op. cit., p. 4.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 171 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 172 Motivao judicial

    Portanto, o Juiz a ter maior poder de decidir uma disputa, vai ter

    uma responsabilidade maior para justificar a sua deciso, lembre-se

    do provrbio que diz que entre o aumento do poder, responsabilidade,

    e dever indicar as razes que chegou a uma concluso particular.

    Analisada a evoluo histrica tem sido motivado desde as suas

    origens em Roma, a sua alterao de funo com a queda do Ancien

    Rgime, as operaes de pobreza exegtica com o modelo eo seu

    enriquecimento gradual com principialismo, agora, analisar o que

    est motivao judicial.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 172 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • La motivacin judicial 173

    Por lo cual, el Juez al tener un mayor poder para decidir una con-

    troversia, tendr una mayor responsabilidad en la justificacin de su

    decisin recurdese el adagio: a mayor poder, mayor responsabili-

    dad, y deber exponer justificadamente las razones por las cuales

    lleg a una determinada conclusin.

    Analizada la evolucin histrica que ha sufrido la motivacin

    desde sus orgenes en Roma, su cambio de funcin con la cada del

    Ancien Rgime, su pobreza operativa con el modelo exegtico, as

    como su paulatino enriquecimiento con el modelo principialista,

    ahora se analizar en qu consiste la motivacin judicial.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 173 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 174

    CaPtulo ii

    Que a motivao?

    A motivao um dos elementos mais importantes do perodo,

    poderia afim que o ncleo da frase e que contm toda a

    fundamentao do Juiz para decidir a disputa.

    Seguindo a terminologia processual indica que a frase o

    ponto culminante do processo, podemos dizer que a motivao

    o corao da sentena, da qual o fluxo de raciocnio jurdico, e

    que acelera a lei, um lugar, em suma, a que incorpora a equidade

    do processo.

    Para que o grau importante que o raciocnio jurdico do Cdigo

    Ibero-Americano de tica Judicial estados que uma deciso carente

    de motivao, em princpio, uma deciso arbitrria, apenas

    tolervel na medida em que justifica uma disposio legal expressa

    autorizao (art. 20).

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 174 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 175

    CaPtulo ii

    Qu es la Motivacin?

    La motivacin es uno de los elementos ms relevantes de la sen-

    tencia, podramos afirmar que es el ncleo de la sentencia ya que

    en sta se contienen todos los razonamientos del Juez para decidir

    la controversia.

    Siguiendo la terminologa procesal que seala que la sentencia

    es el culmen del proceso, se puede decir que la motivacin es el cora-

    zn de la sentencia, de donde brotan los razonamientos judiciales, y

    donde vivifica el Derecho; es un lugar, en suma, en la que se encarna

    la justicia del proceso.

    A tal grado es importante la motivacin judicial que el Cdigo

    Iberoamericano de tica Judicial seala que una decisin carente de

    motivacin es, en principio, una decisin arbitraria, slo tolerable en

    la medida en que una expresa disposicin jurdica justificada lo per-

    mita (art. 20).

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 175 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 176 Motivao judicial

    Assim, a fundamentao da deciso um dos requisitos mais

    importantes da deciso, uma vez que pressupe a racionalidade da

    funo jurisdicional.

    No entanto, tem havido muitas definies do raciocnio jurdico,

    dependendo do ngulo a partir do qual analisado, no entanto,

    atender s indicaes do Cdigo Ibero-Americano de tica Judicial, que

    prev o seguinte:

    Artigo 19.- Motivar implica expressar, em forma ordenada e

    clara, raes juridicamente vlidas, convenientes para justificar

    a deciso.

    Se analisarmos a primeira parte da definio, que a

    motivao principalmente expressar, ou seja, uma atividade

    que est inevitavelmente ligada a outra pessoa, a motivao no

    um exerccio reservado para a mente do Juiz, mas uma

    comunicao dirigida ao mesmo partidos e da sociedade como

    um todo.

    Alm disso, a definio que tambm expressa fundamentao

    juridicamente vlida, isto no nenhuma razo pode ser feita

    em uma frase, mas apenas legal, e razes religiosas, polticas

    ou outras actividades extra-legal, so banidos do motivao.

    No entanto, no significa que por razes legais, inescapavelmente

    entender a lei, e que o legal mais ampla do que jurdica, pois

    encontramos no mundo jurdico, bem como as regras, tambm

    com os princpios e valores. Finalmente, no qualquer razo

    jurdica pode ser expresso na deciso, mas necessrio para ser

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 176 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • La motivacin judicial 177

    De esta manera, la motivacin de la sentencia representa una de

    las exigencias ms relevantes de la decisin, ya que supone la racio-

    nalidad de la funcin jurisdiccional.

    Ahora bien, muchas definiciones se han dado de la motivacin

    judicial, dependiendo el ngulo desde el cual se analiza, sin embar-

    go, atenderemos a lo que seala el Cdigo Iberoamericano de tica

    Judicial, el cual, dispone lo siguiente:

    Artculo 19.- Motivar supone expresar, de manera ordenada

    y clara, razones jurdicamente vlidas, aptas para justificar la

    decisin.

    Si se analiza la primera parte de la definicin, se encuentra que la

    motivacin supone en primer trmino expresar, es decir, es una acti-

    vidad que se vincula indefectiblemente con otra persona; la motiva-

    cin no es un ejercicio reservado para la mente del juzgador, sino

    que supone una comunicacin con los destinatarios de la misma

    partes y sociedad en su conjunto.

    Asimismo, de la definicin se desprende que supone tambin

    expresar, razones jurdicamente vlidas, esto es, no cualquier razn puede

    aducirse en una sentencia, sino slo las jurdicas; as las razones reli-

    giosas, polticas, u otras extra-jurdicas, quedan desterradas de la

    motivacin. Sin embargo, no significa que por razones jurdicas, se

    entienda ineludiblemente a la ley, ya que lo jurdico es ms amplio

    que lo legal, pues encontramos en el mundo jurdico, adems de

    reglas, tambin a los principios y valores. Por ltimo, no cualquier ra-

    zn jurdica, puede expresarse en la decisin, sino que se requiere,

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 177 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 178 Motivao judicial

    vlido, ou seja, para justificar a deciso. Como discutido ao longo

    deste texto, os motivos sero aqueles que esto incardinados para

    materializar a justia da deciso.

    No entanto, para compreender a motivao, em seguida,

    apresentaram-se os elementos que o compem, mesmas que

    sero: a. as fases em que atua context of disovery y context of

    justification; b. as relaes entre as partes dela, e que liga as

    instalaes com a justificao da realidade, interna e externa;

    c. os elementos que tm de lidar com questes de fato e de

    direito; e d. como expressar a linguagem de deciso linguajem

    claro e preciso .

    1. Context of discovery y context of justification[contexto de descoberta e justificao]

    Em uma distino feita por Karl Popper, que incorpora os conceitos

    da filosofia da cincia, podemos distinguir entre dois pontos que

    existem na fundamentao judicial so:

    i. O caminho atravs dos tribunais para decidir ex-ante o litgio,

    ou seja, antes da deciso, o Juiz pondera todos os elementos do

    processo para resolver o problema. Desta vez vamos chamar

    a partir de agora, na tradio de Karl Popper, em um context of

    discovery [contexto da descoberta].

    ii. Isso fez pelo Juiz para justificar a sua deciso ao pblico, o

    mesmo que voltar para a conceituao anteriormente, o chama-

    remos context of justification [contexto de justificao].

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 178 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • La motivacin judicial 179

    que sean vlidas, esto es, aptas para justificar la decisin. Como se ver

    a lo largo de este texto, dichas razones, sern aquellas que se

    encuentren incardinadas para concretizar la justicia en la decisin.

    Ahora bien, para entender integralmente a la motivacin, a con-

    tinuacin se presentarn los elementos que la comprenden, mismos

    que sern: a. las etapas en que se desenvuelve context of discovery

    y context of justification; b. las relaciones que existen entre las partes

    de la misma, y la vinculacin de las premisas con la realidad jus ti-

    ficacin interna y externa; c. los elementos sobre los que debe

    versar elementos de hecho y de Derecho; y d. cmo debe expre-

    sarse la decisin lenguaje claro y preciso.

    1. Context of discovery y context of justification [contexto de descubrimiento y justificacin]

    En una distincin realizada por Karl Popper, que retoma conceptos de

    Filosofa de la Ciencia, podemos distinguir claramente entre dos mo-

    mentos que existen en la motivacin judicial que son los siguientes:

    i. El camino que recorre el Juez para decidir ex-ante la contro-

    versia, es decir, el momento anterior a la decisin en que el

    Juez pondera todos los elementos del proceso para resolver

    el asunto. Este momento lo llamaremos de ahora en adelante,

    bajo la tradicin de Karl Popper, como context of discovery

    [contexto de descubrimiento].

    ii. La realizada por el juzgador para justificar su decisin ante el

    pblico, mismo que retomando la conceptualizacin anterior,

    llamaremos context of justification [contexto de justificacin].

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 179 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 180 Motivao judicial

    Estes dois fatores explicam o processo cognitivo que faz com

    que o Juiz, por um lado, ea actividade exercida, uma vez que

    o Juiz decide, em sua deciso interna, para justific-lo aos

    destinatrios.

    Esses dois contextos so necessariamente envolvidos, porque

    se o context of discovery no capaz ou no capaz de justificar a

    deciso (art. 19 del Cdigo Ibero-Amrica), ento deve ser modificado

    para uma forma adequada que pode justificar a deciso. Essa

    justificao deve permitir a comunicao com os destinatrios,

    porque, como diz a professora Mora Restrepo, uma regra de

    conduta deve no s ser capaz de ser fundamentado, mas tambm

    as razes que fundamentam a regra deve ser capaz de ser

    comunicada ao destinatrios.38

    Em uma dimenso tica, esses dois momentos devem ser

    ligados de modo que o context of justification uma verdadeira

    reflexo sobre o context of discovery, ento a deciso no

    uma cortina frontal ou jurdica s tentam simular ou dissimular

    a verdadeira alegando que o tribunal tomou a sua deciso crtica

    motivao realismo judicirio americano.

    Assim, se o context of discovery refletida no context of justification,

    mantido pela tica das virtudes propostas pelo Cdigo Ibero-

    Americano de tica Judicial, que so os de honestidade e transparncia,

    eles encontraram includos os seguintes itens:

    38 MORA RESTREPO, G., Justicia..., op. cit., p. 358.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 180 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • La motivacin judicial 181

    Estos dos elementos, explican el proceso cognoscitivo que realiza

    el juzgador por un lado, as como la actividad que realiza el juzgador

    una vez que decide en su mbito interno la decisin, para justificarla

    a los destinatarios.

    Estos dos contextos, deben implicarse necesariamente, pues si

    el context of discovery no es susceptible o no es apto para justificar la

    decisin (art. 19 del Cdigo Iberoamericano), entonces deber modi-

    ficarse por otro que pueda justificar adecuadamente la resolucin.

    Dicha justificacin, debe posibilitar su comunicacin a los destina-

    tarios, pues como seala el maestro Mora Restrepo, una regla de

    conducta no slo debe ser susceptible de ser razonada, sino que

    adems las razones que apoyan la regla deben ser susceptibles

    de ser comunicadas a sus destinatarios.38

    En una dimensin tica, estos dos momentos deben estar rela-

    cionados de manera que el context of justification sea el fiel reflejo del

    context of discovery, de manera que la sentencia no sea un ropaje o

    fachada jurdica que trate nicamente de simular u ocultar los ver-

    daderos motivos que tom el Juez para tomar su decisin crtica

    que hace el realismo norteamericano a la motivacin judicial.

    De esta manera, si el context of discovery se refleja en el context of

    justification, se cumplira con las virtudes deontolgicas propuestas

    por el Cdigo Iberoamericano de tica Judicial que son las de honestidad,

    y transparencia, mismas que se encuentran comprendidas en los

    siguientes artculos:

    38 MORA RESTREPO, G., Justicia..., op. cit., p. 358.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 181 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 182 Motivao judicial

    Artigo 79.- A honestidade da conduta do Juiz necessria

    para fortalecer a confiana pblica na justia e contribui para o

    prestgio da mesma.

    Artigo 56.- A transparncia das aes do Juiz uma garantia da

    imparcialidade de suas decises.

    Ento o Juiz sob os princpios de honestidade e transparncia,

    definidos no contexto da justificao, os motivos que realmente

    transcendeu a decidir o litgio, de modo que o raciocnio jurdico

    no serve como um pano ou fachada legal que visa para esconder

    as verdadeiras intenes do Juiz.39

    2. Interna e justificao externa

    Fundada os dois momentos so apresentados a motivao,

    agora ser analisados, como devido no contexto de justificao

    deve ser considerado como razovel, e respeitar o princpio

    tico previsto no artigo 18 do Cdigo Ibero-Americano de tica

    Judicial.

    Para isso, devemos indicar que a justificao necessria para

    cumprir duas normas, que so a justificao interna e externa.

    A justificao interna se refere estrutura de raciocnio, de

    modo que as instalaes se seguiram umas s outras, ou seja,

    39 Cfr. ROSS, A., Sobre el Derecho y la Justicia, trad. Genaro Solrzano, Editorial Universitaria de Buenos Aires, Buenos Aires, 1994, p. 191.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 182 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • La motivacin judicial 183

    Artculo 79.- La honestidad de la conducta del Juez es necesaria

    para fortalecer la confianza de los ciudadanos en la justicia y

    contribuye al prestigio de la misma.

    Artculo 56.- La transparencia de las actuaciones del Juez es una

    garanta de la justicia de sus decisiones.

    Con lo cual, el Juez bajo los principios de honestidad y transpa-

    rencia, debe establecer en el contexto de justificacin, las razones

    que efectivamente trascendieron para decidir la controversia, de

    manera que la motivacin judicial no sirva como un ropaje o facha-

    da jurdica que tenga como objetivo el ocultar las verdaderas in-

    tenciones del juzgador.39

    2. Justificacin interna y externa

    Establecidos los dos momentos que se presentan en la motivacin,

    ahora se analizar, cmo es que debe presentarse el contexto de

    justificacin para que pueda considerarse como razonable, y se res-

    pete el principio deontolgico establecido en el artculo 18 del Cdigo

    Iberoamericano de tica Judicial.

    Para lo anterior, es menester sealar que se requiere que la jus-

    tificacin cumpla con dos estndares, que son los de justificacin

    interna y externa.

    La justificacin interna hace referencia a la estructura del razo-

    namiento, de manera que las premisas se sigan unas de otras, esto

    39 Cfr. ROSS, A., Sobre el Derecho y la Justicia, trad. Genaro Solrzano, Editorial Universi-taria de Buenos Aires, Buenos Aires, 1994, p. 191.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 183 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 184 Motivao judicial

    a concluso ou concluses derivadas logicamente das premissas.

    Como voc pode ver este tipo de justificativa est relacionada com

    a validade do raciocnio, ou a coerncia entre as premissas ea

    deciso tomada.40

    Por outro lado, tambm exige que as instalaes em si so

    consideradas verdadeiras, em princpio, que a justificao externa,

    ou seja, que as instalaes esto equipadas com a realidade.41

    O autor desta distino Wroblewsky J., que em seu texto

    Legal decision and its justification apresentada foi apresentada

    como segue:

    In this respect internal justification is a formal justification and is not

    adequate for the analysis of practical operation of legal decisions and

    for its institutional control.

    External justification of legal decision test not only the validity of

    inferences, but also the soundness of the premises. The wide scope

    of external justification is required especially by the paradigmatic

    judicial decision because of the highest standards imposed on it.42

    40 Cfr. MORA RESTREPO, G., Justicia..., op. cit., p. 420.41 A idia bsica esta: a teoria da justificao refere-se a os Juzes, para tomar decises, razo para que seus prprios pensamentos podam ser mostrados como um produto de um exerccio coerente e lgico, mas tambm sugere que as premissas que usam sejam materialmente corretas, ou seja, tendo em devida conta as fontes jurdicas e seus respectivos pontos de apoio atravs dos quais concedem direitos ou obrigaes conferidas Ibidem, p. 365.42 Nesse sentido, a justificao interna uma justificativa formal e no adequado para a anlise das operaes de prtica jurdica das decises jurdicas e para o control institucional.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 184 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • La motivacin judicial 185

    es, que la conclusin o conclusiones, deriven lgicamente de las

    premisas. Como podemos observar este tipo de justificacin se rela-

    ciona con la validez del razonamiento, o con la coherencia entre

    las premisas y la decisin alcanzada.40

    Por otra parte, tambin se requiere que las premisas en s mis-

    mas consideradas sean verdaderas en cuanto al fondo, lo que

    constituye la justificacin externa, esto es, que las premisas se ade-

    cuen con la realidad.41

    El autor de esta distincin es J. Wroblewsky, quien en su texto

    Legal decision and its justification la present de la siguiente manera:

    In this respect internal justification is a formal justification and is not

    adequate for the analysis of practical operation of legal decisions and

    for its institutional control.

    External justification of legal decision test not only the validity of

    inferences, but also the soundness of the premises. The wide scope

    of external justification is required especially by the paradigmatic

    judicial decision because of the highest standards imposed on it.42

    40 Cfr. MORA RESTREPO, G., Justicia..., op. cit., p. 420.41 La idea bsica es sta: la teora de la justificacin alude a que los jueces, al tomar sus decisiones, razonen de tal forma que su propio razonamiento pueda mostrarse como producto de un ejercicio coherente o lgico; pero, adems, apunta a que las premisas que emplean sean materialmente correctas, es decir, que den cuenta debidamente de las fuen-tes jurdicas y de sus respectivos puntos de apoyo por medio de los cuales conceden de-rechos o atribuyen obligaciones, Ibidem, p. 365. 42 Al respecto, la justificacin interna es una justificacin formal y no es adecuada para el anlisis de las operaciones prcticas de las decisiones legales y para el control ins titucional.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 185 15/03/2012 02:25:31 p.m.

  • 186 Motivao judicial

    Estes dois elementos so essenciais para garantir uma motivao

    adequada, como se a justificativa a justificao interna e externa

    coerente verdade, pode garantir a verdade do raciocnio jurdico,

    pois, como observou Aristteles, se as premissas so verdadeiras, e

    de raciocnio est correto, segue-se necessariamente que a concluso

    verdadeira.43

    3. Quaestio caso e facti [Questo de Direito e de facto]

    Estabelecido como o argumento a ser feita internamente e

    externamente, agora necessrio para indicar como ele lida com

    a devida motivao, tanto na lei, como de fato.

    pertinente observar que o nvel de motivao adequado de

    tica, no o suficiente para esgotar o argumento em fatos, mas

    tambm devem compreender o nvel de lei, como exige o Cdigo

    Ibero-Americano da seguinte forma:

    Artigo 22.- O Juiz deve fundamentar as suas decises, tanto nos

    fatos e na lei.

    A seguir ser brevemente o que cada uma dessas duas reas em

    que a motivao judicial deve mentir.

    A justificao externa da deciso legal, no verifica unicamente a validade das inferncias, mas tambm a fora das premissas. Um amplio alcance da justificao externa necessria especialmente por a deciso paradigmtica judicial, devido aos altos padres estabelecidos, em WROBLEWSKY, J., Legal decisin and its justification in Meaning and truth in Judicial Decision, Jurdica, Helsinki, 1979, p. 60. (Traduo livre do Autor)43 Cfr. ARISTTELES, Primeros analticos, 48a.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 186 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • La motivacin judicial 187

    Estos dos elementos son esenciales para garantizar una debida

    motivacin, pues si la justificacin interna es coherente, y la justifi-

    cacin externa es verdadera, se podr garantizar la verdad del razo-

    namiento judicial, ya que como lo seal Aristteles si las premisas

    son verdaderas, y el raciocinio es correcto, se sigue necesariamente

    que la conclusin sea verdadera.43

    3. Quaestio iuris y facti [Cuestin de Derecho y de hecho]

    Establecido como es que debe realizarse la argumentacin interna y

    externa, ahora es menester sealar cmo se desenvuelve una correc-

    ta motivacin, tanto a nivel del Derecho, como en los hechos.

    Es pertinente sealar que para una debida motivacin a nivel

    deontolgico, no basta con agotar la argumentacin en materia de

    hechos, sino tambin, debe comprender al nivel del Derecho, tal

    como lo exige el Cdigo Iberoamericano de la siguiente manera:

    Artculo 22.- El Juez debe motivar sus decisiones tanto en materia

    de hechos como de Derecho.

    A continuacin se presentar brevemente en qu consiste cada una

    de estas dos materias en las que debe recaer la motivacin judicial.

    La justificacin externa de la decisin legal no verifica nicamente la validez de las infe-rencias, sino tambin la solidez de las premisas. Un amplio alcance de la justificacin externa es requerido especialmente por la decisin paradigmtica judicial debido a los altos estndares impuestos. WROBLEWSKY, J, Legal decisin and its justification en Meaning and truth in Judicial Decision, Jurdica, Helsinki, 1979, p. 60. (Traduccin libre del autor)43 Cfr. ARISTTELES, Primeros analticos, 48a.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 187 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 188 Motivao judicial

    a. Direito

    A motivao por lei, como tivemos a oportunidade de explicar,

    agora tem uma operao mais vasta, porque como eu disse

    MacCormick, a tarefa do Juiz no se limita a escolher um determinado

    padro e aplic-lo, mas ao contrrio, a maneira como o Juiz de

    escolher a lei complexa, porque, em primeiro lugar, o Juiz

    deve selecionar uma das fontes legais disponveis para o

    sistema jurdico, a fonte apropriada para decidir o caso, se uma

    determinada regra ou um princpio particular e uma vez escolhida

    a regra ou princpio de aplicar, preciso valoriz-los e, finalmente,

    interpretar-literal, histrica, sistemtica, etc, para decidir a

    disputa.

    Assim, parece que o Juiz no domnio da lei, tem maior poder

    de deciso e poder arbitrrio, mas no para escolher o direito

    aplicvel, portanto, uma questo tica adequadamente justificar

    por que escolheu um determinado fonte ou interpretao. Este

    um princpio tico a ser seguido pelo Juiz, como apontamos no

    Cdigo Ibero-americano, que afirma que o Juiz no pode depender

    exclusivamente das regras, mas devem justificar as suas razes

    (art. 24).

    Como veremos mais tarde, as diferentes possibilidades de

    escolha que tem o Juiz para aplicar a lei deve incardinado no sentido

    de um objetivo final, que garante que as decises no so o

    resultado da arbitrariedade.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 188 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • La motivacin judicial 189

    a. Derecho

    La motivacin en materia de Derecho, como ya se ha tenido oportu-

    nidad de explicar, actualmente presenta una mayor dimensin ope-

    rativa, pues como lo apunt MacCormick, la labor del Juez no se

    circunscribe a elegir una determinada norma y aplicarla, sino por el

    contrario, el camino del Juez para elegir el Derecho es complejo,

    pues en primer lugar, el Juez debe seleccionar dentro de las fuentes

    jurdicas que dispone el ordenamiento jurdico, la fuente adecuada

    para decidir el caso, ya sea una determinada regla, o bien un deter-

    minado principio; y una vez elegida la norma o principio a aplicar,

    deber valorarlos, y por ltimo, interpretarlos literal, histrico,

    sistemtico, etctera para decidir la controversia.

    As, se constata que el Juez en el mbito de Derecho, cuenta con

    mayor discrecionalidad y arbitrio mas no arbitrariedad para

    elegir el Derecho aplicable, por lo cual, resulta una cuestin deonto-

    lgica fundamentar adecuadamente las razones por las cuales se

    decant por una determinada fuente o interpretacin. Lo anterior,

    es un principio tico que debe seguir el Juez tal como nos lo seala

    el Cdigo Iberoamericano que seala que el Juez no puede limitarse

    a invocar las normas aplicables, sino que debe justificarlas en su

    motivacin (art. 24).

    Como se ver posteriormente las distintas posibilidades de

    eleccin que tiene el juzgador para aplicar el Derecho deben incar-

    di narse hacia un fin objetivo, con lo cual, se garantiza que las deci-

    siones no sean fruto de la arbitrariedad.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 189 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 190 Motivao judicial

    b. Atos

    A motivao dos fatos de particular relevncia para a deciso de

    um caso especfico, no entanto, to acertadamente indica Percecto

    Ibez,44 foi negligenciada na maioria das teorias de interpretao,

    ou como pontos de Frank45 para fora passou ignorar a maioria dos

    advogados.

    No entanto, um princpio tico a ser observado pelos Juzes,

    prosseguir na prova de uma forma analtica, apontando o que faz

    com que cada teste especfico, depois de fazer uma avaliao de

    todas as provas (art. 23 do Cdigo Ibero-americano).

    Portanto, o Juiz deve observar primeiramente o que faz com que

    cada teste de mdia escala atomstica e depois ver todas as provas

    como um conjunto dimenso holstica.46

    A motivao em relao aos fatos, um dos eixos que inclinar a

    balana da justia maior, portanto, a motivao neste aspecto um

    elemento fundamental da deciso.

    ilustrativo do exposto, expondo a Segunda Seco do

    Supremo Tribunal de Espanha na sua deciso de 20 de fevereiro

    44 PERFECTO IBEZ, Andrs, Acerca de la motivacin de los hechos en la sentencia penal em DOXA, n. 12, 1992, p. 263.45 Citado por ibidem, p. 264.46 Holismo (de holo-e-ismo). m. Phil. Doutrina que defende a concepo de cada situao como um todo do que a soma das partes componentes, acepo tomada do Diccionario de la Real Academia de la Lengua Espaola.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 190 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • La motivacin judicial 191

    b. Hechos

    La motivacin de los hechos es de especial relevancia para la deci-

    sin de un determinado asunto; sin embargo, tal como lo seala

    acertadamente Perfecto Ibez,44 ha sido descuidada en la mayo-

    ra de las teoras sobre la interpretacin, o como seala Frank ha

    pasado por alto a la mayora de los juristas.45

    Ahora bien, un principio deontolgico que deben cumplir los

    Jueces, consiste en proceder con el material probatorio de manera

    analtica, sealando qu aporta cada prueba en particular, para pos-

    teriormente realizar una apreciacin del conjunto de las pruebas

    (art. 23 del Cdigo Iberoamericano).

    Por tanto, el Juez debe sealar en primer lugar qu aporta cada

    medio de prueba dimensin atomstica, y posteriormente, apre-

    ciar todas las pruebas en su conjunto dimensin holstica.46

    La motivacin en materia de los hechos, es uno de los ejes que

    inclinan en mayor medida la balanza de la justicia, por lo cual, la

    motivacin en este aspecto se constituye como un elemento funda-

    mental de la decisin.

    Resulta ilustrativo de lo anterior, lo que expuso la Sala Segunda

    del Tribunal Supremo de Espaa, en su sentencia de fecha 20 de

    44 PERFECTO IBEZ, Andrs, Acerca de la motivacin de los hechos en la sentencia penal en DOXA, n. 12, 1992, p. 263.45 Citado por ibidem, p. 264.46 Holismo (De holo- e -ismo). m. Fil. Doctrina que propugna la concepcin de cada reali-dad como un todo distinto de la suma de las partes que lo componen, acepcin tomada del Diccionario de la Real Academia de la Lengua Espaola.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 191 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 192 Motivao judicial

    de 1990, observando que o relato dos factos a pedra angular,

    e que

    ... se no fundamentao sobre o valor que d ao Juiz as provas

    colhidas e limitada sentena, como tem sido a norma at

    recentemente, para expressar a qualificao jurdica dos

    factos que haviam sido declarados, comprovada por um

    argumento que mantida em segredo em conscientes dos

    seus autores, no precisamente a motivao em parte que

    sem dvida o mais importante e em muitos casos o nico

    item sobre o assunto em debate.

    Alm disso, os tribunais federais do Mxico disseram neste

    ponto, que um pr-requisito para corretamente motivar

    declaraes indicando o valor dado a cada um particular47

    dimenso atomista escala e so apreciadas como um todo,

    para dar uma valorao especfica dimenso holstica.48

    Assim, preciso lembrar que uma boa motivao no se limita

    apenas para justificar a lei, mas tambm se referir massa de

    prova, porque este ltimo aspecto um dos pilares para uma boa

    motivao.

    47 Veja a tese VI.1o.P.28 K, localizada no Semanario Judicial de la Federacin y su Gaceta, Novena poca, Tomo XIV, Diciembre de 2001, pgina: 1787, que traz o subttulo: PRUEBAS, LA FALTA DE ESTUDIO DE LAS, RESULTA VIOLATORIA DE GARANTAS.48 Veja o caso localizvel no apndice do Semanario Judicial de la Federacin y su Gaceta, Novena poca, Volume II, Tribunal Penal TCC, Pgina 125, que traz o subttulo: SENTENCIA PENAL. NO SATISFACE LOS REQUISITOS CONSTITUCIONALES DE FUNDAMENTACIN Y MOTIVACIN, SI CON LA SIMPLE RELACIN DE PRUEBAS SE CONCLUYE QUE SE ACREDITARON LOS ELEMENTOS DEL CUERPO DEL DELITO.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 192 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • La motivacin judicial 193

    febrero de 1990, al sealar que la relacin de hechos probados es

    la piedra angular, y que

    ... si no se dan razones sobre el valor que el juzgador concede a la

    prueba practicada y se limita a la sentencia, como ha sido norma

    hasta tiempos recientes, a expresar la calificacin jurdica de

    los hechos que se haban declarado probados mediante un

    razonamiento que se mantena secreto en la conciencia de sus

    autores, falla precisamente la motivacin en aquella parte que,

    sin duda, es la ms importante y constituye en muchos casos el

    tema nico sobre el que versa el debate.

    Tambin los tribunales federales de Mxico han sealado sobre

    este punto, que es requisito fundamental para motivar adecua-

    damente las sentencias el que se exponga el valor que se da a cada

    prueba en particular47 dimensin atomstica, as como que se

    aprecien en su conjunto, para darles un valor determinado48 di-

    mensin holstica.

    As, se debe tener presente que una debida motivacin no se

    limita nicamente a justificar el Derecho, sino tambin, a hacer refe-

    rencia al caudal probatorio, pues este ltimo aspecto es una de las

    piedras angulares para realizar una debida motivacin.

    47 Vase la tesis VI.1o.P.28 K, localizable en el Semanario Judicial de la Federacin y su Gaceta, Novena poca, Tomo XIV, Diciembre de 2001, pgina: 1787, que lleva por rubro: PRUEBAS, LA FALTA DE ESTUDIO DE LAS, RESULTA VIOLATORIA DE GARANTAS.48 Vase la jurisprudencia localizable en el Apndice del Semanario Judicial y su Gaceta, Novena poca, Tomo II, Penal, Jurisprudencia TCC, pgina: 125, que lleva por rubro: SENTENCIA PENAL. NO SATISFACE LOS REQUISITOS CONSTITUCIONALES DE FUN-DAMENTACIN Y MOTIVACIN, SI CON LA SIMPLE RELACIN DE PRUEBAS SE CONCLUYE QUE SE ACREDITARON LOS ELEMENTOS DEL CUERPO DEL DELITO.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 193 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 194 Motivao judicial

    4. Como deve ser escrita a motivao judicial

    Atualmente no tem sido relevante para a elaborao das

    decises judiciais, como uma exigncia da tutela jurisdicional

    efectiva,49 devido, que os actos dos Juzes compreensvel por

    indivduos.

    O Cdigo Ibero-Americano de tica Judicial afirma que os motivos

    devem ser expressos em um estilo claro e preciso, sem recorrer

    a tecnicismos desnecessrios e conciso, que compatvel com o

    pleno entendimento das razes (art. 27).

    Portanto, se um show motivacional o iter decidendi do tribunal,

    mas era incompreensvel para escrever pobres, ou por uso

    desnecessrio da gria, a motivao seria intil porque omitido para

    mostrar claramente a fundamentao do Juiz para decidir a

    controvrsia, ou seja, a motivao seria discutvel.

    Por esta razo, necessrio enfatizar que os motivos so

    claros e precisos, de modo que os indivduos ea sociedade como

    um todo, pode facilmente entend-los e, assim, o fruto do Juiz

    para ser bem compreendida por destinatrios.

    49 Veja o livro do LPEZ RUIZ, Miguel, y LPEZ OLVERA, Miguel Alejandro, Estructura y estilo en las resoluciones judiciales, Suprema Corte de Justicia de la Nacin, y Comisin Nacional de los Derechos Humanos, Mxico, 2007.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 194 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • La motivacin judicial 195

    4. Cmo debe redactarse la motivacin judicial

    Actualmente se ha dado relevancia a la redaccin de las sentencias

    judiciales, pues un requisito de una debida tutela judicial efectiva,49

    consiste en que los actos de los jueces sean comprensibles para los

    justiciables.

    El Cdigo Iberoamericano de tica Judicial seala que las motivacio-

    nes deben estar expresadas en un estilo claro y preciso, sin recurrir a

    tecnicismos innecesarios y con la concisin que sea compatible con

    la completa comprensin de las razones expuestas (art. 27).

    Por lo anterior, si una motivacin mostrara el iter decidendi del

    Juez pero fuera incomprensible por su deficiente redaccin, o bien,

    por un uso innecesario de tecnicismos, de nada servira la moti-

    vacin porque omitira mostrar claramente el razonamiento del

    Juez para decidir la controversia, es decir, la motivacin se volve-

    ra nugatoria.

    Por este motivo, es necesario hacer nfasis en que las motiva-

    ciones sean claras y precisas, de manera que los justiciables, y la

    sociedad en su conjunto, puedan comprender con facilidad las

    mismas, y de esta manera, el fruto del Juez sea debidamente com-

    prendido por sus destinatarios.

    49 Vase el libro de LPEZ RUIZ, Miguel, y LPEZ OLVERA, Miguel Alejandro, Estructura y estilo en las resoluciones judiciales, Suprema Corte de Justicia de la Nacin, y Comisin Nacional de los Derechos Humanos, Mxico, 2007.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 195 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 196

    CaPtulo iii

    Funes de Motivao

    Os papis de motivao, esto contidas no artigo 18 do Cdigo Ibero-

    Americano de tica Judicial, que tem a seguinte redaco:

    Artigo 18. O dever de fundamentao visa garantir a

    legitimidade do tribunal, o bom funcionamento de um

    sistema de desafios processuais, controle adequado do poder

    que os Juzes tm direito e, em ltima anlise, julgamentos,

    justia.

    Nesse sentido, ento, ser apresentado e explicar as funes

    de motivao, portanto, vai procurar desenvolver as suas

    funes.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 196 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 197

    CaPtulo iii

    Funciones de la Motivacin

    Las funciones de la motivacin, se encuentran recogidas en el

    artcu lo 18 del Cdigo Iberoamericano de tica Judicial, el cual, es

    del tenor literal siguiente:

    Art. 18. La obligacin de motivar las decisiones se orienta a

    asegurar la legitimidad del Juez, el buen funcionamiento de un

    sistema de impugnaciones procesales, el adecuado control del

    poder del que los jueces son titulares y, en ltimo trmino, la

    justicia de las resoluciones judiciales.

    En este sentido, a continuacin se presentarn y explicarn las

    funciones de la motivacin, con lo cual, se buscar desarrollar sus

    cometidos.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 197 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 198 Motivao judicial

    1. Bom desempenho de um

    sistema de desafios processuais

    Este recurso parte do que a doutrina conhecida como

    endoprocesal funo, pois seu mbito de aplicao refere-se s

    partes do processo,50 em que a parte prejudicada pela deciso

    pode contest-la de estar ciente de qualquer defeito no iter do Juiz

    motivao.51

    Esta funo de motivao a mais resolvida na tradio

    jurdica, desde sua origem se deve justamente para garantir que as

    partes para contestar as decises de seus superiores.

    Tambm importante, porque, se uma sentena desprovida de

    motivao seria muito difcil contest-la, porque ningum podia

    saber se o Juiz realmente teve em conta todos os argumentos

    e defesas das partes52 (princpio da integralidade que um dever

    50 Cfr. COLOMER HERNNDEZ, Ignacio, La motivacin..., op . cit., p. 124.51 Neste sentido, entendeu a Segunda Sala da Suprema Corte de Justia do Mxico, na tesis aislada, de sob ttulo MOTIVACION DEL ACTO RECLAMADO, localizada no Semanario Judicial de la Federacin y su Gaceta, Parte III, Tomo LV, p. : 30, onde se l: a exigncia de motivao tem por objeto dar, a o quem seja afetado, a oportunidade de conhecer os motivos que a entidade publica tomo em conta para produzir o ato respectivo para que esteja na atitude de defessa, por isso no aceitvel que este objetivo seja cumprido pela circunstancia de que, antes que o ditado do acordo em causa, se invoquem razes que o afetado, fora da petio, desconhece. 52 Veja o Jurisprudncia J. / 139/2005 da Primera Sala da Suprema Corte de Justia do Mxico: Semanario Judicial de la Federacin y su Gaceta, Tomo: XXII, Dezembro de 2005, Pginas: 162, que traz o subttulo: FUNDAMENTACIN Y MOTIVACIN DE LAS RESO-LUCIONES JURISDICCIONALES, DEBEN ANALIZARSE A LA LUZ DE LOS ARTCULOS 14 Y 16 DE LA CONSTITUCIN POLTICA DE LOS ESTADOS UNIDOS MEXI CANOS, RESPECTIVAMENTE e que tem o seguinte teor: Assim, os fundamentos e razes de uma deciso judicial se encontram no anlise abrangente dos itens do litgio, ou seja, no estudo

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 198 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • La motivacin judicial 199

    1. Buen funcionamiento de unsistema de impugnaciones procesales

    Esta funcin se encuadra en lo que la doctrina denomina como una

    funcin endoprocesal, pues su campo de accin se refiere a las par-

    tes del proceso,50 donde la parte perjudicada por la sentencia puede

    impugnar la misma al advertir algn vicio en el iter del Juez en la

    motivacin.51

    Esta funcin de la motivacin es la ms reiterada en la tradicin

    jurdica, pues su origen se debe precisamente para asegurar que

    las partes puedan impugnar las decisiones ante los superiores

    jerrquicos.

    Resulta importante asimismo, pues si una sentencia careciera de

    motivacin resultara muy difcil impugnarla, pues no se podra co-

    nocer si el Juez efectivamente tom en cuenta todos los argumen-

    tos y excepciones de las partes52 (principio de exhaustividad que

    50 Cfr. COLOMER HERNNDEZ, Ignacio, La motivacin..., op. cit., p. 124.51 En este sentido, lo ha entendido la Segunda Sala de la Suprema Corte de Justicia de Mxico, en la tesis aislada, de rubro MOTIVACION DEL ACTO RECLAMADO, localizable en el Semanario Judicial de la Federacin, Tercera Parte, Tomo: LV, pgina: 30, donde se lee lo siguiente: la exigencia de la motivacin tiene por objeto dar, al que resulte afectado, la opor-tunidad de conocer las razones que la autoridad tuvo en cuenta para producir el acto respec-tivo a fin de que est en actitud de defenderse, por lo que no puede admitirse que tal objetivo resulte satisfecho por la circunstancia de que, previamente al dictado del acuerdo correspon-diente, se hayan invocado motivos que el afectado, ajeno a la solicitud relativa, desconoce.52 Vase la jurisprudencia 1a./J. 139/2005 de la Primera Sala de la Suprema Corte de Justicia de Mxico, Fuente: Semanario Judicial de la Federacin y su Gaceta, Tomo: XXII, Diciem-bre de 2005, Pgina: 162, que lleva por rubro: FUNDAMENTACIN Y MOTIVACIN DE LAS RESOLUCIONES JURISDICCIONALES, DEBEN ANALIZARSE A LA LUZ DE LOS AR-TCULOS 14 Y 16 DE LA CONSTITUCIN POLTICA DE LOS ESTADOS UNIDOS MEXI-CANOS, RESPECTIVAMENTE, y donde se puede leer lo siguiente: As, la fundamentacin y motivacin de una resolucin jurisdiccional se encuentra en el anlisis exhaustivo de los

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 199 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 200 Motivao judicial

    tico do Juiz ao abrigo da seco 25 do Cdigo Ibero-Americana)53

    ou para saber dos defeitos da sentena que poderia servir de

    fundamento para impeachment. Nas palavras de Colomer

    Hernndez notamos que o jejum justificativa deciso seria muito

    difcil, seno impossvel de controlar.54

    E interessante o afirmado pelo Tribunal Constitucional do Peru

    no processo n. 2064-2000-Callao, quando se manifesta sobre o

    raciocnio de que onde o Juiz deve apoiar explicitamente a sua

    deciso, persuadindo sua justia boa e, por outro permite que

    qualquer pessoa lesada adequadamente fundamentar o seu

    direito de contestar, posando para as razes superiores legais que

    sustentam seu direito.

    2. Controle de poder-Proibio

    de discriminao arbitrria

    Agora, mais do que nunca, a tica da virtude de motivao, com

    ampla margem a esse respeito,55 o Juiz tem um papel fundamental

    para controlar o seu poder, assim a motivao mostrar que a

    das alegaes e defesas do debate, com base em as normas que permitam a emisso e que fiquem a hiptese que gera a sua concesso, bem como a exposio especfica das circunstncias especiais razes particulares ou causas imediatas tomadas em considerao para a emisso do ato, sendo necessrio, ainda, que haja coerncia entre a fundamentao e as normas aplicveis ao caso. 53 Artigo 25.- A motivao deve ser estendida a todos os argumentos das partes, ou as razes produzidas pelos Juzes que se reuniram antes do sujeito, desde que sejam relevantes para a deciso.54 COLOMER HERNANDEZ, Ignacio, La motivacin..., op. cit., p. 131.55 Cfr. MORA RESTREPO, Gabriel, Justicia..., op. cit., p. 108.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 200 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • La motivacin judicial 201

    constituye un deber tico del Juez segn el artculo 25 del Cdigo

    Iberoamericano),53 o bien conocer los vicios de la sentencia que pu-

    dieran constituir motivos de impugnacin. En palabras de Colomer

    Hernndez podemos sealar que las decisiones ayunas de justifi-

    cacin hara muy difcil, por no decir imposible, su control.54

    Resulta interesante lo expuesto por el Tribunal Constitucional de

    Per en el Caso N. 2064-2000-Callao, cuando expresa respecto

    de la motivacin lo siguiente: es el lugar donde el Juez debe explici-

    tar el sustento de su decisin, persuadiendo de su buena justicia, y

    de otro lado permite a quien se considere agraviado fundamentar

    adecuadamente su derecho de impugnacin, plantendolo al supe-

    rior jerrquico las razones jurdicas que sustentan su derecho.

    2. Control del poder-Interdiccin

    de la arbitrariedad

    Ahora ms que nunca la virtud tica de la motivacin, con el amplio

    margen de configuracin55 con el que cuenta el Juez, juega un papel

    fundamental para controlar su poder, de manera que en la motiva-

    puntos que integran la litis, es decir, en el estudio de las acciones y excepciones del debate, apoyndose en el o los preceptos jurdicos que permiten expedirla y que establezcan la hiptesis que genere su emisin, as como en la exposicin concreta de las circunstancias especiales, razones particulares o causas inmediatas tomadas en consideracin para la emisin del acto, siendo necesario, adems, que exista adecuacin entre los motivos adu-cidos y las normas aplicables al caso.53 Artculo 25.- La motivacin debe extenderse a todas las alegaciones de las partes, o a las razones producidas por los jueces que hayan conocido antes del asunto, siempre que sean relevantes para la decisin.54 COLOMER HERNANDEZ, Ignacio, La motivacin..., op. cit., p. 131.55 Cfr. MORA RESTREPO, Gabriel, Justicia..., op. cit., p. 108.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 201 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 202 Motivao judicial

    sua deciso no foi o resultado da arbitrria mas resultou de um

    exerccio adequado da razo.

    Nesse sentido, Aarnio afirma que a responsabilidade do Juiz

    cada vez mais a responsabilidade de justificar suas decises,56

    porque, como vimos, ao longo do sculo XX e incio do XXI, o Juiz

    tem uma maior possibilidade de que o silogismo paleopositivista

    deciso judicial, em termos de Ferrajoli.

    interessante notar que afirma o prembulo do Cdigo Ibero-

    Americano de tica Judicial, afirmando que o exerccio da funo

    jurisdicional no deve, obviamente, ser arbitrrio, mas s vezes

    inevitvel que o Juiz exerce um poder discricionrio. Inegvel

    que a discricionariedade judicial implica riscos que no podem

    ser resolvidos simplesmente com a regulamentao legal, mas

    necessitam do auxlio de tica.

    Portanto, o tribunal deve fazer tarefa de evocao justificao

    adequada como indicado no context of justification na sociedade,

    especificar claramente as razes da sua escolha, e expressar o iter

    decidendi de sua sentena, de modo que a sua deciso est bem

    fundamentado.

    Assim, fundamentada motivao um meio que pode ajudar a

    controlar o poder com o qual o Juiz, uma vez que as palavras

    56 AARNIO, A., Lo racional como razonable, trad. Jos Snchez Acosta, CEC, Madrid, 1991, p. 29.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 202 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • La motivacin judicial 203

    cin se demuestre que su decisin no fue fruto de la arbitrariedad,

    sino fue consecuencia de un adecuado ejercicio de la razn.

    En este sentido, apunta Aarnio que la responsabilidad del Juez

    se ha convertido cada vez ms en la responsabilidad de justificar sus

    decisiones,56 pues como hemos visto, a lo largo del S.XX y princi-

    pios del XXI, el Juez cuenta con una mayor posibilidad de decisin

    que el paleopositivista silogismo judicial en trminos de Ferrajoli.

    Resulta interesante advertir lo que seala la exposicin de mo-

    tivos del Cdigo Iberoamericano de tica Judicial al sealar que el ejer-

    cicio de la funcin judicial no debe, obviamente, ser arbitrario, pero

    en ocasiones es inevitable que el Juez ejerza un poder discre cional.

    Esa discrecionalidad judicial implica innegables riesgos que no pue-

    den solventarse simplemente con regulaciones jurdicas, sino que

    requieren el concurso de la tica.

    Por lo cual, el juzgador debe realizar una adecuada labor de justi-

    ficacin recurdese lo sealado sobre el context of justification ante

    la sociedad, especificar claramente los motivos de su eleccin, y

    expresar el iter decidendi de su sentencia, de manera que su deci-

    sin, se encuentre debidamente razonada.

    As, la motivacin razonada es un medio que puede ayudar a

    controlar el poder con el que cuenta el Juez, pues en palabras de

    56 AARNIO, A., Lo racional como razonable, trad. Jos Snchez Acosta, CEC, Madrid, 1991, p. 29.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 203 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 204 Motivao judicial

    Bergholtz deciso fundamentada o meio de afirmar o poder

    contra o poder da razo.57

    Assim, essa caracterstica uma evidncia de motivao, que

    permite ao Juiz prprio comportamento auto-controle sobre a

    deciso porque o Juiz s pode oferecer razes que poderiam

    argumentar a motivao, isto , se um argumento particular pode

    ser justificada na deciso, ento voc deve descart-lo. Castillo

    Alva observa que a atividade teve como objetivo incentivar as

    decises judiciais contribui para a prpria auto do Juiz, na medida

    em que as decises devem depender apenas de razes que podem

    justificar.58

    O Tribunal Constitucional Espanhol no Acrdo n 109/1992,

    clara a este respeito, observa que a obrigao de emitir o pedido,

    em resposta a uma deciso baseada na lei (...) no pode ser

    cumprida mediante a emisso de simples uma declarao de

    conhecimento ou de vontade do Juiz de uma forma particular, isto

    , se no for precedida de uma apresentao dos argumentos

    por trs dele. A necessidade de tal motivao familiarizar

    os interessados as razes decisivas, a justificativa para as decises

    que os afetam. Essa exigncia de motivao, proclamada pelo

    art.120,3 da Comunidade Europeia, constitui uma garantia

    essencial do ru pela qual, sem prejuzo da liberdade do Juiz na

    57 BERGHOLTZ, Gunnar, Ratio et auctoritas: algunas consideraciones sobre las decisiones razonadas en DOXA, n. 8, 1990, p. 81.58 CASTILLO ALVA, J. L., et. al., Razonamiento..., op. cit., p. 373.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 204 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • La motivacin judicial 205

    Bergholtz la decisin razonada es el medio de afirmar la facultad

    de la razn frente al poder.57

    Con lo cual, se evidencia esta funcionalidad de la motivacin,

    con lo que se posibilita el propio autocontrol deontolgico del Juez

    sobre la decisin, ya que el juzgador slo puede esgrimir razones

    que pueda aducir en la motivacin, esto es, si un determinado argu-

    mento no puede justificarse en la decisin, entonces debe descar-

    tarlo. Castillo Alva seala al respecto que: la actividad tendiente

    a motivar las resoluciones judiciales coadyuva a un autocontrol del

    propio Juez, en la medida que las decisiones slo deben depender

    de razones que pueda justificar.58

    El Tribunal Constitucional Espaol, en la sentencia nmero

    109/1992, es claro en este sentido, pues seala que: la obligacin

    de dictar como respuesta a la pretensin una resolucin fundada

    en Derecho () no puede considerarse cumplida con la mera emi-

    sin de una declaracin de conocimiento o de voluntad del rgano

    jurisdiccional en un sentido determinado, esto es, si no va precedida

    por una exposicin de los argumentos que la fundamentan. La ne-

    cesidad de dicha motivacin es la de dar a conocer al interesado las

    razones decisivas, el fundamento de las resoluciones que le afectan.

    Dicha exigencia de motivacin, proclamada por el art. 120.3 de

    la CE, constituye una garanta esencial del justiciable mediante la

    cual, sin perjuicio de la libertad del Juez en la interpretacin de

    57 BERGHOLTZ, Gunnar, Ratio et auctoritas: algunas consideraciones sobre las deci-siones razonadas en DOXA, n. 8, 1990, p. 81.58 CASTILLO ALVA, J. L., et. al., Razonamiento..., op. cit., p. 373.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 205 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 206 Motivao judicial

    interpretao das regras, voc pode ver que a soluo dada ao

    caso o resultado da exegese racional do sistema e no o

    resultado de arbitrariedade.

    No entanto, no basta referir quaisquer razes para a motivao,

    j que pode haver razes que so imprprios para justificar a

    deciso, mas devem ser razes que concretizem a justia, como se

    vera discutido na prxima seo.

    3. Justia das resolues

    Lembre-se que o problema central da cincia jurdica o que justo

    em cada caso (Viehweg), para a justia nas palavras de Rawls,

    a primeira virtude das instituies sociais, como a verdade dos

    sistemas de pensamento.59

    No entanto, notou a grande latitude que o Juiz, eles no devem

    ser objecto de arbitrrio, mas deve estar em consonncia com

    um objetivo final para orientar o iter decidendi do tribunal, e esta

    precisamente a justia.

    Na verdade, a discrio do Juiz, de modo a no tornar-se

    arbitrariamente deve estar em consonncia com um objetivo final

    que orienta o context of discovery, e esta a justia e, em seguida

    lembrar que o objetivo final da atividade judicial de justia atravs

    do direito (artigo 35 do Cdigo Ibero-Americano).

    59 RAWLS, John, Teora de la Justicia, Fondo de Cultura Econmica, Mxico, 2010, p. 56.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 206 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • La motivacin judicial 207

    las normas, se pueda comprobar que la solucin dada al caso es

    consecuencia de una exgesis racional del ordenamiento y no el

    fruto de la arbitrariedad.

    Sin embargo, no basta sealar cualquier tipo de razones en la

    motivacin, pues pueden existir razones que no sean aptas para jus-

    tificar la decisin, sino que deben ser razones que concreticen la justi-

    cia como se ver en el siguiente apartado.

    3. Justicia de las resoluciones

    Recordemos que el problema central de la ciencia jurdica es qu es

    lo justo en cada caso (Viehweg), pues la justicia en palabras de

    Rawls es la primera virtud de las instituciones sociales, como la ver-

    dad lo es de los sistemas del pensamiento.59

    Ahora bien, sealado el amplio margen de configuracin que

    tiene el juzgador, el mismo no debe estar sujeto a la arbitrariedad,

    sino debe incardinarse hacia un fin objetivo que gue el iter decidendi

    del juzgador, y sta es precisamente la justicia.

    En efecto, esta facultad discrecional del Juez de manera que no

    se vuelva arbitraria debe incardinarse hacia un fin objetivo que

    gue el context of discovery, y esta es, la justicia, pues recordemos

    que el fin ltimo de la actividad judicial es realizar la justicia por

    medio del Derecho (artculo 35 del Cdigo Iberoamericano).

    59 RAWLS, John, Teora de la Justicia, Fondo de Cultura Econmica, Mxico, 2010, p. 56.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 207 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 208 Motivao judicial

    Isto tem sido claramente expresso no Cdigo, que afirma:

    nas reas de manobra oferecida pela lei, o Juiz deve ser orientada

    por consideraes de justia e equidade (artigo 38).

    Assim, a justificativa deve ser observado sob a luz da justia,

    porque ele deu uma interpretao particular, ou de uma determinada

    regra ou princpio.

    Conclui-se sobre a justeza da deciso, com as palavras do

    Javier Saldaa:

    O que seria to bom que eles se identificam com o Judicirio,

    vamos dizer que para o Juiz de l e finalmente encontra a sua

    legitimidade? O bom que identifica a funo judicial do interesse

    da justia, o bem determinar o que s no caso. Atividade

    Judiciria esperar pela justia, ns esperamos que um Juiz,

    basicamente, saber identificar e dar a cada um o seu vencimento,

    ou se em busca do que mau gosto, dizemos que estamos a lidar

    com a corrupo do Juiz, diante de um grave violao ou

    violaes, com legitimidade suficiente para a responsabilidade

    social.60

    Este trabalho de implementar a justia em casos individuais,

    o ttulo de legitimidade que apoiar Juiz democrtico em suas

    decises, como discutido na prxima seo.

    60 SALDAA SERRANO, Javier, La responsabilidad tica del juez, en El Poder Judicial su Normatividad y Funcin, n. 14, 2009, p. 8.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 208 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • La motivacin judicial 209

    Lo anterior ha quedado claramente sealado en el citado Cdigo

    al sealar que: en las esferas de discrecionalidad que le ofrece el

    Derecho, el Juez deber orientarse por consideraciones de justicia

    y de equidad (artculo 38).

    De esta forma, la motivacin deber sealar bajo la luz de la

    justicia, por qu se dio una determinada interpretacin, o bien, una

    determinada norma o principio.

    Podemos concluir sobre la justicia de la decisin, con las magis-

    trales palabras de Javier Saldaa:

    Cul sera aquel bien interno que identificara a la funcin

    judicial, aqul por el que decimos que el Juez existe y en el que en

    definitiva encuentra su legitimidad? El bien que identifica a la

    funcin jurisdiccional es el bien de la justicia, el bien de deter-

    minar lo justo en el caso concreto. De la actividad judicial

    esperamos la justicia, esperamos fundamentalmente que un

    Juez sepa identificar y dar a cada uno lo que le es debido, o si

    en la bsqueda del mismo ste se desvirta, decimos entonces

    que estamos ante la corrupcin del juzgador, ante un grave

    incumplimiento o infraccin, con la legitimidad suficiente para

    responsabilizarlo socialmente.60

    Esta labor de aplicacin de la justicia en los casos concretos, ser

    el ttulo de legitimacin que dar al Juez el respaldo democrtico en

    sus decisiones, como se ver en el siguiente apartado.

    60 SALDAA SERRANO, Javier, La responsabilidad tica del Juez, en El Poder Judicial su Normatividad y Funcin, n. 14, 2009, p. 8.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 209 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 210 Motivao judicial

    4. Legitimidade das decises judiciais

    Um dos significados de legitimidade, que ser usado neste texto,

    que se refere ao consentimento que deve existir entre membros de

    uma comunidade em aceitar as autoridades constitudas, como

    indicado pela Constituio Federal do Mxico, onde se afirma que

    o poder emana do povo (art. 39).

    Mencionado acima, devemos distinguir dois tipos de

    legitimidade, a legitimidade das decises judiciais e a legitimidade

    da funo jurisdicional, o primeiro encontra-se no ato do tribunal

    de julgamento, enquanto o outro diz respeito legitimidade

    Funo da pessoa-judicial como um todo. No entanto, como ser

    mostrado mais tarde, estes dois esto intimamente relacionados

    com a legitimidade.

    Nesta seo, ns desenvolvemos a legitimidade das decises

    ou sentenas, o segundo ser abordado abaixo.

    A legitimidade das decises judiciais um tema da atualidade

    de grande relevncia, uma vez que a funo do Juiz como

    tivemos a oportunidade de expressar, no na sua origem apoiou

    democrtica, porque os seus membros geralmente no so

    eleitos pelo cidados, o que gera um problema de autoridade das

    decises do Juiz.

    O prembulo do Cdigo Ibero-Americano de tica Judicial

    clara sobre este ponto, declarando que corresponde nota que

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 210 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • La motivacin judicial 211

    4. Legitimidad de las decisiones judiciales

    Una de las acepciones de legitimidad, misma que ser la utilizada

    en este texto, es la que se refiere al consentimiento que debe existir

    entre los miembros de una comunidad para aceptar a las autorida-

    des vigentes, tal como lo seala la Constitucin Federal de Mxico,

    donde se establece que el poder pblico dimana del pueblo (art. 39).

    Sealado lo anterior, debemos distinguir dos tipos de legitimida-

    des, la legitimidad de las decisiones judiciales, y la legitimidad de la

    funcin judicial, la primera recae en el acto generado por el Juez sen-

    tencia, mientras que la otra, se refiere a la legitimidad de la perso-

    na funcin jurisdiccional en su conjunto. Sin embargo, como se

    sealar posteriormente estas dos legitimidades ests ntimamen-

    te relacionadas.

    En este apartado se desarrollar la legitimidad de las sentencias

    o resoluciones judiciales, siendo que el segundo ser abordado en el

    apartado siguiente.

    La legitimidad de las decisiones judiciales es un tema de gran re-

    levancia en la actualidad, pues la funcin del juzgador como ya se

    ha tenido oportunidad de expresar, no cuenta en su origen con el

    respaldo democrtico, pues sus miembros en general, no son elec-

    tos por los ciudadanos, lo cual, genera un problema de la autoridad

    de las decisiones del juzgador.

    La exposicin de motivos del Cdigo Iberoamericano de tica Judi-

    cial es clara en este sentido al sealar corresponde advertir que la

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 211 15/03/2012 02:25:32 p.m.

  • 212 Motivao judicial

    a atual realidade da autoridade poltica, em geral, e o Judicirio, em

    particular, exibe uma visvel crise de legitimidade envolvidos no

    exercer o dever de assegurar que o pblico recuperar a confiana

    nas instituies.

    No entanto, importante notar que a nossa legitimidade

    torna-se ou no deve vir da democracia, a tarefa do Juiz no

    pode ser o consenso do que dita a maioria, a justia no depende

    animus social, porque, como observou Luigi Ferrajoli

    [...] o consenso da maioria do que falso verdadeiro ou falso o

    que verdadeiro, no verdade torna-se uma sentena com

    base em provas falsas ou a falta de provas e falsificou uma

    declarao condenando de forma adequada. A especificidade

    da jurisdio, como eu digo, torn-lo um poder cuja legitimidade

    diferente dos poderes polticos.61

    Uma pessoa inocente pode ser condenado no apenas porque

    dizem que a sociedade to bravo como um todo, apenas para ser

    condenado la se o imperativo da justia assim o exigirem.

    Portanto, se a democracia no um ttulo vlido para legitimar

    as decises judiciais, ento o que ?

    Como observou o Cdigo Ibero-Americano de legitimidade do ttulo

    de decises torna-se a realizao da justia, devido ao que (o suum)

    a quem ele pertence.

    61 PISARELLO, Gerardo y SURIANO, Ramn, Entrevista a Luigi Ferrajoli en ISONOMA, n. 9, 1998, p. 4.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 212 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • La motivacin judicial 213

    realidad actual de la autoridad poltica en general, y de la judicial en

    particular, exhibe una visible crisis de legitimidad que conlleva en los

    que la ejercen el deber de procurar que la ciudadana recupere la

    confianza en aquellas instituciones.

    Ahora bien, es importante destacar que nuestra legitimacin no

    deviene ni debe provenir de la democracia; la labor del Juez

    no puede quedar al consenso de lo que dicte la mayora, la justi-

    cia no depende del animus social, pues como seala Luigi Ferrajoli

    [] el consenso de la mayora no hace verdadero lo que es falso

    ni falso lo que es verdadero; no transforma en verdadera una

    sentencia fundada en pruebas falsas o en la falta de pruebas, ni

    falsifica una sentencia que condene debidamente. Esta especifi-

    cidad de la jurisdiccin, como digo, hace de ella un poder cuya

    legitimacin difiere de la de los poderes polticos.61

    Una persona inocente no puede ser declarada culpable, slo por-

    que lo diga as la sociedad enardecida en su conjunto; nicamente

    debe condenarse a alguien si un imperativo de justicia as lo dicte.

    Entonces, si la democracia no es un ttulo vlido para legitimar

    las decisiones judiciales, entonces, cul es?

    Tal como lo seala el Cdigo Iberoamericano el ttulo de legitimi-

    dad de las sentencias judiciales deviene por la concretizacin de la

    justicia, en dar lo debido (el suum) a quien le corresponde.

    61 PISARELLO, Gerardo y SURIANO, Ramn, Entrevista a Luigi Ferrajoli en ISONOMA, n. 9, 1998, p. 4.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 213 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 214 Motivao judicial

    No entanto, que a justia vista a partir do qual a legitimidade

    das decises judiciais, ento como podemos conciliar o imperativo

    social de uma sociedade democrtica com os ditames da

    justia?

    S com a motivao adequada na deciso como prova de que

    a justia est sendo dado s partes, por isso, tal como referido

    no prembulo do Cdigo Ibero-americano, no o suficiente com

    ser dar a justia, mas tambm e preciso parecer motivar

    adequadamente a deciso de manifesto que a justia realmente

    ocorreu. Voltando tradio romana, e no apenas ganhar a

    discusso, apontando que no havia justia, mas precisa convencer

    o pblico de modo que adere ao de cima e acreditar que ela

    realmente fez justia no caso concreto.

    Assim, a falta de democracia apresentada ab origine, o Juiz

    pode ser resolvido pela sociedade de forma convincente,

    atravs da motivao, que realmente deu a justia no caso

    concreto.

    O Tribunal Constitucional do Peru j salientou o seguinte:

    A motivao de uma sentena a maneira como o Juiz convenceu

    a justificao e legitimao da deciso do canal (Processo no.

    1084-2000-Callao).

    Entretanto, o que foi explicado, s pode convencer o pblico que

    uma determinada frase justo, e, portanto, pode apoiar-se

    democraticamente, no entanto, apoiar a sentena, no significa

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 214 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • La motivacin judicial 215

    Ahora bien, visto que la justicia es de donde proviene la legitimi-

    dad de las decisiones judiciales, entonces cmo se puede conciliar

    el imperativo social de una sociedad democrtica con los dictados

    de la justicia?

    Justamente con una debida motivacin en la sentencia que

    justifique que se est dando la justicia a las partes, de esta mane-

    ra, como se seala en la exposicin de motivos del Cdigo Ibero-

    americano, no basta con ser dar la justicia, sino tambin parecer

    motivar adecuadamente la sentencia para que se manifieste que

    efectivamente se dio la justicia. Retomando la tradicin romana, no

    basta vencer en la argumentacin sealando que se dio justicia,

    sino hace falta convencer al auditorio de manera que ste se adhiera

    a lo expuesto y se convenza de que efectivamente se dio la justi-

    cia en el caso en concreto.

    Con lo cual, la falta de democracia ab origine que presenta el juz-

    gador puede solucionarse a travs del convencimiento de la socie-

    dad, mediante la motivacin, de que efectivamente se dio la justicia

    en el caso en concreto.

    El Tribunal Constitucional de Per, ya ha sealado lo siguiente:

    La motivacin de una sentencia es la forma como el Juez persuade

    de su justificacin y el canal de legitimacin de la decisin (Caso

    No. 1084-2000-Callao).

    Sin embargo, lo que se ha explicitado, nicamente podr con-

    vencer a la sociedad de que una determinada sentencia es justa,

    y por lo mismo, podr respaldar democrticamente la misma; sin

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 215 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 216 Motivao judicial

    que eles tambm apoiar da funo judicial como um todo, portanto,

    requere-se um grau que legitime na forma continua o trabalho do

    Juiz na sociedade, que na minha opinio, a auctoritas gradualmente

    gerar uma boa motivao na sentena.

    5. Motivao como meio para alcanar

    a auctoritas judicial

    Antes de analisar a auctoritas judicial, a referncia legitimidade do

    modelo exegtico legalista, e que actualmente considerado como

    a doutrina predominante.

    Sob o modelo exegtico legalista, a legitimidade do devena

    funo jurisdicional, porque o Juiz aplicou na sua deciso, a vontade

    geral expressa na lei, ou seja, o grau de legitimidade derivada de sua

    adeso ao princpio da legalidade, o tribunal tem direito a apenas

    como o aplicador que vai. Com o advento da doutrina do rule of law,

    que a explicao foi descartada.

    Atualmente, o grosso da populao sob o princpio da

    supremacia da Constituio, argumenta que a legitimidade

    do tribunal a partir da aplicao da Constituio, em que o ttulo

    est imerso na norma bsica. No entanto, esta explicao,

    entretanto, que esclarece vrias questes relativas legitimidade,

    na minha opinio no se desenvolve plenamente o assunto,

    levando em considerao que alguns sistemas legais, como a do

    Mxico, h Juzes que tm apenas competncia em matria

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 216 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • La motivacin judicial 217

    embargo, el respaldo a la sentencia, no significa que se respalde

    tambin a la funcin jurisdiccional en su conjunto, por lo cual, se requie-

    re un ttulo asimismo, que legitime de manera continua la labor del

    Juez ante la sociedad, que ser a mi juicio, la auctoritas que se genere

    paulatinamente por una debida motivacin en las sentencias.

    5. La motivacin como medio para llegar a la auctoritas judicial

    Previo al anlisis de la auctoritas judicial, se har referencia a la legi-

    timidad en el modelo exegtico legalista, y lo que se considera

    actualmente en la doctrina predominante.

    Bajo el modelo exegtico legalista, la legitimidad de la funcin

    judicial devena porque el Juez aplicaba en su sentencia la voluntad

    general plasmada en la ley, es decir, el ttulo de legitimidad provena

    de su apego al principio de legalidad, el juzgador se legitimaba nica-

    mente como el aplicador de la dicha voluntad. Con el advenimiento,

    de la doctrina del rule of law, dicha explicacin ha sido descartada.

    Actualmente, la corriente predominante bajo el principio de la

    Supremaca de la Constitucin, sostiene que la legitimidad del Juez

    proviene por la aplicacin de la Constitucin, en la que su ttulo se

    encuentra inmerso en la norma fundamental. Sin embargo, dicha

    explicacin, no obstante que dilucida varias cuestiones relativas a la

    legitimidad, a mi juicio no desarrolla en su totalidad el tema en cues-

    tin, tomando en consideracin que algunos sistemas jurdicos

    como, por ejemplo, el de Mxico, existen jueces que slo tienen com-

    petencia en materia de legalidad, es decir, carecen del control

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 217 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 218 Motivao judicial

    de direito, ou seja, a falta de controle constitucional, como se esse

    poder reservado aos tribunais federais.62

    Assim, buscamos para completar a teoria explicada acima, com

    a auctoritas, de modo que possam contribuir para legitimar a funo

    jurisdicional.

    Exposto acima, preciso primeiro identificar o que se entende

    pela auctoritas, como entendido pelos romanos.

    A autoridade, tal como foi concebida, em Roma, reconhecido

    no terceiro significado do dicionrio da Real Academia da Lngua

    Espanhola que afirma que o prestgio e de crdito que reconhece

    uma pessoa ou instituio para a sua legitimidade ou a sua

    qualidade e especializao em qualquer assunto.

    Em Roma, ele distinguia a auctoritas de potestas, o primeiro era

    um atributo dos sbios, que foi realizada pelo Senado em suas

    62 Veja o P. casos / J. 74/99 Pleno da Corte Suprema do Mxico, visvel no Semanario Judicial de la Federacin y su Gaceta, Volume X, agosto de 1999, Pgina: 5, que traz o texto do ttulo e da seguinte forma: CONTROL DIFUSO DE LA CONSTITUCIONALIDAD DE NORMAS GENERALES. NO LO AUTORIZA EL ARTCULO 133 DE LA CONSTITUCIN. A linguagem expresso do artigo 133 da Constituio Federal indica que os Juzes em cada Estado devem estar em conformidade com a Constituio, leis e tratados, apesar das disposies contrrias nas constituies e leis dos Estados .. No sentido literal, se pronuncio o Supremo Tribunal Federal, no entanto, a posio defendida mais tarde pelo Supremo Tribunal, predominantemente, tem sido em outro sentido, tendo em conta uma interpretao sistemtica da norma e os princpios que moldam o nosso Constituio. O Tribunal Supremo considera que o artigo 133 da Constituio, no uma fonte de poderes de controlo constitucional para o exerccio das autoridades que fazem funes materialmente jurisdicionais, em relao com atos externos, tais como as leis do Congresso, nem de suas prprias aes, o que lhes permite desconhecer uns e outros, ento essa disposio deve ser interpretada luz do sistema institudo pela prpria Constituio para esse efeito.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 218 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • La motivacin judicial 219

    constitucional, siendo que dicha facultad se encuentra reservada

    nicamente a los tribunales federales.62

    As, se buscar completar la teora explicada con anterioridad,

    con la auctoritas, de manera que coadyuve a legitimar la funcin

    judicial.

    Expuesto lo anterior, en primer lugar debemos sealar qu se

    entiende por la auctoritas, tal como lo entendan los romanos.

    La autoridad, tal como era conceptualizada en Roma, es reco-

    gida en la tercera acepcin del diccionario de la Real Academia de la

    Lengua Espaola que seala que es el prestigio y crdito que se

    reco noce a una persona o institucin por su legitimidad o por su cali-

    dad y competencia en alguna materia.

    En Roma se distingua la auctoritas de la potestas, la primera era

    un atributo de aquellas personas sabias, la cual, era detentada por

    62 Vase la jurisprudencia P./J. 74/99 del Pleno de la Suprema Corte de Justicia de Mxico, visible en el Semanario Judicial de la Federacin y su Gaceta, Tomo X, Agosto de 1999, Pgina: 5, que lleva como rubro y texto los siguientes: CONTROL DIFUSO DE LA CONS-TITUCIONALIDAD DE NORMAS GENERALES. NO LO AUTORIZA EL ARTCULO 133 DE LA CONSTITUCIN.El texto expreso del artculo 133 de la Constitucin Federal previe-ne que Los Jueces de cada Estado se arreglarn a dicha Constitucin, leyes y tratados a pesar de las disposiciones en contrario que pueda haber en las Constituciones o leyes de los Estados. En dicho sentido literal lleg a pronunciarse la Suprema Corte de Justicia; sin embargo, la postura sustentada con posterioridad por este Alto Tribunal, de manera pre-dominante, ha sido en otro sentido, tomando en cuenta una interpretacin sistemtica del precepto y los principios que conforman nuestra Constitucin. En efecto, esta Suprema Corte de Justicia de la Nacin considera que el artculo 133 constitucional, no es fuente de facultades de control constitucional para las autoridades que ejercen funciones material-mente jurisdiccionales, respecto de actos ajenos, como son las leyes emanadas del propio Congreso, ni de sus propias actuaciones, que les permitan desconocer unos y otros, pues dicho precepto debe ser interpretado a la luz del rgimen previsto por la propia Carta Magna para ese efecto.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 219 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 220 Motivao judicial

    origens, e que ele era o saber socialmente conhecido,63 em

    contraste com a potestas foi que o poder socialmente conhecida,

    que se distingue pela sua capacidade coercitiva auctoritas

    elemento que permite a imposio de sua vontade, mesmo contra

    o consentimento de um terceiro.

    Autoridades atriburam a auctoritas emitiu pareceres que no

    tinha fora executria mesmo, porm, no precisava tanto a forma

    de uma ordem, potestas ou a nsia de ser ouvido coero.64

    Theodor Mommsen disse a respeito que mais do que uma opinio,

    ea menos que uma ordem, uma viso que no pode ser ignorado

    sem correr um risco.65

    A este respeito, as opinies das autoridades porque eles prprios

    eram a fora da razo, e no a lgica da fora (non ratione imperii

    sed rationis imperio), e, portanto, as pessoas que estavam dirigindo

    estas vistas sentia limitado por elas.

    No entanto, no que diz respeito ao papel da motivao, considerar

    as sentenas como uma maneira de ir fornecendo a funo judicial

    de auctoritas, a fundamentao da motivao e justificativa que

    eles deram-lhe apenas que responsvel, pode ser um canal para

    dar gradualmente a funo judicial de auctoritas, e desta forma,

    legitima esse poder para a sociedade.

    63 DORS, lvaro, Derecho..., op. cit., p. 41.64 Cfr. ARENDT, Hannah, Entre el pasado y el futuro, Ediciones Pennsula, Barcelona, 2003, p. 195.65 Citado por Idem.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 220 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • La motivacin judicial 221

    el Senado en sus orgenes, y que consista en aquel saber social-

    mente reconocido,63 a diferencia de la potestas que era aquel poder

    socialmente conocido, el cual, se distingue de la auctoritas por su

    posibilidad coercitiva elemento que posibilita imponer la voluntad

    propia aun en contra del consentimiento de un tercero.

    Los funcionarios atribuidos de auctoritas emitan opiniones, mis-

    mas que carecan de coercibilidad; sin embargo, no necesitaban ni la

    forma de una orden potestas ni el apremio exterior para hacerse

    or coercin.64 Theodor Mommsen deca al respecto que ms

    que una opinin y menos que una orden, una opinin que no se

    puede ignorar sin correr un peligro.65

    En este sentido, las opiniones de las autoridades se seguan

    porque tenan en s la fuerza de la razn, y no la razn de la fuerza

    (non ratione imperii sed rationis imperio), y por lo mismo, las personas

    a las cuales se dirigan dichas opiniones se sentan vinculadas por

    las mismas.

    Ahora bien, en lo tocante a la funcin de la motivacin, consi-

    dero que las sentencias son un camino para ir dotando a la funcin

    judicial de auctoritas; las razones aducidas en la motivacin y que jus-

    tifiquen que stas dieron lo justo a quien le corresponde, pueden

    ser un canal para dotar paulatinamente a la funcin judicial de la

    auctoritas, y de esta manera, se legitime este poder ante la sociedad.

    63 DORS, lvaro, Derecho..., op. cit., p. 41.64 Cfr. ARENDT, Hannah, Entre el pasado y el futuro, Ediciones Pennsula, Barcelona, 2003, p. 195.65 Citado por Idem.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 221 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 222 Motivao judicial

    Como observado Ordoez Solis a eleio popular do Juiz e no

    pode ser considerado seriamente como a nica forma de legitimar

    o exerccio da funo judicial. De fato, a legitimidade mais

    adequada do Poder Judicirio da eleio, mas a confiana da

    sociedade em seus Juzes.66

    Ou, nas palavras de Luigi Ferrajoli:

    A fonte de legitimidade da jurisdio no o modo democrtico

    de poder poltico ou a tarefa executiva, de modo que sua

    legitimidade dada pela sua sujeio lei. E em um sentido mais

    amplo da palavra, da verdade de suas decises. Leis, negcios

    jurdicos, so atos que se caracterizam pela sua discrio ou

    autonomia de seus autores e, obviamente, no requerem uma

    motivao real para ser vlida. Em contrapartida, os julgamentos

    so atos cuja validade repousa sobre a evidncia dos fatos que

    so discutidos com base ou a verdade das suas qualificaes

    legais.67

    Assim, a funo jurisdicional ser legitimado atravs dos

    fundamentos da deciso, que declarou as razes pelas quais

    a justia est a ser dada em cada caso particular, e, neste sentido,

    o Judicirio como um todo pode apreciar a auctoritas para

    legitimar o seu papel, de modo que a fora da deciso no se

    torne uma simples coero, mas sim, a razoabilidade das suas

    decises.

    66 ORDOEZ SOLIS, David, La independencia judicial en clave tica: la confianza de una sociedad democrtica en sus jueces en Principios de la tica Judicial Iberoamericana: Independencia, Suprema Corte de Justicia de la Nacin, Mxico, 2009, p. 13.67 PISARELLO, Gerardo y SURIANO, Ramn, Entrevista..., op. cit., p. 4.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 222 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • La motivacin judicial 223

    Como seala Ordoez Sols la eleccin popular del Juez ya no

    puede considerarse seriamente como la nica forma de legitimar el

    ejercicio de la funcin judicial. En efecto, la legitimacin ms apro-

    piada del poder judicial no proviene de la eleccin sino de la confian-

    za de la sociedad en sus jueces.66

    O en palabras de Luigi Ferrajoli:

    La fuente de legitimacin de la jurisdiccin no es democrtica al

    modo de los poderes polticos o la tarea ejecutiva, por lo que su

    legitimidad viene dada por su sujecin a la ley. Y en una acepcin

    ms amplia de la palabra, por la verdad de sus decisiones. Las leyes,

    los negocios jurdicos, son actos que se caracterizan por su dis-

    crecionalidad o la autonoma de sus autores, y evidentemente

    no requieren de una motivacin verda dera para tener validez.

    Por el contrario, las sentencias son actos cuya validez reposa

    sobre la prueba de los hechos que se discuten, sobre la funda-

    mentacin o verdad de su cualificacin jurdica.67

    De esta manera, la funcin jurisdiccional se ir legitimando a

    travs de la motivacin de la sentencia, donde se expresen las razo-

    nes por las cuales se est dando la justicia en cada caso en concreto,

    y en este sentido, la funcin judicial en su conjunto, podr gozar

    de la auctoritas que legitime su funcin, de manera que la fuerza de

    la decisin no devenga de una simple coercin, sino ms bien, de la

    razonabilidad de sus decisiones.

    66 ORDOEZ SOLIS, David, La independencia judicial en clave tica: la confianza de una sociedad democrtica en sus jueces en Principios de la tica Judicial Iberoamericana: Independencia, Suprema Corte de Justicia de la Nacin, Mxico, 2009, p. 13.67 PISARELLO, Gerardo y SURIANO, Ramn, Entrevista..., op. cit., p. 4.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 223 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 224 Motivao judicial

    O filsofo francs Jean Paul Sartre disse que o homem nada

    mais do que o que ele faz de si mesmo. Tambm expressou que

    a existncia precede a essncia, e lembra a este respeito, que as

    aes das pessoas vai definindo o ser humano em geral.68

    Traduzindo essa idia para questes de competncia, poderamos

    dizer que o Juiz no simplesmente o que ele faz, por suas decises,

    e afirmando que as sentenas podem definir seu status na sociedade,

    que consistem na sua auctoritas. Assim, os julgamentos do tribunal

    podem fazer a diferena na viso de mundo do Juiz, porque em

    todo o desempenho do Juiz passa o prestgio do prprio Judicirio

    e cada um dos seus membros,69 ou, usando uma frmula bblica,

    observou que os frutos dos Juzes pode ser (re) conhecido deles para

    a sociedade.

    O Tribunal Constitucional Espanhol j usou alguns desses

    conceitos para destacar este fator em suas decises, e, no processo

    54/1997 estabelece que: A estrutura da frase tem sido sempre

    uma parte dedicada a justificar legalmente a deciso terminar a

    frase, pea ou falha que leva ao imperium ou potestas. O argumento

    que precede o pronunciamento judicial formal fornece a deciso da

    auctoritas e lhe d o poder da razo.

    68 SARTRE, J. P., El existencialismo es un humanismo, Edhasa, Barcelona, 2000.69 SALDAA SERRANO, J., La responsabilidad..., op. cit., p. 8.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 224 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • La motivacin judicial 225

    El filsofo francs Jean Paul Sartre, sealaba que el hombre no es

    otra cosa que lo que hace de s mismo. Expresa tambin que la existen-

    cia precede a la esencia, y seala en ese sentido que las acciones de

    las personas definen gradualmente al ser humano en general.68

    Trasladando dicha idea a materia jurisdiccional, podramos

    expresar que el Juez no es otra cosa que lo que l hace mediante

    sus sentencias, y afirmar que las sentencias, podrn definir su status

    ante la sociedad, el cual consistir en su auctoritas. As, las senten-

    cias del Juez podrn generar un cambio de cosmovisin del juzgador,

    pues en cada actuacin del juzgador va de por medio el prestigio del

    propio Poder Judicial y de cada uno de sus integrantes;69 o bien, uti-

    lizando una frmula bblica, podemos sealar que por los frutos de

    los jueces podrn ser (re)conocidos stos ante la sociedad.

    El Tribunal Constitucional Espaol ya ha utilizado algunos de

    estos conceptos para resaltar este factor en sus decisiones judicia-

    les, y seala en la sentencia 54/1997 lo siguiente: La estructura de

    la sentencia contiene, desde siempre, una parte dedicada a justificar

    jurdicamente la decisin en que termina la sentencia, parte disposi-

    tiva o fallo que lleva dentro el imperium o la potestas. La argumen-

    tacin que precede al solemne pronunciamiento judicial dota a la

    sentencia de la auctoritas y le proporciona la fuerza de la razn.

    68 SARTRE, J. P., El existencialismo es un humanismo, Edhasa, Barcelona, 2000.69 SALDAA SERRANO, J., La responsabilidad..., op. cit., p. 8.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 225 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 226

    CaPtulo iV

    Motivao quanto oramento da outras virtudes deontologicas

    A motivao no relevante apenas para as funes

    descritas acima, mas tambm porque est intimamente

    ligada com as outras virtudes, tica, e que alguns se baseiam, ou

    complementos.

    Ento, vamos nos referir brevemente a algumas virtudes

    que esto diretamente relacionados com o raciocnio judicial, que

    pode ser visto que a motivao real prtico ter eficcia outras

    virtudes.

    1. Imparcialidade

    Sem uma motivao para refletir a deciso do Juiz, seria muito

    difcil saber se o Juiz agiu com imparcialidade em um caso

    particular, como a base de uma deciso a nica pista que

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 226 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 227

    CaPtulo iV

    Motivacin como presupuesto de otras virtudes deontolgicas

    La motivacin no slo es relevante por las funciones descritas con

    anterioridad, sino tambin, porque la misma se encuentra estrecha-

    mente vinculada con otras virtudes deontolgicas, ya que a algunas

    les sirve de fundamento, o bien, las complementa.

    A continuacin se har referencia brevemente a algunas virtu-

    des que se relacionan directamente con la motivacin judicial, con

    lo que se podr apreciar que la motivacin tiene una verdadera ope-

    ratividad prctica para que otras virtudes tengan efectividad.

    1. Imparcialidad

    Sin una motivacin que reflejara la decisin del juzgador, resultara

    muy difcil saber si el juzgador actu con imparcialidad en un deter-

    minado asunto, pues la fundamentacin de una resolucin es el

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 227 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 228 Motivao judicial

    permite ao Juiz determinar se o conflito foi resolvido de forma

    justa.70

    Assim, o raciocnio usado para determinar se a deciso est

    ligado aos cnones da justia imparcial, porque com a motivao

    adequada, poderia garantir a realizao da justia atravs do direito

    e que nenhum benefcio ou prejudicar qualquer partes de qualquer

    relao interpessoal.

    2. Independncia

    Por razes semelhantes s de equidade, a motivao tambm

    desempenha um papel importante em determinar se um Juiz segue

    o princpio da independncia, pois a independncia do Judicirio

    aquele que determinada a partir da legislao vigente a deciso

    certa (art. 2o Cdigo Iberoamericano), que pode ser visto e verificado

    se o raciocnio jurdico aplicado a mecanismos jurdicos adequados

    para assegurar a justia da deciso.

    Assim, a motivao essencial tambm para preservar este

    princpio da tica, em seguida, o Juiz deve aplicar a justia atravs da

    Direito, sem qualquer outro factor que afecta a sua determinao.

    3. Princpio da integralidade. Garantia da uma defesa adequada

    Alm disso, a motivao relevante e que os motivos devem ser

    encaminhados a esses argumentos ou excees lanadas pelas

    70 CASTILLO ALVA, Jos Luis, Razonamiento..., op. cit., p. 371.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 228 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • La motivacin judicial 229

    nico rastro que posibilita comprobar si el juzgador ha resuelto

    imparcialmente la contienda.70

    De esta forma, la motivacin sirve para constatar si la decisin

    se encuentra apegada a los cnones de una justicia imparcial, pues

    con una debida motivacin, podr garantizarse la concrecin de

    la justicia por medio del Derecho, y que no benefici o perjudic a

    alguna de las partes por algn vnculo interpersonal.

    2. Independencia

    Por razones semejantes a las de la imparcialidad, la motivacin

    tambin juega un papel importante para determinar si un Juez

    acat el principio de independencia, pues el Juez independiente

    es aquel que determina desde el Derecho vigente la decisin justa

    (Art. 2 Cdigo Iberoamericano), lo cual, puede constatarse y verificar-

    se, si en la motivacin judicial se aplicaron los dispositivos jur dicos

    adecuados para garantizar la justicia de la decisin.

    Con lo cual, la motivacin, tambin es fundamental para preservar

    este principio deontolgico, pues el Juez debe aplicar la justicia por me-

    dio del Derecho, sin ningn otro factor que incida en su determinacin.

    3. Principio de exhaustividad. Garanta de una debida defensa

    Asimismo, la motivacin resulta relevante ya que en la motivacin

    debe hacerse referencia a todos aquellos argumentos o excepciones

    70 CASTILLO ALVA, Jos Luis, Razonamiento..., op. cit., p. 371.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 229 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 230 Motivao judicial

    partes para comprovar suas aes, ou excees, pois lembre-se que

    a motivao adequada deve se estender a todos os argumentos

    das partes (s. 25. Cdigo Ibero-Americano).

    Assim, com a devida motivao pode verificar o cumprimento

    deste princpio da integralidade ou adequao da sentena,

    garantindo assim uma garantia de defesa adequada para as partes,

    justamente a motivao pode ser verificado que o Juiz levou em

    considerao os argumentos pelas partes para comprovar suas

    respectivas reivindicaes.

    4. Legalidade

    Pelo contrrio, deve agora ser chamado juridicidade, uma vez que o

    Juiz no forosamente obrigado a aplicar a lei, mas pode buscar

    outras fontes legais, nos termos j explicados.

    Acima referido, o princpio da motivao, ajuda a garantir que o

    Juiz aplicou a fonte jurdica suportados pelo sistema legal, ele ser

    refletido no raciocnio jurdico e, com isso, achando que sua deciso

    no era o resultado da arbitrria, mas sujeita aos princpios de

    direito e justia.

    5. Publicidade Transparncia

    Em termos de Bentham A publicidade a alma da justia. Nesse

    sentido, a motivao tambm garante que o iter decidendi do

    tribunal para resolver a questo est devidamente refletido no

    raciocnio jurdico, permitindo a propaganda para garantir a justia

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 230 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • La motivacin judicial 231

    vertidos por las partes para acreditar sus acciones o excepciones,

    pues recurdese que una debida motivacin debe extenderse a todas

    las alegaciones de las partes (art. 25 del Cdigo Iberoamericano).

    As, con una debida motivacin se puede constatar el acatamien-

    to a este principio de exhaustividad o congruencia de la sentencia, y

    as garantizar una debida garanta de defensa para las partes, pues

    justamente en la motivacin puede verificarse que el juzgador tom

    en consideracin los argumentos esgrimidos por las partes para

    acreditar sus respectivas pretensiones.

    4. Legalidad

    Ms bien debera ahora llamarse juridicidad, pues el juzgador no se

    encuentra constreido a aplicar indefectiblemente la ley, sino puede

    acudir a otras fuentes jurdicas, en los trminos ya explicados.

    Sealado lo anterior, el principio de motivacin coadyuva a veri-

    ficar que el juzgador aplic la fuente jurdica admitida por el orde-

    namiento jurdico, misma que se reflejar en la motivacin judicial, y

    con esto, constatar que su decisin no fue fruto de la arbitrariedad,

    sino sujeta a los principios del Derecho y la justicia.

    5. Publicidad-Transparencia

    En trminos de Bentham la publicidad es la verdadera alma de la

    justicia. En este sentido, la motivacin asimismo, garantiza que

    el iter decidendi del Juez para resolver la cuestin quede debidamen-

    te plasmado en la motivacin judicial, con lo que dicha publicidad

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 231 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 232 Motivao judicial

    da deciso, porque a transparncia das aes do Juiz uma

    garantia da imparcialidade de suas decises (art. 56 do Cdigo

    Ibero-Americano).

    6. Interpretar o significado do fracasso

    Muitas vezes acontece que as pessoas sabem o alcance ou

    significado de qualquer parte dispositiva da dificuldade, qual a

    motivao torna-se um fator chave para atingir estes fins, e se h

    ambigidade em uma certa expresso, voc pode ir para o parte

    para resolver as dvidas e, assim, se torna uma ferramenta de

    motivao para aprender frase adequada.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 232 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • La motivacin judicial 233

    posibilita garantizar la justicia de la decisin, pues la transparencia

    de las actuaciones del Juez es una garanta de la justicia de sus deci-

    siones (art. 56 del Cdigo Iberoamericano).

    6. Interpretar el sentido del fallo

    Muchas veces ocurre que los justiciables desconocen el alcance o el

    significado de alguna parte resolutiva del fallo, con lo que la motiva-

    cin se vuelve un factor imprescindible para conocer dichos extre-

    mos, y en caso de que exista ambigedad en una determinada

    expresin, puede acudirse a la parte dispositiva para resolver las

    dudas, y as, se convierte la motivacin en una herramienta para

    conocer debidamente la sentencia.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 233 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 234

    CaPtulo V

    Concluso

    1. A motivao um dos elementos representativos do

    Estado constitucional e democrtico de direito, onde o foco

    sobre o motivo da arbitrariedade. Ou seja, concebida sobre os

    indivduos e a sociedade como um todo e os seres livres e

    autnomos que tm direito a conhecer as razes para decidir

    uma disputa.

    2. A evoluo histrica do raciocnio jurdico nos ensina que

    nos regimes geral, absolutista e autocrtico no exigem a

    obrigao de dar razes ou proibido, o acima porque o foco

    est na fora ou coero sobre os motivos de decises

    judiciais.

    3. Motivao adequada, levando em conta os princpios

    ticos devem ser tais que o contexto da justificao uma

    reflexo sobre o contexto da descoberta tambm apresentar

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 234 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 235

    CaPtulo V

    Conclusiones

    1. La motivacin es uno de los elementos representativos de los

    estados constitucionales y democrticos de Derecho, en donde se

    privilegia la razn, sobre la arbitrariedad. Es decir, se concibe a los

    justiciables y a la sociedad en su conjunto como seres libres y aut-

    nomos los cuales tienen derecho a conocer las razones que deciden

    una controversia.

    2. La evolucin histrica de la motivacin judicial nos ensea que

    en general, en los regmenes absolutistas y autocrticos no se exige

    la obligacin de motivar, o bien se le prohbe, lo anterior obedece a

    que se privilegia la fuerza o coercin, sobre la razn de las decisio-

    nes judiciales.

    3. Una adecuada motivacin, atento a los principios deontolgi-

    cos, debe realizarse de manera que el contexto de justificacin sea

    reflejo del contexto de descubrimiento; asimismo que presente una

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 235 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 236 Motivao judicial

    uma justificao adequada interna e externa, visto tambm sobre

    os fatos e o direito, e Finalmente, clara e compreensvel para os

    destinatrios.

    4. A motivao tem vrias funes em um estado de direito,

    como uma oportunidade adequada para impugnar as decises

    judiciais, auto-controle do Juiz ou a proibio da justia arbitrria da

    resoluo e da legitimidade do tribunal.

    5. A motivao judicial tambm se constitui como um pr-

    requisito ou facilitador de outras virtudes ticas como a justia, a

    independncia, o princpio de coerncia, legalidade, transparncia

    e interpretao do significado do fracasso.

    6. A legitimidade das decises judiciais para a justia torna-se

    uma deciso devidamente justificada para assegurar a consolidao

    democrtica a ela, de modo a conciliar ambos os imperativos da

    justia, tais como a democracia.

    7. Devido a justia encarnada motivao contribuir para

    legitimar a funo jurisdicional, de modo que o Juiz pode estabelecer-

    se como um ser dotado de auctoritas, que privilegia o poder da razo,

    sob o argumento da fora.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 236 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • La motivacin judicial 237

    adecuada justificacin interna y externa; tambin que verse sobre

    los elementos de hecho y de Derecho; y por ltimo que sea clara y

    comprensible para los destinatarios.

    4. La motivacin tiene diversas funciones en un estado de Derecho,

    tales como posibilidad de impugnar adecuadamente las resoluciones

    judiciales, autocontrol del Juez o interdiccin de la arbitrariedad, justi-

    cia de la resolucin, y legitimidad del Juez.

    5. La motivacin judicial, asimismo, se constituye como presupues-

    to o facilitador de otras virtudes ticas, tales como imparcialidad, in-

    dependencia, principio de congruencia, juridicidad, transparencia, e

    interpretacin del sentido del fallo.

    6. La legitimidad de las decisiones judiciales deviene por la justi-

    cia de la decisin debidamente justificada a fin de garantizar el res-

    paldo democrtico a la misma, de manera que se puedan conciliar

    tanto los imperativos de justicia, como los de la democracia.

    7. La justicia plasmada debidamente en la motivacin coadyu-

    var a legitimar a la funcin jurisdiccional, de manera que el Juez

    pueda constituirse como un ente dotado de auctoritas, donde se

    privilegie la fuerza de la razn, sobre la razn de la fuerza.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 237 15/03/2012 02:25:33 p.m.

  • 238

    refernCias bibliogrfiCas

    AARNIO, A., Lo racional como razonable, trad. Jos Snchez Acosta,

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    demostracin de la decisin judicial? Una mirada en el estado

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    ALEXY, Robert, Teora del discurso y derechos humanos, Universidad

    Externado de Colombia, Bogot, 1995.

    , Derecho y razn prctica, Fontanamara, Mxico,

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    ARENDT, Hannah, Entre el pasado y el futuro, Ediciones Pennsula,

    Barcelona, 2003.

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  • 239

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    ATIENZA, Manuel, El derecho como argumentacin, Fontanamara,

    Mxico, 2005.

    BERGHOLTZ, Gunnar, Ratio et auctoritas: algunas consideraciones

    sobre las decisiones razonadas en DOXA, n. 8, 1990.

    D ORS, lvaro, Derecho Privado Romano, EUNSA, Pamplona, 2004.

    CASTILLO ALVA, Jos Luis, et. al., Razonamiento judicial, ARA Editores,

    Lima, 2006.

    COLOMER HERNNDEZ, Ignacio, La motivacin de las sentencias: sus

    exigencias constitucionales y legales, Tirant, Valencia, 2003.

    FAZIO, Mariano, Historia de las ideas contemporneas, Rialp, Madrid,

    2007.

    LPEZ RUIZ, Miguel y LPEZ OLVERA, Miguel Alejandro, Estructura

    y estilo en las resoluciones judiciales, Suprema Corte de Justicia de la

    Nacin, y Comisin Nacional de los Derechos Humanos, Mxico,

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    MURILLO VILLAR, Alfonso, La motivacin de la sentencia en el

    proceso civil romano en Cuadernos de Historia del Derecho, n. 2,

    1995.

    NIETO, Alejandro, El arbitrio Judicial, Ariel, Barcelona, 2000.

    ORDOEZ SOLIS, David, La independencia judicial en clave tica:

    la confianza de una sociedad democrtica en sus jueces en

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 240 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • La motivacin judicial 241

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    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 241 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • 242 Motivao judicial

    Principios de la tica Judicial Iberoamericana: Independencia, Suprema

    Corte de Justicia de la Nacin, Mxico, 2009.

    PADILLA SAHAGN, Gumesindo, Derecho romano, McGraw Hill,

    Mxico, 2006.

    PERELMAN, Cham, et. al., Tratado de la Argumentacin, la nueva

    retrica, Gredos, Madrid, 2006.

    PERFECTO IBEZ, Andrs, Acerca de la motivacin de los hechos

    en la sentencia penal en DOXA, n. 12, 1992.

    PISARELLO, Gerardo y SURIANO, Ramn, Entrevista a Luigi

    Ferrajoli en ISONOMA, n. 9, 1998.

    RAWLS, John, Teora de la Justicia, Fondo de Cultura Econmica,

    Mxico, 2010.

    ROSS, A., Sobre el Derecho y la Justicia, trad. Genaro Solrzano,

    Editorial Universitaria de Buenos Aires, Buenos Aires, 1994.

    SALDAA SERRANO, Javier, La responsabilidad tica del juez en

    El Poder Judicial su Normatividad y Funcin, n. 14, 2009.

    SARTRE, Jean Paul, El existencialismo es un humanismo, Edhasa,

    Barcelona, 2000.

    TARUFFO, Michele, La motivacin de la sentencia civil, Trad. Lorenzo

    Crdova Vianello, Tribunal Electoral del Poder Judicial de la

    Federacin, Mxico, 2006.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 242 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • La motivacin judicial 243

    Principios de la tica Judicial Iberoamericana: Independencia, Suprema

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    rial Universitaria de Buenos Aires, Buenos Aires, 1994.

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  • 244 Motivao judicial

    VIEHWEG, Theodor, Topica e giurisprudenza, trad.it., G. Crif, Tistem,

    Miln, 1962.

    VIGO, Rodolfo Luis, De la ley al Derecho, Porra, Mxico, 2005.

    WROBLEWSKY, J., Legal decisin and its justification in Meaning

    and truth in Judicial Decision, Jurdica, Helsinki, 1979.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 244 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • La motivacin judicial 245

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    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 245 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • Terceiro lugar

    LUZES SOBRE TMIS:

    A MOTIVAO COMO

    IMPERATIVO TICO E

    LEGITIMADOR DO JUIZ

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 246 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • Tercer lugar

    Rafael Ramos Monteiro de Souza*

    LUCES SOBRE TEMIS:

    LA MOTIVACIN COMO

    IMPERATIVO TICO Y

    LEGITIMADOR DEL JUEZ

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 247 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 248 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • * Doctor en Derecho. Director del Departamento de Diseo Estratgico de la Abogaca General de la Unin (AGU)

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 249 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • 250

    CaPtulo i

    Consideraes iniciais

    Good laws are such laws for which good reasons can

    be given; good decisions are such decisions for which

    good reasons can be given.

    Jeremy Bentham

    Rationale of Judicial Evidence

    A simblica representao da justia pela figura da deusa Tmis,

    mediante a fora da espada, o equilibro da balana e a iseno

    dos olhos vendados revela um conjunto chave de atributos que

    se esperam do Poder Judicirio. Tal trade, ao mesmo tempo

    que constitui a imagem de sua atuao cogente ante a vedao

    do exerccio da autotutela pelos indivduos, denota que as

    atividades judiciais devem desenvolver-se de maneira tica e

    imparcial, isto , eqidistante ao mximo dos interesses das

    partes.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 250 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • 251

    CaPtulo i

    Consideraciones iniciales

    Good laws are such laws for which good reasons can

    be given; good decisions are such decisions for which

    good reasons can be given.

    Jeremy Bentham

    Rationale of Judicial Evidence

    La representacin simblica de la justicia a travs de la figura de la

    diosa Temis, mediante la fuerza de la espada, el equilibro de la ba-

    lanza y la exencin de los ojos vendados revela un conjunto de atri-

    butos clave que se esperan del Poder Judicial. Tal trada, al mismo

    tiempo que constituye la imagen de su actuacin de ejercer coac-

    cin ante la veda del ejercicio de la autotutela por los individuos,

    denota que las actividades judiciales deben desarrollarse de manera

    tica e imparcial, o sea, equidistantes al mximo de los intereses

    de las partes.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 251 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • 252 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    Sem embargo de que a atual concepo de justia impessoal

    no significa, em absoluto, a passividade que a Revoluo

    Francesa esperava dos Juzes, no modelo autmato e silogstico

    da mera bouche de la loi de Montesquieu,1 no podem ser

    ignoradas, ainda, as inevitveis influncias da pr-compreenso,

    da origem e socializao, das preferncias polticas e ideolgicas

    dos Juzes.2

    Nessa perspectiva, no h momento mais culminante para o

    Magistrado demonstrar que agiu em conformidade com os ditames

    da ordem jurdica, convencendo todo o seu variado auditrio, do

    que aquele no qual se profere uma deciso. Seja ela no curso ou,

    sobretudo, ao final do processo, com a derradeira sentena. Para

    tanto, em sntese, imperioso que concorram dois requisitos

    instrumentais, quais sejam, a publicidade do pronunciamento e

    a clara enunciao das razes de decidir adotadas.

    Ambos refletem o imperativo democrtico do poder visvel e

    controlvel, em superao aos resqucios do Estado absolutista.3

    A sociedade, como adverte Liebman, quer ver o que acontece,

    efetivamente, atrs ou alm do vu [da justia], que parece

    impenetrvel.4 Conquanto quase que indissociveis pois

    1 Cfr. PERELMAN, Cham, tica e Direito, Martins Fontes, So Paulo,, 2002, pp. 506 e 513-516. No mesmo sentido, anota-se que no h verdadeira funo jurisdicional onde o Juiz no seja tertius super partes. No significa isso que o Juiz deva ser inerte e passivo; mister, com efeito, distinguir entre imparcialidade e passividade. CAPPELLETTI, Mauro, Problemas de reforma do processo civil nas sociedades contemporneas, Revista de Processo, n. 17, RT, So Paulo, Jan-mar de 1992, p. 129.2 GRIMM, Dieter, Constituio e Poltica, Del Rey, Belo Horizonte, 2006, p. 15.3 BOBBIO, Norberto, O Futuro da Democracia, 11a. ed., So Paulo : Paz e Terra, 2009, p. 114.4 LIEBMAN, Enrico Tullio, Do arbtrio razo: reflexes sobre a motivao. Revista de Processo, n. 29, So Paulo : RT. Jan-mar de 1983, p. 79.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 252 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 253

    Sin embargo, la actual concepcin de justicia impersonal no sig-

    nifica, en absoluto, la pasividad que la Revolucin Francesa espe-

    raba de los Jueces, en el modelo del automatismo y el silogismo de la

    simple bouche de la loi de Montesquieu,1 no pueden ignorarse, hasta

    ahora, las inevitables influencias de la comprensin previa, del

    origen y socializacin, de las preferencias polticas e ideolgicas

    de los Jueces.2

    En este sentido, no hay momento ms culminante para el Magis-

    trado que demostrar que actu en conformidad con los dictmenes

    del orden jurdico, persuadiendo a todo su variado auditorio, de

    aquel momento en el que se toma una decisin. As sea en curso

    o, sobre todo, al final del proceso, con la sentencia final. Para ello, en

    resumen, es imperioso que concurran dos requisitos instrumentales,

    a saber, la enunciacin pblica y la exposicin clara y directa de

    los motivos adoptados para tomar una decisin.

    Ambos reflejan el imperativo democrtico del poder visible y

    controlable, en la superacin de los vestigios del Estado absolutista.3

    La sociedad, como advierte Liebman, quiere ver lo que sucede, efec -

    tivamente, atrs o ms all del velo [de la justicia], que parece

    impenetrable.4 A pesar de ser casi inseparables por consiguiente

    1 Cfr. PERELMAN, Cham, tica e Direito, Martins Fontes, So Paulo, 2002, pp. 506 y 513-516. En el mismo sentido, apunta que no hay verdadera funcin jurisdiccional donde el Juez no sea tertius super partes. Eso no significa que el Juez deba ser inerte y pasivo; es su oficio, con efecto, distinguir entre imparcialidad y pasividad. CAPPELLETTI, Mauro, Problemas de reforma do processo civil nas sociedades contemporneas, Revista de Processo, n. 17, RT, So Paulo, enero-marzo de 1992, p. 129.2 GRIMM, Dieter, Constituio e Poltica, Del Rey, Belo Horizonte , 2006, p. 15.3 BOBBIO, Norberto, O Futuro da Democracia, 11a. ed., Paz e Terra, So Paulo, 2009, p. 114.4 LIEBMAN, Enrico Tullio, Do arbtrio razo: reflexes sobre a motivao, Revista de Processo, n. 29, RT, So Paulo, enero-marzo de 1983, p. 79.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 253 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • 254 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    diretamente vinculados pela idia de transparncia, limitao e

    legitimao do exerccio do poder,5 neste estudo, porm, o foco

    central est direcionado para o segundo princpio: o da motivao.

    Em especial, a partir das regras contidas nos artigos 18 a 27 do

    Cdigo Ibero-Americano de tica Judicial.

    Importa registrar, de incio, que se adota aqui, na linha dos

    ensinamentos de Rodolfo Vigo, a sinonmia conceitual entre

    motivao, justificao e fundamentao como exposio dos

    argumentos suficientes e apropriados para conferir validez jurdica

    s decises judiciais.6 Assim, trs aspectos de relevo do mencionado

    ato so estudados a seguir, em uma abordagem jurdica e tico-

    poltica.

    No que concerne ao plano de trabalho, primeiramente, faz-se

    uma incurso no panorama de fundo para aplicao deste dever

    dos Juzes e, ao mesmo tempo, direito dos jurisdicionados. Nessa

    linha, destacam-se alguns traos caractersticos presentes

    no Estados Constitucionais contemporneos, a exemplo da

    ascenso institucional do Judicirio, da expanso do modelo

    processual de garantias e da necessria abertura democrtica

    do poder estatal.

    5 CANOTILHO, Jos Joaquim Gomes, Direito Constitucional e Teoria da Constituio, 7a. edio, Almedina, Coimbra, 2003, p. 97.6 VIGO, Rodolfo Luis, Razonamiento Justificatorio Judicial, DoxaCuadernos de Filosofia del Derecho, n. 21, Alicante : Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 1998, p. 495, Disponvel em: < http://www.cervantesvirtual.com/servlet/SirveObras/ 23582844322570740087891/cuaderno21/volII/DOXA21Vo.II_33.pdf>. Acesso em 1.ago.2010.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 254 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 255

    directamente vinculados por la idea de transparencia, limitacin y

    legitimacin del ejercicio del poder,5 en este estudio, sin embar-

    go, el foco central est direccionado al segundo principio: el de la

    motivacin. En especial, a partir de las normas que contienen los

    artculos 18 al 27 del Cdigo Iberoamericano de tica Judicial.

    Es importante dejar registrado, inicialmente, que aqu se adopta,

    en la lnea de las enseanzas de Rodolfo Vigo, la sinonimia con-

    ceptual entre motivacin, justificacin y fundamentacin como

    exposicin de los argumentos suficientes y apropiados para conce-

    der validez jurdica a las decisiones judiciales.6 As, enseguida se

    estudian tres aspectos relevantes del mencionado acto, con un

    enfoque jurdico y tico-poltico.

    En lo que concierne a este trabajo, primero, se incursiona en el

    panorama de fondo para la aplicacin del derecho por parte de

    los Jueces y, al mismo tiempo, sobre el derecho de los justiciables.

    En esta lnea, destacan algunos rasgos caractersticos presentes en

    los Estados Constitucionales Contemporneos, como ejemplo de la

    ascensin institucional del Poder Judicial, de la expansin del mode-

    lo procesal de garantas y de la apertura democrtica necesaria del

    poder estatal.

    5 CANOTILHO, Jos Joaquim Gomes, Direito Constitucional e Teoria da Constituio, 7a. ed., Almedina, Coimbra, 2003, p. 97.6 VIGO, Rodolfo Luis, Razonamiento Justificatorio Judicial, Doxa. Cuadernos de Filosofa del Derecho, n. 21. Edidin digital de la Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Alicante, 1998. p. 495. Disponible en: < http://www.cervantesvirtual.com/servlet/SirveObras/ 23582844322570740087891/cuaderno21/volII/DOXA21Vo.II_33.pdf>, consultado el 1 de agosto de 2010.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 255 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • 256 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    Em seguida, aps vista a estrutura do palco em que

    desenvolve sua atuao, passa-se ao estudo da relao com o

    pblico ao qual o Juiz deve apresentar sua convico. No mbito

    interno, entre outros, o compromisso com o respeito a todas

    as clusulas do fair trial7 e a persuaso das partes da causa, que

    possuem o direito de ser efetivamente ouvidas, alm da sujeio

    ao controle das instncias superiores, aps as impugnaes dos

    advogados.

    J para o pblico externo, dizer, a sociedade em geral,

    emergem as funes extraprocessuais ou polticas,8 mediante a

    informao e a participao crtica de toda a opinio pblica em

    repdio, uma vez mais, ao autoritarismo e a qualquer forma

    de segredo. Tal prestao de contas, com Barbosa Moreira,

    condio essencial para que, no seio da comunidade, se fortalea

    a confiana na tutela jurisdicional fator inestimvel, no Estado

    de Direito, da coeso social e da solidez das instituies.9

    Por fim, o modus operandi da dialtica judicial da motivao.

    Neste tpico, analisa-se qual a sua extenso e os requisitos

    7 A obrigao de motivar funciona como uma das decorrncias mnimas do direito fundamental ao processo igual e justo. Cfr. COMOGLIO, Luigi Paolo, Garanzie minime de giusto processo civile negli ordinamenti ispano-latinoamericani, Revista de Processo, n. 112, RT, So Paulo, Outubro/dezembro 2003, p. 172.8 Cfr. CINTRA, Antnio Carlos de Arajo; DINAMARCO, Cndido Rangel; GRINOVER, Ada Pellegrini, Teoria Geral do Processo, 16a. edio, Malheiros, So Paulo, 2000, p. 68.9 MOREIRA, Jos Carlos Barbosa, A motivao das decises judiciais como garantia inerente ao Estado de Direito, Revista da Faculdade de Direito da UFPR. Volume Especial n. 19. Curitiba. 1979-1980, p. 289. Disponvel em . Acesso em 01.ago.2010.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 256 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 257

    En seguida, despus de revisar la estructura del palco en el que

    desarrolla la actuacin, se pasa al estudio de la relacin con el p-

    blico al cual el Juez debe presentar su conviccin. En el mbito

    interno, entre otros, el compromiso con el respeto a todas las

    clusulas del fair trial7 y la persuasin de las partes de la causa, que

    tienen el Derecho de ser efectivamente escuchadas, adems de

    sujetarse al control de las instancias superiores, despus de las im-

    pugnaciones de los abogados.

    Ahora bien, para el pblico externo, es decir, la sociedad en

    general, surgen las funciones extraprocesales o polticas,8 mediante

    la informacin y la participacin crtica de toda la opinin pblica

    en repudio, una vez ms, al autoritarismo y a cualquier forma de

    secreto. Esa rendicin de cuentas, para Barbosa Moreira, es condi-

    cin esencial para que, en el seno de la comunidad, se fortalezca

    la confianza en la tutela jurisdiccional factor inestimable, en el

    Estado de Derecho, de la cohesin social y de la solidez de las

    instituciones.9

    Finalmente, el modus operandi de la dialctica judicial de la mo-

    tivacin. En este tema, se analiza la extensin y los requisitos indis-

    7 La obligacin de motivar funciona como una de las consecuencias mnimas del Dere-cho fundamental al proceso igual y justo. Cfr. COMOGLIO, Luigi Paolo, Garanzie minime de giusto processo civile negli ordinamenti ispano-latinoamericani, Revista de Processo, n. 112, RT, So Paulo, octubre-diciembre de 2003, p. 172.8 Cfr. CINTRA, Antnio Carlos de Arajo; DINAMARCO, Cndido Rangel; GRINOVER, Ada Pellegrini, Teoria Geral do Processo, 16a. ed., Malheiros, So Paulo, 2000, p. 68.9 MOREIRA, Jos Carlos Barbosa, A motivao das decises judiciais como garantia inerente ao Estado de Direito, Revista da Faculdade de Direito da UFPR, Volume Especial n. 19, Curitiba, 1979-1980, p. 289. Disponible en: , consultado el 1 de agosto de 2010.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 257 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • 258 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    indispensveis, alm dos vcios que configuram ameaa referida

    garantia.

    Desse maneira, busca-se destacar no trabalho o alcance e a

    relevncia do princpio da motivao, este que um dos responsveis

    por iluminar os movimentos da deusa Tmis da Justia.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 258 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 259

    pensables, adems de los vicios que representan una amenaza a la

    referida garanta.

    De esta manera, se busca destacar en este trabajo el alcance y la

    relevancia del principio de la motivacin, que es uno de los respon-

    sables por iluminar los movimientos de la diosa Temis de la Justicia.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 259 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • 260

    CaPtulo ii

    Cenrio de fundo: dilogo e compromisso no Estado Democrtico de Direito

    Quando o Cdigo Ibero-americano de tica Judicial, no incio de sua

    exposio de motivos, pretende que o Juiz assuma a conscincia de

    sua obrigatoriedade e trabalhe a confiana cidad por meio desse

    compromisso voluntrio com a excelncia no servio, j se denota

    uma quadra diferenciada de exigncias para o Magistrado dos

    tempos hodiernos.

    E nesse panorama que a motivao insere-se no rol composto

    por outros doze princpios do Cdigo,10 mediante os quais se espera

    ver desenvolvida a atividade jurisdicional. Mormente sob a tica da

    responsabilidade institucional, consoante ressalta Ari Pargendler,11

    na qual prevalea o compromisso com o bom funcionamento da

    10 Independncia, imparcialidade, conhecimento e capacitao, justia e equidade, responsabilidade institucional, cortesia, integridade, transparncia, segredo profissional, prudncia, diligncia e honestidade profissional. 11 Apresentao do atual Ministro Presidente do Superior Tribunal de Justia edio brasileira do referido Cdigo.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 260 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • 261

    CaPtulo ii

    Escenario de fondo: dilogo y compromiso en el Estado Democrtico de Derecho

    Cuando el Cdigo Iberoamericano de tica Judicial, en el inicio de su

    exposicin de motivos, pretende que el Juez asuma la conscien-

    cia de su obligatoriedad y trabaje la confianza ciudadana por

    medio de ese compromiso voluntario con la excelencia en el servi-

    cio, ya se denota un cuarteto diferenciado de exigencias para el

    Magistrado de los tiempos modernos.

    Y es en ese panorama que la motivacin encaja en el rol compues-

    to por otros doce principios del Cdigo,10 mediante los cuales se espera

    ver desarrollada la actividad jurisdiccional. Principalmente bajo la p-

    tica de la responsabilidad institucional, segn resalta Ari Pargendler,11

    en la cual prevalezca el compromiso con el buen funcionamiento de

    10 Independencia, imparcialidad, conocimiento y capacitacin, justicia y equidad, respon-sabilidad institucional, cortesa, integridad, transparencia, secreto profesional, prudencia, diligencia y honestidad profesional. 11 Presentacin del actual Ministro Presidente del Superior Tribunal de Justicia a la edicin brasilea del referido Cdigo.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 261 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • 262 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    administrao da justia. A fundamentao , sem dvida, uma das

    principais ferramentas na engrenagem para consecuo de tais

    objetivos.12

    Desde a influncia do perodo iluminista, em que tiveram origem

    as primeiras referncias consistentes motivao,13 passando pelo

    art. 15 do Decreto de 16-24 de agosto de 1790 da Revoluo

    Francesa verdadeiro marco normativo da obrigao , at s

    Constituies da segunda metade do Sculo XX e aos instrumentos

    de proteo internacionais, certo que a magnitude das funes do

    respectivo princpio acompanha a evoluo histrica.

    Convm realizar, assim, uma breve incurso acerca de trs

    aspectos vitais para compreender a importncia contempornea

    do princpio da motivao no Estado Democrtico de Direito, a

    saber: o papel de destaque do Poder Judicirio no ps segunda

    guerra; o modelo processual de garantias e a abertura dos princpios

    e dos conceitos jurdicos indeterminados.

    1. O Judicirio como protagonista

    A retomada dos regimes democrticos primeiro na Europa

    ps-segunda guerra e, em seguida, nos pases latino-americanos

    12 Cfr. SUMMERS, Robert Samuel, Two types of substantive reasons: the core of a theory in common law justification. Cornell Law Review. Vol. 63, n. 5. 1978, p. 709. Disponvel em Acesso em: 7.ago.2010.13 Como a dos reinados prussianos de Frederico II (1748), Frederico o Grande (1793), e os da pennsula itlica em Piamonte (1723), em Npoles (1774) e em Trento (1788). Cfr. TARUFFO, Michele, La motivazione della sentenza civile, Padova : CEDAM, 1975, p. 326. H tambm referncias mais remotas, no direito cannico, com destaque para a Decretal Quum medicinalis, de Inocncio IV (1199). Cfr. GOMES FILHO, Antnio Magalhes, A motivao das decises penais, 3a. edio, RT, So Paulo, 2001, pp. 51-54.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 262 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 263

    la administracin de la justicia. La fundamentacin es, sin duda,

    una de las herramientas principales en el engranaje para la conse-

    cucin de tales objetivos.12

    Es cierto que la magnitud de las funciones del respectivo princi-

    pio acompaa la evolucin histrica, desde la influencia del periodo

    iluminista, en el cual tuvieron origen las primeras referencias coheren-

    tes con la motivacin,13 pasando por el art. 15 del Decreto del 16-24

    de agosto de 1790 de la Revolucin Francesa marco normativo

    verdadero de la obligacin, hasta las Constituciones de la segunda

    mitad del Siglo XX y los instrumentos de proteccin internacionales.

    Conviene hacer, entonces, una breve incursin en tres aspectos

    vitales para comprender la importancia contempornea del princi-

    pio de la motivacin en el Estado Democrtico de Derecho, a saber:

    el papel relevante del Poder Judicial despus de la segunda guerra; el

    modelo procesal de garantas y la apertura de los principios y de los

    conceptos jurdicos indeterminados.

    1. El Poder Judicial como protagonista

    La reanudacin de los regmenes democrticos primero en Europa

    despus de la segunda guerra y, en seguida, en los pases latinoame-

    12 Cfr. SUMMERS, Robert Samuel, Two types of substantive reasons: the core of a theory in common law justification, Cornell Law Review, Vol. 63, n. 5, 1978, p. 709. Disponible en: http://library2.lawschool.cornell.edu/hein/Summers%20Robert%2063%20Cornell %20L.%20Rev.%20707%20%281978%29.pdf >, consultado el 7 de agosto de 2010.13 Como la de los reinados prusianos de Federico II (1748), Federico el Grande (1793), y los de la pennsula itlica en Piamonte (1723), en Npoles (1774) y en Trento (1788). Cfr. TARUFFO, Michele, La motivazione della sentenza civile, CEDAM, Padova, 1975, p. 326. Hay tambin referencias ms remotas, en el Derecho cannico, con relieve de la Decretal Quum medicinalis, de Inocencio IV (1199). Cfr. GOMES FILHO, Antnio Magalhes, A motivao das decises penais, 3a. ed., RT, So Paulo, 2001, pp. 51-54.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 263 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • 264 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    tem como trao caracterstico, sem dvida, o fortalecimento do

    Poder Judicirio. O jurista argentino Nstor Sags destaca

    as modificaes produzidas pelo novo paradigma, no mbito da

    proteo judicial de direitos e garantias:

    La restauracin de la democracia. En los aos ochenta,

    Amrica Latina transforma muchos de sus regmenes de facto

    en gobiernos constitucionales y democrticos. Eso importa no

    solamente una transformacin poltica, sino una recotizacin

    de los derechos personales y de las garantas constitucionales

    para protegerlos, (...) es evidente que la vuelta a la democracia

    import una manera distinta, ms intensa claro est, de

    respetar a aquellos derechos y a tornar ms operativas las

    garantas procesales del caso. El paisaje autoritario, prximo

    en algunos pases al terrorismo de Estado, no tena por cierto

    el clima ideal para que all floreciera el derecho procesal

    constitucional.14

    Esta revitalizao transforma o Judicirio em umas das peas

    centrais do Estado atual,15 cuja expanso institucional prossegue

    acompanhada de um movimento de intensa judicializao das

    relaes polticas de sociais.16

    14 SAGS, Nstor Pedro, El desarrollo del Derecho Procesal Constitucional: logros y obstculos, Revista Iberoamericana de Derecho Procesal Constitucional, Vol. II, Porrua, Mxico, Jul-dez de 2004, p. 180.15 Cfr. SEGADO, Francisco Fernndez, La justicia constitucional ante el siglo XXI. La progressiva convergencia de los sistemas americano y europeo-kelseniano, UNAM, Mxico, 2004, p. 67.16 Cfr. BARROSO, Lus Roberto, Judicializao, Ativismo Judicial e Legitimidade Democrtica, pp. 2-5. Disponvel em < http://www.lrbarroso.com.br/pt/noticias/constituicao_democracia_ e_supremacia_judicial_11032010.pdf>. Acesso em: 07.ago.2010.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 264 15/03/2012 02:25:34 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 265

    ricanos tiene como rasgo caracterstico, sin duda, el fortalecimien-

    to del Poder Judicial. El jurista argentino Nstor Sags pone de

    relieve las modificaciones producidas por el nuevo paradigma, en

    el mbito de la proteccin judicial de Derechos y garantas:

    La restauracin de la democracia. En los aos ochenta, Am-

    rica Latina transforma muchos de sus regmenes de facto

    en gobiernos constitucionales y democrticos. Eso importa no

    solamente una transformacin poltica, sino una recotizacin

    de los derechos personales y de las garantas constitucionales

    para protegerlos, (...) es evidente que la vuelta a la democracia

    import una manera distinta, ms intensa claro est, de respetar

    a aquellos derechos y a tornar ms operativas las garantas pro-

    cesales del caso. El paisaje autoritario, prximo en algunos pases

    al terrorismo de Estado, no tena por cierto el clima ideal para

    que all floreciera el derecho procesal constitucional.14

    Esta revitalizacin transforma al Poder Judicial en unas de las

    piezas centrales del Estado actual,15 cuya expansin institucional

    prosigue acompaada por un movimiento de intensa judicializacin

    de las relaciones polticas y sociales.16

    14 SAGS, Nstor Pedro, El desarrollo del Derecho Procesal Constitucional: logros y obstculos, Revista Iberoamericana de Derecho Procesal Constitucional, Vol. II, Porra, Mxico, jul-dec de 2004, p. 180.15 Cfr. SEGADO, Francisco Fernndez, La justicia constitucional ante el siglo XXI. La progre-siva convergencia de los sistemas americano y europeo-kelseniano, UNAM, Mxico, 2004, p. 67.16 Cfr. BARROSO, Luis Roberto, Judicializao, Ativismo Judicial e Legitimidade Democr-tica, pp. 2-5. Disponible en < http://www.lrbarroso.com.br/pt/noticias/constituicao_ democracia_ e_supremacia_judicial_11032010.pdf>. Consultado el: 07.ago.2010.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 265 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • 266 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    De modo que a afirmao de Garca de Enterria,17 segundo a

    qual no h Direito sem Juiz, enquanto pea absolutamente

    essencial da organizao estatal, pode ser lida, hoje, no sentido de

    que no h Democracia sem Juiz.18

    Entre as razes estruturais para tal fenmeno esto a evoluo

    do Estado Legislativo para o Estado Constitucional, mediante a

    consagrao de direitos fundamentais, o desenvolvimento de

    prestaes sociais e a subordinao de todos os poderes ao Direito.19

    A pretenso de eficcia dos novos pactos ganha contornos

    abrangentes, com a distribuio de tarefas diversas e a previso de

    vetores hermenuticos para otimizao axiolgica mxima.20

    No que concerne ao papel de centralidade da Constituio,

    matriz de todos os demais aspectos, merece destaque ainda a

    conhecida lio de Zagrebelsky, no sentido de que o deslocamento

    do antigo foco legal exige uma certa dose de fluidez a fim de que o

    intrprete possa compatibilizar os diferentes valores afirmados.21

    17 Cfr. GARCIA DE ENTERRA, Eduardo, Democracia, Jueces y Control de la Administracion, 5a. ed., Civitas, Madrid, 2005, p. 140.18 No por outra razo, a exposio de motivos do Cdigo Ibero-americano de tica Judicial assim registra: uma vez que o Direito incorpora deveres para o Juiz em relao s condutas mais significativas para a vida social, a tica pretende que o Juiz assuma a conscincia de sua obrigatoriedade, mas, alm disso, requer um compromisso superior no que se refere excelncia e conseguinte rejeio da mediocridade judicial.19 Cfr. FERRAJOLI, Luigi, El papel de la funcin judicial en el Estado de Derecho. Em: ATIENZA, Manuel; FERRAJOLI, Luigi, Jurisdiccin y argumentacin en el Estado constitucional de derecho, UNAM, Mxico, 2005, pp. 89-91. 20 Cfr. HESSE, Konrad, A fora normativa da Constituio, trad. de Gilmar Ferreira Mendes, Fabris, Porto Alegre, 1991, pp. 18-22.21 Cfr. ZAGREBELSKY, Gustavo, El Derecho Dctil. Ley, Derechos, Justicia, 9a. ed., trad. de Marina Gascn, Trotta, Madrid, 2009, p. 18.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 266 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 267

    De tal modo la afirmacin de Garca de Enterria,17 segn la cual

    no hay Derecho sin Juez, como pieza absolutamente esencial de

    la organizacin estatal, puede interpretarse, hoy, en el sentido

    de que no hay Democracia sin Juez.18

    Entre las razones estructurales para tal fenmeno se encuentran

    la evolucin del Estado Legislativo hacia el Estado Constitucional,

    mediante la consagracin de Derechos fundamentales, el desarrollo de

    prestaciones sociales y la subordinacin de todos los poderes al

    Derecho.19 La pretensin de eficacia de los nuevos pactos adquiere

    forma integral, con la distribucin de diversas tareas y la previsin de

    vectores hermenuticos para la mxima optimizacin axiolgica.20

    En lo que se refiere al papel de centralidad de la Constitucin,

    matriz de todos los dems aspectos, merece destacar adems la

    conocida enseanza de Zagrebelsky, en el sentido de que la mudan-

    za del antiguo foco legal exige cierta dosis de fluidez a fin de que el

    intrprete pueda compatibilizar los diferentes valores afirmados.21

    17 Cfr. GARCA DE ENTERRA, Eduardo, Democracia, Jueces y Control de la Administracin, 5a. ed., Civitas, Madrid, 2005, p. 140.18 No por otra razn, la exposicin de motivos del Cdigo Ibero-americano de tica Judicial registra lo siguiente: ya que el Derecho incorpora deberes para el Juez con relacin a las conductas ms significativas para la vida social, la tica pretende que el Juez asuma la conciencia de su obligato-riedad, pero, ms all de eso, requiere un compromiso superior en lo que se refiere a la excelencia y al consiguiente rechazo de la mediocridad judicial.19 Cfr. FERRAJOLI, Luigi, El papel de la funcin judicial en el Estado de Derecho en: ATIENZA, Manuel; FERRAJOLI, Luigi, Jurisdiccin y argumentacin en el Estado constitu-cional de derecho, UNAM, Mxico, 2005, pp. 89-91. 20 Cfr. HESE, Konrad, A fora normativa da Constituio, trad. de Gilmar Ferreira Mendes, Fabris, Porto Alegre, 1991, pp. 18-22.21 Cfr. ZAGREBELSKY, Gustavo, El Derecho Dctil. Ley, Derechos, Justicia, 9a. ed., trad. de Marina Gascn, Trotta, Madrid, 2009, p. 18.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 267 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • 268 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    Diante de textura, por vezes, to plurissignificativa, ser a partir

    da argumentao que o Juiz poder conferir racionalidade abertura

    conferida pelo sistema.22

    Obviamente que o processo descrito implica maior

    responsabilidade dos Magistrados, no apenas do ponto de vista

    tradicional, no sentido correspondente ao exerccio de parcela do

    poder poltico tpico do regime republicano23 mas tambm sob

    o ngulo da accountability, expresso inglesa que contempla a

    necessidade de prestao de contas e de controle difuso social. Isto

    , o olhar da opinio pblica recai, por conseguinte, de forma mais

    acurada sobre todos os atos judiciais, sejam eles processuais ou de

    gesto, razo pelao qual a motivao deve receber ateno

    redobrada.

    Nestes tempos de eliminao de arbitrariedades no mbito de

    qualquer atividade estatal, a nova mentalidade gera influxos no

    dia-a-dia do Juiz, que deve adot-la como autntico compromisso

    legitimador no desempenho de seu mister de fundamentar as

    decises, em respeito, ainda, prpria soberania popular. Algo que,

    com Gordillo, consiste em um dever jurdico, poltico, cultural e

    social de todos os agentes pblicos.24

    22 Cfr. SANCHS, Luis Pietro, Neoconstitucionalismo y ponderacin judicial, em: CARBONELL, Miguel (org). Neoconstitucionalismo(s), 4a. edio, Trotta, Madrid, 2009, pp. 157-158.23 Cfr. ATALIBA, Geraldo, Repblica e Constituio, 2a. ed., Malheiros, So Paulo, 2007, pp. 65-66.24 Cfr. GORDILLO, Agustn, Tratado de Derecho Administrativo, Tomo I. Parte General, 7a. ed., Del Rey, Belo Horizonte, 2003, p. II-15. No mesmo sentido, classificando a motivao como um princpio geral a ser reconhecido mesmo nos Estados onde no seja expressamente proclamado: MELLO, Celso Antnio Bandeira de, Discricionariedade e Controle Jurisdicional, 2a. ed., 9a. tiragem, Malheiros, So Paulo, 2008, pp. 102-103.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 268 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 269

    Frente al entramado, a veces, tan plurisignificativo, ser a partir

    de la argumentacin que el Juez le podr conceder racionalidad a la

    apertura conferida por el sistema.22

    Obviamente el proceso descrito implica mayor responsabilidad

    de los Magistrados, no slo desde el punto de vista tradicional, en el

    sentido correspondiente al ejercicio de la parcela del poder poltico

    tpico del rgimen republicano23 sino tambin bajo el ngulo de la

    accountability, expresin inglesa que contempla la necesidad de ren-

    dicin de cuentas y de control social difundido. O sea, la mirada de

    la opinin pblica recae, por lo tanto, de forma ms precisa sobre

    todos los actos judiciales, ya sean procesales o de gestin, razn por

    la cual la motivacin debe recibir mayor atencin.

    En estos tiempos de eliminacin de arbitrariedades en el mbito

    de cualquier actividad estatal, la nueva mentalidad genera efectos

    en el quehacer cotidiano del Juez, que debe adoptarla como com-

    promiso legitimador autntico en el desempeo de su cargo para

    fundamentar las decisiones, con relacin, adems, a la propia sobe-

    rana popular. Algo que, para Gordillo, consiste en un deber jurdi-

    co, poltico, cultural y social de todos los agentes pblicos.24

    22 Cfr. SANCHS, Luis Pietro, Neoconstitucionalismo y ponderacin judicial en CAR BONELL, Miguel (org), Neoconstitucionalismo(s), 4a. edio, Trotta, Madrid, 2009, pp. 157-158.23 Cfr. ATALIBA, Geraldo, Repblica e Constituio, 2a. ed., Malheiros, So Paulo, 2007, pp. 65-66.24 Cfr. GORDILLO, Agustn, Tratado de Derecho Administrativo, Tomo I, Parte General, 7a. ed., Del Rey, Belo Horizonte, 2003. pp. II-15. En el mismo sentido, clasificando la moti-vacin como un principio general a ser reconocido an en los Estados donde no sea expresamente proclamado: MELLO, Celso Antnio Bandeira de, Discricionariedade e Controle Jurisdicional, 2a. ed., 9a. tiragem, Malheiros, So Paulo, 2008, pp. 102-103.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 269 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • 270 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    Isto porque, no direito autoritrio, aquele que impe pelo

    respeito e pela majestade, no precisa motivar. Todavia, aquele

    que se quer democrtico, pela obra de persuaso e razo, deve

    procurar, pela motivao, obter uma adeso arrazoada, aponta

    Perelman.25

    Destarte, a utilizao desta bssola tendo como norte a

    transparncia e a participao, mediante dilogo com todos os

    atores sociais permitir ao Judicirio apresentar as razes para

    atingir seus objetivos na esfera jurdica (atuao da vontade do

    direito substancial), social (pacificao com justia; educao para

    a conscincia e respeito de direitos) e tambm poltica (afirmao

    do poder estatal; participao democrtica).26 Com ela ser possvel,

    alfim, continuar a promover uma aproximao com os cidados,

    fortalecendo a posio de credibilidade conquistada perante a

    comunidade.27

    2. O Modelo Processual de Garantias

    Outra caracterstica comum aos Estados Democrticos a adoo

    de conjunto de garantias processuais, decorrentes do direito

    fundamental tutela judicial efetiva. Tanto as declaraes

    internacionais de direitos, tais como a Conveno Americana de

    25 PERELMAN, Chim, tica ..., op. cit., p. 570.26 Cfr. DINAMARCO, Cndido Rangel, A instrumentalidade do Processo, 10a. ed.,Malheiros, So Paulo, 2002, pp. 139-140.27 Algo que se acentua para um Poder que somente pode atuar mediante provocao, quando um litgio lhe apresentado. Cfr. CARBONELL, Miguel, Los guardianes de las promesas. Poder Judicial y democracia en Mxico, Revista Iberoamericana de Derecho Processual Constitucional, Vol. II, Porrua, Mxico, Jul-dez de 2004, p. 33.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 270 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 271

    Lo anterior se debe a que, en el Derecho autoritario, aqul que

    se impone por medio del respeto y la superioridad, no necesita

    motivar. Sin embargo, seala Perelman, quien quiere ser demo-

    crtico, por obra de la persuasin y la razn, debe buscar obtener

    una adhesin razonable, por medio de la motivacin.25

    De esta manera, la utilizacin de esta brjula orientada por la

    transparencia y la participacin, mediante dilogo con todos los

    actores sociales permitir al Poder Judicial presentar las razones

    para alcanzar sus objetivos en la esfera jurdica (actuacin de la

    voluntad del Derecho substancial), social (pacificacin con justicia;

    educacin para la conciencia y respeto de Derechos) y tambin

    poltica (afirmacin del poder estatal; participacin democrtica).26

    Con ella ser posible, al fin, continuar promoviendo una aproxi-

    macin a los ciudadanos, fortaleciendo la posicin de credibilidad

    conquistada ante la comunidad.27

    2. El Modelo Procesal de Garantas

    Otra caracterstica comn a los Estados Democrticos es la adop-

    cin en conjunto de las garantas procesales, que pasan del Derecho

    fundamental a la tutela judicial efectiva. Tanto las declaraciones

    internacionales de Derechos, tales como la Convencin Americana

    25 PERELMAN, Chim, tica ..., op. cit., p. 570.26 Cfr. DINAMARCO, Cndido Rangel, A instrumentalidade do Processo, 10a. ed., Malheiros, So Paulo, 2002, pp. 139-140.27 Algo que se acenta para un Poder que solamente puede actuar mediante provoca-cin, cuando un litigio le es presentado. Cfr. CARBONELL, Miguel, Los guardianes de las promesas. Poder Judicial y democracia en Mxico, Revista Iberoamericana de Derecho Processual Constitucional, Vol. II, Porrua, Mxico, julio-diciembre de 2004, p. 33.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 271 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • 272 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    Direitos do Homem (art. 8 garantias judiciais) e a Conveno

    Europia de Direitos do Homem (art. 6 direito a um processo

    equitativo), como as principais Constituies consagram as regras

    mnimas individuais e estruturais para o que se denominou processo

    justo.28

    Entre outras, nelas inserem-se a imparcialidade do Juiz; a ampla

    defesa; o contraditrio; a durao razovel; a vedao de prova

    ilcitas; publicidade; e, finalmente, a motivao das decises.

    Especificamente quanto esta ltima, conquanto j fosse extrada

    de forma implcita do due process of law e prevista nos cdigos de

    processo, hoje est consagrada expressamente em diversos

    ordenamentos constitucionais, como, por exemplo, o brasileiro,29 o

    espanhol,30 o portugus,31 o peruano,32 o mexicano,33 o equatoriano34

    28 Cfr. GRECO, Leonardo, Garantias fundamentais do processo: o processo justo, Revista Jurdica, Vol. LI, n. 305, Editora Notadez, Porto Alegre, Maro de 2003, p. 63.29 Art. 93, IX: todos os julgamentos dos rgos do Poder Judicirio sero pblicos, e fundamentadas todas as decises, sob pena de nulidade (...).30 Art. 118.3. Las sentencias sern siempre motivadas y se pronunciarn em audiencia pblica.31 Artigo 2050 1. As decises dos tribunais que no sejam de mero expediente so fundamentadas na forma prevista na lei..32 Art. 139: son principios y derechos de la funcin jurisdiccional (...) 5. La motivacin escrita de las resoluciones judiciales en todas las instancias, excepto los decretos de mero trmite, con mencin expresa de la ley aplicable y de los fundamentos de hecho en que se sustentan.33 Art. 16. Nadie puede ser molestado en su persona, familia, domicilio, papeles o posesiones, sino en rtud de mandamiento escrito de la autoridad competente, que funde y motive la causa legal del procedimiento.34 Art. 76. - (...) 7. El derecho de las personas a la defensa incluir las siguientes garantas:(...) l) Las resoluciones de los poderes pblicos debern ser motivadas. No habr motivacin si en la resolucin no se enuncian las normas o principios jurdicos en que se funda y no se explica la pertinencia de su aplicacin a los antecedentes de hecho. Los actos administrativos, resoluciones o fallos que no se encuentren debidamente motivados se consideraran nulos. Las servidoras o servidores responsables sern sancionados.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 272 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 273

    de los Derechos del Hombre (art. 8 garantas judiciales) y la Conven-

    cin Europea de los Derechos del Hombre (art. 6 Derecho a un proceso

    equitativo), as como las principales Constituciones consagran las

    normas mnimas individuales y estructurales para lo que se deno-

    mina proceso justo.28

    En ellas se introducen la imparcialidad del Juez; la amplia defen-

    sa; lo contradictorio; la duracin razonable; la veda de pruebas ilci-

    tas; lo pblico; y, finalmente, la motivacin de las decisiones, entre

    otras. Especficamente con relacin a la ltima, no obstante ya haya

    sido extrada de forma implcita del due proces of law y prevista en los

    cdigos de proceso, hoy est consagrada expresamente en diver-

    sos ordenamientos constitucionales, como, por ejemplo, el brasileo,29

    el espaol,30 el portugus,31 el peruano,32 el mexicano,33 el ecuatoriano34

    28 Cfr. GRECO, Leonardo, Garantias fundamentais do processo: o processo justo, Revis-ta Jurdica, Vol. LI, n. 305, Editora Notadez, Porto Alegre, marzo de 2003, p. 63.29 Art. 93, IX: todos los juicios de los rganos del Poder Judicial sern pblicos, y todas las decisiones fundamentadas, bajo pena de nulidad (...).30 Art. 118.3. Las sentencias sern siempre motivadas y se pronunciarn en audiencia pblica.31 Artculo 2050 1. Las decisiones de los tribunales que no sean de simple expediente se fundamentan en la forma prevista en la ley..32 Art. 139: Son principios y derechos de la funcin jurisdiccional (...) 5. La motivacin escrita de las resoluciones judiciales en todas las instancias, excepto los decretos de simple trmite, con mencin expresa de la ley aplicable y de los fundamentos de hecho en que se sustentan.33 Art. 16. Nadie puede ser molestado en su persona, familia, domicilio, papeles o pose-siones, sino en virtud de mandamiento escrito de la autoridad competente, que funde y motive la causa legal del procedimiento.34 Art. 76. - (...) 7. El derecho de las personas a la defensa incluir las siguientes garan-tas:(...) l) Las resoluciones de los poderes pblicos debern ser motivadas. En el habr motivacin si en la resolucin no se enuncian las normas o principios jurdicos en que se funda y no se explica la pertinencia de su aplicacin a los antecedentes de hecho. Los actos administrativos, resoluciones o fallos que no se encuentren debidamente motivados se consideraran nulos. Las servidoras o servidores responsables sern sancionados.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 273 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • 274 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    e o italiano.35 Situao que lhe confere mais estabilidade, porquanto

    integrante do catlogo de direitos fundamentais.

    No por outra razo, Ferrajoli destaca o nexo entre o garantismo e

    o constitucionalismo, dado o status qualificado conferido por este

    ao primeiro movimento, condicionante da validade de toda a

    atividade estatal superveniente.36

    Sob outro prisma, a motivao deriva-se, igualmente, do direito

    de ser ouvido em juzo. Ora, no h como considerar a necessidade

    de um fair hearing com prazos adequados para informao,

    manifestao e impugnao sem a correlata oportunidade

    para verificar se tais argumentos foram efetivamente levados em

    conta.

    como j advertiu o Supremo Tribunal Federal do Brasil, com

    suporte na doutrina germnica, ao concluir que o dever de

    fundamentao das decises, a partir da anlise concreta e atenta das

    teses apresentadas, um corolrio da pretenso tutela jurdica:

    Apreciando o chamado Anspruch auf rechtliches Gehr (pretenso

    tutela jurdica) no direito alemo, assinala o Bundesverfassungsgericht

    que essa pretenso envolve no s o direito de manifestao e

    o direito de informao sobre o objeto do processo, mas tambm o

    direito do indivduo de ver os seus argumentos contemplados

    35 Art. 111. (...)Tutti i provvedimenti giurisdizionali devono essere motivati.36 Cfr. FERRAJOLI, Luigi, Garantismo: Debate entre el Derecho y la Democracia, trad. de Andrea Greppi, Trotta, Madrid, 2006, p. 16.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 274 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 275

    y el italiano.35 Situacin que le confiere ms estabilidad, como inte-

    grante del catlogo de Derechos fundamentales.

    No por otra razn, Ferrajoli destaca el nexo entre el garantismo y

    el constitucionalismo, dado el status cualificado conferido por ste al

    primer movimiento, condicionante de la validad de toda la actividad

    estatal superveniente.36

    Bajo otro prisma, la motivacin deriva, igualmente, del Derecho

    de ser escuchado en juicio. Ahora, no hay como considerar la nece-

    sidad de un fair hearing con plazos adecuados para informacin,

    manifestacin e impugnacin sin la correlativa oportunidad para

    verificar si tales argumentos fueron efectivamente tomados en

    cuenta.

    Como ya advirti el Supremo Tribunal Federal de Brasil, con base

    en la doctrina alemana, al concluir que el deber de fundamentacin

    de las decisiones, a partir del anlisis concreto y atento de las tesis

    presentadas, es un corolario de la pretensin a la tutela jurdica:

    Apreciando el llamado Anspruch auf rechtliches Gehr (pre-

    ten sin a la tutela jurdica) en el Derecho alemn, seala el

    Bundesverfasungsgericht que esa pretensin involucra no slo

    el Derecho a la manifestacin y el Derecho a la informacin

    sobre el objeto del proceso, sino tambin el Derecho del individuo

    35 Art. 111. (...)Tutti i provvedimenti giurisdizionali devono essere motivati.36 Cfr. FERRAJOLI, Luigi, Garantismo: Debate entre el Derecho y la Democracia, trad. de Andrea Greppi, Trotta, Madrid, 2006, p. 16.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 275 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • 276 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    pelo rgo incumbido de julgar (Cfr. Deciso da Corte

    Constitucional alem - BVerfGE 70, 288-293; sobre o assunto,

    ver, tambm, PIEROTH, Bodo; SCHLINK, Bernhard, Grundrechte -

    Staatsrecht II, Heidelberg, 1988, p. 281; BATTIS, Ulrich; GUSY,

    Christoph, Einfhrung in das Staatsrecht, 3. ed. Heidelberg, 1991,

    p. 363-364).

    Da afirmar-se, correntemente, que a pretenso tutela jurdica, (...), contm os seguintes direitos: (...)

    3) direito de ver seus argumentos considerados (Recht auf Bercksichtigung), que exige do julgador capacidade, apreenso e iseno de nimo (Aufnahmefhigkeit und Aufnahmebereitschaft) para contemplar as razes apresentadas (...)

    Sobre o direito de ver os seus argumentos contemplados pelo rgo julgador (Recht auf Bercksichtigung), que corresponde, obviamente, ao dever do Juiz ou da Administrao de a eles conferir ateno (Beachtenspflicht), pode-se afirmar que ele envolve no s o dever de tomar conhecimento (Kenntnisnahmepflicht), como tambm o de considerar, sria e detidamente, as razes apresentadas (Erwgungspflicht).37

    A Corte Interamericana de Direitos Humanos, por sua vez, j

    teve a oportunidade de assentar que el deber de motivacin es una

    de las debidas garantas incluidas en el artculo 8.1 [ser ouvido por

    37 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, Mandado de Segurana n 24.268/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Brasil, DJ de 09.06.06.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 276 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 277

    a ver que sus argumentos se contemplen por el rgano incumbido

    en juzgar (Cfr. Decisin de la Corte Constitucional alemana-

    BVerfGE 70, 288-293; sobre el asunto, ver, tambin, Pieroth,

    Bodo; Schlink, Bernhard, Grundrechte-Staatsrecht II. Heidelberg,

    1988, p. 281; Battis, Ulrich; Gusy, Christoph, Einfhrung in das

    Staatsrecht, 3a. ed., Heidelberg, 1991, pp. 363-364).

    De ah se afirma, corrientemente, que la pretensin a la tutela

    jurdica, (...), contiene los siguientes Derechos: (...)

    3) Derecho a ver considerados sus argumentos (Recht auf

    Bercksichtigung), que exige del Juez capacidad, aprensin y no

    tener prejuicios (Aufnahmefhigkeit und Aufnahmebereitschaft)

    para contemplar las razones presentadas (...)

    Sobre el Derecho a ver que sus argumentos sean contemplados

    por el rgano jurisdiccional (Recht auf Bercksichtigung), que

    corresponde, obviamente, al deber del Juez o de la Adminis-

    tracin de concederles atencin (Beachtenspflicht), se puede

    afirmar que involucra no slo el deber de tener conocimiento

    (Kenntnisnahmepflicht), sino tambin el de considerar, seria y dete-

    nidamente, las razones presentadas (Erwgungspflicht).37

    La Corte Interamericana de Derechos Humanos, a su vez, ya

    tuvo la oportunidad de asentar que el deber de motivacin es una

    de las garantas debidas incluidas en el artculo 8.1 [ser escuchado

    37 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, Mandado de Segurana n 24.268/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Brasil, DJ de 09.06.06.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 277 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • 278 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    tribunal independente, imparcial e competente] para salvaguardar

    el derecho a un debido proceso.38

    A fundamentao das decises representa, pois, o momento no

    qual as partes podero saber se o fato de lhes terem sido assegurada

    a uma srie de garantias, e a possibilidade de influncia na

    formao do provimento jurisdicional,39 foi realmente efetivo. Aps

    a apresentao da tese do autor e da anttese do ru, o ciclo dialtico

    processual se encerrar com a sntese motivada.40

    3. Princpios e Conceitos indeterminados: justificando as escolhas

    O terceiro fator que potencializa a atuao dos Juzes no sculo XXI

    e, consequentemente, a essencialidade da exposio do raciocnio

    judicial, em virtude de relativo mbito de discricionariedade, congrega

    tanto o emergncia dos princpios constitucionais quanto dos

    conceitos indeterminados.41

    No primeiro ponto, conhecida a teoria acerca da textura aberta

    dos princpios, a admitir o sopesamento entre os mesmos, em

    38 Caso Aptiz Barbera e outros vs Venezuela, sentena de 05.08.08. 39 Finalidade principal do exerccio do contraditrio, o qual garante a participao democrtica na convico do juzo. Cfr. TROCKER, Nicol, Processo Civile e Constituzione, Giuffr, Milano, 1974, p. 404; CAPPELLETTI, Mauro, Problemas de reforma do processo civil nas sociedades contemporneas, Revista de Processo, Ano XVII, n. 17, So Paulo : RT. Jan-maro de 1992, p. 131.40 Cfr. COMOGLIO, Luigi Paolo; FERRI, Corrado; TARUFFO, Michele, Lezione Sul Processo Civile, 2a. ed., Il Mulino, Bologna, 1998, pp. 68-69.41 Eis a razo do disposo no Art. 21 do CIEJ: O dever de motivar adquire uma intensidade mxima em relao s decises privativas ou restritivas de direitos, ou quando o Juiz exerce um poder discricionrio.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 278 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 279

    por un tribunal independiente, imparcial y competente] para salva-

    guardar el derecho a un debido proceso.38

    La fundamentacin de las decisiones representa, pues, el mo-

    mento en el cual las partes podrn saber si el hecho de haberles

    asegurado una serie de garantas, y la posibilidad de influencia en la

    formacin de la provisin jurisdiccional,39 fue realmente efectivo.

    Despus de la presentacin de la tesis del autor y de la anttesis del

    reo, el ciclo dialctico procesal terminar con la sntesis motivada.40

    3. Principios y conceptos indeterminados: justificacin de las elecciones

    El tercer factor que potencializa la actuacin de los Jueces en el siglo

    XXI y, consecuentemente, la esencialidad de la exposicin del racio-

    cinio judicial, en virtud del mbito de discrecionalidad relativo, con-

    grega tanto el surgimiento de los principios constitucionales como

    el de los conceptos indeterminados.41

    En el primer punto, se conoce la teora sobre la textura abierta de

    los principios, que admite el sopeso entre los mismos, en oposicin

    38 Caso Aptiz Barbera e outros vs Venezuela, sentena de 05.08.08.39 Finalidad principal del ejercicio del contradictorio, el cual garantiza la participacin democrtica en la conviccin del juicio. Cfr. TROCKER, Nicol, Processo Civile e Constituzione, Giuffr, Milano, 1974, p. 404; CAPPELLETTI, Mauro, Problemas de reforma do processo civil nas sociedades contemporneas, Revista de Processo, Ano XVII, n. 17, RT, So Paulo , enero-marzo de 1992, p. 131.40 Cfr. COMOGLIO, Luigi Paolo; FERRI, Corrado; TARUFFO, Michele, Lezione Sul Processo Civile, 2a. ed., Il Mulino, Bologna, 1998, pp. 68-69.41 Es la razn de lo dispuesto en el Art. 21 del CIEJ: El deber de motivar adquiere una intensidad mxima en relacin a las decisiones privativas o restrictivas de Derechos, o cuando el Juez ejerce un poder discrecional.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 279 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • 280 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    oposio ao modelo do tudo ou nada tpico das regras, a partir de

    Dworkin,42 aliada, ainda, o papel fundamental da argumentao

    neste processo de convivncia entre os mandamentos de

    otimizao, tal como Alexy define os princpios.43 Configura-se,

    assim, um processo de releitura do sistema jurdico, com notvel

    modificao da tarefa do Juiz.

    Nessa perspectiva, o juzo de ponderao ganha espao frente

    ao clssico modelo de subsuno para resoluo de questes,

    prprio das regras.44 H, por vezes, uma pluralidade de opes

    aceitveis para cada caso, cuja anlise e gradao muito depende

    del lenguaje de las normas o de los princpios aplicados.45

    Isto , ante a ausncia de hierarquia axiolgica entre os valores

    albergados nas constituies, a exemplo do direito privacidade e

    liberdade de imprensa, entre outros, somente na hiptese concreta

    poder surgir a soluo adequada, algo que acarreta um nus extra

    de justificao para os Magistrados.

    A harmonizao de eventuais conflitos, a partir de vetores

    que garantam a mxima efetividade dos direitos fundamentais,

    42 Cfr. DWORKIN, Ronald, Levando os direitos a srio, 3a. ed., trad. de Nelson Boeira, Martins Fontes, So Paulo, 2010, pp. 37-45.43 Cfr. ALEXY, Robert, Teoria dos Direitos Fundamentais, trad. de Virglio Afonso da Silva, Malheiros, So Paulo, 2008, pp. 90 et seq.44 Cfr. SANCHIS, Luis Pietro, Neoconstitucionalismo..., op. cit., pp. 143-144. Taruffo anota que a idia da deciso como mera deduo mecnica da lei trazia a promessa de excluir qualquer discricionariedade dos Juzes, vinculando-os aos critrios pr-definidos. Cfr. TARUFFO, Michele, Il controllo di razionalit della decisione fra logica, retrica e dialettica, Revista de Processo, Ano XXXII, n. 143, RT, So Paulo, Jan-Mar de 2007, p. 69.45 FERRAJOLI, Luigi, Garantismo: Debate entre el Derecho y la Democracia, Trotta, Madrid, 2006, p. 90.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 280 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 281

    al modelo del todo o nada tpico de las normas, partiendo de

    Dworkin,42 aliada, adems, al papel fundamental de la argumenta-

    cin en este proceso de convivencia entre los mandamientos de

    optimizacin, tal como Alexy define los principios.43 Se configura,

    as, un proceso de relectura del sistema jurdico, con una notable

    modificacin de la tarea del Juez.

    En esa perspectiva, el juicio de ponderacin gana espacio ante el

    clsico modelo de subsuncin para la resolucin de cuestiones, pro-

    pio de las normas.44 Hay, a veces, una pluralidad de opciones acep-

    tables para cada caso, cuyo anlisis y graduacin mucho depende

    del lenguaje de las normas o de los principios aplicados.45

    O sea, ante la ausencia de jerarqua axiolgica entre los valores

    albergados en las constituciones, por ejemplo el Derecho a la priva-

    cidad y a la libertad de expresin, entre otros, solamente en la hip-

    tesis concreta podr surgir la solucin adecuada, lo que ocasiona

    una carga extra de justificacin para los Magistrados.

    La armonizacin de los conflictos eventuales, a partir de vec-

    tores que garanticen la mxima efectividad de los Derechos

    42 Cfr. DWORKIN, Ronald, Levando os Direitos a srio, 3a. ed., trad. de Nelson Boeira, Martins Fontes, So Paulo, 2010, pp. 37-45.43 Cfr. ALEXY, Robert, Teoria dos Direitos Fundamentais, trad. de Virglio Afonso da Silva, Malheiros, So Paulo, 2008, pp. 90 y ss.44 Cfr. SANCHIS, Luis Pietro, Neoconstitucionalismo..., op. cit., pp. 143-144. Taruffo anota que la idea de la decisin como mera deduccin mecnica de la ley traa la promesa de excluir cualquier discrecio nalidad de los Jueces, vinculndolos a los criterios predefinidos. Cfr. TARUFFO, Michele, Il controllo di razionalit della decisione fra logica, retorica y dia lettica, Revista de Proceso, Ano XXXII, n. 143, RT, So Paulo, enero-marzo de 2007, p. 69.45 FERRAJOLI, Luigi, Garantismo: Debate entre el Derecho y la Democracia, Trotta, Madrid, 2006, p. 90.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 281 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • 282 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    ser, portanto, realizada mediante balanceamento ou, nas

    palavras de Canotilho, a concordncia prtica entre todos eles,

    tendo como parmetro a unidade da Constituio.46

    Com efeito, tal panorama intensificou-se sob o ngulo

    constitucional; todavia, j era objeto de anlise no prprio nvel da

    legislao ordinria. A vagueza de determinados textos legais

    confere ao Magistrado uma certa dose de poder de apreciao.

    o que ocorre em hipteses de deciso que contm clusulas

    gerais como o melhor interesse da criana, a boa-f, a garantia da

    ordem pblica, entre diversos outros. Se certo que todo ato

    de interpretao significa uma articulao entre o escrito e o no-

    escrito em busca da soluo mais justa (law in action),47 com mais

    razo por ocasio do exame de dispositivos de tessitura ampla.

    de se ressaltar que a referida abertura no significa, em absoluto,

    seu uso arbitrrio, pois devem ser buscados elementos nas mais

    diversas reas do conhecimento, tal qual alerta Cappelletti:

    Escolha significa discricionariedade, embora no necessariamente

    arbitrariedade; significa valorao e balanceamento (...), significa

    que devem ser empregados no apenas os argumentos da lgica

    abstrata, ou talvez decorrentes da anlise lingstica puramente

    formal, mas tambm e sobretudo aqueles da histria e da

    economia, da poltica e da tica, da sociologia e da psicologia (...)

    46 CANOTILHO, Jos Joaquim Gomes, Direito...,op. cit., pp. 1186-1187. 47 LARENZ, Karl, A metodologia da cincia do direito, 3a. edio, Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1997, p. 194.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 282 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 283

    fun damentales, ser, por lo tanto, realizada mediante balance o, en

    palabras de Canotilho, la concordancia prctica entre todos ellos,

    teniendo como parmetro la unidad de la Constitucin.46

    En efecto, este panorama se intensific bajo el ngulo consti-

    tucional; sin embargo, ya era objeto de anlisis en el propio nivel

    de la legislacin ordinaria. La vaguedad de determinados textos

    legales le confiere al Magistrado cierta dosis de poder de aprecia-

    cin. Es lo que ocurre en la hiptesis de decisin que contienen clu-

    sulas generales como el mejor inters del nio, la buena fe, la garanta

    del orden pblico, entre otros. Si bien es cierto que todo acto de inter-

    pretacin significa una articulacin entre lo escrito y lo no escrito en

    busca de la solucin ms justa (law in action),47 con ms razn con

    motivo del examen de dispositivos de tesitura amplia.

    Cabe resaltar que la apertura mencionada no significa, en abso-

    luto, su uso arbitrario, pues deben buscarse elementos en las ms

    diversas reas del conocimiento, como alerta Cappelletti:

    Eleccin significa discrecionalidad, aunque no necesariamente

    arbitrariedad; significa valoracin y balance (...), significa que

    deben emplearse no solo los argumentos de la lgica abstracta,

    o tal vez provenientes del anlisis lingstico puramente formal,

    sino tambin y sobre todo aquellos de la historia y de la economa,

    de la poltica y de la tica, de la sociologa y de la psicologa (...)

    46 CANOTILHO, Jos Joaquim Gomes, Direito..., op. cit., pp. 1186-1187. 47 LARENZ, Karl, A metodologia da cincia do direito, 3a. edio, Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1997, p. 194.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 283 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • 284 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    envolvida sua responsabilidade [do Juiz] pessoal, moral e

    poltica, tanto quanto jurdica, sempre que haja no direito

    abertura para escolha diversa.48

    Da porque o Tribunal Constitucional Espanhol j ter consignado

    que a motivao possui a finalidad de evidenciar que el fallo es una

    decisin razonada en trminos de Derecho y no un simple y arbitrario

    acto de voluntad del juzgador en ejercicio de un rechazable

    absolutismo judicial.49 Demonstrao esta que, repise-se, ser

    externada no momento em que se descortina a livre convico

    a qual, enquanto ato de vontade, sempre pressupe uma escolha

    entre as vrias opes possveis.50

    Perelman anota que a maneira de justificar as decises,

    sobretudo nestes campos menos hermticos, ser determinante

    para obter o assentimento de seus pares, de seus superiores e da

    opinio dos juristas, sobre o fato de que prolatou uma sentena

    conforme ao direito.51 Para tanto, so igualmente pertinentes as

    teses comunicativas de desenvolvidas por Habermas, segundo

    o qual imprescindvel argumentar para garantir a pretenso de

    validade e mover o raciocnio dos interessados aceitao das

    proposies.52

    48 CAPPELLETTI, Mauro, Juzes Legisladores?, Fabris, Porto Alegre, 1993, p. 3349 STC n 24/1990. Recurso de Amparo n 2552 e 2573/1989. Espaa B.O.E de 02.mar.1990. 50 Cfr. HERNNDEZ, Igncio Colomer, La motivacin de las sentencias: sus exigencias constitucionales e legales, Tirant Lo Blanch, Valencia, 2003. p. 36.51 PERELMAN, Chim, tica..., op. cit., p. 493.52 Cfr. HABERMAS, Jrgen, Direito e Democracia: entre faticidade e validade, Volume I, 2a. edio, trad. de Flvio Bueno Siebeneichler, Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, 2003, pp. 277-281.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 284 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 285

    involucra la responsabilidad [del Juez] personal, moral y poltica,

    tanto como la jurdica, siempre que haya en el Derecho apertura

    para eleccin diversa.48

    De ah el porqu el Tribunal Constitucional Espaol haya consig-

    nado que la motivacin tiene la finalidad de evidenciar que el fallo

    es una decisin razonada en trminos de Derecho y no un simple y

    arbitrario acto de voluntad del juzgador en ejercicio de un recha-

    zable absolutismo judicial.49 Demostracin que, insistimos, se

    externar en el momento en que se revela la libre conviccin la

    cual, como acto de voluntad, siempre presupone una eleccin entre

    las varias opciones posibles.50

    Perelman anota que la manera de justificar las decisiones, sobre

    todo en estos campos menos hermticos, ser determinante para

    obtener el consentimiento de sus iguales, de sus superiores y de la

    opinin de los juristas, sobre el hecho de que promulg una senten-

    cia conforme al Derecho.51 Para esto, son igualmente pertinentes

    las tesis comunicativas desarrolladas por Habermas, segn el cual

    es imprescindible argumentar para garantizar la pretensin de vali-

    dad y mover el raciocinio de los interesados a la aceptacin de las

    proposiciones.52

    48 CAPPELLETTI, Mauro, Juzes Legisladores?, Fabris, Porto Alegre,1993, p. 33.49 STC n 24/1990. Recurso de Amparo n 2552 e 2573/1989. Espaa B.O.E de 02.mar.1990. 50 Cfr. HERNNDEZ, Ignacio Colomer, La motivacin de las sentencias: sus exigencias cons-titucionales y legales, Tirant Lo Blanch, Valencia, 2003. p. 36.51 PERELMAN, Chim, tica..., op. cit., p. 493.52 Cfr. HABERMAS, Jrgen, Direito e Democracia: entre faticidade e validade, Volume I, 2a. edio, trad. de Flvio Bueno Siebeneichler, Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, 2003, pp. 277-281.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 285 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • 286 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    Dessa maneira, observa-se que a abertura dos princpios e

    a utilizao de conceitos jurdicos indeterminados, ao aumentar a

    margem de atuao judicial, tornam a tarefa de motivar

    racionalmente as escolhas ainda mais primordial.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 286 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 287

    De esa manera, se observa que la apertura de los principios y la

    utilizacin de conceptos jurdicos indeterminados, al aumentar

    el margen de actuacin judicial, hacen que la tarea de motivar racio-

    nalmente las elecciones sea todava ms primordial.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 287 15/03/2012 02:25:35 p.m.

  • 288

    CaPtulo iii

    O Pblico Interno

    Vistos alguns paradigmas que impactam na motivao do Juiz do

    sculo XXI, chega-se ao momento de analisar quais as respectivas

    implicaes da fundamentao das decises em relao ao que

    aqui se denomina pblico interno que, em verdade, nada mais so

    do que os atores do plano estritamente tcnico-processual. dizer,

    os litigantes da causa e os Magistrados que, na sequncia natural

    dos atos, possam vir a (re)examinar a controvrsia.

    Doutrinadores classificam as funes conferidas a tal grupo

    como de natureza endoprocessual.53 No que concerne aos integrantes

    da relao deduzida em juzo, o primeiro aspecto que avulta , como

    mencionado, o de possibilitar a garantia da efetiva participao

    53 Por todos, vide TUCCI, Jos Rogrio Cruz e, Ainda sobre a nulidade da sentena imotivada, Revista de Processo, Ano XIV, n. 56, RT, So Paulo, Out-Dez 1989, p. 223; MOREIRA, Jos Carlos Barbosa, A motivao..., op. cit., p. 288.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 288 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 289

    CaPtulo iii

    El pblico interno

    Vistos algunos paradigmas que impactan en la motivacin del Juez

    del siglo XXI, llega el momento de analizar las respectivas implica-

    ciones de la fundamentacin de las decisiones en relacin a lo que

    aqu se denomina pblico interno que, en verdad, no son nada

    ms que los actores en el plano estrictamente tcnico-procesal.

    Es decir, los litigantes de la causa y los Magistrados que, en la secuen-

    cia natural de los actos, puedan (re)examinar la controversia.

    Los estudiosos clasifican las funciones conferidas a tal grupo

    como de naturaleza endoprocesal.53 En lo que concierne a los inte-

    grantes de la relacin deducida en juicio, el primer aspecto que se

    distingue es, como se ha mencionado, el de posibilitar la garanta

    53 Por todos, vid TUCCI, Jos Rogrio Cruz e, Ainda sobre a nulidade da sentena imo-tivada, Revista de Processo, Ano XIV, n. 56, RT, So Paulo, octubre-diciembre, 1989, p. 223; MOREIRA, Jos Carlos Barbosa, A motivao..., op. cit., p. 288.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 289 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 290 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    e influncia das partes. Caracterstica que est inserida no

    contexto do direito ao procedimento justo, ele prprio revestido de

    fundamentalidade,54 identificado pelo exerccio de um contraditrio

    efetivo, em regime de colaborao e paridade de armas, a ser

    conduzido por Juiz independente a imparcial.

    Ora, de nada adiantaria autores, rus e assistentes participarem

    de uma audincia, terem o seu dia na corte,55 manterem contato

    com seus advogados e elaborarem estratgias de defesa, se a

    deciso no contemplasse as alegaes, ainda que para refut-las.

    A Exposio de Motivos do Cdigo Ibero-Americano de tica Judicial

    no se olvida deste fator, nos seguintes termos: poder contar com

    o convencimento dos destinatrios no que se refere a suas normas

    mais importante para a tica do que para o Direito, por isso a nfase

    posta em um dilogo racional em que so oferecidos argumentos

    e contra-argumentos. Cuida-se, sob outro enfoque, da tica do

    discurso de Habermas, a promover os valores do respeito e da

    considerao.56

    Exigncia que possui contornos especiais na apreciao e

    valorao das provas produzidas, imprescindvel para o controle de

    racionalidade do contedo de suas explicaes.57 Da a correta

    54 Cfr. CANOTILHO, Jos Joaquim Gomes, Estudos sobre Direitos Fundamentais, 2a. ed., Coimbra Editora, Coimbra, 2008, p. 73.55 The quality of the courts procedure turns essentially around the basic principle of the right to be heard () Rather, the court ruling must come as an answer to a partys grievance and to his adversarys defense; each party much have his day in court. CAPPELLETTI, Mauro; TALLON, Denis, Fundamental Guarantees of the Parties in Civil Litigation, Giuffr, Milano, 1973, p. 699. 56 Cfr. HABERMAS, Jurgn, Direito..., op. cit., pp. 280-287.57 Cfr. MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Srgio Cruz, Curso de Processo Civil: Processo de Conhecimento, Vol. II, 6a. ed., RT, So Paulo, 2007, p. 467.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 290 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 291

    de una participacin efectiva a la influencia de las partes. Caracte-

    rstica que encaja en el contexto del Derecho al procedimiento

    justo, revestido de esencialidad,54 identificado por el ejercicio de un

    contradictorio efectivo, en rgimen de colaboracin y paridad de

    armas, a conducirse por un juez independiente e imparcial.

    Ahora bien, no servira de nada que autores, reos y asistentes

    participaran en una audiencia, pasaran el da en la corte,55 mantu-

    vieran contacto con sus abogados y elaboraran estrategias de defen-

    sa, si la decisin no contemplara las alegaciones, aunque fuera para

    refutarlas. La Exposicin de Motivos del Cdigo Iberoamericano de

    tica Judicial no se olvida de este factor, en los siguientes trmi nos:

    poder contar con el convencimiento de los destinatarios en lo que

    se refiere a sus normas es ms importante para la tica que para el

    Derecho, por eso el nfasis puesto en un dilogo racional en el que

    se ofrecen argumentos y contraargumentos. Se pone atencin,

    bajo otro enfoque, en la tica del discurso de Habermas, para pro-

    mover los valores del respeto y de la consideracin.56

    Exigencia que encierra contornos especiales en la apreciacin y

    valoracin de las pruebas producidas, imprescindible para el control de

    racionalidad del contenido de sus explicaciones.57 De ah la correcta

    54 Cfr. CANOTILHO, Jos Joaquim Gomes, Estudos sobre Direitos Fundamentais, 2a. ed., Coimbra Editora, Coimbra, 2008, p. 73.55 The quality of the courts procedure turns essentially around the basic principle of the right to be heard () Rather, the court ruling must come as an answer to a partys grievance and to his adversarys defense; each party much have his day in court. CAPPELLETTI, Mauro; TALLON, Denis, Fundamental Guarantees of the Parties in Civil Litigation, Giuffr, Milano, 1973, p. 699. 56 Cfr. HABERMAS, Jurgn, Direito..., op. cit., pp. 280-287.57 Cfr. MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Srgio Cruz, Curso de Processo Civil: Processo de Conhecimento, Vol. II, 6a. ed., RT, So Paulo, 2007, p. 467.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 291 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 292 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    redao do art. 23 do CIEJ, que assim prev: em matrias de fato

    o Juiz deve proceder com rigor analtico no tratamento do quadro

    de provas. Deve mostrar, em concreto, o que indica cada meio de

    prova, para depois efetuar uma apreciao no seu conjunto.

    Logo, os membros do Poder Judicirio devem se preocupar com a

    fora persuasiva de suas decises.58 H quem assevere, inclusive, que

    a motivao mais importante para o perdedor do que para o

    vencedor, pois o primeiro que ter que se conformar ou impugnar

    as explicaes fornecidas.59 Sem embargo, a aceitabilidade diz

    respeito a ambos assim como opinio pblica em geral, objeto

    do tpico seguinte; conquanto em graus distintos na prtica, por

    bvio, uma vez que aquele que teve sua tese acolhida no se

    importar que o tenha sido por fundamento diverso do alegado.

    Destaque-se, ainda, que a partir da motivao que restaro

    estabelecidos os fundamentos que permitiro tanto a utilizao das

    vias recursais60 como o reexame pela jurisdio de grau superior.

    Eventuais erros, omisses e contradies tero como parmetro

    a fundamentao expendida. A propsito, a respectiva tarefa de

    execuo do comando judicial encontrar menos embaraos diante

    de um quadro de clareza e objetividade.

    58 Cfr. ZAGREBELSKY, Gustavo, Princip e voti. La Corte costituzionale e la poltica, Giulio Einaudi Editore, Torino, 2005, p. 46.59 Cfr. MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Srgio Cruz, Curso..., op. cit., p. 469; GOMES FILHO, Antnio Magalhes, A motivao ..., op. cit., p. 102.60 No ponto, no seria vivel, de forma alguma, o contraditrio e a possibilidade de ampla defesa se motivao [pblica] no houvesse. FIGUEIREDO, Lcia Valle, Estado de Direito e Devido Processo Legal, Revista Trimestral de Direito Pblico, n. 15, Malheiros, So Paulo, 1996, p. 41.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 292 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 293

    redaccin del art. 23 del CIEJ, que as prev: en materias de facto el

    Juez debe proceder con rigor analtico en el tratamiento del marco

    de pruebas. Debe mostrar, en concreto, lo que indica cada medio de

    prueba, para despus efectuar una apreciacin en su conjunto.

    Luego, los miembros del Poder Judicial deben preocuparse por la

    fuerza persuasiva de sus decisiones.58 Hay quien asevera, incluso, que

    la motivacin es ms importante para el perdedor que para el ven-

    cedor, ya que el primero tendr que conformarse o impugnar las

    explicaciones proporcionadas.59 Sin embargo, la aceptabilidad se

    refiere a ambos as como a la opinin pblica en general, objeto

    del tema siguiente; aunque en grados distintos en la prctica, por

    obvio, ya que a aqul cuya tesis fue acogida no le importar que

    haya sido por fundamento diferente al del alegado.

    Destquese, tambin, que a partir de la motivacin se establece-

    rn los fundamentos que permitirn tanto la utilizacin de las vas de

    los recursos60 como el reexamen por la jurisdiccin de grado superior.

    Los errores, las omisiones y las contradicciones eventuales tendrn

    como parmetro la fundamentacin expuesta. A propsito, la tarea

    de ejecucin respectiva del comando judicial encontrar menos

    complicaciones frente a un marco de claridad y objetividad.

    58 Cfr. ZAGREBELSKY, Gustavo, Princip e voti. La Corte costituzionale e la politica, Giulio Einaudi Editore, Torino, 2005, p. 46.59 Cfr. MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Srgio Cruz, Curso..., op. cit., p. 469; GOMES FILHO, Antnio Magalhes, A motivao..., op. cit., p. 102.60 En ese punto, no sera viable, de ninguna forma, el contradictorio y la posibilidad de una amplia defensa si no hubiera motivacin [pblica]. FIGUEIREDO, Lcia Valle, Estado de Direito e Devido Processo Legal, Revista Trimestral de Direito Pblico, n. 15, Malheiros, So Paulo, 1996, p. 41.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 293 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 294 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    Alm disso, Summers recorda que um bom raciocnio poder

    esclarecer e orientar as decises futuras de outros julgadores,61

    principalmente no sistema jurdico anglo-saxo, de vinculao

    e eventual distino dos precedentes.62 Assim, na medida em que

    haja uniformidade na orientao de casos anlogos, o princpio da

    isonomia mantm-se tutelado, assim como a segurana jurdica.

    Torna-se possvel, noutro giro, que as razes minoritrias venham

    a ser adotadas por uma maioria futura.

    Por fim, cumpre ressaltar a funo didtica exercida pelo raciocnio

    judicial, ao permitir que as normas jurdicas possam ser protegidas e

    explicadas aos seus destinatrios, expandindo a eficcia das

    mesmas.63 Algo que vale tanto para o pblico interno como para

    o externo, nos termos aqui propostos e a seguir detalhados.

    61 Cfr. SUMMERS, Robert Samuel, Two types...,, op. cit., p. 713. A motivao de uma deciso (ratio decidendi) fornece uma regra em que os outros Juzes, no mbito do mesmo sistema jurdico, devero ou podero inspirar-se em suas decises referentes a situaes similares. PERELMAN, Cham, tica..., op. cit., p. 279.62 Cfr. DWORKIN, Ronald, Laws Empire, Belknap, Cambridge, 1986, pp. 24-26.63 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, Razonamiento..., op. cit., p. 499.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 294 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 295

    Adicionalmente, Summers nos recuerda que un buen raciocinio

    podr aclarar y orientar las decisiones futuras de otros juzgadores,61

    principalmente en el sistema jurdico anglosajn, de vinculacin

    y eventual distincin a los precedentes.62 As, en la medida en

    que haya uniformidad en la orientacin de casos anlogos, el princi-

    pio de la igualdad se mantiene tutelado, as como la seguridad

    jurdica. En otro momento, se hace posible que una mayora futura

    adopte las razones minoritarias.

    Finalmente, cabe resaltar la funcin didctica ejercida por el racio-

    cinio judicial, al permitir que las normas jurdicas puedan protegerse

    y explicarse a sus destinatarios, ampliando la eficacia de las mis-

    mas.63 Algo vlido tanto para el pblico interno como para el exter-

    no, en los trminos aqu propuestos y detallados a continuacin.

    61 Cfr. SUMMERS, Robert Samuel, Two types...,, op. cit., p. 713. La motivacin de una decisin (ratio decidendi) proporciona una regla en la que los otros Jueces, en el mbito del mismo sistema jurdico, debern o podrn inspirarse en sus decisiones referentes a situa-ciones similares. PERELMAN, Cham, tica..., op. cit., p. 279.62 Cfr. DWORKIN, Ronald, Laws Empire, Belknap, Cambridge, 1986, pp. 24-26.63 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, Razonamiento..., op. cit., p. 499.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 295 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 296

    CaPtulo iV

    O Pblico Externo

    Neste grande auditrio social em que se desenvolve a funo

    judicante em geral e o dever de motivar as decises em particular,

    merecem destaque as relaes estabelecidas entre o Magistrado e

    demais integrantes da comunidade, isto , todos aqueles que no

    so partes diretas da relao deduzida nos autos da porque

    denominadas funes extraprocessuais. Algo que pode ser analisado

    sob diferentes prismas e que guarda pertinncia com os fins polticos

    da motivao.

    Polticos em virtude, primeiramente, da correlata legitimao

    que o Poder Judicirio necessita buscar, no no voto popular

    diretamente, mas na observncia das regras estabelecidas, a

    partir da sujeio s leis vigentes, expresso da soberania popular.

    Somente na medida em que forem apresentadas as razes de

    decidir, todos os titulares do poder e destinatrios das normas

    tero a oportunidade de aferir se os comandos esto de acordo

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 296 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 297

    CaPtulo iV

    El Pblico Externo

    En este grande auditorio social en el que se desarrolla la funcin

    judicial en general y el deber de motivar las decisiones en particu-

    lar, merecen relieve las relaciones establecidas entre el Magistrado y

    otros integrantes de la comunidad, o sea, todos aquellos que no son

    partes directas de la relacin deducida en los autos de ah el por-

    qu se denominan funciones extraprocesales. Esto puede analizarse

    bajo diferentes prismas y se relaciona con los fines polticos de la

    motivacin.

    Los polticos en virtud, primeramente, de la correlativa legitima-

    cin que el Poder Judicial necesita buscar, no en el voto popular direc-

    tamente, sino en la observancia de las normas establecidas, a partir

    de la sujecin a las leyes vigentes, expresin de la soberana popular.

    Solamente en la medida en que se presenten las razones para deci-

    dir, todos los titulares del poder y los destinatarios de las normas

    tendrn la oportunidad de comprobar si las autoridades estn de

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 297 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 298 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    com as prescries aceitas, tanto de natureza material como

    processual.64

    Aplicvel, no ponto, a teoria de legitimao pelo procedimento,

    de Luhmann,65 haja vista que a transferncia intersubjetiva do

    poder aos Magistrados est vinculada ao cumprimento dos atos

    previamente organizados por um sistema de deciso, que confere

    certeza e estabilidade social.

    No se pode perder de vista, outrossim, o relevante aspecto de

    controle difuso que deflagrado pela motivao. Qualquer do povo,

    sobretudo pelo avanado estgio tecnolgico dos tempos atuais,

    pode e deve ter acesso, a fim de exercer uma reflexo crtica, ao

    contedo do raciocnio levado a efeito pelo Magistrado que faz

    um contnuo esforo de convencer o pblico da legitimidade de

    suas decises.66

    Registre-se, a propsito, que os meios de comunicao de massa

    funcionam como propulsores do debate pbico, to mais intenso

    quanto rumoroso e polmico for o caso. A aceitabilidade da opinio

    pblica depender, em muito, do caminho bem justificado at

    a parte dispositiva. De modo que a responsabilidade do Juiz

    64 Conforme acentua Bobbio: Um poder considerado legtimo quanto que o detm o exerce a justo ttulo, e o exerce a justo ttulo enquanto for autorizado por uma norma ou por um conjunto de normas gerais que estabelecem que, em uma determinada comunidade, tem o direito de comandar e de ter seus comandos estabelecidos. BOBBIO, Norberto, Teoria geral da poltica : a filosofia poltica e as lies dos clssicos, trad. de Daniela Beccaccia Versiani, Campus, Rio de Janeiro, 2003, p. 235.65 Cfr. LUHMANN, Niklas, Legitimao pelo procedimento, trad. de Maria da Conceio Crte-Real, UnB, Braslia, 1980, pp. 26-27.66 CAPPELLETTI, Mauro, Juzes Legisladores?, Fabris, Porto Alegre, 1993, p. 98.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 298 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 299

    acuerdo con las prescripciones aceptadas, tanto de naturaleza

    material como procesal.64

    Puede aplicarse, en tal punto, la teora de legitimacin para el

    procedimiento, de Luhmann,65 considerando que la transferencia

    intersubjetiva del poder a los Magistrados est vinculada al cum-

    plimiento de los actos previamente organizados por un sistema de

    decisin, que les confiere certeza y estabilidad social.

    No se puede perder de vista, igualmente, el aspecto relevante

    de control difundido incitado por la motivacin. Cualquier persona,

    sobre todo por el avanzado estadio tecnolgico de los tiempos

    actuales, puede y debe tener acceso, a fin de ejercer una reflexin

    crtica, al contenido del raciocinio realizado por el Magistrado que

    hace un continuo esfuerzo para convencer al pblico de la legiti-

    midad de sus decisiones.66

    Registramos, a propsito, que los medios masivos de comunica-

    cin funcionan como propulsores del debate pbico, tan intenso

    como rumoroso y polmico segn el caso. La aceptabilidad de la

    opinin pblica depender, en mucho, del camino bien justificado

    hasta la parte dispositiva. De modo que la responsabilidad del Juez

    64 Segn acenta Bobbio: Un poder se considera legtimo en cuanto que ostenta o ejer-ce a justo ttulo, y lo ejerce a justo ttulo mientras sea autorizado por una norma o por un conjunto de normas generales que establecen que, en una determinada comunidad, tiene el Derecho de comandar y de tener sus comandos establecidos. BOBBIO, Norberto, Teoria geral da poltica: a filosofia poltica e as lies dos clssicos, trad. de Daniela Beccaccia Versiani, Campus, Rio de Janeiro, 2003, p. 235.65 Cfr. LUHMANN, Niklas, Legitimao pelo procedimento, Trad. de Maria da Conceio Crte-Real, UnB, Braslia, 1980, pp. 26-27.66 CAPPELLETTI, Mauro, Juzes Legisladores?, Fabris, Porto Alegre, 1993, p. 98.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 299 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 300 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    converte-se, cada vez mais, na responsabilidade de justificar e

    maximizar o controle pblico.67

    Denota-se, aqui, a presena do valor da transparncia, mediante

    a conjugao da motivao com a publicidade, ambas a servir de

    garantia instrumental para as mais diversas espcies de controle

    no apenas o social, mas tambm o poltico, o acadmico, o

    disciplinar e o superior.68

    Alis, bastante salutar a existncia de tal fiscalizao tendo

    em vista, inclusive, que o crivo minoritrio do colegiado de hoje pode

    vir a se tornar a posio dominante dos membros de amanh,

    como mencionado. Nessa linha, o conhecimento das razes

    vencidas ressaltado como uma expresso basilar da democracia,

    porquanto resguarda a existncia do dissenso.69 Cappelletti ressalta,

    no ponto, que na motivao divergente, no raro, encontram-se os

    elementos de incerteza que iro abrir caminho para eventuais

    intervenes reparadoras do prprio legislador.70

    No que tange a feio pedaggica da motivao, seu mbito

    consiste na referncia para as atividades dos indivduos, que devem

    se pautar pelos parmetros delimitados pela deciso, trao mais

    acentuado nos processos coletivos e de controle abstrato de

    constitucionalidade.

    67 A constatao foi feita por Aulis Aarnio, para quem a administrao da justia deve ser dotada de autoridade e razo. Apud IBAEZ, Perfecto Andrs; ALEXY, Robert, Jueces y Ponderacin Argumentativa, Mxico : UNAM, 2006, p. 34.68 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, Razonamiento..., op. cit., p. 499.69 HABERMAS, Jrgen, Direito..., op. cit., p. 224.70 CAPPELLETTI, Mauro, Problemas..., op. cit., p. 132.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 300 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 301

    se transforma, cada vez ms, en la responsabilidad de justificar y

    maximizar el control pblico.67

    Aqu se denota, la presencia del valor de la transparencia, median-

    te la conjugacin de la motivacin con lo pblico, ambas sirven de

    garanta instrumental para las ms diversas especies de control no

    slo social, sino tambin poltico, acadmico, disciplinar y superior.68

    De hecho, es muy beneficiosa la existencia de tal control consi-

    derando, incluso, que el tamiz de la minora del colegiado de hoy

    puede llegar a ser la posicin dominante de los miembros de

    maana, como ya se mencion. En esa lnea, el conocimiento

    de las razones vencidas resalta como una expresin bsica de

    la democracia, ya que resguarda la existencia de la discrepancia.69

    Cappelletti resalta, en tal punto, que en la motivacin divergente,

    no raramente, se encuentran los elementos de incertidumbre que

    abrirn camino para intervenciones reparadoras eventuales del

    propio legislador.70

    Referente al aspecto pedaggico de la motivacin, su mbito con-

    siste en la referencia para las actividades de los individuos, que

    deben pautarse por los parmetros delimitados por la decisin,

    rasgo ms acentuado en los procesos colectivos y de control abs-

    tracto de constitucionalidad.

    67 La constatacin la realiz Aulis Aarnio, para quien la administracin de la justica debe estar dotada de autoridad y razn. Referido por IBAEZ, Perfecto Andrs; ALEXY, Robert, Jueces y Ponderacin Argumentativa, UNAM, Mxico, 2006, p. 34.68 Cfr. VIGO, Rodolfo Luis, Razonamiento..., op. cit., p. 499.69 HABERMAS, Jrgen, Direito..., op. cit., p. 224.70 CAPPELLETTI, Mauro, Problemas..., op. cit., p. 132.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 301 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 302 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    Tudo isto com vistas a reforar a confiana (trust) da populao

    nos Juzes, virtude fundamental, decerto, para qualquer agente

    do Estado.71 Ser, portanto, atravs da racionalidade verificada na

    fundamentao desde que acompanhada de uma prestao em

    tempo razovel que o Judicirio receber os aplausos e a chancela

    social de suas atividades.

    71 Cfr. GARCA DE ENTERRA, Eduardo, Democracia..., op. cit, pp. 115-118.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 302 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 303

    Todo esto con la intencin de reforzar la confianza (trust) de la

    poblacin en los Jueces, virtud fundamental, sin duda, para cualquier

    agente del Estado.71 Ser, por lo tanto, a travs de la racionalidad

    verificada en la fundamentacin siempre que venga acompaada

    de una prestacin en tiempo razonable que el Poder Judicial reci-

    bir los aplausos y la aprobacin social de sus actividades.

    71 Cfr. GARCA DE ENTERRA, Eduardo, Democracia..., op. cit, pp. 115-118.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 303 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 304

    CaPtulo V

    Modus operandi: extenso e vcios

    No h dvidas em relao importncia do dever de motivar,

    diante do contexto e das finalidades tratadas at o momento, nem

    ao seu conceito, qual seja, a exigncia de expressar e incorporar

    as razes de fato e de direito utilizados no iter para deciso da

    controvrsia.72 Em outras palavras, argumentar para mostrar

    os motivos que, mais do que a explicam, a tornam justificadas e

    aceitveis em termos tcnicos.73

    A propsito, convm mencionar a concepo da argumentao

    como conjunto de raciocnios que vm apoiar ou combater uma

    tese, que permitam criticar e justificar uma deciso.74 A origem do

    72 Cfr. FIX-ZAMUDIO, Hector, Constitucin y Proceso Civil en Latinoamerica. Estudios Comparativos. Derecho Latinoamericano, Serie D, n. 5, UNAM, Mxico, 1974, p. 95.73 Cfr. ATIENZA, Manuel, Derecho y Argumentacin, Serie de Teoria Jurdica y Filosofia del Derecho, n. 6, Bogot : Universidad Externado de Colmbia, 1997, p. 22.74 PERELMAN, Cham, tica..., op. cit., p. 492.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 304 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 305

    CaPtulo V

    Modus operandi: extensin y vicios

    No hay duda con relacin a la importancia del deber de motivar,

    frente al contexto y a las finalidades tratadas hasta el momento, ni

    al concepto, sea cual sea, la exigencia de expresar e incorporar las

    razones de facto y de Derecho utilizados en el iter para decisin de

    la controversia.72 En otras palabras, argumentar para mostrar los

    motivos que, ms que explicarlos, los vuelve justificados y acepta-

    bles en trminos tcnicos.73

    A propsito, conviene mencionar la concepcin de la argumen-

    tacin como conjunto de raciocinios que apoyan o combaten una

    tesis, que permitan criticar y justificar una decisin.74 El origen del

    72 Cfr. FIX-ZAMUDIO, Hector, Constitucin y Proceso Civil en Latinoamerica. Estudios Compa-ra tivos. Derecho Latinoamericano, Serie D, n. 5, UNAM, Mxico, 1974, p. 95.73 Cfr. ATIENZA, Manuel, Derecho y Argumentacin, Serie de Teoria Jurdica y Filosofia del Derecho, n. 6. Universidad Externado de Colmbia, Bogot, 1997, p. 22.74 PERELMAN, Cham, tica..., op. cit., p. 492.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 305 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 306 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    termo j est na definio de So Toms de Aquino, que denomina

    argumento lo que arguye la mente para convencer a alguien,

    aponta Rodolfo Vigo.75

    A questo que se examina, a seguir, de carter mais prtico,

    acerca da maneira de faz-lo e das respectivas incorrees.

    Os mtodos a serem utilizados para garantia do controle e

    da validao dos contedos, com a demonstrao tica a que

    alguns se referem como honestidade intelectual76 que as

    concluses obtidas no so fruto de eventuais caprichos ou

    idiossincrasias, mas encontram arrimo no ordenamento e nas

    provas dos autos.

    1. Existncia e clareza

    O primeiro requisito que exige de uma boa deciso judicial a sua

    clareza, vale dizer, a ausncia de ambigidades e obscuridades

    que conduzam necessidade de um pronunciamento posterior

    para explicit-la. O artigo 19 do Cdigo Ibero-americano de tica

    Judicial assim sintetiza a idia: motivar implica exprimir, de maneira

    ordenada e clara, as razes juridicamente vlidas e aptas para

    justificar a deciso.

    Em relao a tal qualidade, por bvio, o pressuposto lgico

    antecedente o de que exista alguma fundamentao, porquanto

    75 Do latim argumentum dicitur, quod arguit mentem ad assen tiendum alicui. VIGO, Rodolfo Luis, Razonamiento..., op. cit., p. 496.76 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs; ALEXY, Robert, Jueces..., op. cit., p. 40.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 306 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 307

    trmino ya est en la definicin de Santo Toms de Aquino, que

    denomina argumento lo que arguye la mente para convencer a

    alguien, apunta Rodolfo Vigo.75

    La cuestin que se examina, enseguida, es de carcter ms prc-

    tico, sobre la manera de hacerlo y las respectivas incorrecciones.

    Los mtodos a utilizarse para garanta del control y de la validacin

    de los contenidos, con la demonstracin tica a que algunos se

    refieren como honestidad intelectual76 que las conclusiones obte-

    nidas no son fruto de eventuales caprichos o idiosincrasias, sino

    que encuentran apoyo en el ordenamiento y en las pruebas de

    los autos.

    1. Existencia y claridad

    El primer requisito que se exige de una buena decisin judicial es la

    claridad, es decir, la ausencia de ambigedades y obscuridades que

    lleven a la necesidad de un pronunciamiento posterior para expli-

    citarla. El artculo 19 del Cdigo Iberoamericano de tica Judicial

    sintetiza la idea de la siguiente manera: motivar implica expresar,

    de manera ordenada y clara, las razones jurdicamente vlidas y aptas

    para justificar la decisin.

    Con relacin a tal cualidad, obviamente, el presupuesto lgico

    antecedente es el de que exista alguna fundamentacin, ya que

    75 Del latn argumentum dicitur, quod arguit mentem ad asen tiendum alicui. VIGO, Rodolfo Luis, Razonamiento..., op. cit., p. 496.76 Cfr. IBAEZ, Perfecto Andrs; ALEXY, Robert, Jueces..., op. cit., p. 40.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 307 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 308 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    nula a sentena completamente desprovida de fundamentao

    (...) que agride o devido processo legal e mostra a face da

    arbitrariedade, incompatvel com o Judicirio democrtico.77

    Reconhece-se que, por vezes, no to simples identificar o

    conceito de deciso no fundamentada, apartando-o de deciso

    mal fundamentada e de deciso insuficientemente fundamentada.78

    Certo, contudo, que a sano de nulidade tem sido reservada

    apenas para os casos em que haja total desprovimento de razes.

    2. Completude

    Na inteireza dos fundamentos reside algumas das principais

    polmicas em torno da motivao. No obstante as partes e,

    principalmente, seus advogados intentarem que o juzo se debruce

    sobre todas as alegaes deduzidas, resta pacificado que a

    motivao no deve ser entendida em termos to amplos.

    , por exemplo, o que assentou a Corte Interamericana de

    Direitos Humanos, ao registrar que el deber de motivar no exige

    una respuesta detallada a todo argumento de las partes,79 posio

    que se harmoniza com a ressalva final do artigo 25 do Cdigo de

    77 SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIA. REsp n0 18.731/PR, 4a. Turma. Rel. Min. Slvio de Figueiredo, Brasil, DJ de 30.03.1992. Na apreciao de caso envolvendo Tribunal Militar da Grcia, a Corte Europia de Direitos Humanos tambm assentou a absoluta impossibilidade de ausncia de fundamentao, por violao ao artigo 6.1 (direito ao processo eqitativo). CORTE EUROPIA DE DIREITOS HUMANOS, Caso Hadjianastassiou vs. Grcia, Sentena de 16.12.1992.78 Cfr. CARNEIRO, Athos de Gusmo, Sentena mal fundamentada e sentena no fundamentada, Revista de Processo, Ano XXI, n. 81, RT, So Paulo, Jan-mar de 1996, p. 222.79 Caso Apitz vs. Venezuela, cit.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 308 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 309

    nula es la sentencia completamente privada de fundamentacin

    (...) que agrede el debido proceso legal y muestra el rostro de la arbi-

    trariedad, incompatible con el Poder Judicial democrtico.77

    Se reconoce que, a veces, no es tan simple identificar el concepto

    de decisin no fundamentada, apartndolo del de decisin mal

    fundamentada y del de decisin insuficientemente fundamen tada.78

    Es cierto, sin embargo, que la sancin de nulidad se ha reservado

    slo para los casos en que haya total carencia de razones.

    2. Integridad

    En la integridad de los fundamentos residen algunas de las princi-

    pales polmicas en torno a la motivacin. No obstante las partes y,

    principalmente, sus abogados intenten que el juicio se incline sobre

    todas las alegaciones deducidas, queda consensuado que la moti-

    vacin no debe entenderse en trminos tan amplios.

    Es, por ejemplo, lo que asent la Corte Interamericana de Dere-

    chos Humanos, al registrar que el deber de motivar no exige una

    respuesta detallada a todo argumento de las partes,79 posicin que

    se armoniza con la reserva final del artculo 25 del Cdigo de tica

    77 SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIA. REsp n0 18.731/PR, 4a. Turma. Rel. Min. Slvio de Figueiredo, Brasil, DJ de 30.03.1992. En la apreciacin del caso que involucra al Tribunal Militar de Grecia, la Corte Europea de Derechos Humanos tambin asent la absoluta imposibi lidad de ausencia de fundamentacin, por violacin al artculo 6.1 (Derecho al pro-ceso equitativo). CORTE EUROPEA DE DERECHOS HUMANOS, Caso Hadjianastasiou vs. Grecia,Sentencia del 16.12.1992.78 Cfr. CARNEIRO, Athos de Gusmo, Sentena mal fundamentada y sentena no fun-damentada, Revista de Proceso, Ano XXI, n. 81, RT, So Paulo, enero-marzo de 1996, p. 222.79 Caso Apitz vs. Venezuela, cit.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 309 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 310 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    tica referido: a motivao deve estender-se a todas as alegaes

    das partes ou s razes produzidas pelos Juzes que tenham

    apreciado antes a questo, desde que sejam relevantes para a deciso.

    De modo o Juiz pode se contentar em examinar os fundamentos

    que seja suficientes e relevantes para o deslinde da causa. A uma,

    por uma questo de durao razovel do processo, direito

    igualmente fundamental; a duas, em virtude da natureza dos rgos

    jurisdicionais, que no se constituem em tribunais de consulta.

    Razo pela qual o Magistrado pode ser sucinto e objetivo em

    fundamentao, com simplicidade, na medida em que contemple os

    argumentos essenciais para soluo do conflito com uma conciso

    que seja compatvel com a total compreenso das razes expostas.80

    O que no significa estar autorizado para a mera remisso aos

    dispositivos legais ou a partir de formulaes vazias tais como por

    falta de amparo legal ou ausncia de omisso, sem o exame

    concreto das alegaes.81 O CIEJ foi percuciente ao prever, em seu

    art. 25, que a motivao em matria de Direito no pode limitar-se

    invocao das normas aplicveis, especialmente nas decises

    sobre o mrito de determinada matria.

    3. O exame das provas

    A partir do clssico brocardo da mihi factum, dabo tibi jus, surge

    outra face bastante sensvel em matria de motivao: as

    80 Art. 27 do CIEJ.81 Cfr. GRECO, Leonardo, Garantas..., op. cit., p. 85.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 310 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 311

    referido: la motivacin debe ampliarse a todas las alegaciones de

    las partes o a las razones producidas por los Jueces que hayan apre-

    ciado antes la cuestin, siempre que sean relevantes para la decisin.

    As que el Juez puede contentarse con examinar los fundamen-

    tos suficientes y relevantes para el deslinde de la causa. Uno, por

    una cuestin de duracin razonable del proceso, derecho igual-

    mente fundamental; dos, en virtud de la naturaleza de los rganos

    jurisdiccionales, que no constituyen tribunales de consulta. Razn

    por la cual el Magistrado puede ser sucinto y objetivo en fundamen-

    tacin, con simplicidad, en la medida en que contemple los argu-

    mentos esenciales para la solucin del conflicto con una concisin

    compatible con la total comprensin de las razones expuestas.80

    Esto no significa estar autorizado para la simple remisin a los

    dispositivos legales o a partir de formulaciones vacas tales como

    por falta de amparo legal o ausencia de omisin, sin el examen

    concreto de las alegaciones.81 El CIEJ fue perspicaz al prever, en su

    art. 25, que la motivacin en materia de Derecho no puede limi-

    tarse a la invocacin de las normas aplicables, especialmente en las

    decisiones sobre el mrito de determinada materia.

    3. Examen de las pruebas

    A partir del clsico axioma da mihi factum, dabo tibi jus, surge

    otro aspecto bastante sensible en materia de motivacin: las

    80 Art. 27 del CIEJ.81 Cfr. GRECO, Leonardo, Garantas..., op. cit., p. 85.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 311 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • 312 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    questes fticas e o direito prova. Em etapas determinantes

    deste ltimo admisso e valorao a motivao se far presente.

    O rigor referente a tal anlise (art. 27 do CIEJ) corolrio do margem

    de convico atribuda ao Juiz.82

    Em primeiro plano, no momento de admisso dos meios de

    prova, deve-se perquirir a necessidade e a pertinncia do proposto.

    Isto porque a prova deve ser lcita, relevante e capaz de provar o

    fato controvertido. Neste particular, o indeferimento deve, pois,

    ser cuidadosamente motivado, a fim de no se embaraar o

    exerccio da ampla defesa e contraditrio.

    No exame do contedo das provas, propriamente dito, h

    situaes falta de correspondncia com os dados dos autos,

    com a omisso na valorao da prova existente ou, ao contrrio,

    pela incluso no raciocnio de prova inexistente.83 Marinoni e

    Arenhart advertem, por exemplo, para sentenas fundadas

    em quesitos periciais que no retratam as respostas que esto

    nos autos, ou mesmo sentenas que distorcem depoimentos

    testemunhais.84

    dizer, alerta-se para o fato de que o contedo da prova deve

    ser explicado e confrontado, especialmente no caso de dubiedade

    82 O Cdigo de Processo Civil brasileiro bem expresso tal relao: art. 131. O Juiz apreciar livremente a prova, atendendo aos fatos e circunstncias constantes dos autos, ainda que no alegados pelas partes; mas dever indicar, na sentena, os motivos que Ihe formaram o convencimento.83 Cfr. GOMES FILHO, Antnio Magalhes, A motivao..., op. cit., p. 188.84 MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Srgio Cruz, Curso..., op. cit., p. 467.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 312 15/03/2012 02:25:36 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 313

    cuestiones fcticas y el Derecho a la prueba. En etapas determinan-

    tes de este ltimo admisin y valoracin la motivacin se har

    presente. El rigor referente a tal anlisis (art. 27 del CIEJ) es corolario

    del margen de conviccin atribuido al Juez.82

    En primer plano, en el momento de admisin de los medios de

    prueba, debe indagarse la necesidad y la pertinencia de lo propues-

    to. Esto porque la prueba debe ser lcita, relevante y capaz de probar

    el hecho impugnado. En particular, el rechazo debe, pues, estar cui-

    dadosamente motivado, a fin de no entorpecer el ejercicio de la

    amplia defensa y el contradictorio.

    En el examen del contenido de las pruebas, propiamente dicho,

    hay situaciones faltas de correspondencia con los datos de los

    autos, con la omisin en la valoracin de la prueba existente o, al

    contrario, por la inclusin en el raciocinio de prueba inexistente.83

    Marinoni y Arenhart advierten sobre, por ejemplo, las sentencias

    fundadas en interrogaciones periciales que no retratan las respues-

    tas contenidas en los autos, o aun en las sentencias que alteran las

    declaraciones testimoniales.84

    Es decir, se alerta sobre el hecho de que el contenido de la

    prueba debe explicarse y confrontarse, especialmente en el caso

    82 El Cdigo de Proceso Civil brasileo expresa bien tal relacin: art. 131. El Juez aprecia-r libremente la prueba, atendiendo a los hechos y circunstancias constantes en los autos, aunque no alegados por las partes; pero deber indicar, en la sentencia, los motivos que le formaron el convencimiento.83 Cfr. GOMES FILHO, Antnio Magalhes, A motivao..., op. cit., p. 188.84 MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Srgio Cruz, Curso..., op. cit., p. 467.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 313 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • 314 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    e da utilizao de prova indiciria situao em que se utiliza o

    raciocnio presuntivo. Acerca da necessidade de valorao individual

    e, na sequncia, do conjunto de todas as provas, vale a referncia

    ao art. 23 do CIEJ.85

    4. Justificao interna e externa

    A necessidade de lgica e coerncia das decises consiste em uma

    das diretrizes que devem ser adotadas pelos Juzes. A adoo de

    determinadas premissas deve conduzir a concluses compatveis

    com as escolhas, assim como a prpria validade daquela seleo, no

    lugar de outras, no pode escapar de balizas racionais. Alexy

    observa que, no primeiro caso, se est diante da justificao interna;

    enquanto no outro, da justificao externa, ou de segundo nvel86.

    O mbito interno relaciona-se, de plano, com aspectos de no-

    contradio no contexto dos argumentos e de inferncia entre as

    proposies. Em outros termos, o foco central est na compatibilidade

    entre os enunciados,87 a partir das regras e procedimentos

    empricos.

    Mais tormentosa a justificao externa, na qual se requer

    que boas razes sejam declinadas para embasar os critrios para

    a aplicao da lei a ou b, a similitude com o precedente x ou y,

    85 Art. 23 Em matrias de fato o Juiz deve proceder com rigor analtico no tratamento do quadro de provas. Deve mostrar, em concreto, o que indica cada meio de prova, para depois efetuar uma apreciao no seu conjunto.86 Cfr. ALEXY, Robert, Teoria da Argumentao Jurdica, trad. de Zilda Hutchinson Schild Silva, Landy, So Paulo, 2001, p. 218.87 Cfr. GOMES FILHO, Antnio Magalhes, A motivao..., op. cit., p. 125.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 314 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 315

    de ambigedad y de la utilizacin de prueba indiciosa situacin

    en la que se utiliza el raciocinio presuntivo. Sobre la necesidad de

    valoracin individual y, en secuencia, del conjunto de todas las

    pruebas, vale la referencia al art. 23 del CIEJ.85

    4. Justificacin interna y externa

    La necesidad de lgica y coherencia de las decisiones consiste en una

    de las directrices que los Jueces deben adoptar. La adopcin de deter-

    minadas premisas debe conducir a conclusiones compatibles con las

    elecciones, as como la propia validez de aquella eleccin, en lugar de

    otras, no puede escapar de marcos racionales. Alexy observa que, en

    el primer caso, se est frente a la justificacin interna; mientras que

    en el otro, frente a la justificacin externa, o de segundo nivel.86

    El mbito interno se relaciona, con aspectos de no contradiccin

    en el contexto de los argumentos y de inferencia entre las proposi-

    ciones. En otros trminos, el foco central est en la compatibilidad

    entre los enunciados,87 a partir de las normas y procedimientos

    empricos.

    Ms tormentosa es la justificacin externa, en la cual se requiere

    que no se admitan buenas razones para fundamentar los criterios

    para la aplicacin de la ley a o b, a semejanza con o procedente de

    85 Art. 23 en materias de facto el Juez debe proceder con rigor analtico en el tratamiento del marco de pruebas. Debe mostrar, en concreto, lo que indica cada medio de prueba, para despus efectuar una apreciacin en su conjunto.86 Cfr. ALEXY, Robert, Teoria da Argumentao Jurdica, trad. de Zilda Hutchinson Schild Silva, Landy, So Paulo, 2001, p. 218.87 Cfr. GOMES FILHO, Antnio Magalhes, A motivao..., op. cit., p. 125.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 315 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • 316 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    ou, ainda, a utilizao do mtodo hermenutico tal em detrimento de

    outros igualmente possveis. De igual modo, tm espao reservado

    as formas especiais de argumentos jurdicos, tais como o analgico,

    o a contrariu sensu, o a fortiori e o ad absurdum.88 Na tnica

    deste trabalho, tais ferramentas viabilizam a tarefa de convencimento

    dos destinatrios da deciso.

    5. Motivao implcita, per relationem e por formulrios

    No ltimo ponto deste tpico, optou-se pela juno de trs espcies

    de motivao que, conquanto bastante utilizadas pelos tribunais,

    carecem de redobrada cautela na respectiva aplicao, a saber:

    a motivao implcita, a motivao por remisso e a motivao por

    formulrios ou modelos.

    Na motivao implcita, deduz-se que alguma tese foi refutada

    pelo juzo, em virtude da adoo de outra que a inviabiliza, ainda que

    tal assertiva no esteja explicitada na deciso. Embora no

    desejvel sob o aspecto da inteireza da anlise, cuida-se de lacunas

    logicamente aceitveis, desde que obedeam a limites tcitos

    fixados pelas prprias escolhas anteriores.89 Diferente, portanto,

    da mera omisso.

    A propsito, o Tribunal Constitucional de Portugal j afastou

    interpretao que fora conferida ao Cdigo de Processo Penal

    88 Segundo Alexy, so seis os referenciais para a justificao externa: (1) estatuto; (2) dogmtica; (3) precedente; (4) razo; (5) fatos; e (6) formas especiais de argumentos jurdicos. Cfr. ALEXY, Robert, Teora..., op. cit., pp. 225 e 262.89 Cfr. GOMES FILHO, Antnio Magalhes, A motivao..., op. cit., p. 198.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 316 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 317

    x o y, o, aun, la utilizacin del mtodo hermenutico en detrimento

    de otros igualmente posibles. De igual modo, tienen espacio reser-

    vado las formas especiales de argumentos jurdicos, tales como el

    analgico, el a contrariu sensu, el a fortiori y el ad absurdum.88

    En la tnica de este trabajo, tales herramientas viabilizan la tarea de

    convencimiento de los destinatarios de la decisin.

    5. Motivacin implcita, per relationem y por formularios

    En el ltimo punto de este tema, se opt por la unin de tres espe-

    cies de motivacin que, aunque bastante utilizadas por los tribuna-

    les, carecen de mayor cautela en la respectiva aplicacin, a saber: la

    motivacin implcita, la motivacin por remisin y la motivacin por

    formularios o modelos.

    En la motivacin implcita, se deduce que alguna tesis se refut

    por el juicio, en virtud de la adopcin de otra que la inviabiliza,

    aunque tal afirmacin no se explicite en la decisin. Si bien no

    deseable bajo el aspecto de la integridad del anlisis, se advier-

    te de espacios lgicamente aceptables, siempre que obedezcan los

    lmites tcitos fijados por las propias elecciones anteriores.89 Es dife-

    rente, por lo tanto, de la simple omisin.

    A propsito, el Tribunal Constitucional de Portugal ya aisl la inter-

    pretacin que le haba sido conferida al Cdigo de Proceso Penal

    88 Segun Alexy, son seis los referenciales para la justificacin externa: (1) estatuto; (2) dogmtica; (3) precedente; (4) razn; (5) factos; y (6) formas especiales de argumen-tos jurdicos. Cfr. ALEXY, Robert, Teora..., op. cit., pp. 225 y 262.89 Cfr. GOMES FILHO, Antnio Magalhes, A motivao..., op. cit., p. 198.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 317 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • 318 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    daquele pas por Tribunal local, que havia reputado desnecessria a

    discriminao dos fatos provados e no provados, mesmo em sede

    recursal. Do contrrio, abrir-se-ia porta s indesejveis tentativas

    de advinhao:

    (...) ainda antes da operao de subsuno dos factos ao direito,

    o Juiz est ainda obrigado a explicitar o exame crtico das provas

    que serviram para formar a convico do tribunal. (...)

    Logicamente, a falta de enumerao dos factos provados e no

    provados compromete seriamente e retira qualquer valor mera

    opera o de indicao e exame crtico das provas. (...)

    Esta inaptido impede o controlo da legalidade desta deciso,

    no permite convencer os interessados e os cidados em geral

    acerca da sua correco e justia e no obriga o seu autor a

    ponderar os seus pressupostos de facto, falhando como meio

    de autocontrolo (...) viola inequivocamente a exigncia

    constitucional da fundamentao das decises judiciais, na

    medida em que abre a porta s indesejveis tentativas de

    advinhao dos fundamentos de facto da deciso por parte

    dos respectivos destinatrios.90

    A motivao per relationem, por sua vez, ocorre quando outras

    razes de decidir, seja de processo, ou mesmo de instncia

    90 TRIBUNAL CONSTITUCIONAL, Acrdo n 408/2007, 2a. Seo. Rel. Conselheiro Joo Cura Mariano, Portugal, 11.jul.2007.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 318 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 319

    de ese pas por el Tribunal local, que haba considerado innecesaria

    la discriminacin de los hechos probados y no probados, aun con

    sede en recursos. De lo contrario, se abrira la puerta a las indesea-

    bles tentativas de adivinacin:

    (...) aun antes de la operacin de subsuncin de los hechos al

    Derecho, el Juez est adems obligado a explicitar el examen

    crtico de las pruebas que sirvieron para formar la conviccin del

    tribunal. (...)

    Lgicamente, la falta de enumeracin de los hechos probados y

    no probados compromete seriamente y retira cualquier valor a la

    simple opera cin de eleccin y examen crtico de las pruebas. (...)

    Esta ineptitud impide el control de la legalidad de esta decisin,

    no permite convencer a los interesados y a los ciudadanos en

    general sobre su correccin y justicia y no obliga a su autor a

    ponderar sus presupuestos de facto, fallando como medio de

    autocontrol (...) viola inequvocamente la exigencia consti-

    tucional de la fundamentacin de las decisiones judiciales, en la

    medida en que abre la puerta a las indeseables tentativas de

    adivinacin de los fundamentos de facto de la decisin por

    parte de los respectivos destinatarios.90

    La motivacin per relationem, a su vez, ocurre cuando otras ra-

    zones de decidir, ya sean de proceso, o an de diversa ndole, se

    90 TRIBUNAL CONSTITUCIONAL, Acrdo n 408/2007, 2a. Seo. Rel. Conselheiro Joo Cura Mariano, Portugal, 11.jul.2007.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 319 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • 320 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    diversa, so incorporadas e simplesmente replicadas como

    fundamento pareceres ministeriais tambm se inserem nesta

    classificao. Os Magistrados devem ter parcimnia com este

    mtodo, pois possvel que haja elementos supervenientes a

    alterar a posio anterior, alm de peculiaridades que revelem

    a impropriedade do paradigma invocado.

    Razo pela qual remisso corresponde o nus da confirmao

    do nexo de objeto e da plena identidade de contedo, a fim de elidir

    uma fundamentao autnoma. Sem embargo de ser regularmente

    aceita, como ilustra a jurisprudncia constitucional do Brasil,91 no

    lcito que a prtica descambe para o mero reenvio, tambm

    conhecido pela lacnica expresso mantida por seus prprios

    fundamentos, em violao ao dever de motivar.

    Finalmente, nas hipteses em que a controvrsia unicamente

    de matria de direito, reiteradas vezes apreciadas, as decises

    modelo ou de formulrios podem ser adotadas, sem violao

    tutela jurisdicional efetiva. No particular, uma vez mais, os casos

    devem manter similitude total pois, como afirmou o Tribunal

    Constitucional Espanhol peticiones idnticas pueden recibir

    respuestas idnticas sin que la reiteracin en la fundamentacin

    suponga ausencia de sta, debiendo analizarse el caso concreto

    91 Vale registrar, por necessrio, que se reveste de plena legitimidade jurdico-constitucional a adoo (...) da tcnica da motivao per relationem (...) Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propsito da tcnica da motivao por referncia ou por remisso, reconheceu-a compatvel com o que dispe o art. 93, inciso IX, da Constituio da Repblica [obrigao de motivar], como resulta de diversos precedentes firmados (...) SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, HC n 102.732/DF , Rel. Min. Marco Aurlio, Brasil, DJ de 07.05.2010.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 320 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 321

    incorporan y simplemente se replican como fundamento los pare-

    ceres ministeriales tambin encajan en esta clasificacin. Los Ma-

    gistrados deben tener parsimonia con este mtodo, pues es posible

    que haya elementos supervenientes que alteren la posicin anterior,

    adems de peculiaridades que revelen lo impropio del paradigma

    invocado.

    Por esta razn a la remisin corresponde la sobrecarga de la con-

    firmacin del nexo de objeto y de la plena identidad de contenido,

    a fin de eludir una fundamentacin autnoma. Sin embargo, por ser

    regularmente aceptada, como ilustra la jurisprudencia constitu-

    cional de Brasil,91 no es lcito que la prctica tienda al simple reenvo,

    tambin conocido por la expresin sucinta mantenida por sus

    propios fundamentos, en violacin al deber de motivar.

    Finalmente, en las hiptesis en que la controversia es nica-

    mente materia de Derecho, apreciadas reiteradas veces, pueden

    adoptarse decisiones modelo o de formularios, sin violacin a la

    tutela jurisdiccional efectiva. Particularmente, una vez ms, los

    casos deben mantener semejanza total pues, como afirm el Tribu-

    nal Constitucional Espaol las peticiones idnticas pueden recibir

    respuestas idnticas sin que la reiteracin en la fundamentacin

    suponga ausencia de sta, debiendo analizarse el caso concreto

    91 Cabe registrar, necesariamente, que se reviste de plena legitimidad jurdico-constitu-cional la adopcin (...) de la tcnica de la motivacin per relationem (...) con efecto, el Supremo Tribunal Federal, pronuncindose a propsito de la tcnica de la motivacin por referencia o por remisin, la reconoci compatible con lo que dispone el art. 93, inciso IX, de la Constitucin de la Repblica [obligacin de motivar], como resulta de diversos prece-dentes firmados (...) SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, HC n 102.732/DF, Rel. Min. Marco Aurlio, Brasil, DJ de 07.05.2010.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 321 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • 322 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    para determinar la suficiencia de la respuesta ofrecida.92 Em 2006,

    inclusive, o ordenamento processual brasileiro estabeleceu

    dispositivo com autorizao neste sentido, para casos idnticos,

    conhecidas como aes repetitivas.93

    Conclui-se, assim, que as trs tcnicas representam atenuao

    para o dever de motivar de sua concepo tradicional e desejada,

    em vista da dinmica da atuao judicial e da tempestividade

    dos processos, cuja validade, porm, circunscreve-se a especficas

    situaes, sob pena de nulidade.

    92 STC n 223/2003. Recurso de Amparo n 2.581/2001, Espaa, B.O.E de 20.04.2004.93 Art. 285-A do Cdigo de Processo Civil, com a redao dada pela Lei n 11.277/2006: Quando a matria controvertida for unicamente de direito e no juzo j houver sido proferida sentena de total improcedncia em outros casos idnticos, poder ser dispensada a citao e proferida sentena, reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 322 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 323

    para determinar la suficiencia de la respuesta ofrecida.92 En 2006,

    incluso, el ordenamiento procesal brasileo estableci un disposi-

    tivo con autorizacin en este sentido, para casos idnticos, conocidos

    como acciones repetitivas.93

    Se concluye, as, que las tres tcnicas representan atenuacin

    para el deber de motivar de su concepcin tradicional y deseada, en

    vista de la dinmica de la actuacin judicial y de la tempestividad

    de los procesos, cuya validez, sin embargo, se circunscribe a situa-

    ciones especficas, bajo pena de nulidad.

    92 STC n 223/2003. Recurso de Amparo n 2.581/2001, Espaa, B.O.E de 20.04.2004.93 Art. 285-A del Cdigo de Proceso Civil, con la redaccin dada por la Ley n 11.277/2006: Cuando la materia controvertida sea nicamente de Derecho y en el juicio ya hubiera sido proferida sentencia de total improcedencia en otros casos idnticos, podr dispen-sarse la citacin y proferida sentencia, reproducindose el contenido de la anteriormente promulgada.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 323 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • 324

    CaPtulo Vi

    Consideraes finais

    Assim como prprio de toda a atividade humana, a sociedade no

    pode esperar a perfeio do ofcio exercido pelos Juzes, na condio

    de meros mortais que buscam construir razes.94 A expectativa de

    todos os jurisdicionados, no entanto, que a magistratura possa

    atuar legitimamente, em conformidade com as regras estabelecidas,

    mediante a garantia de uma apreciao de litgios independente,

    imparcial e, acima de tudo, justa.

    Neste desiderato, como visto, o princpio da motivao

    binmio dever/direito desempenha papel central. Ao ter que

    enunciar a individualizao das normas aplicveis, a anlise ftica e

    a qualificao jurdica decorrente, o membro do Poder Judicirio

    encontra uma conteno sua atividade racional, da qual deve

    94 Cfr. SUMMERS, Robert Samuel, Two types..., op. cit., p. 710.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 324 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • 325

    CaPtulo Vi

    Consideraciones finales

    As como es propio de toda la actividad humana, la sociedad

    no puede esperar la perfeccin del oficio ejercido por los Jueces, en

    su condicin de simples mortales que buscan construir razones.94

    La expectativa de todos a los que se aplica la jurisdiccin, sin

    embargo, es que la magistratura pueda actuar legtimamente,

    en conformidad con las normas establecidas, mediante la garanta

    de una apreciacin, de litigios, independiente, imparcial y, sobre

    todo, justa.

    En este desidertum, como se vio, el principio de la motivacin

    binomio deber/Derecho desempea un papel central. Al tener

    que enunciar la individualizacin de las normas aplicables, el anli-

    sis ftico y la cualificacin jurdica correspondiente, el miembro del

    Poder Judicial encuentra una contencin a su actividad racional, de

    94 Cfr. SUMMERS, Robert Samuel, Two types..., op. cit., p. 710.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 325 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • 326 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    prestar contas no apenas s partes do processo, mas tambm a

    toda a comunidade. Em respeito, ao final, prpria soberania

    popular.

    O cenrio atual nas democracias constitucionais, marcado

    pela consagrao dos direitos fundamentais e pela posio

    cada vez mais destacada dos Juzes, intensifica a demanda e a

    responsabilidade por decises que sejam aceitveis e controlveis.

    No por outra razo, a idia de participao e de assentimento

    corporifica esta nova fase, em que a fora estatal, apesar de ainda

    fundada na autoridade, alia-se, tambm, ao uso da justificao

    racional. Ainda mais quando as clusulas gerais e os princpios

    constitucionais so caracterizados pela semntica aberta.

    O consequente novo modelo de Juiz deve ser trabalhado,

    dessa maneira, nas escolas de formao e aperfeioamento da

    magistratura,95 priorizando-se a relevncia de uma boa motivao

    como virtude em contnuo desenvolvimento. Tal processo vem

    a reforar a proteo da confiana que os cidados depositam no

    Poder Judicirio, expressando dimenso da segurana jurdica,

    subprincpio concretizador do Estado de Direito.96

    Por derradeiro, retomando-se a idia inicial do protagonista que

    precisa convencer ao seu pblico, vale a referncia s palavras de

    Maximiliano que, em texto cuja primeira edio data do ano 1924,

    95 Cfr. CARBONELL, Miguel, Los guardianes..., op. cit., p. 35.96 Cfr. CANOTILHO, Jos Joaquim Gomes, Direito..., op. cit., p. 257.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 326 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 327

    la cual debe prestar cuentas no solo a las partes del proceso, sino

    tambin a toda la comunidad. Respetando, al final, a la propia sobe-

    rana popular.

    El escenario actual en las democracias constitucionales, marca-

    do por la consagracin de los Derechos fundamentales y por la po-

    sicin cada vez ms destacada de los Jueces, intensifica la demanda

    y la responsabilidad por decisiones que sean aceptables y contro-

    lables. No por otra razn, la idea de participacin y de asentimiento

    corporeiza esta nueva fase, en la que la fuerza estatal, a pesar de

    aun fundada en la autoridad, se ala, tambin, al uso de la justifi-

    cacin racional. An ms cuando las clusulas generales y los prin-

    cipios constitucionales se caracterizan por la semntica abierta.

    El consecuente nuevo modelo de Juez debe trabajarse, de esa

    manera, en las escuelas de formacin y perfeccionamiento de

    la magistratura,95 dndole prioridad a la relevancia de una buena

    motivacin como virtud en continuo desarrollo. Tal proceso refuer-

    za la proteccin de la confianza que los ciudadanos depositan en

    el Poder Judicial, expresando dimensin de la seguridad jurdica, sub

    principio realizador del Estado de Derecho.96

    Finalmente, retomando la idea inicial del protagonista que nece-

    sita convencer a su pblico, cabe mencionar las palabras de Maxi-

    miliano que, en un texto cuya primera edicin data del ao 1924,

    95 Cfr. CARBONELL, Miguel, Los guardianes..., op. cit., p. 35.96 Cfr. CANOTILHO, Jos Joaquim Gomes, Direito..., op. cit., p. 257.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 327 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • 328 Luzes sobre Tmis: a motivao como imperativo tico e legitimador do Juiz

    tambm j fazia aluso ao elementos da representao teatral para

    analisar a atividade da magistratura. Confira-se, por total pertinncia

    e atualidade:

    Existe entre o legislador e o Juiz a mesma relao que entre

    o dramaturgo e o ator. Deve atender s palavras da pea e

    inspirar-se no seu contedo; porm, se verdadeiro artista, no

    se limita a uma reproduo plida e servil: d vida ao papel,

    encarna de modo particular a personagem, imprime um trao

    pessoal representao, empresta s cenas um certo colorido,

    variaes de matiz quase imperceptveis; e de tudo faz

    ressaltarem aos olhos dos espectadores maravilhados belezas

    inesperadas, imprevistas. Assim o Magistrado: no procede

    como insensvel e frio aplicador mecnico de dispositivos;

    porm como rgo de aperfeioamento destes, intermedirio

    entre a letra morta dos Cdigos e a vida real, apto a plasmar,

    com a matria-prima da lei, uma obra de elegncia moral e til

    sociedade. No o considerem autmato; e, sim, rbitro da

    adaptao dos textos s espcies ocorrentes.97

    Que os Juzes possam, pois, conferir vida aos textos legais,

    atuando de forma transparente nos palcos iluminados pelo princpio

    da motivao, inegvel imperativo tico e legitimador, a fim de

    obter a satisfao e a compreenso de todos os mltiplos

    interessados.

    97 MAXIMILIANO, Carlos, Hermenutica e aplicao do direito, 19a. ed., Forense, Rio de Janeiro, 2006 (1924) , pp. 49-50.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 328 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 329

    tambin ya aluda a elementos de la representacin teatral para

    analizar la actividad de la magistratura. Confrntese, por total per-

    tinencia y actualidad:

    Existe entre el legislador y el Juez la misma relacin que entre el

    dramaturgo y el actor. Debe atender a las palabras de la pieza

    e inspirarse en su contenido; sin embargo, si es un verdadero

    artista, no se limita a una reproduccin plida y servil: le da vida

    al papel, encarna de modo particular el personaje, imprime un

    rasgo personal a la representacin, le da a las escenas un cierto

    colorido, variaciones de matiz casi imperceptibles; y de todo hace

    resaltar ante los ojos de los espectadores maravillados belle-

    zas inesperadas, imprevistas. As el Magistrado: no procede como

    insensible y frio aplicador mec nico de dispositivos; sin embargo

    como rgano de perfeccionamiento de estos, intermediario entre

    la letra muerta de los Cdigos y la vida real, apto para plasmar,

    con la materia prima de la ley, una obra de elegancia moral y til

    a la sociedad. No lo consideren autmata; y, si, rbitro de la

    adaptacin de los textos a las especies ocurrentes.97

    Que los Jueces puedan, pues, conceder vida a los textos legales,

    actuando de forma transparente en los palcos iluminados por el

    principio de la motivacin, innegable imperativo tico y legitimador,

    a fin de obtener la satisfaccin y la comprensin de todos los mlti-

    ples interesados.

    97 MAXIMILIANO, Carlos, Hermenutica e aplicao do direito, 19a. ed., Forense, Rio de Janeiro, 2006 (1924), pp. 49-50.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 329 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • 330

    refernCias bibliogrfiCas

    ALEXY, Robert, Teoria da Argumentao Jurdica, trad. de Zilda

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    Estado constitucional de derecho, UNAM, Mxico, 2005.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 330 15/03/2012 02:25:37 p.m.

  • 331

    referenCias bibliogrfiCas

    ALEXY, Robert, Teoria da Argumentao Jurdica, trad. de Zilda

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    TUCCI, Jos Rogrio Cruz e, Ainda sobre a nulidade da sentena

    imotivada, Revista de Processo, Ano XIV, n. 56, Revista dos

    Tribunais, So Paulo, Outubro-Dezembro 1989.

    UNIO EUROPIA, Corte Europia de Direitos Humanos, Caso

    Hadjianastassiou vs. Grcia. Sentena de 16.dez.1992. Disponvel

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    VIGO, Rodolfo Luis, Razonamiento Justificatorio Judicial, Doxa-

    Cuadernos de Filosofia del Derecho, n. 21, Biblioteca Virtual Miguel

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    em 1.ago.2010.

    ZAGREBELSKY, Gustavo, El Derecho Dctil. Ley, Derechos, Justicia,

    9a. edio, trad. de Marina Gascn, Trotta, Madrid, 2009.

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    Giulio Einaudi Editore, Torino, 2005.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 346 15/03/2012 02:25:38 p.m.

  • Luces sobre Temis: La motivacin como imperativo tico y legitimador del Juez 347

    TUCCI, Jos Rogrio Cruz e, Ainda sobre a nulidade da sentena

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    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 347 15/03/2012 02:25:38 p.m.

  • Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 348 15/03/2012 02:25:38 p.m.

  • Esta obra se termin de imprimir y encua dernar en abril de 2012 en los talleres de Ediciones Corunda, S.A. de C.V., calle Panten nm. 209, Bodega 3, Colonia Los Reyes Coyoacn, Delegacin Coyoacn, C.P. 04330, Mxico, D.F. Se utilizaron tipos Advert Light de 8, 10, 11 y 34 puntos. La edi cin consta de 1,000 ejemplares impresos en papel bond de 75 grs.

    Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 349 15/03/2012 02:25:38 p.m.

  • Serie Monografas Premiadas 4_MotivacionJudicial.indb 350 15/03/2012 02:25:38 p.m.

    PortadaContenidoContenidoPresentaaoPresentacinPrlogoPrlogoPrimeiro lugar. MOTIVAO JUDICIALSOB A PERSPECTIVA TICAPrimer lugar. MOTIVACIN JUDICIALDESDE LA PERSPECTIVATICAIntroduoIntroduccinCaptulo I. Dever de motivao e excelncia judicialCaptulo I. Deber de motivaciny excelencia judicialCaptulo II. O dever de motivao na teoria daargumentao jurdicaCaptulo II. El deber de motivacin en la teorade la argumentacin jurdicaCaptulo III. Abrangncia do deverde motivaoCaptulo III. Alcance del deberde motivacinCaptulo IV. Relao do dever de motivar comoutros deveres ticos do JuizCaptulo IV. Relacin del deber de motivar conotros deberes ticos del JuezCaptulo V.ConclusoCaptulo V.ConclusinReferncias bibliogrficasReferenciasbibliogrficasSegundo lugar. MOTIVAO JUDICIALSegundo lugar. LA MOTIVACIN JUDICIAL IntroduoIntroduccinCaptulo I.Origens da motivaoCaptulo I.Orgenes de la MotivacinCaptulo II.Que a motivao?Captulo II.Qu es la Motivacin?Captulo III.Funes de MotivaoCaptulo III.Funciones de la MotivacinCaptulo IV. Motivao quanto oramento da outras virtudes deontologicasCaptulo IV. Motivacin como presupuesto deotras virtudes deontolgicasCaptulo V.ConclusoCaptulo V.ConclusionesRefernciasbibliogrficasReferenciasbibliogrficasTerceiro lugar. LUZES SOBRE TMIS: A MOTIVAO COMO IMPERATIVO TICO ELEGITIMADOR DO JUIZTercer lugar. LUCES SOBRE TEMIS: LA MOTIVACIN COMO IMPERATIVO TICO YLEGITIMADOR DEL JUEZCaptulo I. Consideraes iniciaisCaptulo I. Consideraciones inicialesCaptulo II. Cenrio de fundo: dilogo e compromisso no Estado Democrtico de DireitoCaptulo II. Escenario de fondo: dilogo y compromiso en elEstado Democrtico de DerechoCaptulo III. O Pblico InternoCaptulo III.El pblico internoCaptulo IV.O Pblico ExternoCaptulo IV.El Pblico ExternoCaptulo V.Modus operandi: extenso e vciosCaptulo V. Modus operandi: extensin y viciosCaptulo VI.Consideraes finaisCaptulo VI.Consideraciones finalesRefernciasbibliogrficasReferenciasbibliogrficas

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